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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE RONDONÓPOLIS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS
DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA
Rondonópolis-MT 2009
Ilzete Barbosa da Silva
Mara da Silva Santana
Soani de Oliveira
Viviane Talita P. de Andrade
Trabalho apresentado a disciplica de Cordados II, como parte da nota do 6º semestre noturno, sob orientação do profº Reinaldo.
Rondonópolis – MT 2009
Reino: Animalia Filo: Chordata Classe: Reptilia Ordem: Squamata Subordem: Ophidia Família: várias Gênero: vários Espécie: várias
A história natural enfoca onde os organismos estão e o que fazem em seus respectivos ambientes. São informações fundamentais em diversas áreas entre elas ecologia, biologia evolutiva e a
conservação. As serpentes constituem o segundo grupo mais diversificado dos répteis, com
aproximadamente 2700 espécies. Desse total 370 espécies ocorrem no Brasil, que possui uma das maiores faunas de serpentes do mundo, não só pela extensão territorial do país, mas também da diversidade de ecossistemas. A segregação espacial dos habitats das serpentes não difere do grupo dos Squamatas, onde se faz horizontalmente para as populações que ocupam as formações vegetais abertas, como o Cerrado e Caatinga, e verticalmente em matas que permitem a estratificação da ocupação dos poleiros para termorregulação, corte ou apreensão de alimento. Vamos diferenciar os termos mais comumente utilizados por todos: cobra e serpente. Ambos os termos são aceitos pelo dicionário, mas o termo serpente é o mais correto. O termo "cobra" é utilizado
O pulmão direito é localizado na parte anterior do corpo, para evitar problemas de respiração e circulação quando a serpente se alimenta. Nas serpentes aquáticas o pulmão direito é bem maior, e sua parte inferior é modificada para possibilitar o controle de flutuação na água.
- Coração O coração das serpentes tem 3 câmaras em vez de 4, com 2 átrios e somente 1 ventrículo, parcialmente dividido, o que provoca a mistura do sangue arterial e oxigênio com sangue venoso e gás carbônico. Essa mistura empobrece a taxa de oxigênio livre no sangue, contribuindo para a baixa atividade física das serpentes.
- Estômago Devido ao formato fino e alongado das serpentes, o estômago delas é mais curto, não é enrolado, e sua posição é tal que ele não comprime outros órgãos quando está cheio de alimento e gases (devido à digestão). A digestão pode durar mais de 15 dias. É mais prático, e mais econômico em termos de gasto de energia, comer grandes quantidades em um só dia do que sair para caçar todos os dias e comer pouco. O suco gástrico da serpente é muito forte. Ela elimina pelas fezes somente fragmentos de ossos, dentes, e peças queratinizadas, como pêlos, penas, unhas, garras e cascos.
- Bexiga Não possuem bexiga. Expelem a urina, branca e cristalina, junto com as fezes, pela cloaca. A urina é pastosa, para que a serpente se mantenha hidratada, e tem grande concentração de ácido úrico.
- Hemipênis O macho possui testículos alongados e dois órgãos copulatórios chamados hemipênis, que não são visíveis externamente, pois normalmente ficam guardados dentro da cauda, invertidos. Durante o acasalamento somente um desses órgão é inflado. O hemipênis é uma estrutura oca. Às vezes apresenta somente uma separação no ápice, entre o lado esquerdo e o direito. Outras vezes é bilobado (bifurcado). Essa estrutura é ornamentada por espinhos ou por ranhuras horizontais e protuberâncias, sendo a base dela mais lisa. Esses espinhos ou protuberâncias têm a função de manter a fêmea ligada ao macho durante a cópula. O formato do hemipênis é específico de cada espécie. Por isso ele é importante na identificação das espécies, e a cópula só pode acontecer entre macho e fêmea da mesma espécie.
- Ovários As fêmeas geralmente possuem 02 ovários, sendo o direito mais anterior. Algumas espécies não possuem o ovário esquerdo. No período anterior à reprodução o ovário apresenta um aglomerado de óvulos esféricos amarelo-esbranquiçados de diferentes tamanhos, indicando diferentes estágios de maturação.
- (^) Sistema Respiratório As serpentes inspiram e expiram pela sua boca e traquéia. Todas as serpentes, exceto as Boas e Pythons, são desprovidas de um pulmão esquerdo funcional. Em muitas espécies, o pulmão direito é muito grande, justamente para compensar a ausência do esquerdo. O pulmão direito é especialmente grande em serpentes aquáticas e sua parte inferior possui uma modificação para que o animal possa controlar sua flutuação na água. Em algumas espécies, a falta do pulmão esquerdo é também compensada por um pulmão traqueal, que é uma extensão do pulmão direito. Isto providencia uma capacidade extra e pode ajudar a serpente a respirar, quando estiver engolindo uma presa muito grande. Para evitar o sufocamento, as serpentes também possuem uma traquéia muscular que elas podem empurrar para frente, forçando-a contra a presa, para que a serpente possa continuar a respirar.
- Sistema Circulatório
O sistema circulatório das serpentes é similar ao da maioria dos outros animais (sem as ramificações que o estende aos membros, é claro), exceto pelo fato de que o coração possui apenas 3 câmaras em vez de 4. Além disso, possui apenas um único ventrículo, que é parcialmente dividido, e a circulação do sangue que passa através dele não se mistura.
- Sistema Digestivo O processo digestivo começa na boca da serpente, onde glândulas orais secretam o suco digestivo enquanto a serpente se alimenta. Nas espécies venenosas, esta substância tanto ajuda na digestão, quanto afeta diretamente a presa, deixando-a incapacitada. A garganta e o esôfago empurram o alimento até o estômago, que é meramente uma ampla seção do intestino. Devido ao formato fino e alongado das serpentes, o grande e o pequeno intestino são menos enrolados e mais curtos do que em outras criaturas. O alimento que não é digerido é expelido pelas serpentes pelo reto e pela cloaca.
- Sistema Excretor Serpentes não possuem uma bexiga. Os resíduos filtrados nos rins são excretados como ácido úrico, na forma de um branco e cristalino material que contém muito pouca água, permitindo que a serpente conserve sua umidade.
- Sistema Reprodutor
Como nos mamíferos e nos outros répteis, a serpente usa a fertilização interna. Os machos possuem testículos alongados e um par de órgãos copulatórios, chamados hemipênis, embora apenas um seja usado durante o acasalamento. O esperma é levado dos testículos ao hemipênis via ureter. As fêmeas geralmente possuem ovários balanceados, mas algumas espécies não possuem o ovário esquerdo.
Este é constituído pelo cérebro e pela medula espinhal, que se estende ao longo de toda a espinha dorsal. A falta de membros significa que a malha nervosa é simplificada, embora as serpentes tenham nervos adicionais que servem o Órgão de Jacobson, e, em algumas espécies, as fossetas termos-sensíveis. A função da terminação nervosa abaixo das fossetas nas escamas é incerta, mas as fossetas podem ser sensíveis ao toque, calor ou luz ou ainda podem ser usadas em alguma forma de comunicação química.
- Esqueleto Devido ao fato das serpentes não possuírem membros, seu esqueleto consiste apenas de um crânio, espinha, costelas e, às vezes, um vestígio de cinturão pélvico. As numerosas vértebras que formam a altamente flexível espinha são especialmente fortes para lidar com a tensão imposta pelos músculos. Existe um par de costelas anexadas a cada uma das vértebras do pescoço e tronco, mas não às vértebras da cauda. As costelas não são ligadas ao longo do ventre da serpente e são facilmente capazes de se expandir quando a serpente estiver engolindo uma presa muito larga.
- Membros Vestigiais Membros das famílias mais primitivas de serpentes possuem um vestígio de cinturão pélvico e, em alguns casos, vestígios de membros traseiros, reforçando a ligação das serpentes com seus ancestrais lagartos.
- Músculos Vitalizando o esqueleto, estão muitos músculos, ligados a cada vértebra e costela. É a coordenação destes músculos, somado à flexibilidade da espinha, que dá à serpente sua característica capacidade de se contorcer.
- Locomoção
Serpentes proteróglifas , que apresentam um par de presas com sulcos, fixas na região anterior do osso maxilar. Serpentes solenóglifas , que possuem duas presas grandes e móveis, com canais, na região anterior da maxila. A mobilidade das presas permite que as mesmas fiquem deitadas quando a cobra fecha a boca ou come. De outro modo, o tamanho desses dentes atrapalharia a passagem de alimentos. O veneno está armazenado em glândulas salivares especializadas.
- Venenosa ou peçonhenta? As pessoas costumam errar bastante quanto a estes conceitos. Se considerarmos que a saliva das serpentes é adaptada para dissolver proteína (carne, por exemplo), podemos considerar que todas as serpentes são venenosas, isto porque entendemos como veneno uma substância capaz de fazer mal a algum ser. A saliva das serpentes nos é prejudicial, por isso as consideramos venenosas para os seres humanos. Mas, qual o limite de ação do veneno? É aí que entra o conceito de "peçonhenta": um animal peçonhento é aquele que possui um veneno com uma concentração muito elevada, capaz de causar grandes danos a um outro ser, sendo este animal capaz de injetar este veneno através de dentes ou ferrões, geralmente conhecidos por peçonhas. Ou seja, aquelas serpentes que possuem dentes inoculadores de veneno são chamadas peçonhentas. As que não possuem estes dentes, são chamadas não peçonhentas. Jibóias, corais falsas, muçuranas, sucuris entre muitas outras são venenosas: caso uma destas serpentes morda uma pessoa, o máximo que acontecerá é uma inflamação local e prurido intenso. Surucucus, cascavéis, corais verdadeiras, najas etc. são peçonhentas: caso uma destas serpentes morda uma pessoa, esta tem que ser socorrida, pois o veneno provocará nos organismos diversas reações alérgicas, por vezes muito graves e até mortais. Serpentes que vivem em ilhas tendem a ter o veneno mais concentrado do que as que vivem no continente. O veneno nada mais é do que uma especialização da saliva, onde esta adquire poder proteolítico (que quebra proteínas) suficiente para desencadear diversas reações nos seres vivos. Podem adquirir várias especialidades, sendo elas: neurotóxico, que afeta particularmente os centros respiratórios e a morte sobrevêm por asfixia, se a vítima não for socorrida a tempo. Naja e corais verdadeiras são exemplos de portador deste veneno; hemotóxico, que afeta o aparelho circulatório, podendo ser hemorrágica (provocando hemorragias) ou hemolíticas (provocando a destruição dos glóbulos vermelhos). Cascavéis e víboras portam este tipo de veneno; miotóxica, que afeta sensivelmente a musculatura de todo o corpo. Algumas cascavéis apresentam este tipo de veneno; coagulante, onde todo o sangue do organismo começa a coagular. Corais verdadeiras, algumas cascavéis, surucucus possuem este veneno; proteolítica, onde há o necrosamento da pele e/ou outros tecidos. Algumas jararacuçus, jararacas, surucucus são exemplos de portadoras deste veneno.
- Diferenças entre Peçonhentas e Não Peçonhentas
Peçonhenta Não Peçonhenta
Cabeça chata, triangular, bem destacada. Cabeça estreita, alongada, mal destacada.
Olhos pequenos, com pupila em fenda vertical e fosseta loreal entre os olhos e as narinas (quadradinho preto).
Olhos grandes, com pupila circular, fosseta lacrimal ausente.
Escamas do corpo alongadas, pontudas, imbricadas, com carena mediana, dando ao tato uma impressão de aspereza.
Escamas achatadas, sem carena, dando ao tato uma impressão de liso, escorregadio.
Cabeça com escamas pequenas semelhantes às do corpo.
Cabeça com placas em vez de escamas.
Cauda curta, afinada bruscamente. Cauda longa, afinada gradualmente.
Quando perseguida, toma atitude de ataque, enrodilhando-se.
Quando perseguida, foge.
- (^) Serpentes Peçonhentas
- Família Elapidae Micrurus corallinus - Cobra-coral* Micrurus frontalis - Cobra-coral
- Família Viperidae Bothrops alternatus - Urutu* Bothrops atrox - Jararaca do norte Bothrops bilineata - Jararaca verde Bothrops erythromelas - Jararaca da seca Bothrops fonsecai - Cotiara* Bothrops insularis - Jararaca ilhoa* Bothrops leucurus - Jararaca* Bothrops jararaca - Jararaca* Bothrops jararacussu - Jararacuçu* Bothrops moojeni - Caiçaca* Bothrops neuwiedi - Jararaca pintada* Crotalus durissus cascavella - Cascavel* Crotalus durissus collilineatus - Cascavel* Crotalus durissus terrificus - Cascavel* Lachesis muta - Surucucu
Cobra coral – Micrurus frontalis Nome popular: Cobra coral, Coral, Boicorá Nome científico: Micrurus frontalis (Complexo) Dentição: proteróglifa Alimentação básica: serpentes Reprodução: ovípara Tamanho: 0,80 metros Hábitat: campos e cerrado Atividade: diurna
Serpente de hábito subterrâneo. Vive sob o solo, sob o folhiço, em troncos em decomposição, entre raízes e pedras. Não é agressiva, não dá bote, oferece perigo somente quando manuseada. Sua presa de veneno é fixa e pequena e localizada na parte anterior da boca, por isso morde ao invés de picar. Quando molestada esconde a cabeça junto ao corpo, levanta e enrola a cauda, dando a impressão de tratar-se da cabeça. Este é um comportamento defensivo e é usado por várias espécies, justamente para que a Coral tenha uma chance de morder enquanto o oponente se distrai com a cauda mais elevada. Urutu – Bothrops alternatus Nome popular: Urutu Nome científico: Bothrops alternatus Dentição: solenóglifa Alimentação básica: roedores Reprodução: vivípara Tamanho: 1,20 metros Hábitat: campos e cerrado Atividade: noturna
Serpente de hábito terrícola. É uma das mais temidas, é reconhecida pelas manchas brancas laterais, em forma de cruz, que às vezes pode ocorrer na cabeça. Sua fama é maior do que ela merece. No dito popular “Urutu quando não mata, aleija...” o que em parte é verdadeiro, porque seu veneno
abertas de São Paulo até o Rio Grande do Sul. Em virtude do desmatamento descontrolado, esta Cascavel já é encontrada em algumas áreas alteradas, originalmente com cobertura de mata, adaptando-se bem a elas.
Surucucu – Lachesis muta rhombeata Nome popular: Surucucu, Surucucu-pico-de-jaca Nome científico: Lachesis muta Dentição: solenóglifa Alimentação básica: roedores Reprodução: ovípara Tamanho: 2,50 metros Hábitat: mata Atividade: noturna
Serpente de hábito terrícola. No Brasil temos uma espécie com duas subespécies, L.m.muta na Amazônia e L.m.rhombeata na Mata Atlântica. Também é encontrada na América Central. É a maior serpente peçonhenta das Américas. Vive exclusivamente em áreas florestadas de solo úmido, abrigando-se durante o dia no oco de troncos, entre as raízes salientes das árvores e em tocas abandonadas.
Jararacuçu - Bothrops jararacussu Nome popular: Jararacuçu Nome científico: Bothrops jararacussu Dentição: solenóglifa Alimentação básica: roedores, anfíbios Reprodução: vivípara Tamanho: 1,50 metros Hábitat: Matas Atividade: diurna e noturna Serpente de hábito terrícola. É uma das maiores serpentes do grupo da Jararaca. Por ser de porte grande consegue inocular muito mais veneno que as outras e portanto, causar acidentes com conseqüências muito mais graves, inclusive com casos fatais.
- Soro Antiofídico Os soros antiofídicos são substâncias contra veneno, eficazes como tratamento em casos de picada de cobras. Existem soros específicos para cada gênero de cobras. Estes são:
- Antibotrópico - Gênero Bothrops - usado em casos de envenenamento por jararacas;
- Antibotrópico/ Laquético - para as picadas por jararacas e surucucus;
- (^) Antibotrópico/Crotálico - (antigo antiofídico), para os casos de picadas por jararacas ou cascavéis;
- Antilaquético - Gênero Lachesis - usado em casos de envenenamento por surucucu;
- Antielapídico - Gênero Micrurus ; - usado em casos de envenenamento por corais do grupo dos Elapíneos;
- Anticrotálico - Gênero Crotalus - usado em casos de envenenamento por cascavel.
- Produção do Soro Antiofídico O soro antiofídico é o único meio comprovadamente eficaz de tratamento de pessoas picadas por serpentes venenosas. Ele é feito inoculando-se pequenas e sucessivas doses de venenos em cavalos. O animal vai aos poucos fabricando anticorpos e adquirindo resistência a doses maiores de veneno. Depois de algum tempo recebendo doses adicionais de veneno o cavalo sofre um processo de sangria (retirada de parte de seu sangue), aí se processa a separação do sangue: plasma (parte líquida) e elementos figurados (hemácias, leucócitos e plaquetas sangüíneas). O plasma que contém as proteínas
fabricadas pelo organismo do cavalo para neutralizar a ação do veneno (anticorpos específicos) é purificado e utilizado na fabricação do soro. Quando alguém recebe o soro antiofídico está recebendo o plasma do cavalo repleto de anticorpos que auxiliarão o organismo do acidentado a se defender da ação do veneno. As células sangüíneas, como não são utilizadas na fabricação do soro são devolvidas ao organismo do cavalo a fim de preservar o animal o máximo possível. O soro antiofídico é distribuído gratuitamente pelo Ministério da Saúde e não está disponível em todos os hospitais. O reconhecimento da serpente é importante na aplicação do soro, pois a especificidade do soro e a rapidez no atendimento são fatores que aumentam muito as chances de sucesso do tratamento. Três laboratórios produzem atualmente o soro para uso humano. São eles:
- (^) Instituto Butantan, ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo;
- Fundação Ezequiel Dias, ligada à Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais;
- Instituto Vital Brazil, ligado à Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro.
- O que fazer quando picado por uma serpente:
- Verifique a coloração do corpo do animal que lhe mordeu;
- Se não for coral, veja bem a cauda da cobra se tem ou não o chocalho típico da cascavel;
- Tome nota da hora em que você foi picado;
- (^) Se não tiver nenhuma observação sobre a cobra, pelo menos informe os aspectos do local em que aconteceu o acidente;
- Procure imediatamente chegar ao primeiro centro médico quem tiver a seu alcance e transmita suas observações. - Serpentes não peçonhentas
- Família Anomalepididae Liotyphlops beui - Cobra-cega
- Família Leptotyphlopidae Leptotyphlopis septemstriatus - Cobra-cega
- (^) Família Typhlopidae Typhlops reticulatus - Cobra-cega
- Família Aniliidae Anilius scytale - Cobra-coral (falsa)
- Família Boidae Boa constrictor amarali - Jibóia * Boa constrictor constrictor - Jibóia* Corallus caninus - Periquitambóia* Corallus hortulanus - Suaçubóia * Epicrates cenchria - Salamanta* Eunectes murinus - Sucuri
- Família Colubridae Chironius exoletus - Cobra-cipó Clelia clélia - Muçurana Erythrolamprus aesculapii - Cobra-coral (falsa) * Helicops modestus - Cobra d'água * Hydrodynastes gigas - Surucucu do pantanal * Liophis miliaris - Cobra d'água* Oxyrhopus guibei - Cobra-coral (falsa)* Philodryas nattereri - Cobra-cipó* Philodryas olfersii - Boiubu * Philodryas patagoniensis - Parelheira * Spilotes pullatus - Caninana* Tropidodryas striaticeps - Cobra-cipó*
Alimentação básica: mamíferos, aves, jacaré Reprodução: vivípara Tamanho: 10,0 metros Hábitat: bacias do Sul até o Norte e Nordeste Atividade: diurna
Serpente de hábito semi-aquático, quando em terra está sempre próximo a água onde encontra refúgio e tem muita agilidade. Mata suas presas por constricção. Sua principal características é o grande porte, o que faz dela um animal perigoso pela força e violência com que pode atacar e pelo ferimento que a mordida causa. A ela são atribuídos feitos fantásticos como por exemplo, a capacidade de engolir um boi.
Caninana – Spilotes pullatus Nome popular: Caninana, Papa-pinto, Cobra-tigre Nome científico: Spilotes pullatus Dentição: áglifa Alimentação básica: roedores, aves Reprodução: ovípara Tamanho: 2,50 metros Hábitat: mata e cerrado Atividade: diurna
Serpente de hábito semi-arborícola. Adapta-se bem aos ambientes degradados, sendo comum encontrá-la junto às casas na zona rural. É agressiva; quando molestada infla o pescoço, arma o bote e pode atacar o seu oponente mordendo-o. Cobra d’água – Liophis miliaris Nome popular: Cobra d’água Nome científico: Liophis miliaris Dentição: áglifa Alimentação básica: peixes, anfíbios Reprodução: ovípara Tamanho: 1,00 metro Hábitat: rios e alagados Atividade: diurna e noturna
Serpente de hábito aquático. Causa alguns acidentes, mordidas sem gravidade, principalmente aos pescadores de água doce, atraídas que são para o samburá com peixes ou pelas iscas. Apesar de ser uma serpente de água doce, no litoral também explora os costões rochosos e a orla da praia a procura de peixes.
