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semiologia dos ossos, Resumos de Diagnóstico por Imagem

semiologia dos ossos - Diagnóstico por imagem

Tipologia: Resumos

2023

À venda por 16/09/2023

mhbfiumari
mhbfiumari 🇧🇷

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Semiologia dos ossos
LESÕES TRAUMÁTICAS DOS OSSOS E
ARTICULAÇÕES
FUNDAMENTOS DE ANATOMIA E FISIOLOGIA
Graças às estruturas rígidas representadas pelos ossos,
intercaladas com articulações, é possível realizar
movimentos para a locomoção, atividades da vida diária,
práticas esportivas e trabalho.
REMODELAMENTO OSSEO
Três células são responsáveis pelo remodelamento ósseo:
osteócitos, osleoblastos e osteociastos, que interagem pela
liberação de proteínas, citocinas e outros fatores teciduais.
ESTRUTURA DOS OSSOS
Ha 2 tipos principais de ossos - osso esponjoso (trabecular) e
osso compacto ou cortical (denso).
Várias formas elas são: Longos, curtos, planos, cuboides,
irregulares e sesamóides.
Os ossos longos apresentam 3 porções: epífise, metáfise e
diáfise.
Periósteo: O periósteo é uma membrana delgada que
envolve os ossos, à exceção das superfícies articulares.
Cortical: Formada de osso compacto, envolve o canal
medular na diáfise, contorna a metáfise e envolve a
epífise.
Esponjosa: É observada em corte no nível da epífise e da
metáfise, sendo formada por uma rede tridimensional de
finas trabéculas que se anastomosam entre si, deixando
espaços que são preenchidos pela medula óssea.
Cartilagem articular: É um tipo de cartilagem que não se
calcifica e que recobre as superfícies articulares das
peças ósseas, cuja função é reduzir o atrito e amortecer
os choques.
PLANOS DO CORPO
Þ
Os termos de posicionamento que descrevem os
ângulos do raio central (RC) ou as relações entre as
partes do corpo são frequentemente relacionados aos
planos imaginários que passam através do corpo em
posição anatômica.
Þ
O estudo de uma TC (tomografia computadorizada), RM
(ressonância magnética) e ultrassonografia (diagnóstico
médico por ultrassom) enfatiza a anatomia seccional e
também envolve os planos primário se os cortes
longitudinais e os transversais ou axiais.
INCIDÊNCIAS RADIOGRÁFICAS
Þ
Incidência é um termo de posicionamento que descreve
a direção ou trajetória do raio central da fonte de raios
X, quando estes atravessam o paciente, projetando uma
imagem do receptor de imagem.
Þ
Ainda que “posição” seja utilizado no meio clínico, o
termo “incidência” é considerado mais apropriado para
descrever como o posicionamento é feito.
TERMOS COMUNS DE INCIDÊNCIA
Incidência pósteroanterior (PA): O feixe de Rx passa
primeiro na superfície posterior / dorsal do corpo,
despois na anterior e depois chega ao filme / receptor
para formar a imagem.
Incidência anteroposterior (AP): O feixe de Rx passa
primeiro na superfície anterior / ventral do corpo,
despois na posterior e depois chega ao filme / receptor
para formar a imagem.
Incidência oblíqua (AP): pode ser direita ou esquerda. O
nome é dado mediante o lado do paciente que está
MAIS PERTO DO FILME. Ex: Direita Anterior Oblíqua
com o paciente obliquado, a parte anterior do lado
direito do paciente está perto do filme.
Incidência oblíqua (PA): Pode ser direita ou esquerda. O
nome é dado mediante o lado do paciente que está
MAIS PERTO DO FILME. Ex: Esquerda Posterior Oblíqua
com o paciente obliquado, a parte posterior do lado
esquerdo do paciente está perto do filme.
Incidência médiolateral e lateromedial: Pode ser direita
ou esquerda. O nome é dado mediante o lado do
paciente que está MAIS PERTO DO FILME. Ex: Lateral
Direita o lado direito do paciente está perto do filme e
o esquerdo virado para o tubo de Rx.
TERMINOLOGIA DAS FRATURAS
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Semiologia dos ossos

LESÕES TRAUMÁTICAS DOS OSSOS E

ARTICULAÇÕES

FUNDAMENTOS DE ANATOMIA E FISIOLOGIA

Graças às estruturas rígidas representadas pelos ossos, intercaladas com articulações, é possível realizar movimentos para a locomoção, atividades da vida diária, práticas esportivas e trabalho.

REMODELAMENTO OSSEO

Três células são responsáveis pelo remodelamento ósseo: osteócitos, osleoblastos e osteociastos, que interagem pela liberação de proteínas, citocinas e outros fatores teciduais.

ESTRUTURA DOS OSSOS

Ha 2 tipos principais de ossos - osso esponjoso (trabecular) e osso compacto ou cortical (denso). Várias formas elas são : Longos, curtos, planos, cuboides, irregulares e sesamóides. Os ossos longos apresentam 3 porções: epífise, metáfise e diáfise.

