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Sistema Vendas e Estoque, Notas de estudo de Cultura

Monografia de um sistema de vendas e estoque no qual foi utilizado o modelo de desenvolvimento Extreme Programming.

Tipologia: Notas de estudo

2011
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Compartilhado em 24/02/2011

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FACULDADE DE PINDAMONHANGABA
Raquel Aparecida Marcondes de Souza
SISTEMA PARA CONTROLE DE VENDAS E ESTOQUE
Pindamonhangaba - SP
2009
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FACULDADE DE PINDAMONHANGABA

Raquel Aparecida Marcondes de Souza

SISTEMA PARA CONTROLE DE VENDAS E ESTOQUE

Pindamonhangaba - SP

Raquel Aparecida Marcondes de Souza

SISTEMA PARA CONTROLE DE VENDAS E ESTOQUE

Monografia apresentada como parte dos requisitos para obtenção do Diploma de Bacharel em Sistemas de Informação pelo Curso de Bacharelado em Sistemas da Informação da Faculdade de Pindamonhangaba.

Profª. MSc. Alindacir Maria Dalla Vecchia Grassi Profª. Bárbara Alessandra Gonçalves Pinheiro Yamada

Pindamonhangaba - SP

AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus pela oportunidade de conseguir uma bolsa

para poder realizar meus estudos e por todas as dificuldades que Ele foi me

ajudando a superar nestes quatro anos.

Ao presidente Luís Inácio Lula da Silva e sua equipe de governo pelo projeto

ProUni, que me permitiu a concessão de uma bolsa integral nesta faculdade.

Às minhas professoras Alindacir Maria Dalla Vecchia Grassi e Bárbara

Alessandra Gonçalves Pinheiro Yamada que não só me orientaram com muita

dedicação, como também me deram forças para continuar nos momentos de maior

desânimo.

Ao meu professor Fabiano Sabha que, apesar do pouco tempo que nos deu

aula, demonstrou ser muito responsável e íntegro, sempre prestativo e atencioso.

Às minhas companheiras de estágio Juliete Gomes de Amorim e Mariana

Rosa Silva que muito colaboraram no desenvolvimento do protótipo do sistema aqui

apresentado, seja na modelagem ou na própria linguagem de programação, bem

como nas dificuldades que foram surgindo ao longo do desenvolvimento.

RESUMO

Atualmente, a maior parte das empresas comerciais, desde as micro empresas até as grandes redes, possuem um sistema de software para gerenciar todas as suas atividades. Neste sentido, este trabalho apresenta um protótipo para gerenciamento de vendas e estoque de uma pequena empresa comercial, sem fins lucrativos: o Bazar do Sagrado Coração de Jesus. A inexistência de um sistema informatizado para esse gerenciamento pode gerar muitas inconsistências e redundância de dados, além de atrasos para se obter informações importantes para a tomada de decisões e até mesmo a falência de empresas. O objetivo é informatizar o gerenciamento das principais atividades de uma empresa comercial, provendo com as informações armazenadas, condições para um controle financeiro e de estoque mais ágil, preciso e verídico. O sistema abrange funcionalidades como Gestão de Acesso, Gestão de Cadastro, Gestão de Movimentação Financeira e de Estoque e Gestão de Relatórios, as quais foram modeladas nos diagramas de Fluxo de Dados e Entidade-Relacionamento, disponibilizados na ferramenta Case Studio. O sistema foi implementado na linguagem Object Pascal por meio do IDE Delphi 7, com programação estruturada.

Palavras-chave: Agilidade. Estoque. Gerenciamento. Software. Vendas.

LISTA DE TABELAS

1 INTRODUÇÃO

Nas décadas de 80 e 90, várias manchetes de revistas e jornais, como por exemplo: “ Software : A Nova Força Propulsora”, “Armadilha do Software – Automatizar ou Não?” e “Criar Software Novo: Era Uma Tarefa Agonizante...”, demonstravam a nova compreensão da importância do software de computador – suas oportunidades e os perigos que apresentavam (PRESSMAN, 1995, p. 3). “O grande desafio da década de 90 é melhorar a qualidade (e reduzir o custo) de soluções baseadas em computador – soluções que são implementadas com software ” (PRESSMAN, 1995, p. 4). Essa preocupação com a qualidade e custo do software ainda persiste nos dias atuais, surgindo cada vez mais técnicas para auxiliar o desenvolvimento do software , constituindo uma disciplina chamada Engenharia de Software , que utiliza técnicas de engenharia, como teorias, métodos e ferramentas, para produzir um software , desde os estágios iniciais de especificação do sistema até a manutenção desse sistema, trabalhando sempre de acordo com as restrições organizacionais e financeiras (SOMMERVILLE, 2003). Os sistemas de software são utilizados em todos os lugares e setores, desde equipamentos elétricos, operações da indústria manufatureira, escolas e universidades, setor de assistência à saúde, finanças e governo, ou até mesmo como entretenimento. Segundo Pressman (1995, p. 20), “o processamento de informações comerciais é a maior área particular de aplicação de software ”. Sistemas distintos, como por exemplo, folha de pagamento, contas a pagar e a receber, controle de estoque, dentre outros, se integraram, formando software de sistema de informações administrativas, que acessam um ou mais banco de dados que contém informações comerciais, facilitando as operações comerciais e as tomadas de decisões administrativas. Portanto, torna-se evidente as vantagens de sistemas informatizados para o controle de gerenciamento de qualquer atividade comercial, como por exemplo, redução de custos, acesso rápido às informações, garantia de integridade e veracidade da informação, além de garantia de segurança de acesso à informação e eliminação da redundância de dados (SOMMERVILLE, 2003).

O descontrole do estoque gera muitos prejuízos para as empresas de atividade comercial, visto que as mesmas podem perder oportunidades de venda por não terem acesso rápido a dados do seu estoque. Além disso, a falta de um rigoroso controle financeiro pode levar a falência da empresa. A falta de gerência das informações no Bazar do Sagrado Coração de Jesus gera vários problemas, como: descontrole de estoque, dos usuários do sistema, dos artesãos e de caixa. O controle de mercadorias em estoque é demorado e impreciso, não havendo controle de tempo de permanência das mercadorias no bazar, culminando no acúmulo de estoque por mercadorias “encalhadas” e não há um controle financeiro do bazar, gerando atraso no pagamento dos artesãos, falta de informação de quem vendeu o quê e inexistência de informações financeiras para tomada de decisões, como por exemplo, compra de algum item necessário ao bazar. Um sistema informatizado proporcionará ao bazar maior agilidade e precisão no controle de estoque, controle total de entrada e saída de dinheiro, de usuários do sistema e das mercadorias vendidas pelos mesmos, dos artesãos e das mercadorias entregues por eles e um estoque mais selecionado (controle de tempo de permanência das mercadorias no bazar). Torna-se então necessário o desenvolvimento de um sistema que armazene de forma confiável, informações dos produtos, usuários e artesãos do Bazar do Sagrado Coração de Jesus, fornecendo, sempre que necessário, relatórios financeiros e de estoque.

1.1 Objetivo do Trabalho

Projetar e implementar um sistema para controle de vendas e estoque do Bazar do Sagrado Coração de Jesus – SCVE-BSCJ, o qual gerenciará todo o funcionamento do bazar para obter informações detalhadas, de forma rápida e segura, sobre cada produto, usuário e artesão, além de quantidade de produtos em estoque, tempo de permanência dos mesmos, valores devidos aos artesãos e valor em caixa.

  • Capítulo 3 - Ferramentas Utilizadas: Explica as ferramentas utilizadas no desenvolvimento do trabalho;
  • Capítulo 4 - Modelo de Processo de Desenvolvimento de Software : Apresenta, detalhadamente, o ciclo de vida adotado no desenvolvimento do Sistema SCVE-BSCJ;
  • Capítulo 5 - Modelagem do Sistema SCVE-BSCJ: Descreve o estudo de caso realizado;
  • Capítulo 6 - Protótipo do Sistema: Apresenta o protótipo do Sistema SCVE-BSCJ;
  • Capítulo 7 - Conclusões e Considerações Finais: Conclusão do Trabalho.

