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ALBERTO CAEIRO Comunhão com a Natureza Primazia dos sentidos Atitude Anti-metafísica A teoria e a prática poéticas Desejo de tornar a vida num elemento natural. A morte surge como algo inerente à vida. Aceita a vida e a morte, sem nelas pensar. Poesia de Ricardo Reis: o gosto pela natureza e a calma aceitação da ordem das coisas. Poesia de Álvaro de Campos: sensacionismo (ainda que em moldes diferentes). TEMÁTICAS: - relação de comunhão com a natureza, integrando-se nela e identificando-se com o
Tipologia: Resumos
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Cesário Verde (1855-1886) Realismo com impressionismo Pensava com as pernas e sentia pelos olhos
Representação minuciosa e realista, segundo a perceção sensorial e a reflexão / análise do sujeito poético. Captação de exteriores e interiores e de pequenos episódios do quotidiano, decorrente da deambulação do sujeito poético pela cidade e da observação acidental. Espaço confinado e destrutivo, marcado pela ausência ou perversão do amor. Espaço oposto ao campo (vitalidade, energia, ânimo, expressão idílica do amor). Tipos Sociais Povo/ Classes Trabalhadoras Produtividade, vitalidade, autenticidade. Alvo de simpatia e solidariedade por parte do sujeito poético. Ex.: vendedora de legumes, calafates, obreiras, varinas... Burguesia Ociosidade, inércia, artificialidade Alvo de crítica e ironia por parte do sujeito poético. Ex.: criado do bairro burguês, dentistas, arlequins, lojistas... Marginais que vivem na cidade Degradação social e moral. Alvo de crítica por parte do sujeito poético. Ex.: ladrões, bêbedos, jogadores, prostitutas Transfiguração do real e perceção sensorial o Primado das sensações (visuais, auditivas, olfativas, gustativas, táteis). Ex.: "De tarde" (predomínio de sensações visuais, complementadas com sensações gustativas) o Conceção duma nova realidade, a partir de elementos reais, através da visão transfiguradora do sujeito poético. Ex.: "Num bairro moderno"- (criação, pelo sujeito poético, de uma figura antropomórfica, a partir dos legumes e os frutos da giga) Estrutura Constituído por 44 quadras, divididas em quatro partes (de onze estrofes cada). Versos alexandrinos (com doze sílabas métricas) e decassilábicos (com dez silabas métricas) no início de cada estrofe. Progressão narrativa na noite, encadeada pelas quatro partes (Ave-Marias » Noite Fechada » Ao Gás » Horas Mortas); Relato de pequenos episódios; rapidez da narrativa; inesperado da aventura. Dicotomia campo/cidade Campo Cidade Vida e Saúde Morte e Doença Liberdade Aprisionamento
A mulher Fatal Natural Bela Atraente e Sedutora Simples Frágil e Sedutora Associada á cidade Associada ao campo
Espaço: Nas nossas ruas Altura do dia: Ao anoitecer, cerca das seis da tarde corresponde aos toques da igreja. Sentimentos como a melancolia, soturnidade, náusea, provocam o “desejo absurdo de sofrer” Desejo associado ao espaço e as sensações que o eu lírico regista O gás - enjoa e perturba Os edifícios e a turba – são de cor monótona e londrina As edificações - são como gaiolas Dicotomia espacial e temporal: As «nossas ruas» - Presente angustiante e melancólico O «mundo» - Passado grandioso e heroico Felicidade dos que partem: « [...] os que se vão. Felizes!» Recordação de um passado glorioso «E evoco, então, as crónicas navais [...]» «Luta Camões no Sul, salvando um livro, a nado! Singram soberbas naus que eu não verei jamais!» - Impossibilidade de repetir a epopeia, Desencanto e regresso ao presente Sensações visuais, auditivas e olfativas captadas em deambulação: Tinir de louças Hotéis que flamejam O rio que reluz, viscoso Os dentistas que arengam As varinas hercúleas O cheiro do peixe pobre Descrição das varinas «E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras, correndo com firmeza, assomam as varinas.» - Anteposição da qualidade á designação do objeto. Metáfora e Adjetivação «Vêm sacudindo as ancas opulentas! Seus troncos varonis recordam me pilastras;» - Comiseração do sujeito poético: «E algumas, à cabeça, embalam nas canastras / Os filhos que depois naufragam nas tormentas.». Comparação
«iluminam-se os andares» A escuridão adensa-se Estrofes 1 e 2: descrição da prisão (sentido literal) «Toca-se às grades, nas cadeias» Passagem para um sentido metafórico a realidade aprisiona o eu lírico «Muram-me as construções» O eu lírico continua a evocação- aventura-se pela História e emociona- se «Chora-me o coração que se enche e que se abisma.» As igrejas lembram um «inquisidor severo» Os quartéis lembram conventos Nova referência a Camões «Brônzeo, monumental, de proporções guerreiras, Um épico doutrora ascende, num pilar!»
Dicotomia (repetição) espacial e temporal: Realidade - Presente - As «nossas ruas» O aprisionamento A estagnação Sonho - O porvir - A vastidão A vastidão por explorar O dinamismo e a procura «triste cidade» sem liberdade: onde vivem os «emparedados», «sem árvores», no «vale das muralhas» violenta e decadente: onde «os cães (doentes] parecem lobos» A cidade é o espaço da «dor humana»
Cesário Espírito antiépico (atitude face à realidade observada: descrença nas capacidades humanas no universo citadino). Viagem pela cidade (representação da degradação social e moral da cidade). Personagens antiépicas: