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Saiba como a tecnologia plc (placa de controle) revolutionou o acesso à internet em casa através da rede elétrica, permitindo conexões rápidas e constantes, além de oferecer segurança adicional. Este artigo explica o funcionamento da tecnologia, como ela evoluiu e os benefícios que ela traz para os usuários.
Tipologia: Provas
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Tecnologia consome apenas 9 watts de energia
Segundo Paulo, a internet via rede elétrica só evoluiu a partir do desenvolvimento de técnicas de modulação do sinal, voltadas para protegê-lo dessas interferências. Ele conta que o próprio modem dial-up para acesso discado, na década passada, foi fruto de modulação da tecnologia, que permitiu que o sinal útil superasse a interferência que existe no cabo telefônico.
— O PLC tomou impulso há cinco, seis anos, quando essas técnicas de proteção se tornaram chips comerciais e os equipamentos PLC puderam usá-las — diz. — Foi quando começou a utilização do PLC para o acesso à internet em banda larga.
Mas como a internet^ chega à sua casa junto com a luz? Comecemos bem do começo. As subestações elétricas recebem energia das usinas hidrelétricas através de linhas de transmissão — aquelas torres que vemos no alto dos morros, por exemplo, ou em determinados trechos das estradas — e através das linhas de alta tensão. Aqui no Rio, a faixa de alta tensão é de 138 mil volts. Essas linhas chegam às subestações, que transformam o nível de tensão de 138 mil volts em 13,8 kilovolts. A energia então segue pelas linhas de média tensão — as dos postes, que fornecem energia para os transformadores ou caixas subterrâneas. O transformador, por sua vez, pega os 13,8 kilovolts e os “transforma” (daí o nome) nas três fases de 127 volts que chegam a nossas casas. Para a conexão PLC, uma engenhoca chamada master é instalada próximo ao transformador e ligada às três fases elétricas.
É essa master que transmite o sinal PLC para os consumidores, atingindo todas as tomadas da casa, prédio ou centro comercial conectado. Para acessar a rede, o usuário liga um dos cabos do seu modem na tomada mais próxima do computador e a outra no próprio micro.
A master, por sua vez, acessa a rede através de um PLC de média tensão (o PLC de baixa, descrito acima, ocorre entre a master e a casa das pessoas), que se comunica com a subestação via um segundo equipamento. E a subestação se pluga diretamente à internet — via backbone óptico, no caso da Light.
E o provedor de acesso, não é necessário?
Como diria o C@t, perguntará a leitora: mas... não precisa de provedor? Segundo Paulo Magalhães, não. Porque a própria Light está provendo o acesso neste caso.
— Com o PLC não há a famosa “venda casada” que muitos contestam na Justiça. O usuário é conectado diretamente à internet e vai para onde quiser. Só precisa, se quiser, assinar conteúdo de
algum website. Mas não provimento.
O projeto PLC da Light^ trabalha com três grandes empresas dessa área: Ascom (França), Mainnet (Israel) e DS2 (Espanha). Os modems das duas primeiras, mais voltados para internet residencial, alcançam velocidades de até 4,5Mbps. Já os modems com chips DS2 chegam a 45Mbps.
A empresa está fazendo testes com a internet^ “elétrica” desde o ano passado em oito prédios — quatro residenciais e quatro comerciais, no Centro, na Zona Sul (Copacabana e Ipanema) e na Barra da Tijuca. Este repórter visitou o shopping-center Novo Leblon e o edifício Ghirlandaio, na Barra. No shopping, o PLC é usado, por exemplo, pelo escritório da Oficina de Desenho Daniel
Azulay. A coordenadora da Oficina, Sheila Cardoso, diz que foi um alívio passar da conexão discada para a elétrica:
— Estamos usando o PLC desde dezembro, em todos os dias úteis. A conexão é rápida, praticamente não trava. É útil para nós, que volta e meia acessamos sites com imagens pesadas e precisamos atualizar nossa home com os trabalhos dos alunos — conta. — A conexão discada era bem mais lenta. Só quando chove é que a atual demora um pouco a entrar, mas depois volta.
O repórter fez um “instantâneo” da taxa de conexão no momento da entrevista, no Speedometer da McAfee, através do download de um arquivo. Deu 158K na hora (a banda, é claro, é distribuída para outros beta-testers no shopping).
Para a analista de sistemas Vânia Cancello, moradora do Ghirlandaio, a web através da tomada também veio a calhar.
— Minha navegação é simples: home banking, páginas de empresas, sites de busca... Não digo que a velocidade seja muito maior que a conexão anterior [ no shopping é testada a conexão a 45Mbps, enquanto nos apartamentos a de 4,5Mbps ], mas a principal vantagem para mim é ter o telefone liberado.
Já Nelson Camanho da Costa Filho, aposentado da Petrobras, onde trabalhou na parte de informática e engenharia de qualidade, não perde sua internet^ de jeito nenhum: tem conexão via rádio, discada e o PLC.
— A velocidade do PLC é mais constante, contínua. Verifica-se isso principalmente quando você baixa uma música, por exemplo.
No caso de Sheila e Vânia, a internet^ entrou de imediato, logo após o carregamento do micro. Mas o PLC de Nelson demorou a “pegar”. Só depois de um boot no computador ele voltou. O aposentado também se queixou de um “pau” na rede num dia de chuva.
— É provável que tenha sido interrompido o fornecimento de energia para o próprio micro e não especificamente para o PLC, que tem backup — explica Paulo. — Em tese, ele permaneceria no ar.
Isso nos leva a outra pergunta: e se faltar luz, tem internet? Segundo Paulo, a resposta é não, desde que o usuário tenha um no-break em casa. Porque a master tem seu próprio no-break, que previne a interrupção da conexão.
— É um processo semelhante ao que ocorre com o telefone. Por que o telefone não cai quando falta luz? Porque lá na estação há no-breaks. (O telefone em si não precisa de no-break porque sua energia é fornecida pelo par telefônico) — diz ele. — O PLC só é interrompido em caso de ruptura da rede elétrica toda. A master é conectada nas três fases, lembre-se. Mesmo que um ou dois fios se rompam, ele continua funcionando, pois só precisa de uma das fases. Só se os três se romperem é que cai.
Outra coisa de que a gente sempre fica com medo é o tamanho da conta. Mas os três usuários entrevistados garantiram que não sentiram a menor diferença na conta de luz com o uso da