- Fóssil da Serpente mais antigo do Brasil
Um minúsculo conjunto de vértebras aprisionadas em rocha é tudo o que restou da mais antiga serpente brasileira, com idade estimada entre 85 milhões e 70 milhões de anos. Por incrível que pareça, essa cobra do tempo dos dinossauros ainda tem parentes vivos na Amazônia de hoje e pode trazer novos dados para entender a evolução de seu grupo. Os pesquisadores da USP que estão trabalhando com o bicho, ainda sem nome, contam que praticamente tropeçaram nele ao descer de uma Kombi na zona rural de General Salgado (545 km a noroeste de São Paulo). "Lá estava a seriezinha de vértebras", lembra o paleontólogo Max Langer, 30, do Departamento de Biologia da USP de Ribeirão Preto. Além da boa dose de sorte, a equipe também contou com a ajuda de João Tadeu Arruda, um professor da cidade que conhece os sítios fossilíferos da região como ninguém. Mas havia um
problema: nem Langer nem o francês Emmanuel Fara, da Universidade de Poitiers, que o acompanhava, eram especialistas em serpentes. A dupla decidiu, então, enviar o material para Hussam Zaher, do Museu de Zoologia da USP, que estuda há tempos a evolução desses animais. Parece até maldade tentar identificar o parentesco de um bicho com base num conjunto esparso de 12 vértebras e alguns fragmentos de costelas. "Mas as vértebras das serpentes são bem características", explica o pesquisador. Esses ossinhos têm traços como o espinho neural --uma saliência no alto da vértebra-- que sugerem muito sobre a ligação de um espécime com seus parentes. No caso, o espinho neural reduzido, ao lado de outros traços, levou Zaher a classificar a cobra de General Salgado entre os anilióideos, uma superfamília que inclui a vivíssima Anilius scytale, uma falsa coral típica da Amazônia. "São serpentes já totalmente desenvolvidas, e por isso a descoberta de uma delas não tem implicações para a origem do grupo como um todo", explica Zaher. "Mas elas estão entre as serpentes verdadeiras mais primitivas." O paleontólogo estima que, em vida, a cobra teria entre 50 cm e 60 cm de comprimento.
- Curiosidades
- Existe alguma relação entre os “anéis” do guizo da cascavel com a sua idade? Cada vez que a cascavel troca de pele um pedacinho desta pele fica na extremidade da cauda e ao longo de sucessivas trocas vai formando os anéis. Levando-se em conta que um animal pode fazer mais de uma muda por ano, ou que o guizo pode quebrar, temos a explicação do porquê o número de anéis não corresponde a idade do animal.
- Se as jibóias e sucuris não são venenosas, como elas matam as suas presas? As jibóias e sucuris são as grandes serpentes brasileiras não venenosas. Elas matam suas presas por asfixia, ao apertá-las e impedir os seus movimentos respiratórios.
- Como as serpentes se alimentam? As serpentes não necessitam de alimentação diária como as aves e os mamíferos, pois o seu gasto energético é muito reduzido, uma vez que a temperatura de seu corpo não é constante e não há gasto de energia para produzir calor. As serpentes se alimentam de outros animais (cascavel – roedores; corais – outras serpentes; boipeva – anfíbios: cobras-d’água – peixes; cobra-espada – lesmas)
- Por que é importante estudar e manter as serpentes em cativeiro? O veneno é uma mistura de diversas substâncias que, quando separadas, e utilizadas em doses reduzidas podem auxiliar na cura de doenças. Algumas doenças já são tratadas através de medicamentos à base de proteínas dos venenos ofídicos e outras estão em fase de experimentação. A hipertensão e epilepsia são exemplos de doenças que podem ser tratadas com estas substâncias. Também já se realizam experimentos com a utilização de substâncias à base de proteínas dos venenos ofídicos em cicatrizações cirúrgicas.