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Histórico: Em 1975, um grupo de quarenta pesquisadores e gerentes industriais franceses envolveu-se em controle de sistema discreto complexo. Este grupo encontrar-se habitualmente a cada dois meses para comparar e investigar modelos e métodos para construir controle de sistema seqüencial. Eles foram juntando as suas próprias experiências: dezessete diferentes técnicas eram então usadas. Alguns usavam questionários empíricos. Outros utilizavam modelo de módulos tecnológicos. Ainda outros usavam
Tipologia: Notas de estudo
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Em 1975, um grupo de quarenta pesquisadores e gerentes industriais franceses envolveu-se em controle de sistema discreto complexo. Este grupo encontrar-se habitualmente a cada dois meses para comparar e investigar modelos e métodos para construir controle de sistema seqüencial. Eles foram juntando as suas próprias experiências: dezessete diferentes técnicas eram então usadas. Alguns usavam questionários empíricos. Outros utilizavam modelo de módulos tecnológicos. Ainda outros usavam modelo teórico puro derivado do Estado de Máquina ou de Redes Petri.
Eles decidiram construir um modelo padrão, mais fácil que os até então utilizados, e mais satisfatório para sistemas complexos e particularmente para sistemas industriais. Depois de dois anos de reuniões duras e laboriosas, conversas e mais conversas, e estudos, eles vieram propor a um modelo chamado GRAFCET.
Este nome veio de «gráfico» porque o modelo teve uma base gráfica, e AFCET (Associação Francesa de Cibernética Econômica e Técnica), da associação científica que apoiou o trabalho. GRAFCET hoje também é conhecido como um acrônimo de GRAF O DE C OMANDO E TAPA- T RANSIÇÃO.
Trata-se de uma técnica desenvolvida com vista a facilitar e uniformizar o tratamento de projetos, execução, manutenção e exploração de automatismos seqüenciais, substituindo variadas formas de explicitar a organização de um automatismo por uma linguagem acessível e compreensível a todos.
A sua filosofia consiste em partir da explanação do automatismo a conceber a denominada Diagrama de Tarefa e decompô-la em passos (ou etapas) e transições. O conceito básico deste modelo de sistema discreto que permanece até hoje é bastante claro e simples: o «passo», a «ação associada ao passo», a «transição» e a «condição associada à transição».
Nos passos (ou etapas) e só neles são realizadas ações (por exemplo, ligar um contator de acionamento de um motor) e eventualmente pode não se realizar qualquer ação (quando o automatismo deve estar em repouso). Em cada instante, numa dada seqüência só um passo está ativo ( exceto no caso do uso de divergência ).
O «passo» representa um estado parcial do sistema no qual uma ação foi executada. O passo pode ser «ativo» ou «inativo». A «ação» associada é executada quando o passo está ativo, e permanece adormecida quando o passo for inativo.
Para haver transição de um passo para outro é preciso que se verifique uma ou mais condições da transição (por exemplo, para que um elevador em trânsito do 2º para o 3º andar, pare neste, é preciso que uma chave de fim de curso indique a chegada da cabina a este andar).
A «transição», a qual faz a ligação entre um passo prévio (um ou vários) e o passo seguinte (um ou vários), representa o fato que a ação (ou ações) do passo anterior foram completadas com êxito e será seguido pela ação (ou ações) do passo seguinte e significa assim uma decisão de estado do sistema variável. Não obstante, mudar de passo do controle depende de duas condições:
Toda vez que as condições são verificadas verdadeiras para uma transição (ou várias), os passos prévios se tornam «inativo», e os passos seguintes se tornam «ativo».
Para cada automatismo são realizados dois GRAFCET. O primeiro é o chamado GRAFCET de nível 1. A sua construção baseia-se nas Especificações funcionais contidas no Diagrama de Tarefa, que representam as funções a serem desempenhadas pelo automatismo sem atender a outras circunstâncias.
Com base neste é construído o GRAFCET de nível 2 em que as descrições funcionais usadas nos passos e nas condições de transição no GRAFCET de nível 1 são substituídas por especificações tecnológicas nas quais são feitas definições efetivas das tecnologias e componentes a usar no automatismo.
A eventual primeira aparência de complexidade do GRAFCET é substituída pela simplicidade da sua leitura, assim como da sua implementação tecnológica. Existem aparelhos especialmente construídos, com os CLPs adaptados a esta técnica tendo um conjunto de instruções com a mesma finalidade.
Este modelo combinou a habilidade do modelo da Rede Petri para modelagem simultânea, a suavidade de função Booleana para representar função de decisão complexa e incluindo definição de sinais atrasados diretamente. Todas estas características foram julgadas necessárias para suprir as reais exigências da indústria.
O comportamento dinâmico foi inicialmente definido como cinco regras de evolução, mencionadas na norma IEC 848:
A situação inicial é caracterizada pelo passo inicial que estará, por definição, no estado ativo no começo da operação. Haverá pelo menos um passo inicial.
Uma transição ou é habilitada ou é incapacitada. É dito que é habilitada quando um (ou todos) passo que a precede imediatamente e está unido a seu símbolo de transição correspondente esteja ativo, caso contrário é inválido. Uma transição não pode ser transposta a menos que: esteja habilitada, e sua condição (ou condições) de transição associada seja verdadeira.
A linguagem Grafcet é uma forma de representar a operação de um sistema seqüencial de forma gráfica e estruturada.
Um programa em linguagem Grafcet é composto basicamente de 3 seções de processamento:
O pré-processamento e o pós-processamento são programas em linguagem LADDER ou em IL (lista de instruções) executados antes e depois, respectivamente, do processamento seqüencial.
O processamento seqüencial é composto de passos e transições. Um passo pode conter uma série de ações associadas. Uma transição deve conter uma condição associada.
A regra geral é: uma ação só ocorrerá quando a condição que a antecede for satisfeita. Uma ação é um programa em linguagem ladder ou lista de instruções que é executado quando o passo para o qual esta foi estabelecida é ativado. Quanto a forma de execução, a ação pode ser de três tipos;
Uma condição de transição é um programa em linguagem LADDER ou IL (lista de instruções) que indica as condições necessárias para que ocorra a transição de um passo para outro.
Ao selecionarmos o menu File/New (Arquivo/Novo) ou clicando no ícone , após termos selecionarmos o tipo de Processor (CPU do CLP), nos é apresentada a tela que permite selecionar a opção de Grafcet para a aplicação:
Selecione a opção Grafcet clicando em Yes se você deseja que a aplicação seja desenvolvida em linguagem Grafcet. Caso contrário clique em No.
Repare no aviso da placa de exclamação em amarelo:
“Aviso! Você não poderá mudar esta opção uma vez que a aplicação já tenha sido criada!”.
O editor de configuração é usado para definir os parâmetros de software da aplicação entre os quais, o número de objetos Grafcet, que são os passos e as transições.
O programa de uma aplicação de tarefa única é associado com uma única tarefa de usuário: a Tarefa Mestra, MAST.
O programa associado com a tarefa mestre é estruturado em vários módulos de programa. Dependendo em se é ou não usado Grafcet, há duas alternativas:
Sem Grafcet:
Os módulos de sub-rotinas são programados como entidades separadas, as chamadas a uma certa sub-rotina são executadas durante a execução do processo principal ou durante a execução das outras sub-rotinas (até 8 níveis de chamadas a sub-rotinas são possíveis).
Execução cíclica ou periódica da tarefa mestra pode ser escolhida (durante configuração).
Com Grafcet:
Execução cíclica ou periódica da tarefa mestra pode ser selecionada (durante a configuração).
Editor de programa: Linguagem Grafcet :
O editor de linguagem Grafcet tem um conjunto extenso de ferramentas para simplificar a construção de diagramas:
Um diagrama simplesmente é construído selecionando o objeto requerido da paleta gráfica e colocando-o na página de Grafcet.
Os gráficos na paleta são atualizados de acordo com o objeto gráfico que foi programado imediatamente antes (linhas finas).