2 CONTEXTUALIZAÇÃO DO SISTEMA

Para uma melhor compreensão da proposta deste trabalho, neste capítulo é apresentado o modelo atual de controle de vendas e estoque, utilizado pelo Bazar do Sagrado Coração de Jesus.

2.1 Descrição do modelo atual

O Bazar do Sagrado Coração de Jesus é um comércio sem fins lucrativos. Seu principal objetivo é a comercialização de peças confeccionadas por artesãos e integrantes de projetos sociais da cidade de Jesus de Nazaré, com o intuito de auxiliá-los na divulgação e venda de seus trabalhos. Os artesãos cadastrados em projetos sociais do município recebem integralmente o valor oriundo de suas vendas, enquanto que os demais artesãos revertem 10% do valor de suas vendas para a manutenção do bazar. Os funcionários do bazar são voluntários, ou seja, não recebem nenhuma remuneração por seus serviços e, geralmente, trabalham se revezando no horário da manhã e da tarde. Há uma grande diversidade de produtos, com variados preços, porque cada artesão define o valor de suas mercadorias, podendo haver o mesmo tipo de produto oriundo do mesmo artesão, mas com preços diferentes. Para este controle são confeccionadas etiquetas manualmente, com identificação da mercadoria e do artesão e o preço do produto. Quando o artesão deixa seus produtos é preenchido um recibo em uma planilha do Excel, com a discriminação das mercadorias, quantidades e valores das mesmas. O recibo é emitido em duas vias, que são assinadas pelo artesão e pelo funcionário receptor. O artesão recebe uma via e a outra fica no bazar para controle do mesmo. Ao vender um produto, o funcionário preenche uma outra planilha para acerto financeiro do artesão. Esta planilha é separada por artesão, sendo uma para cada

usuário que realizou a entrada do produto, pois em caso de dúvida, haverá como esclarecê-la. Ao cadastrar a entrada do produto, o estoque será automaticamente atualizado. Ao final, será possível imprimir o recibo de entrega de mercadorias e as etiquetas dos produtos. As vendas serão cadastradas no sistema por meio de um formulário de vendas, dando baixa automaticamente no produto e buscando o artesão que o forneceu para cálculo de seu pagamento e do repasse ao bazar. Por meio do menu principal, poderão ser emitidos relatórios financeiros diários ou mensais. O estoque também poderá ser consultado a qualquer momento, assim como o valor devido aos artesãos e o valor de repasse ao bazar. Caso seja necessário, poderão ser emitidos relatórios de acompanhamento, como por exemplo, relatórios de valor de repasse ao bazar ou aos artesãos, por períodos determinados pelo usuário. O sistema proverá, ainda, um controle de tempo de permanência de produtos no estoque. No final de cada mês será possível imprimir a relação de produtos a serem devolvidos; neste caso, o sistema calculará e imprimirá a relação dos produtos que estão, há mais de três meses, no bazar. O Capítulo 5 apresenta o Documento de Requisitos e Modelagem propostos para o sistema SCVE-BSCJ.

3 FERRAMENTAS UTILIZADAS

Neste Capítulo serão apresentadas as ferramentas utilizadas para desenvolver o Sistema SCVE-BSCJ.