  • Periósteo: O periósteo é uma membrana delgada que envolve os ossos, à exceção das superfícies articulares.
  • Cortical: Formada de osso compacto, envolve o canal medular na diáfise, contorna a metáfise e envolve a epífise.
  • Esponjosa: É observada em corte no nível da epífise e da metáfise, sendo formada por uma rede tridimensional de finas trabéculas que se anastomosam entre si, deixando espaços que são preenchidos pela medula óssea.
  • Cartilagem articular: É um tipo de cartilagem que não se calcifica e que recobre as superfícies articulares das peças ósseas, cuja função é reduzir o atrito e amortecer os choques.

PLANOS DO CORPO

Þ Os termos de posicionamento que descrevem os ângulos do raio central (RC) ou as relações entre as partes do corpo são frequentemente relacionados aos planos imaginários que passam através do corpo em posição anatômica. Þ O estudo de uma TC (tomografia computadorizada), RM (ressonância magnética) e ultrassonografia (diagnóstico médico por ultrassom) enfatiza a anatomia seccional e também envolve os planos primário se os cortes longitudinais e os transversais ou axiais.

INCIDÊNCIAS RADIOGRÁFICAS

Þ Incidência é um termo de posicionamento que descreve a direção ou trajetória do raio central da fonte de raios X, quando estes atravessam o paciente, projetando uma imagem do receptor de imagem. Þ (^) Ainda que “posição” seja utilizado no meio clínico, o termo “incidência” é considerado mais apropriado para descrever como o posicionamento é feito.

TERMOS COMUNS DE INCIDÊNCIA

  • (^) Incidência pósteroanterior (PA): O feixe de Rx passa primeiro na superfície posterior / dorsal do corpo, despois na anterior e depois chega ao filme / receptor para formar a imagem.
  • Incidência anteroposterior (AP): O feixe de Rx passa primeiro na superfície anterior / ventral do corpo, despois na posterior e depois chega ao filme / receptor para formar a imagem.
  • Incidência oblíqua (AP): pode ser direita ou esquerda. O nome é dado mediante o lado do paciente que está MAIS PERTO DO FILME. Ex: Direita Anterior Oblíqua – com o paciente obliquado, a parte anterior do lado direito do paciente está perto do filme.
  • (^) Incidência oblíqua (PA): Pode ser direita ou esquerda. O nome é dado mediante o lado do paciente que está MAIS PERTO DO FILME. Ex: Esquerda Posterior Oblíqua
    • com o paciente obliquado, a parte posterior do lado esquerdo do paciente está perto do filme.
  • Incidência médiolateral e lateromedial: Pode ser direita ou esquerda. O nome é dado mediante o lado do paciente que está MAIS PERTO DO FILME. Ex: Lateral Direita – o lado direito do paciente está perto do filme e o esquerdo virado para o tubo de Rx.

TERMINOLOGIA DAS FRATURAS

Þ As fraturas são descritas e classificadas de acordo com sua localização, extensão, direção, posição e número de linhas de fraturas e fragmentos ósseos resultantes. Þ A fratura é inicialmente classificada em completa ou incompleta. A fratura completa apresenta uma solução de continuidade em todo o diâmetro do ósseo e a fratura incompleta apresenta um segmento da cortical intacto. A fratura completa é classificada em simples ou cominutiva.

  • A fratura simples apresenta 1 linha de fratura com dois fragmentos ósseos.
  • A fratura cominuta (ou cominutiva) apresenta duas ou mais linhas de fratura, com pelo menos três fragmentos ósseos.

FRATURAS ESPECÍFICAS DE CRIANÇAS

Þ As diferenças nas propriedades biomecânicas do osso nas crianças em relação aos adultos propiciam a formação de vários tipos de fraturas incompletas, tais como as fraturas em galho verde e torus. Þ As fraturas epifisárias são mais comuns em crianças. Essas fraturas são descritas de acordo com a classificação de Salter-Harris.

  • A fratura tipo I é definida como uma separação metaepifisária, com a linha de fratura localizada na fise de crescimento.
  • (^) A fratura tipo II é a mais comum, caracterizada por uma linha de fratura na fise de crescimento. estendendo-se para a metáfise óssea.
  • A fratura tipo III é a fratura da fise estendendo-se para a epífise e superfície articular.
  • A fratura tipo IV ocorre frequentemente no côndilo lateral do úmero em crianças menores que 10 anos, apresentando uma orientação vertical, acometendo a metáfise, cartilagem de crescimento e epífise.
  • A fratura tipo V é rara, correspondendo a uma impactação da cartilagem de crescimento.

RADIOLOGIA CONVENCIONAL

Þ É essencial a realização de radiografias de alta qualidade com o apropriado posicionamento do paciente. O estudo radiográfico inicial deve incluir pelo menos dois planos distintos, obtidos em projeções de 90° de um em relação ao outro (frente e perfil) Þ (^) A fratura aparece, em geral, como uma linha radio- transparente, podendo se manifestar como uma linha esclerótica nas fraturas compressivas.

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

Þ (^) A TC apresenta grandes vantagens em relação às radiografias convencionais, pois elimina a superposição de estruturas nas imagens , tendo utilidade na avaliação de órgãos com uma anatomia complexa, difíceis de serem avaliados pelas radiografias simples. Þ A TC multidetectores é hoje o método de escolha para o estadiamento das fraturas do esqueleto axial. A capacidade de obtenção de imagens multiplanares permite a localização exata das fraturas, a pesquisa de fragmentos intra-articulares, luxações e uma mensuração precisa de desvios.

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Þ A ressonância magnética (RM) é o método por imagem com melhor contraste entre osso, medula óssea, músculos, líquido, gordura e vasos. A RM é capaz de detectar a fratura, porém apresenta papel limitado em seu diagnóstico e estadiamento, pois existem métodos mais simples e com custo menor para esse fim. No caso do estadiamento das fraturas, radiografia e TC são, na maioria das vezes, superiores a RM. Þ O papel da RM é crucial no diagnóstico das fraturas ocultas. Essas fraturas não são visíveis na radiografia/TC. Diante disso, por conta do quadro clínico muito evidente para fratura ou suspeita de lesão em partes moles, uma RM é indicada e a fratura pode ser detectada, caracterizando a fratura oculta.

tenham sido inconclusivas ou apresentem déficit neurológico, não permitindo o correto diagnóstico e conduta.

COLUNA CERVICAL SUPERIOR

Þ As lesões da transição craniocervical têm alto índice de mortalidade no local do acidente por associação com lesão do segmento superior da medula espinal ou bulbo, comprometendo os centros de ativação respiratório e cardíaco. São traumas de alta energia, como os acidentes automotivos, particularmente aqueles envolvendo pedestres e motociclistas, são os mais comuns. Þ As luxações e subluxações craniocervicais podem ocorrer entre a base do crânio (côndilos occipitais) e a primeira vértebra cervical (atlas), entre o atlas e a segunda vertebra cervical (áxis) ou ainda simultaneamente em ambos.

ATLAS

Em 1920, Jefferson descreveu um tipo particular de fratura dos arcos anterior e posterior de C1 que ocorre por uma força vertical sobre o vértice da cabeça no exato momento em que a coluna cervical está em posição neutra.

ÁXIS

A espondilólise traumática típica, mais conhecida como fratura do enforcado, ocorre por hiperextensão abrupta e forçada da cabeça com impacto violento do occipício contra o processo espinhoso e arco posterior de C2, fraturando os istmos vertebrais.

COLUNA CERVICAL INFERIOR

Þ O mecanismo de lesão mais frequente na coluna cervical inferior, que compreende desde C3 até T1, é a hiperflexão. Adolescentes e adultos jovens são os que apresentam maior risco para esse tipo de lesão, pois estão mais expostos aos politraumatismos causados por acidentes automotivos. Þ Trabalhadores braçais de enxadas, pás e outros objetos são suscetíveis a um tipo particular de mecanismo de trauma que acontece por hiperflexão brusca, forçada e voluntaria da coluna com fratura do processo espinhoso de C7 ou de seus vizinhos. Tal fratura é estável e não requer tratamento cirúrgico, apenas imobilização temporária. Þ (^) A fratura em gota de lágrima é secundaria à combinação de duas forças no momento do trauma , sendo frequente nos mergulhos em água rasa. Carga axial e hiperflexão ocorrem simultaneamente por impacto da cabeça ao solo com o pescoço em posição flexionada.

COLUNAS TORÁCICA, TORACOLOMBAR E

LOMBAR

Þ Muitos conceitos estabelecidos para a coluna cervical também se aplicam aos demais segmentos. O predomínio de mecanismo de trauma como flexão, rotação e tração associado a particularidades anatômicas do esqueleto ósseo de cada região produz menos tipos de lesão quando comparado ao segmento cervical. Três segmentos distintos devem ser considerados: torácico de T2 a T11 (T1 faz parte do segmento cervical), toracolombar de T12 a L1 e lombar de L2 à articulação lombossacral. Þ Fratura explosiva: São definidas como fraturas nas quais ocorre comprometimento da coluna anterior, média e posterior da vértebral Þ Fratura do processo transverso : Os processos transversos de uma vértebra são Dois processos (um na esquerda e outro na direita) presentes nas vértebras. Eles servem como ponto de ligação de músculos e ligamentos. São consideradas lesões menores. Em geral, são causadas por trauma direto ou avulsão resultante da contração muscular. Þ Fratura das interfacetárias: As facetas articulares são pequenas articulações que conectam as vértebras na parte posterior da coluna. Também são conhecidas como articulações zigoapofisárias. Sua função principal é proporcionar estabilidade rotacional.

Þ Fratura-luxação: Estão associadas a traumas de alta energia e causam lesão neurológica na grande maioria dos pacientes.