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Setubal Termopar, Notas de estudo de Mecatrônica

Termopar, principio de funcionamento

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 17/06/2012

rodney-pimenta-4
rodney-pimenta-4 🇧🇷

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S
S
Dispositivos utilizados para medir temperatura
Gustavo Monteiro da Silva
Professor Adjunto – Área Científica de Instrumentação e Medida
ESTSetúbal/IPS – Escola Superior de Tecnologia de Setúbal
R. do Vale de Chaves, Estefanilha, 2914-508 SETÚBAL, PORTUGAL
Tel: 265 790 000, Fax: 265 721 869, E-mail: [email protected]
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T

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RM

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MO

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OP

P

PA

A

AR

R

RE

E

ES

S

S

Dispositivos utilizados para medir temperatura

Gustavo Monteiro da Silva

Professor Adjunto – Área Científica de Instrumentação e Medida

ESTSetúbal/IPS – Escola Superior de Tecnologia de Setúbal

R. do Vale de Chaves, Estefanilha, 2914-508 SETÚBAL, PORTUGAL

Tel: 265 790 000, Fax: 265 721 869, E-mail: [email protected]

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R –

– E

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F

FE

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I

IT

T

TO

O

O D

D

DE

E

E S

S

SE

E

EE

E

EB

B

BE

E

EC

C

CK

K

K

Termopar

  • elemento primário de medida de temperatura constituído por dois

materiais diferentes ligados um ao outro.

(OMEGA ENGINEERING INC.)

Junção

  • ligação dos materiais por aperto ou por soldadura

Termopares industriais

  • dois materiais

metálicos

, soldados um ao outro

T AB

e

f matA matB T

(

f. biunívoca)

Æ

Efeito termoeléctrico de Seebeck

Obtenção da temperatura:

mede-se

u

(=

T AB

e

) e pela relação anterior calcula-se

T

por tabela (pág.10) ou por fórmula.

O termopar é um

sensor activo

.

Material A

Material B

Junção

e

AB

T

u

I

I

IN

N

NT

T

TE

E

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R

RD

D

DE

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P

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N

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D

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ÊN

N

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C

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A

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E

EL

L

É

ÉC

C

CT

T

TR

R

RI

I

IC

C

CO

O

OS

S

S

Junção 1 a

T

1

Æ

e

AB

(

T

(Seebeck)

Junção 2 a

T

2

Æ

e

AB

(

T

(Seebeck)

e

AB

(

T

1

) e

e

AB

(

T

Æ

I

(Ohm)

I

nas junções origina libertação/absorção de calor

Æ

T

1

e

T

2

mudam

(Peltier)

I

nos condutores origina libertação/absorção de calor

Æ

T

1

e

T

2

também mudam

(Thomson)

material A

material B

Junção 1

T

1

Junção 2

T

2

I

e

AB

(

T

1

)

e

AB

(

T

2

)

F

F

FO

O

OR

R

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ÇA

A

A E

E

EL

L

LE

E

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C

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T

TR

R

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Z D

D

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E

E S

S

SE

E

EE

E

EB

B

BE

E

EC

C

CK

K

K

E

AB

(

T

) é:

nula ao zero absolutocrescente com

T

,

quase

uma recta:

A

B

AB

E

T

α

,

α

AB

quase constante

T

max

500 a 2500 ºC, consoante os metais do termopar

E

AB max

10 a 80 mV

Para cada termopar (par A,B) conhecido

E

AB

sabe-se

T

:

E

AB

(T)

T

Sensibilidade da junção:

AB

AB

dE

S

dT

(da ordem de

μ

V/ºC)

E

AB

(

T

)

/mV

T

/K

0

0

→ ←

E

E

EL

L

LI

I

IM

M

MI

I

IN

N

NA

A

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S F

F

F.

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E

E.

.M

M

M.

. I

I

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N

ND

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DE

E

ES

S

SE

E

EJ

J

Á

ÁV

V

VE

E

EI

I

IS

S

S

Solução utilizada

  • Introdução de uma junção de referência

Tensão lida pelo voltímetro:

u

(

T

)

=

e

BC

(

T

2

) –

e

AB

(

T

R

) +

e

AB

(

T

) +

e

BC

(

T

2

)

=

e

AB

(

T

) –

e

AB

(

T

R

)

Está definido (ANSI

(1)

, ISA

(2),

DIN, CEI) que

T

R

= 0 ºC

Resultado obtido

u

(

T

) não depende dos cabos de ligação ao voltímetro

T

< 0 ºC

Æ

u

< 0,

T

= 0 ºC

Æ

u

= 0,

T

0 ºC

Æ

u

0,

1

ANSI - American National Standards Institute

2

Instrumentation Systems and Automation Society.