3.1 Delphi

Delphi não é uma linguagem de programação, mas um ambiente de desenvolvimento integrado (MANZANO, 2006). “O ambiente de programação Delphi é baseado na linguagem de programação Object Pascal , oriunda da linguagem Pascal , a qual foi projetada pelo Professor Niklaus Wirth” (MANZANO, 2006, p. 19). O Delphi é um Integrated Development Environment (IDE) ou Ambiente de Desenvolvimento Integrado (MANZANO, 2006), ou seja, um ambiente de suporte que permite a programação visual: as telas podem ser montadas facilmente, simplesmente com o clicar e arrastar de componentes aos formulários, sendo possível compilar o projeto na linguagem Object Pascal e gerar o protótipo desejado. Segundo Silva; Paula (2007, p. 20), “o IDE do Delphi possui uma estrutura de fácil compreensão, possibilitando que até mesmo os programadores iniciantes desenvolvam seus projetos sem muitas dificuldades”. Este IDE foi criado pela Borland como uma ferramenta de programação Rapid Application Development ( RAD), isto é, Desenvolvimento Rápido de Aplicações. É muito versátil, podendo ser aplicado para pequenas, médias ou grandes aplicações, suportando criação de softwares multi-plataforma ( Windows e Linux), sistemas multicamadas, aplicações para a Internet e para o ambiente cliente- servidor e tem propósito geral, permitindo desenvolvimento de aplicações tanto científicas como comerciais. Por todos esses motivos, “muitas empresas em diversos segmentos do mercado utilizam o Delphi como ferramenta de soluções de desenvolvimento de sistemas corporativos” (SILVA; PAULA, 2007, p. 13).

O Delphi possui dois níveis de programação: nível de design em que utiliza recursos de programação visual e aproveita componentes prontos e o nível de component writer em que o desenvolvedor elabora os componentes a serem utilizados pelos programadores que trabalham no nível design (GARCIA, 2005). Em 2002, a Borland lançou a versão 7 do IDE Delphi, com novos recursos voltados para aplicações para Internet como a Intraweb, e Rave Reports para a criação de relatórios, entre outros (MANZANO, 2006). A Figura 3.2 apresenta a tela inicial do Delphi versão 7. Conforme os componentes vão sendo selecionados, o Delphi escreve o código fonte. Os componentes, em geral, incluem classes e propriedades muito utilizadas, que se relacionam com outros objetos (GARCIA, 2005). Além disso, “o Delphi possui um amplo suporte para trabalho com banco de dados Paradox, dBase, Access , MySQL, Oracle, Firebird, entre outros” (SILVA; PAULA, 2007, p. 83).

Figura 3.2 - Tela inicial do Delphi versão 7 BORLAND (2002)

3.2 Access

“Nem todos os sistemas baseados em computador fazem uso de um banco de dados, mas, para todos que o fazem, essa modalidade de armazenamento de informações freqüentemente é de grande importância para a função global” (PRESSMAN, 1995, p. 197). Por esse motivo, assim que o domínio da informação é definido, é aplicada uma disciplina técnica denominada engenharia de banco de dados ( database engineering ), que abrange a análise, projeto e criação de banco de dados. O engenheiro de sistemas deve “definir as informações a serem contidas no banco de dados, os tipos de queries a serem submetidos a processamento, a maneira pela qual os dados serão acessados e a capacidade do banco de dados” (PRESSMAN, 1995, p. 197). De acordo com Silva; Paula (2007, p. 83), “a utilização de banco de dados é essencial para o desenvolvimento de aplicativos comerciais”. As principais vantagens do banco de dados são redução ou eliminação de redundâncias, eliminação de inconsistências, rapidez e eficiência na recuperação e manipulação de dados, compartilhamento de dados, restrições de segurança, padronização e independência dos dados e manutenção de integridade (DATE, 2004). Por ser um projeto pequeno, que exige rapidez de desenvolvimento, a implementação do Banco de Dados (DATE, 2004) será feita no MSAccess - Microsoft Office Access 2003 (MICROSOFT, 2009), que permite o desenvolvimento rápido de aplicações que envolvem a modelagem e estrutura de dados. Apesar de ser um banco de dados proprietário, ou seja, pago, sua principal vantagem consiste no fato do desenvolvimento da estrutura de dados ser de forma intuitiva, não necessitando que o desenvolvedor tenha conhecimentos avançados em modelagem de dados e lógica de programação. O MSAccess é um sistema relacional de administração de banco de dados da Microsoft , incluído no pacote do Microsoft Office Professional , que disponibiliza a linguagem de programação Microsoft Visual Basic for Application. No MSAccess , os bancos de dados consistem em quatro objetos principais: