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semiologia do abdomem, Resumos de Semiologia

resumo de semiologia do abdomem, orientado a pratica de enfermagem

Tipologia: Resumos

2019

Compartilhado em 28/08/2019

gaby-locateli
gaby-locateli 🇧🇷

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Resumo - Semiologia do Abdome
Anatomia:
Pontos de Referência: processo xifoide, rebordos costais, músculo reto abdominal, umbigo, linha média,
cristas ilíacas, espinha ilíaca ântero-superior, ligamentos inguinais e sínfise púbica.
Aponeurose do M. Oblíquo Externo está presente no abdome recobrindo grande parte dele, dando
sustentação devido a sua grande resistência.
Fragilidade nessa parede pode acarretar no aparecimento de hérnias, como por exemplo a hérnia
umbilical (protusão do intestino) devido a um fechamento não eficiente que ocorreu com a retirada
do cordão umbilical. Outro exemplo é a hérnia inguinal que ocorre mais em homens já que o
testículo cresce primeiramente dentro da cavidade abdominal e desce para o escroto através do
canal inguinal que pode não se fechar corretamente tornando-se um ponto de fragilidade. E a hérnia
incisional que é decorrente de um corte, acontecendo muito no pós cirúrgico pela cisão de um
ponto.
A hérnia pode acontecer em qualquer lugar da parede abdominal. O grande problema é quando
ocorre a protusão de alguma alça intestinal que ao ser retirada a força exercida no local deveria
voltar porém fica presa gerando complicações. Com o passar do tempo com a diminuição da
oxigenação e diminuição do retorno venoso pode gerar uma necrose podendo romper a parede do
intestino extravasando fezes para cavidade. Essa hérnia é chamada de encarcerada.
TGI: Boca -> Esófago (esfincter esofágico superior e esfíncter esofágico inferior) -> Estômago (parte final
- piloro) -> Intestino Delgado (Duodeno, jejuno e íleo) -> Intestino Grosso (Ceco, Colo Ascendente, Flexura
Direita ou Hepática, Colo Transverso, Flexura Esquerda, Colo Descendente, Curva Sigmoide-> Reto ->
Canal Anal -> Anús.
Como o duodeno recebe secreções vinda da vesícula biliar, fígado e pâncreas muitas patologias
acometem o duodeno.
A bile é produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar. Ela é composta de enzimas que
atuam na digestão de alimentos principalmente alimentos gordurosos. A bile cheda no
duodeno através da ampola hepatopancreática nessa região existe o Esfincter de Oddi que se
abre através de um estimulo com a passagem do alimento.
Pode acontecer pedra na vesícula que permanecendo na vesícula pode não ser perceptível. A
partir da hora que ela segue para o canal e o entope, levando ao acúmulo de bile propiciando
o acúmulo de bactérias, gerando inflamação e consecutivamente dor.
Nesses casos aconselha restrição alimentar de alimentos gordurosos afim de evitar a
utilização da bile.
A pessoa fica ictérica na coledocolitíase, pois obstrui a passagem total da bile. Além disso
ocorre o escurecimento da urina pelo acúmulo de bilirrubina no sangue e esbranquiçamento
das fezes.
Termos Técnicos:
Colelitíase - pedra na vesícula
Coledocolitíase - pedra no canal colédoco
Colecistite - inflamação na vesícula
Colecistectomia - retirada da vesícula (não tem consequências)
Colangite - inflamação dos canais biliares
Tumores na cabeça do pâncreas podem obstruir a passagem bile. Causa icterícia flutuante.
Flutuante pois o tumor cresce e ocorre necrose, ele retorna a crescer e depois a necrose
retorna.
Pancreatite Biliar é causada pela obstrução do canal pancreático por uma pedra da vesícula
que desce.
Divisão do Abdome em quadrantes:
Em 4 quadrantes - dividido pela linha média e linha transumbilical:
Quadrante Superior Direito
Quadrante Superior Esquerdo
Quadrante Inferior Direito
Quadrante Inferior Esquerdo
Em 9 Quadrantes - mais utilizada, dividida pela linha hemiclavicular direita e esquerda até o ponto
médio inguinal, linha subcostal (10ª costela) e linha intertubercular (5ª vértebra lombar). Em cada
quadrante estará localizado os órgãos que direcionam o diagnóstico:
Hipocôndrio Direito e Esquerdo
Flanco Direito e Esquerdo
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Resumo - Semiologia do Abdome

Anatomia: Pontos de Referência: processo xifoide, rebordos costais, músculo reto abdominal, umbigo, linha média, cristas ilíacas, espinha ilíaca ântero-superior, ligamentos inguinais e sínfise púbica. Aponeurose do M. Oblíquo Externo está presente no abdome recobrindo grande parte dele, dando sustentação devido a sua grande resistência. Fragilidade nessa parede pode acarretar no aparecimento de hérnias, como por exemplo a hérnia umbilical (protusão do intestino) devido a um fechamento não eficiente que ocorreu com a retirada do cordão umbilical. Outro exemplo é a hérnia inguinal que ocorre mais em homens já que o testículo cresce primeiramente dentro da cavidade abdominal e desce para o escroto através do canal inguinal que pode não se fechar corretamente tornando-se um ponto de fragilidade. E a hérnia incisional que é decorrente de um corte, acontecendo muito no pós cirúrgico pela cisão de um ponto. A hérnia pode acontecer em qualquer lugar da parede abdominal. O grande problema é quando ocorre a protusão de alguma alça intestinal que ao ser retirada a força exercida no local deveria voltar porém fica presa gerando complicações. Com o passar do tempo com a diminuição da oxigenação e diminuição do retorno venoso pode gerar uma necrose podendo romper a parede do intestino extravasando fezes para cavidade. Essa hérnia é chamada de encarcerada. TGI: Boca -> Esófago (esfincter esofágico superior e esfíncter esofágico inferior) -> Estômago (parte final

  • piloro) -> Intestino Delgado (Duodeno, jejuno e íleo) -> Intestino Grosso (Ceco, Colo Ascendente, Flexura Direita ou Hepática, Colo Transverso, Flexura Esquerda, Colo Descendente, Curva Sigmoide-> Reto -> Canal Anal -> Anús. Como o duodeno recebe secreções vinda da vesícula biliar, fígado e pâncreas muitas patologias acometem o duodeno. A bile é produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar. Ela é composta de enzimas que atuam na digestão de alimentos principalmente alimentos gordurosos. A bile cheda no duodeno através da ampola hepatopancreática nessa região existe o Esfincter de Oddi que se abre através de um estimulo com a passagem do alimento. Pode acontecer pedra na vesícula que permanecendo na vesícula pode não ser perceptível. A partir da hora que ela segue para o canal e o entope, levando ao acúmulo de bile propiciando o acúmulo de bactérias, gerando inflamação e consecutivamente dor. Nesses casos aconselha restrição alimentar de alimentos gordurosos afim de evitar a utilização da bile. A pessoa fica ictérica na coledocolitíase, pois obstrui a passagem total da bile. Além disso ocorre o escurecimento da urina pelo acúmulo de bilirrubina no sangue e esbranquiçamento das fezes. Termos Técnicos: Colelitíase - pedra na vesícula Coledocolitíase - pedra no canal colédoco Colecistite - inflamação na vesícula Colecistectomia - retirada da vesícula (não tem consequências) Colangite - inflamação dos canais biliares Tumores na cabeça do pâncreas podem obstruir a passagem bile. Causa icterícia flutuante. Flutuante pois o tumor cresce e ocorre necrose, ele retorna a crescer e depois a necrose retorna. Pancreatite Biliar é causada pela obstrução do canal pancreático por uma pedra da vesícula que desce. Divisão do Abdome em quadrantes: Em 4 quadrantes - dividido pela linha média e linha transumbilical: Quadrante Superior Direito Quadrante Superior Esquerdo Quadrante Inferior Direito Quadrante Inferior Esquerdo Em 9 Quadrantes - mais utilizada, dividida pela linha hemiclavicular direita e esquerda até o ponto médio inguinal, linha subcostal (10ª costela) e linha intertubercular (5ª vértebra lombar). Em cada quadrante estará localizado os órgãos que direcionam o diagnóstico: Hipocôndrio Direito e Esquerdo Flanco Direito e Esquerdo

Fossa Ilíaca Direita e Esquerda Epigástrio Mesogástrio Hipogástrio Principais Sinais e Sintomas: Náuseas, vômitos, perda do apetite, disfagia (dificuldade para deglutir), odinofagia (dor ao deglutir), alterações intestinais (diarreia e constipação), icterícia e distensão abdominal. Dor abdominal é a mais importante. Perguntar a origem da dor, quando iniciou, irradiação, tipo da dor, intensidade, fator de melhora ou piora, se intermitente de quanto em quanto tempo sente a dor. Dois tipos: Dor Visceral: ocorre por tensão ou estiramento da parede das vísceras ou da capsula que as envolve. Geralmente é difusa e mal localizada. Costuma ser sentido na linha média no epigástrio, mesogástrio e no hipogástrio. Dor Parietal: irritação do peritônio parietal localizado na parede abdominal correspondente ao local da lesão, ou seja, é melhor localizada. Na apendicite a dor se inicia periumbilical e com a evolução acaba irritando o peritônio causando a dor parietal. *Dor referida é quando se sente a dor em um local distante do acometido devido muito a embriologia do nervo. Sintomas associados: vômito, pirose (geralmente associada a gastrite e doença do refluxo gastroesofágico), tosse e rouquidão (devido a ação do ácido na parede da laringe e faringe), disfagia (motilidade ou estrutural - qual tipo de alimento? progredindo? quanto tempo?. Outro fator para disfagia é a presença de divertículo), odinofagia, eructação (arrotar), alteração na função intestinal, disúria (dor ao urinar), polaciúria (aumento da frequência de micções sem relação ao volume), nictúria (aumento da frequência noturna), poliúria (aumento do volume), incontinência urinária (perda de urina involuntariamente), hematúria (sangue na urina visível ou não). Alteração na função intestinal: Diarreia: quando começou? frequência? volume? cheiro? cor? presença de muco? presença de sangue? Hidratação venosa desses casos depende do numero de evacuações. Melena - sangue digerido leva a considerar uma hemorragia digestiva alta. Constipação: menos de 3 evacuações por semana com a sensação de evacuação incompleta mediante a esforço. Hematoquezia - presença de sangue nas fezes, sangue pincelado Enterorragia - grande quantidade de sangue na evacuação. Pode ser causado por um divertículo, tumor, úlcera e etc. Exame Físico: Paciente em decúbito dorsal com os braços estendidos ao lado do corpo e as pernas estendidas, sem flexão. Inspeção: Tipo de Abdome: plano, globoso, escavado (barriga negativa), avental (dobra sobre a sínfise púbica), batráquio (aumento dos flancos). Presença de cicatrizes, estrias, veias dilatadas ou lesões na pele. Cicatriz de Kocher - incisão subcostal na colecistectomia Cicatriz de McBurney - incisão para apendicectomia Cicatriz de Pfannenstiel - incisão de cesária Cicatriz Supraumbilical Cicatriz mediana infraumbilical Circulação: presença de varizes significa que o sangue não está sendo drenado indicando principalmente problemas na veia cava e na veia porta Circulação colateral centrífuga - problema de veia porta Circulação colateral ascendente - problema de veia cava Equimose - aparecem em casos que a inflamação se perdura por dias, como o caso de uma pancreatite que se não tratada pode necrosar e se tornar uma pancreatite necro-hemorrágica levando ao aparecimento de uma quimose. Se romper o baço isso não acontece porque você deve operar imediatamente:

síndrome metabólica que agridem de forma crônica o fígado. Esteatose - acúmulo de gordura no fígado. Devido a fibrose o sangue que deveria chegar ao fígado não chega e isso causa uma hipertensão dos vasos periféricos (veia porta), e o sangue sem tem para onde ir acaba extravasando para a cavidade abdominal. Além disso começa a aparecer circulação colateral para o escoamento do sangue. Carcinomatose Peritoneal: neoplasia de intestino que metastisa para o peritônio. Tumor de caráter secretivo que pode levar a ascite. Insuficiência Cardíaca: devido a não chegada de sangue surge uma insuficiência cardíaca direita e isso gera uma estase causando edema de membro inferiores, edema de barriga. Tuberculose Peritoneal: irritação que ocorre no peritônio por microrganismo que pode gerar um ascite. A diminuição da produção de albumina pela fígado devido a desnutrição, por diferença de concentração no vaso que está diminuída devido a queda de proteínas tende a sair e isso gera ascite e edema de MMII. Assim como acontece com pacientes receberam muito líquido principalmente por via endovenosa. Possui vários graus. Pode ser grande com grande quantidade de líquido ou pequena com pouco quantidade. Exame de Ascite: Dependendo do grau não é possível identificar a ascite no exame físico. Se for uma ascite de pequeno volume não é muito difícil identificar. Se for de médio volume em decúbito dorsal o líquido segue para as laterais e a parte mais anterior do abdome fica menos pronunciada. Já em uma ascite de grande volume em decúbito dorsal o líquido segue para as laterais porém devido a grande quantidade de líquido a parte mais anterior fica bem pronunciada. Manobras: Percussão: Som maciço de acordo com o posicionamento do líquido (em uma ascite moderada o líquido em posição dorsal segue para a lateral então na região periumbilical o som na percussão será timpânico. Teste de Piparote: mão espalmada de um lado da barriga e se da um "peteleco" do outro lado. Isso gera uma vibração que é uma onde mecânica que será transferida através do conteúdos dentro da cavidade abdominal, com líquido ocorre um aumento na vibração. Abdome Agudo: Não é sinônimo de cirurgia. Distúrbio agudo, súbito e espontâneo cujo principal manifestação é a dor abdominal de intensidade variada e evolução progressiva com necessária intervenção imediata. Tratamento pode ser clínico e na maioria dos casos cirúrgico. Causas: Apendicite Aguda Diverticulite: um ou mais divertículos presentes no intestino se tornam inflamados. Muito comum em intestino grosso e sigmoide (este fica presente na fossa ilíaca esquerda - prestar atenção no paciente que chega com dor nessa região). Diverticulose é o estado normal desses divertículos. Volvo Intestinal: torção que o intestino causa e torno do seu próprio eixo causando obstrução intestinal Gastroeterocolite Aguda (GECA): de caráter clínico, é uma inflamação dos órgãos do TGI caracterizado pelo aumento e diminuição da consistência das evacuações. Doença Inflamatória Pélvica: gerada por inflamação das tubas uterinas e ovários. Cetoacidose Diabética: diabetes descompensada, principalmente pacientes do tipo I, chegam ao ps com dor na barriga porém não significa nada essa dor. Crise Falcêmica: anemia falciforme que em suas crises pode causar dor na barriga. Síndrome do Intestino Irritável: diarreia crônica. Em casos de peritonite difusa - o sinal de descompressão brusca será positivo em várias partes do abdome. Tipos de Abdome Agudo: Abdome Agudo Perfurativo: exemplo é a úlcera perfurada em que seu conteúdo extravasa para a cavidade abdominal causando uma peritonite difusa. Alguns tipos de peritonite é local devido a pequena perfuração que ocorre no TGI. Abdome Agudo por Trauma: introdução de objetos pelo ânus por exemplo pode causar perfuração do colo sigmoide, assim como a deglutição de materiais cortantes. Abdome Agudo Obstrutivo: exemplos é o fecaloma, volvo, tumor. Ocorre uma oclusão mecânica no

TGI. A dor inicial é na região periumbilical que pode evoluir com náuseas, vômitos, distensão abdominal. Aumento dos ruídos hidroaéreos devido as ondas de Kussmaul. Abdome Agudo Vascular: exemplo é a isquemia do vasos causando dor com o aumento da necessidade de maior aporte sanguíneo. Com a evolução isso leva a necrose do intestino e isso faz com ocorra perfuração do intestino. Abdome Agudo Hemorrágico: exemplo é o aneurisma de aorta abdominal, gravidez ectópica rota. Paciente chega pálido, com taquicardia, pressão baixa levando a um choque hemorrágico. Abdome Agudo Inflamatório: apendicite, colecistite, pancreatite. Apendicite: é a maior causa de abdome agudo cirúrgico no mundo. Sinal de Jobert: timpanismo na linha hemiclavicular direita a altura do fígado causado por uma perfuração do estômago liberando ar para cavidade. Sinal de Blumberg: detecta irritação peritoneal no ponto de McBurneyu (terço médio da linha da crista ilíaca ântero-superior direita até a cicatriz umbilical) através da descompressão brusca. Sinal de Rovsing: compressão da fossa ilíaca esquerda com dor na fossa ilíaca direita devido ao conteúdo do lado direito se distenderem devido a compressão. Sinal do Obturador: dor ao flexionar a perna e puxar para a lateral com o paciente em decúbito dorsal. Sinal do Psoas: dor ao estender a perna direita paciente em decúbito lateral esquerdo. Sinal de Chutro: desvio da cicatriz umbilical para direita devido a um processo inflamatório. Sinal de Lenander: diferença de temperaturas axilar e retal maior que 1ºC Sinal de Dunphy: Dor na fossa ilíaca direita que piora com tosse.