A

junção de

medida

T

e

AB

(T)

B

e

BC

e

BC

C

T

2

V

u

junção de referência

T

R

e

AB

(T

R

)

B

C

8

T

T

TE

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R

RM

M

MO

O

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P

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A

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R

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S

S N

N

NO

O

OR

R

RM

M

MA

A

AL

L

LI

I

IZ

Z

ZA

A

AD

D

DO

O

OS

S

S

Nomes de termopares normalizados

(tipos de termopares)

Tensões de saída, usando umajunção de referência a

0

ºC

nome

Constituição

Gama de

Temperatura

B

Platina / 30% Ródio-Platina

0–1800 ºC

C

Tung-5% Rénio/Tung-26% Rénio

0–2320 ºC

E

Cromel / Constantan

-270–1000 ºC

G

Tungsténio/ Tung-26% Rénio

0–2300 ºC

J

Ferro / Constantan

-210–750 ºC

K

Cromel / Alumel

-270–1370 ºC

N

Nicrosil /Nisil

-270–1300 ºC

R

Platina / 13%Ródio-Platina

-50–1750 ºC

S

Platina / 10%Ródio-Platina

-50–1750 ºC

T

Cobre / Constantan

-270–400 ºC

Constantan = Cobre-Níquel

Cromel = Níquel-Crómio

Nisil = Ni-Si-Mg

Alumel = Níquel-Alumínio

Nicrosil = Ni-Cr-Si

Tipo E

Tipo J

Tipo K

Tipo T

S

Tipo R

Tipo B

-10 -

0

90 80 70 60 50 40 30 20 10

0

250

500

750

1000

1250

1500

1750

Temperatura

/ºC

/mV Tensão

L

L

LE

E

EI

I

IS

S

S D

D

DE

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E U

U

UT

T

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L

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M

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O

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AR

R

RE

E

ES

S

S /

1. Dois metais, duas junções Um circuito utilizando termopares deveconter pelo menos: -

dois materiais distintos,

duas junções.

2. Independência da temperatura do percurso

A tensão de saída do termopar,

u

:

depende apenas das temperaturas das junções,

é independente da forma como a temperatura sedistribui

pelos

condutores,

desde

que

nestes

não haja corrente eléctrica.

u

T

e

AB

(T)

J ref

T

R

e

AB

(T

R

)

J med

T

1

T

3

T

4

T

5

T

6

T

2

u

mat A

T

e

AB

(T)

junção de referência

T

R

e

AB

(T

R

)

junção

de

medida

mat B

mat B

11

L

L

LE

E

EI

I

IS

S

S D

D

DE

E

E U

U

UT

T

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I

IL

L

LI

I

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A

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O D

D

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O

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S T

T

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R

RM

M

MO

O

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P

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A

AR

R

RE

E

ES

S

S /

3. Metais intermédios nas ligações Se um terceiro material homogéneo for inserido no condutor A ou no condutor B de um circuito com termopares, atensão de saída

u

permanece inalterável, desde que as novas junções estejam à mesma temperatura (

T

2

=

T

1

).

=

4. Metais intermédios nas junções A colocação de um material intermediário numa junção (medida ou referência) não afecta a tensão de saída

u

,

desde que as novas junções assim criadas sejam mantidas à mesma temperatura.

=

u

mat A

T

J ref

T

R

mat B

mat B

J med

u

mat A

T

J ref

T

R

mat B

mat B

J med

mat C

mat A

T

1

T

2

u

mat A

T

J ref

T

R

mat B

mat B

J med

u

mat A

T

J ref

T

3

mat B

mat B

J med

T

3

mat D

T

T

TE

E

EM

M

MP

P

PE

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A

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T

TU

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R

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F

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E

ER

R

Ê

ÊN

N

NC

C

CI

I

IA

A

A

1. Colocar a junção de referência em gelo fundente

Este método é:

Muito preciso - usado pelo NBS

(3)

para a produção de tabelas de termopares

Pouco prático para ser usado na indústria

3

National Bureau of Standards

voltímetro

u

0

gelo fundente

bloco

isotérmico

J

3

Tmed

J

4

u

r

u

m

T

T

TE

E

EM

M

MP

P

PE

E

ER

R

RA

A

AT

T

TU

U

UR

R

RA

A

A D

D

DE

E

E R

R

RE

E

EF

F

FE

E

ER

R

Ê

ÊN

N

NC

C

CI

I

IA

A

A

2. Medir a temperatura da junção de referência e compensar por software

Passos a seguir

Vantagens / inconvenientes

  1. Mede-se

R

T

. Converte-se

R

T

Æ

U

REF

O bloco isotérmico + R

T

servem para vários termopares (~20)

  1. Mede-se

U

m

. Calcula-se

U

0

=

U

m

U

REF

Exige computador, que poderá estar longe do termopar (~100 m)

  1. Converte-se

U

0

em temperatura

Poderá ser lento, se houver muitos termopares (~1000)

voltímetro

u

0

T

med

u

m

termistor

bloco

isotérmico

R

T

T

T

TE

E

EM

M

MP

P

PE

E

ER

R

RA

A

AT

T

TU

U

UR

R

RA

A

A D

D

DO

O

O O

O

OB

B

BJ

J

JE

E

EC

C

CT

T

TO

O

O

1. Converter a tensão uo directamente através dos coeficientes polinomiais

(

4

)

T

=

a

0

a

1

u

o

a

2

u

o

2

a

3

u

o

3

a

4

u

o

4

(

u

0

/ V,

T

/ ºC)

Coef.

Tipo de termopar

Tipo E

Tipo J

Tipo K

Tipo R

Tipo S

Tipo T

- 100 a 1000 ºC

0 a 760 ºC

0 a 1370 ºC

0 a 1000 ºC

0 a 1750 ºC

- 160 a 400 ºC

a

0

0,

-0,

0,

0,

0,

0,

a

1

17189,

19873,

24152,

179075,

169526,

25727,

a

2

  • 282639,
  • 218614,

67233,

  • 48840341,
  • 31568363,
  • 767345,

a

3

12695339,

11569199,

22110340,

190002 E+

8990730663

78025595,

a

4

  • 448703084,
  • 264917531,
  • 860963914,
  • 482704 ×
  • 1,63565 ×
  • 9247486589

a

5

1,10866 ×

2018441314

4,83506 E+

7,62091 ×

1,88027 ×

6,97688 ×

a

6

-1,76807 ×

  • 1,18452 ×
  • 7,20026 ×
  • 1,37241 ×
  • 2,66192 ×

a

7

1,71842 ×

1,38690 ×

3,71496 ×

6,17501 ×

3,94078 ×

a

8

-9,19278 ×

  • 6,33708 ×
  • 8,03104 ×
  • 1,56105 ×

a

9

2,06132 ×

1,6953 ×

Para cobrir a gama do termopar com um erro inferior a 1 º C são necessários 9 coeficientes

Computacionalmente pesado.

4

Coeficientes para os termopares padrão, fornecidos pela NBS

T

T

TE

E

EM

M

MP

P

PE

E

ER

R

RA

A

AT

T

TU

U

UR

R

RA

A

A D

D

DO

O

O O

O

OB

B

BJ

J

JE

E

EC

C

CT

T

TO

O

O

2. Usar o termopar numa gama restrita e considerá-lo linear -

O desempenho satisfaz para os termopares mais lineares (ex., tipo K)

Pode fazer-se a conversão linear directamente com um voltímetro ou um “DAQ”

3. Dividir a gama em sectores e converter com polinómio ordem de baixa -

Obtém-se a precisão do 1º método, com muito maior rapidez

Divide-se a gama de medida (do termopar) em 8 sectores

Utiliza-se um polinómio do 3º grau para cada sector (coeficientes diferentes dos anteriores)

É o método usado na indústria:

no software dos sistemas de aquisição de dados, respeitante aos termoparesnos transmissores inteligentes.

R

R

RE

E

EJ

J

JE

E

EI

I

Ç

ÇÃ

Ã

ÃO

O

O D

D

DO

O

O R

R

RU

U

Í

ÍD

D

DO

O

O

(Note-se que a sensibilidade de um termopar é da ordem dos microvolt/ºC)

Acções a tomar (no projecto, na instalação)

Usar cabos curtos, se possível com o conversor junto do termopar

Passar os cabos de sinal longe de cabos de potência

Usar cabos de extensão adequados, que não devem ser muito apertados

Utilização de cabos de sinal blindados, convenientemente ligados à terra

Efectuar uma filtragem analógica do sinal

Usar amplificadores com rejeição de modo comum elevada

Agrupar os cabos dos sinais de entrada de acordo com as cartas do “DCS”

Usar termopares adequados à atmosfera, com a junção soldada de origem

Quando possível, usar termopares com sensibilidade elevada

A

A

AS

S

SP

P

PE

E

EC

C

CT

T

TO

O

OS

S

S C

C

CO

O

ON

N

NS

S

ST

T

TR

R

RU

U

UT

T

TI

I

IV

V

VO

O

OS

S

S /

bainha auxiliar

extensão

cabeça

bainha

tampa

terminais

junção(no interior)