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Um curso de graduação em enfermagem da universidade do estado do pará sobre o sistema respiratório humano. Ele aborda a importância do sistema respiratório na produção de energia celular, sua constituição e as patologias relacionadas. O texto inclui informações sobre a troca gasosa, os surfactantes, a ventilação e diversas doenças respiratórias.
Tipologia: Notas de estudo
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Belém - Pará Novembro de 2011
O sistema respiratório é importante no fornecimento de O 2 ; na eliminação de
CO 2 das células do corpo; além de fazer a troca gasosa. Para que ocorra o funcionamento das células é necessária a presença de O 2 nas reações
metabólicas que liberam energia as moléculas de nutrientes à produção de ATP. Essas reações também liberam CO 2.
Um dano neste sistema é um lapso em todo o processo homeostático do corpo, gerando a morte súbita das células pelo pouco O 2 e o acúmulo de resíduos. Ele também é fundamental na regulação do PH da corrente sanguínea e contém receptores para o olfato, a filtração do ar inspirado, produção de sons e liberta o corpo de pequenas quantidades de água e calor, presentes na expiração.
Portanto, diante disso, veremos o quão importante é a respiração, como ocorre seu funcionamento, constituição, a relevância dos surfactantes, além de citar algumas patologias envolvidas neste sistema.
Constituição
A respiração é a troca gasosa entre a atmosfera, o sangue e as células do corpo. Esse sistema tem como base funcional, o fornecimento de oxigênio; a eliminação de dióxido de carbono; a regulação da concentração de íons de hidrogênio (pH) do sangue coordenado com os rins; a formação da fala – fonação; fazer a defesa contra microrganismos; além de influenciar as concentrações arteriais de mensageiros químicos por remoção de alguns do sangue capilar pulmonar e produção e adição de outros.
Os alvéolos são grupos de forma similar a uma uva localizado na extremidade dos bronquíolos, são responsáveis pela troca gasosa entre o ar nos alvéolos e o sangue. O ar entre dois alvéolos é separado por uma parede alveolar. A maior parte da superfície da parede em contato com o ar é revestida por uma camada continua espessa de célula de constituição epiteliais pavimentosas chamadas de células alveolares do Tipo I entremeadas entre estas células estão células especializadas mais espessas, as células alveolares Tipo II, os quais produzem uma substância semelhante a um detergente, o surfactante.
Uma extensa área delgada, o contato dos alvéolos e os capilares, permitem a rápida troca de grandes volumes de oxigênio e dióxido de carbono por meio da difusão. A parede alveolar adquire amplo valor por ter poros que permitem o fluxo do ar entre os alvéolos.
Ventilação é a troca de ar entre a atmosfera e os alvéolos por meio de fluxo de escoamento integrado – movimento do ar de uma região de alta pressão para uma de baixa. A Troca de oxigênio e dióxido de carbono entre o ar alveolar e o sangue nos capilares pulmonares ocorre por difusão. O transporte de O 2 e CO 2 através da circulação pulmonar e sistêmica acontece também pelo fluxo de escoamento integrado. Em seguida, há a troca de O 2 e CO 2 no sangue e os capilares teciduais e as células dos tecidos por intermédio da difusão. E então, a utilização celular de oxigênio e a produção de dióxido de carbono.
Durante a inspiração e a expiração, o volume dos pulmões é alterado, e estas alterações são causadas pela lei de Boyle (a pressão exercida por um numero constante de moléculas de gás é inversamente proporcional ao volume do recipiente, se o recipiente for comprimido, a pressão em seu interior aumenta), alteração na pressão alveolar impulsiona o fluxo de ar para dentro ou para fora dos pulmões.
Durante a inspiração, as contrações do diafragma e dos músculos intercostais inspiratórios aumentam o volume do arcabouço torácico, isso torna a pressão intrapleural mais subatmosférica, aumenta a pressão intrapulmonar. Já na expiração, os músculos inspiratórios deixam de contrair, o que permite a retração elástica da parede torácica e dos pulmões fazendo-os retornar aos seu tamanho original entre as respirações. Inicialmente, isso comprime o ar alveolar e eleva a pressão alveolar acima da pressão atmosférica impelindo o ar para fora.
O parto prematuro
Quando uma criança é prematura o sistema mais afetado é o respiratório, pois os órgãos não tiveram um tempo hábil de pleno desenvolvimento. Logo o estado homeostático do bebê é incisivamente afetado. O problema no funcionamento pode causar a Síndrome de angustia respiratória do recém- nascido, a principal morte de prematuros, nos quais as células que sintetizam surfactante podem ser muito imaturas para funcionar adequadamente. Movimentos respiratórios do feto não exigem surfactante, posto que, os pulmões estão repletos de liquido amniótico, e o feto recebe oxigênio do sangue da mãe. Por causa da baixa complacência pulmonar, o lactente pode inspirar apenas por meio de esforços mais extenuantes, que podem acabar gerando exaustão completa, incapacidade respiratória, colapso pulmonar e até a morte. O tratamento para esses casos é a respiração assistida com um respirador mecânico e a administração de surfactante natural ou sintético através da traqueia do lactente. Além dessa doença temos outras mais comuns
inalação de glicocorticóides e inibidores dos leucocotrienos; e superar a contração aguda excessiva da musculatura lisa das vias aéreas com broncodilatatores, isto é, medicamentos que relaxam essas vias.
Tortora, Gerard. Princípios de Anatomia Humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
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