O editor de Grafcet trabalha dentro uma zona de edição o a qual pode ser movida dentro do módulo completo que inclui um máximo de 8 páginas de Grafcet.
Os objetos gráficos são mostrados em uma paleta gráfica localizada logo acima da barra de status:
Passos
Inicial: F4 Indica a situação inicial do sistema de controle. i => 0 ... 63
Simples: F3 Indica que o sistema de controle está em um estado estável. i => 0 ... 127
Passos +Transição
Passo+Transição: F2 Insere um passo simultaneamente com um número e uma transição.
Transições
Simples: F6 Usada para mudar de um passo para outro.
Ligação: F Passo -> Transição
Usada para realizar a seleção de seqüência de um conjunto de até 11 passos.
Ligação: F Transição -> Passo
Usada para terminar uma seleção de seqüência de até 11 passos.
AND: F Convergência
Usado para desativar um conjunto de até 11 passos simultaneamente.
Divergência
Usado para ativar um conjunto de até 11 passos simultaneamente.
Conectores
Destino: F5 N => Número do passo de destino.
Origem: F7 N => Número do passo de origem.
Escolhendo o tipo de processamento:
Um programa de Grafcet tem 3 diagramas concatenados de processamento:
Um “E divergência” começa em uma transição para ir para um ou mais passos (até 11).
Para realizar este tipo de ligação:
Usando o mouse :
OBS: Neste momento o editor troca para o modo desenho, assim nenhuma outra ação estará disponível até a ligação ser completada ou for abortada (teclando
OBS: Se a célula de destino estiver vazia, um passo é criado automaticamente.
Usando o teclado:
É necessário que a Transição esteja a esquerda da Ligação.
OBS: Neste momento o editor troca para o modo desenho: nenhuma outra ação estará disponível até a ligação seja completada ou for abortada.
OBS: Se a cela de destino estiver vazia, um passo é criado automaticamente.
OBS: Ao editar, se retraçarmos um segmento, estaremos apagando este segmento. Para cancelar toda a linha atual, use a tecla
Um segmento representado por uma linha dupla não pode ser cortado por outra ligação.
Uma "E convergência" começa em um passo para ir até uma ou mais transições (até 11).
Para executar esta ligação:
Usando o mouse
OBS: Neste momento o editor muda para o modo desenho: nenhuma outra ação estará disponível até a ligação seja completada ou seja abortada.
É necessário que a Transição esteja a esquerda da Ligação.
OBS: O editor muda para o modo desenho: nenhuma outra ação estará disponível até que a ligação seja completada ou seja abortada.
Se a célula de destino estiver vazia:
Usando o teclado:
OBS: O editor muda para o modo desenho: nenhuma outra ação estará disponível até a ligação seja completada ou seja abortada.
Se a célula de destino estiver vazia:
OBS: Ao editar, se retraçarmos um segmento de linha, estaremos apagando o mesmo. Para cancelar toda a linha atual, use a tecla
Uma ligação transição -> passo começa em uma transição para ir para um único passo.
Para executar esta ligação:
Usando o mouse:
OBS: O editor muda para o modo desenho: nenhuma outra ação estará disponível até que a ligação seja completada ou seja abortada.
Se a célula de destino estiver vazia:
Usando o teclado:
OBS: O editor muda para o modo desenho: nenhuma outra ação estará disponível que até a ligação seja completada ou seja abortada.
OBS: Ao editarmos, se retraçarmos um segmento de linha estaremos apagando o mesmo. Para cancelar toda a linha atual, use a tecla < ESC>.
OBS: Ao editar, se retraçarmos um seguimento de linha estaremos apagando o mesmo. Para cancelar toda a linha atual, use a tecla
Através de conectores:
Usando o mouse:
Usando o teclado:
O propósito dos conectores é assegurar a continuidade de um diagrama de Grafcet quando a ligação direta seja dentro de uma página ou entre duas páginas sucessivas, não poder ser desenhada.
Esta continuidade é provida por um conector de destino que sempre tem um correspondente conector de origem.
Conectores usados para seleção de seqüência e fim de seleção de seqüência: