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Saiba sobre o princípio de comunicação de dados, a transmissão de dados e as redes profibus. Aprenda sobre os métodos de transmissão, as topologias de rede, acesso ao meio e o perfil de aplicação pa. Este documento também discute as vantagens de usar profibus em automação e controle de processos.
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!







































SUPERVISOR DE INSTRUMENTAÇÃO
CAPÍTULO I
1 Princípio de comunicação de dados
O objetivo da comunicação é transferir a informação de um ponto para outro ou de um sistema para outro, ou seja, o compartilhamento e interconexão de recursos de hardware e software, geograficamente dispersos a nível local. Em controle de processo, esta informação é chamada de dado do processo ou simplesmente, dado. Um entendimento da comunicação de dados é essencial para a aplicação apropriada dos instrumentos digitais.
1.1 Tipos de sinais
O dados são transmitidos através de dois tipos de sinais:
Em um sistema de banda base, a transmissão de dados consiste de uma faixa de sinais enviada no meio de transmissão sem ser transladada em freqüência. Uma chamada telefônica é um exemplo de transmissão de banda base. Um sinal de voz humana na faixa de 300 a 3000Hz é transmitida através da linha telefônica na faixa de 300 a 3000Hz. Em um sistema de banda base há somente um conjunto de sinais no meio em um determinado momento.
Uma transmissão em banda larga consiste de múltiplos conjuntos de sinais. Cada conjunto de sinais é convertido para uma faixa de freqüência que não interfere com outros sinais no meio. A televisão por cabo é um exemplo de transmissão por banda larga. Três componentes básicos são requeridos em qualquer sistema de comunicação de dados:
O meio pode ser dividido em mais de um canal. Um canal é definido como o caminho através do meio que pode transportar a informação em somente uma direção em um determinado momento.
de comunicação. Os cabos coaxiais são usados em aplicações de automação de processo onde há grandes distâncias envolvidas para melhorar a imunidade aos ruídos eletromagnéticos.
Figura 1.3. Cabo coaxial
1.2.3 Cabo de fibra óptica
O cabo de fibra óptica consiste de pequenas fibras de vidro ou plástico, conforme a Figura 1.4. Em uma extremidade, pulsos elétricos são convertidos em luz por um foto-diodo e enviados através do cabo óptico de fibra. Na outra extremidade do cabo, um detector de luz converte os pulsos de luz de volta para pulsos elétricos. Os sinais de luz podem viajar somente em uma direção, de modo que uma transmissão de dois sentidos requer dois cabos de fibra separados. Um cabo de fibra óptica tem normalmente o mesmo diâmetro que o cabo de par trançado e é imune ao ruído elétrico e não oferece nenhum perigo adicional quando usado em áreas classificadas. O custo do cabo de fibra óptica é da mesma ordem de grandeza que o do cabo coaxial, porém, os conectores são muito caros. Uma desvantagem dos cabos de fibra óptica é ainda a falta de normas industriais.
Figura 1.4. Cabo de fibra óptica
1.3 Transmissão de dados
A comunicação pode ser descrita pelo número de canais usados para efetuar o fluxo de informação. Os três métodos mais comuns de transmissão de dados são:
1.3.1 Comunicação simplex
Na comunicação simplex, um único canal é usado e há somente um sentido de comunicação, do transmissor para o receptor. O receptor apenas recebe e não pode transmitir e o transmissor apenas transmite e não pode receber. Na transmissão simplex não é possível enviar sinais de erro ou de controle do receptor, porque o transmissor e o receptor são dedicados a somente uma função. Um exemplo típico de comunicação simplex é a transmissão de rádio. Outro exemplo industrial, é um sistema de aquisição de dados, onde os dados do processo são enviados para um computador, em um único sentido, conforme a Figura 1.5.
1.3.2 Comunicação Half duplex
A comunicação em dois sentidos permite o receptor verificar que os dados foram recebidos. Um tipo de comunicação de dois sentidos é chamado de half duplex. Na comunicação half duplex, um único canal é usado e a comunicação é feita nos dois sentidos, porém, somente em um sentido em um determinado tempo. Nesta configuração, o receptor e o transmissor alternam as funções, de modo que a comunicação ocorre em um sentido, em um tempo e em um único canal. Exemplo de comunicação half duplex é o rádio walkie-talkie: apertando um botão, se fala e não se escuta; sem apertar o botão, escuta-se e não se fala conforme a Figura 1.5.
1.3.3 Comunicação Full duplex
A comunicação em dois sentidos onde os dados podem fluir em ambas as direções ao mesmo tempo é chamada de comunicação full duplex. Neste caso, há dois canais, de modo que a informação pode fluir em ambos os sentidos simultaneamente. Exemplo de comunicação full duplex é o telefone: onde se pode falar e escutar simultaneamente, conforme a Figura 1.5.
podem fazem com que a topologia física seja diferente da lógica, por exemplo, quando se utiliza um Hub, a topologia física é em estrela, porém a lógica é em barramento.
1.5.1 Estrela
É uma das estruturas mais tradicionais. Consiste num nó de comunicação central que toma todas as decisões de roteamento, e por estações ou nós de comunicação secundários ligados fisicamente ponto a ponto ao nó central, conforme a Figura 1.6. Este tipo de topologia pode ser utilizado em outras estrelas para formar topologias de rede hierárquica ou em forma de árvore.
Vantagens:
Desvantagens:
Figura 1.6. Topologia em estrela
1.5.2 Anel
Nesta topologia não há a necessidade de decisões de roteamento. As mensagens geradas são transmitidas de nó a nó (ponto a ponto) até atingir o nó de comunicação destinatário. A única
decisão necessária em cada nó de comunicação é a capacidade de reconhecer o seu próprio endereço nas mensagens que circulam pelo anel e copiar as que lhe são destinadas, conforme a Figura 1.7. Entre as características dessa topologia, estão:
Vantagens:
Desvantagens:
Figura 1.7. Topologia em anel
Algumas dessas redes podem ser: anel-estrela, barramento-estrela, multianel, árvore de barramentos entre outras.
1.6 Equipamentos de interligação de redes
Repetidor: Dispositivo não inteligente que simplesmente copia dados de uma rede para outra, fazendo com que as duas redes se comportem logicamente como uma rede única. São usados para satisfazer restrições quanto ao comprimento do cabo, por exemplo.
1.7 Métodos de acesso ao meio
Acesso ao meio é o processo de controle da rede que define as regras que determinam quando os equipamentos da rede podem transmitir. Os três métodos de acesso ao meio mais utilizados de são:
suas tarefas e retransmite o token para que outro equipamento o utilize. Os protocolos limitam o tempo que cada dispositivo tem para controlar o token.
Figura 1.9. Passagem da ficha
Figura 1.10. Polling
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O serviço típico oferecido é o de circuito virtual que corresponde a um canal de comunicação dedicado entre as duas estações comunicantes.
1.9 Protocolos
Na comunicação de dados digitais, as coisas acontecem de modo mais complicado que na comunicação analógica, pois se quer usar a capacidade digital de comunicação de:
Protocolo é um conjunto de regras semânticas e sintáticas que determina o comportamento de instrumentos funcionais que devem ser interligados para se ter uma comunicação entre eles. Na arquitetura OSI, protocolo é o conjunto de regras que determina o comportamento de entidades na mesma camada para se comunicarem. Muitos protocolos são proprietários, ou seja, o protocolo foi desenvolvido por determinado fabricante isolado ou em conjunto com outros fabricantes. Somente o fabricante pode legalmente fabricar e usar o equipamento com este protocolo. A não ser que sejam desenvolvidas interfaces especiais, instrumentos com diferentes protocolos não podem ser interligados para uso em uma mesma rede. A razão mais óbvia para a variedade de protocolos é que eles têm sido projetados para diferentes aplicações em mente e otimizados para características específicas tais como segurança, baixo custo, alto número de dispositivos conectados. Portanto, cada protocolo pode ter vantagens para atender prioridades de uma determinada aplicação. A não ser que um único protocolo se torne padrão (e isso não vai acontecer), é necessário que os fabricantes forneçam interfaces para os diversos protocolos em uso. Atualmente, é comum o protocolo se tornar aberto, deixando de ser proprietário.
CAPÍTULO II
2 Redes industriais
A estrutura da automação industrial baseia-se na pirâmide organizacional, conforme a Figura 2.1, em que são criadas ilhas restritas de informações. Essas ilhas de informações caracterizam-se por sistemas onde o hardware e o software utilizados são proprietários, isto é, na maioria das vezes são fornecidos por apenas um fabricante, fazendo com que o cliente fique vinculado a esse fornecedor. Esse tipo de solução causa enormes prejuízos às empresas, uma vez que a conectividade e a integração com outros equipamentos, que não os do próprio fornecedor, tornam-se muito complicadas e, muitas vezes, impossíveis de serem realizadas, seja pelo alto custo da solução ou por uma simples incompatibilidade técnica. A criação dos chamados "gargalos de informações" também é uma das complicações geradas por essa estrutura. Muitas vezes a informação necessária para uma total integração já existe na fábrica e o problema ocorre quando os diversos sistemas devem ser integrados. Uma tendência nos sistemas atuais é a integração destas ilhas de informação tanto a nível horizontal quanto vertical. Nesse sentido a utilização de Ethernet e um protocolo padrão como o TCP/IP facilita em muito a integração desses dados.
Figura 2.1 Estrutura da automação industrial
A outros níveis
Rede de Controle
Rede de Planta
Rede de Campo
Em função dos dispositivos conectados é possível dividir as redes industriais em três tipos, conforme a Figura 2.2:
Figura 2.2 Tipos de redes de campo
Em relação à faixa de aplicação, a ethernet possui a maior faixa das redes existentes, conforme pode ser observado na Figura 2.3. Em função disso, ela tende a ser cada vez mais utilizada em redes de campo. Embora a Ethernet não tenha sido desenvolvida para ser uma rede industrial, pela sua característica de ser não determinística no tempo, ela já possui padrões desenvolvidos para um ambiente industrial, conforme será visto mais adiante.