








































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Sistema termico e ar comprimido
Tipologia: Notas de estudo
1 / 48
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!









































4
536.44 Pereira, Carlos Augusto Arentz. P436 Curso de formação de operadores de refinaria: utilidades, sistema témico e ar comprimido / Carlos Augusto Arentz Pereira, Edison Luis Santério, Virgílio Lagemann; organização [de] Uzias Alves. – Curitiba : PETROBRAS : UnicenP, 2002. 48 p. : il. (algumas color.) ; 30 cm.
Financiado pelas UN: REPAR, REGAP, REPLAN, REFAP, RPBC, RECAP, SIX, REVAP.
7
1.1 O Vapor d’água
Os principais usos do vapor em refinarias de petróleo, são:
O vapor d’água apresenta várias qualida- des que tornam seu uso atraente para ativida- des industriais, como elementos de transferên- cia de energia, dentre as quais se destacam:
Considerando-se as diversas qualidades ci- tadas, o vapor d´água é largamente utilizado como:
1.2 O Processo de Vaporização da Água O objetivo de um gerador de vapor con- siste na transformação de água líquida em va- por, pela absorção de calor obtido a partir da queima de um combustível. Quando o calor é fornecido a uma certa massa de água à pressão constante, observa- se aumento da temperatura da água líquida até que se inicie o processo de vaporização. A partir deste ponto, não é observada mudança de temperatura até que a vaporização se com- plete, quando, então, qualquer transferência de calor adicional implicará no superaquecimen- to do vapor. A Figura a seguir ilustra o processo de va- porização da água na pressão atmosférica, mostrando a elevação da temperatura à medi- da que se fornece calor de uma fonte externa.
8
Pressão Temperatura de (kgf/cm^2 abs.) vaporização (oC) 1,033 100, 12 187, 42 252, 88 300, 100 309,
1.3 Pressão e Temperatura de Saturação Repetindo-se o processo de vaporização em pressões mais elevadas, observa-se que a vapo- rização ocorre em temperaturas mais altas:
Variação do volume com a temperatura.
Durante a fusão do gelo, ocorre uma con- tração de volume (trecho), em torno de 8%. Quando a água começa a vaporizar (pon- to D), o volume aumenta muito devido à for- mação do vapor d´água, permanecendo a tem- peratura constante durante a vaporização.
Este é o princípio do funcionamento das “panelas de pressão” para uso doméstico. Da mesma forma, trabalhando-se em pressões abaixo da atmosférica, a água vaporiza-se em temperaturas inferiores a 100oC. A pressão na qual a água se vaporiza é denominada pressão de saturação , enquanto que a temperatura de vaporização também é chamada de temperatura de saturação. Para cada pressão de saturação correspon- de uma temperatura de saturação, e vice-ver- sa. Durante o processo de vaporização, a tem- peratura do líquido e do vapor permanece cons- tante, como exposto na Figura 1. Valores da pressão e da temperatura de saturação podem ser encontrados nas “Tabe- las de Vapor Saturado”.
1.4 Qualidade do Vapor Será focalizada, a seguir, a região de duas fases entre os pontos 1 e 2 da Figura 1, onde coexiste uma mistura de líquido e vapor em equilíbrio. O título ou qualidade do vapor (x) pode ser definido como a relação entre a massa da fração de vapor e a massa total de líquido e vapor: Obviamente, o título só é definido para a mistura em equilíbrio, varia entre x = 0 e x = 1, conforme seja:
Figura 1 – Vaporização da água à pressão de 1 atm.
No trecho 0-1, entre 0oC e 100oC, tem-se a água no estado de líquido sub resfriado. O ca- lor fornecido é denominado calor sensível , pois é utilizado somente no aquecimento da água. No ponto 1, a água está na temperatura de saturação (100 oC a 1 atm), ou seja, é um líquido saturado. Nestas condições, qualquer calor fornecido adicionalmente é utilizado somente na vaporização da água, sem qualquer variação na temperatura. A qualidade de ca- lor necessária à vaporização total da água denomina-se calor latente de vaporização. Na pressão de 1 atm, 1 kg de água requer 539 kcal para se transformar em vapor. No trecho entre os pontos 1 e 2, a água está parcialmente vaporizada, ou seja, trata-se de uma mistura de líquido + vapor saturados. No ponto 2, toda a água transformou-se em vapor, constituindo o vapor saturado seco , ou seja, sem a presença de gotículas de líquido. Acima do ponto 2, o calor adicional for- necido é usado no aumento da temperatura (calor sensível), consituindo o vapor supera- quecido. A diferença entre a temperatura do vapor e a temperatura de saturação (ou vapo- rização), na mesma pressão, é denominada de grau de superaquecimento (GSA) do vapor. A Figura abaixo mostra a evolução do vo- lume da água à medida que a temperatura é au- mentada, partindo do estado sólido (ponto A).
1 2
0 oC H 1 H 2
Diagrama de “Mollier”
Entalpia (h) kcal/kg Entalpia (h) kcal/kg
Entropia (S) kcal/kg ºK
Entropia (S) kcal/kg ºK
Tabela de vapor d’água saturado
(1/3)
Tabela de vapor d’água saturado
(3/3)
Tabela de vapor d’água superaquecido
(1/6)
Tabela de vapor d’água superaquecido
(3/6)
Tabela de vapor d’água superaquecido
(4/6)
Tabela de vapor d’água superaquecido
(6/6)
20
A NR-13, redação aprovada pela portaria 23 de 26/04/95, define caldeira a vapor como todo equipamento destinado a produzir e acu- mular vapor sob pressão superior à atmosféri- ca, utilizando qualquer fonte de energia. Quanto à pressão de operação, podem ser classificadas como:
Como pode ser visto, a interface entre ti- pos é um dado referencial não rígido, que ser- ve para estudos comparativos. Quando a energia utilizada na produção de vapor é retirada de uma fonte como escape de motores ou gases residuais de processo, a caldeira é dita caldeira de recuperação. Para efeito da NR-13, as caldeiras são clas- sificadas em categorias: A pressão de operação igual ou superior a 1960 kPa (19,98 kgf/cm^2 ) C pressão de operação igual ou inferior a 588 kgf/cm 2 (5,99 kgf/cm^2 ) e volume igual ou inferior a 100 litros. B todas as outras não enquadradas nas ca- tegorias anteriores.
2.1 Classificação quanto a montagem As caldeiras também podem ser classifica- das quanto ao seu grau de pré-fabricação. Por este critério, as caldeiras são agrupadas em:
talar e têm menor prazo de entrega. A grande restrição prende-se a problemas de transporte, quando se necessitam de caldeiras de maior porte ou de pressões mais elevadas. Assim, caldeiras de capacidades acima de 250 t/h são totalmente montadas no local, caldeiras na fai- xa de 100 a 250 t/h são, geralmente, montadas no local, embora tenham parte de seus com- ponentes montados na fábrica, já as caldeiras até 100 t/h são, em geral, compactas.
As caldeiras podem ser agrupadas em:
Caldeiras Flamotubulares – Estas cal- deiras caracterizam-se pela passagem dos ga- ses quentes por dentro de tubos, geralmente em três passes antes de saírem para a chami- né. Todo este conjunto de tubos, por onde pas- sam os gases está imerso na água a ser vapori- zada. São empregadas para baixas pressões (até 10 kg/cm^2 ), baixas capacidades (até 15 t/ h) e onde possa ser utilizado vapor saturado (título normal 80/90%). São os equipamentos mais baratos, com- pactos e que requerem menos cuidados de ope- ração e manutenção.
Caldeira flamotubular de três passes