




















Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
aula de solos sobre possibilidades
Tipologia: Esquemas
1 / 28
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!





















Profª. Marcelo Ricardo de Lima Engenheiro Agrônomo, Doutor em Agronomia. Professor do Departamento de Solos e Engenharia Agrícola da U niversidade Federal do Paraná. Rua dos Funcionários, 1540, Cabral, Curitiba, PR.
E-mail: [email protected]
U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D O P A R A N Á
4
As denominações, tais como: solos argilosos, solos arenosos, solos rasos, solos vermelhos, solos profundos, solos de mata, solos de campo, solos de basalto, solos de granito, solos jovens, solos velhos, etc., podem ser consideradas formas simples de classificação, em que se considera apenas um fator ou característica, como a profundidade, granulometria, cor, tipo de vegetação, material de origem, ou idade. Por se fundamentar em uma única característica ou propriedade, essa forma de agrupar solos pouco revela a respeito das suas qualidades ou limitações para qualquer tipo de uso, seja agrícola ou não. É, no entanto, uma maneira aceitável de iniciação ao estudo de solos, principalmente nos anos iniciais do ensino fundamental. Também é muito comum os solos serem conhecidos por denominações locais, utilizadas na linguagem coloquial, tais como, massapê, salmourão, terra roxa, chernozém e outras, mas que não deveriam estar divulgadas em livros didáticos nacionais, devido à especificidade local. Um mesmo termo pode ser utilizado para descrever solos muito distintos em diferentes regiões do país.
a) A classificação do solo em arenoso, argiloso, calcário e humífero confunde o aluno por apresentar em uma mesma classificação aspectos distintos, como a textura (arenoso e argiloso), a composição mineralógica (“calcário”) e a composição orgânica (“humífero”).
b) Em alguns livros didáticos os “solos arenosos” são descritos como bem permeáveis e soltos. Acontece que alguns solos arenosos, onde exista cimentação do horizonte B, o solo pode ser duro e até com permeabilidade muito baixa. Alguns livros didáticos levam o leitor a entender que a mera presença de areia já caracterizaria um solo arenoso, embora esta partícula (que tem diâmetro entre 2 e 0,05 mm) esteja presente em praticamente todos os solos (inclusive os argilosos). Em outros livros didáticos o leitor pode entender que a areia seria formada exclusivamente pelo mineral quartzo. De fato, o quartzo é um dos minerais mais comuns na fração areia dos solos tropicais, mas não é o único. Em outros casos os solos arenosos são representados nos
livros didáticos por dunas ou areia de praia, as quais não são solos, mas sedimentos arenosos.
c) Em alguns livros didáticos os “solos argilosos” são descritos como impermeáveis, duros, pegajosos, e ocorrendo em áreas mal drenadas (com excesso de água). Muitas destas informações podem ter sido traduzidas de livros de regiões temperadas que possuem solos com características físicas, químicas e mineralógicas bem diferentes daquelas encontradas no Brasil. Esta definição somente se aplicaria àqueles solos compactados, mal estruturados ou com argilas expansivas (que expandem quando molhadas e se contraem quando secas). Porém, a maior parte dos solos argilosos no Brasil é bem estruturado, e mesmo solos muito argilosos (com 60 % ou mais de argila) não são extremamente duros quando secos ou impermeáveis à água. A maior parte dos solos argilosos do Brasil são bem drenados (permitem a passagem da água), embora existam alguns mal drenados em áreas de várzeas. Também existe uma confusão entre textura (proporção entre partículas de solo de tamanhos diferentes, ou seja, areia, silte e argila) e a consistência (dureza, friabilidade, plasticidade e pegajosidade do solo). O professor deve atentar para o fato de que não existe uma relação direta entre a textura do solo e a consistência do solo.
d) O termo “solo calcário” também confunde o material de origem (a rocha calcário) com a origem desta expressão (calcareous soils), que é o fato de alguns solos acumularem carbonatos (principalmente de cálcio). Porém, a acumulação de carbonatos no solo, ocorre no Brasil principalmente em alguns solos da região semiárida, onde o pH da solução (fração líquida do solo) é alcalino (acima de 7,0). Na maior parte dos solos brasileiros a solução do solo é ácida (pH menor que 7,0), inviabilizando a acumulação de carbonatos (que reagem com a acidez do solo). Mesmo os solos formados a partir do intemperismo da rocha calcário, em clima úmido, tendem a ser geralmente ácidos.
e) No caso do termo “solo humífero” , a única coisa que se pode deduzir é tratar-se de solo que contém húmus, também de pouco significado ou valia, já que praticamente todos os solos contêm esse componente em maior ou menor quantidade. Se o termo humífero está se referindo
os solos mais férteis do mundo, ou que o café somente se desenvolveria neste tipo de solo. Muitas “terras roxas” (nem todas) são solos com fertilidade química melhor que a média dos solos brasileiros, mas, de modo geral, existem no mundo solos com fertilidade química natural muito maior. Se não fosse assim, não seria necessário que os agricultores aplicassem expressivas quantidades de calcário e adubo nas “terras roxas”. No início da cultura do café no Brasil, de fato, as “terras roxas” foram os solos mais utilizados para o plantio desta cultura, devido à fertilidade natural moderada. Atualmente, a maior parte das chamadas “terras roxas” são utilizadas com outras culturas, tais como a soja, o milho, o trigo, e a cana-de-açúcar. Na atual classificação brasileira solos a maior parte das “terras roxas” é classificada como Latossolos Vermelhos e Nitossolos Vermelhos.
h) A expressão popular solo “massapê” aparentemente deriva de “amassa pé”, devido à elevada pegajosidade dos solos assim denominados na região do Recôncavo Baiano. Estes solos apresentam problemas físicos, tais como dureza e pegajosidade excessivas, fendilhamento, e problemas para a construção civil. No entanto apresentam boa fertilidade química natural. Na classificação brasileira solos a maior parte do “massapê” originalmente descrito pode ser classificado como Vertissolo. Posteriormente este termo passou a ser indiscriminadamente utilizado para denominar solos argilosos, principalmente na região canavieira do Nordeste do Brasil e em solos argilosos formados de granitos e gnaisses em São Paulo (CURI et al., 1993). Assim o termo “massapê” acabou sendo utilizado para descrever solos com características muito diferentes da denominação original. Outro equívoco é associar este tipo de solo à cultura de cana-de-açúcar atualmente no Brasil, a qual está localizada principalmente em Latossolos. Também é comum a utilização do termo “solo salmourão” , e que está associado a solos muito diversos, mas com elevados teores de cascalho e/ou areia grossa (CURI et al., 1993).
i) Em alguns casos, os solos são descritos como zonais (desenvolvido sob efeito predominante do clima e cobertura vegetal), intrazonais (desenvolvido sob efeito predominante do relevo, material de origem ou idade) e azonais (solo jovem com pouca influência do clima ou vegetação), que são denominações herdadas da classificação norte-americana de solos de 1938.
U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D O P A R A N Á
8
j) Outro problema são generalizações, como por exemplo, o “solo amazônico” ou o “solo do nordeste” , as quais tendem a simplificar diversidades muito grandes existentes nas regiões brasileiras. Os solos são formados à partir da interação de fatores de formação (material de origem, clima, relevo, organismos vivos, e tempo cronológico). Portanto, a variação de solos no Brasil será tão grande quando a diversidade das combinações entre estes cinco fatores de formação. Basta observar o Mapa de Solos do Brasil (SANTOS et al., 2011) para se perceber que a diversidade de solos é muito maior do que a população em geral imagina.
Desde 1999 está disponível o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS) (SANTOS et al., 2013a), no qual os solos são agrupados em categorias, segundo propriedades em comum, e recebem denominações próprias e condizentes com o estágio atual do conhecimento científico. No SiBCS, os solos são classificados com base em propriedades que resultam dos processos de gênese do solo, ou seja, do modo como foram formados.
No Brasil há grande diversidade dos fatores de formação dos solos (material de origem, clima, relevo, organismos vivos e tempo cronológico), de modo que isto se reflete também em grande variedade dos processos que irão originar os solos em nosso território.
Este sistema é dividido em 13 ordens: Argissolos, Cambissolos, Chernossolos, Espodossolos, Gleissolos, Latossolos, Luvissolos, Neossolos, Nitossolos, Planossolos, Plintossolos, Organossolos e Vertissolos (Tabela 1).
U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D O P A R A N Á
10
Classe (ordem) Termos de conotação ou memorização Origem do nome^
Área no Brasil(1)
Chernossolos
Solos jovens, com razoável conteúdo de matéria orgâni- ca e alta fertilidade química natural.
Do russo chernyy (черный) (negro)
Vertissolos
Solos jovens, que formam fendas pronunciadas quando secos, com elevada fertili- dade química. Tem elevada capacidade de expandir (mo- lhados) ou contrair (secos).
Do latim vertere (inver- ter), devido à presença das fendas que permitem a mistura dos horizontes no perfil de solo.
Organossolos
Solos com altos teores de matéria orgânica, mas baixa fertilidade química.
Do grego organikós , (οργανικός) pertinente ou próprio de compostos de carbono
(1)Adaptado de Santos et al. (2011). Refere-se à proporção no Mapa de Solos do Brasil na qual esta classe de solo é predominante nas unidades de mapeamento. Além de ocorrer como unidade predominante, também pode ocorrer em área maior com classe de solo não dominante nas unidades de mapeamento. A soma não é 100% pois o Mapa de Solos do Brasil também abrange áreas nas quais não predominam solos, como áreas de corpos hídricos, afloramen- tos rochosos e dunas.
As classes que possuem maior ocorrência no Brasil são os Latossolos e Argissolos, seguidos pelos Neossolos, Plintossolos, Cambissolos e Gleissolos (Tabela 1).
Algumas classes de solos possuem menor ocorrência no Brasil, como é o caso dos Luvissolos, Espodossolos, Planossolos, Nitossolos, Chernossolos, Vertissolos e Organossolos. Porém não significa que não sejam importantes. Os Luvissolos, por exemplo, são muito relevantes na região semiárida brasileira. Os Nitossolos são muito comuns nas áreas de solos formados de basaltos no centro-sul do Brasil. Os Planossolos são abundantes no Pantanal, em áreas do semiárido e nas regiões produtoras de arroz irrigado do Rio Grande do Sul. Já os solos com elevada concentração de matéria orgânica, denominados de Organossolos, são muito raros no Brasil, pois os climas predominantes no país não favorecem a acumulação da matéria orgânica.
Entretanto, sua cidade pode estar justamente em algum local onde ocorre alguma classe de solo que não é relevante ao se observar o país como um todo, mas que é muito importante no contexto local onde se insere a sua escola.
Os Vertissolos, por exemplo, são predominantes em apenas 0,2 % do território nacional, mas são muito comuns em Hulha Negra (RS), Souza (PB), Brejo Santo (CE), Santo Amaro (BA) e Corumbá (MS), dentre outras localidades.
Neste capítulo serão descritas a conceituação, ocorrência, significado agrícola, ambiental e urbano das principais classes de solos do Brasil, de acordo com o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. Serão apresentadas apenas aquelas que são predominantes em, pelo menos, 5 % das áreas do Mapa de Solos do Brasil (SANTOS et al., 2011). As descrições apresentadas aqui serão generalizadas para os atributos mais comuns encontrados nestes solos em nosso país. Todavia, devido à grande diversidade de fatores de formação do solo existentes no Brasil, localmente os atributos de determinada classe de solo podem ser diferentes daqueles aqui descritos.
a) Conceito: são solos geralmente profundos (1 a 2 m) ou muito profundos (mais de 2 m) (Figura 1), bastante intemperizados (velhos e alterados em relação à rocha) e normalmente de baixa fertilidade. Ocupam, usualmente, relevos mais planos (Figura 2). De maneira geral, são muito porosos, permeáveis, com boa drenagem (não tem problemas de excesso de água). As cores são muito variadas (vermelho, amarelo, vermelho amarelado, etc.).
b) Ocorrência: é a uma classe de solo encontrada principalmente nas áreas mais planas e bem drenadas (sem excesso de água), distribuídos em todos os estados do país. De acordo com Santos et al. (2011), são predominantes em 31,6 % das unidades de mapeamento no Mapa de Solos do Brasil, sendo o principal solo existente no país. Porém, paradoxalmente, é raramente citado nos livros didáticos da educação básica.
c) Significado agrícola: seus atributos físicos, tais como
Figura 1. Perfil de Latossolo localizado no município de Cianorte (PR). Foto: Marcelo Ricardo de Lima.
Figura 2. Paisagem de ocorrência de Latossolos, localizada no município de Pinhão (PR). Foto: Marcelo Ricardo de Lima.
U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D O P A R A N Á
14
a) Conceito: apresentam acúmulo de argila no horizonte B, ou seja, o horizonte mais superficial do solo (horizonte A) possui mais areia que o horizonte subsuperficial (horizonte B) (Figura 3). As cores são muito variáveis, podem ser amarelos, cinzentos, vermelhos, vermelho amarelados, etc.
b) Ocorrência: normalmente ocupam relevos moderadamente declivosos (Figura 4), e são distribuídos em todos os estados do país. De acordo com Santos et al. (2011), são predominantes em 26,9 % das unidades de mapeamento no Mapa de Solos do Brasil.
c) Significado agrícola: normalmente apresentam reduzida capacidade de reter nutrientes para as plantas, e maior risco de erosão, devido ao menor teor de argila no horizonte A.
d) Significado ambiental: são solos bastante susceptíveis à erosão (Figura 5), principalmente em relevos mais declivosos.
Figura 3. Perfil de Argissolo Amarelo localizado no município de Colombo (PR). Foto: Cristhian Hernandez Gamboa.
U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D O P A R A N Á
16
b) Ocorrência: são solos mais comuns de serem encontrados em áreas no país com maior declividade (no caso dos Neossolos Litólicos e Neossolos Regolíticos) (Figura 7), embora também possam ocorrer em relevo mais plano (no caso dos Neossolos Quartazarênicos e Neossolos Flúvicos). De acordo com Santos et al. (2011), são predominantes em 13,2 % das unidades de mapeamento no Mapa de Solos do Brasil.
c) Significado agrícola: como principais obstáculos ao uso, podem ser citados o relevo muito declivoso, pouca espessura e eventual presença de pedras. Em geral, são de baixa fertilidade química natural. Porém, em alguns casos, em função da rocha de origem, podem ter boa fertilidade química natural. Deveriam ser preferencialmente utilizados para preservação da flora e fauna, embora seja comum seu uso com pastagens ou reflorestamentos, principalmente por parte de pequenos proprietários rurais.
d) Significado ambiental e urbano: considerando as características já relatadas, constituem áreas extremamente frágeis. Deveriam ser evitados para ocupação urbana para não intensificar os processos erosivos ou deslizamentos. Em alguns casos apresentam casos apresentam ocorrência de rochosidade (com presença de enormes matacões de rocha) que podem causar grandes danos materiais em caso de deslizamentos em áreas urbanizadas.
Figura 6. Perfil de Neossolo Litólico localizado no município de Piraquara (PR). Foto: Marcelo Ricardo de Lima.
A
C
R
Figura 7. Paisagem de ocorrência de Neossolos, com elevada quantidade de pedras, no município de Renascença (PR). Foto: Marcelo Ricardo de Lima.
4.4. PLINTOSSOLOS
a) Conceito: São solos que apresentam concentração de ferro em algum horizonte, o que leva a endurecimento na forma de concreções cascalhentas (Figuras 8 e 9), ou de um horizonte contínuo endurecido por ferro e/ou alumínio (chamado de horizonte F) que facilmente pode ser confundido com rocha (embora seja de origem pedológica) (Figura 10). Em muitas regiões esta camada consolidada (Figura
Figura 8. Perfil de Plintossolo, com elevada quantidade de concreções endurecidas de ferro, no município de Ariquemes (RO). Foto: Marcelo Ricardo de Lima.
b) Ocorrência: Podem ser encontrados em regiões de relevo plano, em que há dificuldade de escoamento de água, como próximo a várzeas, depressões, etc. Porém também podem se localizar em condições de melhor drenagem, com presença significativa de camadas endurecidas por ferro e/ ou alumínio. Ocorrem predominantemente Amazonas, Pará, Amapá, Roraima, Maranhão, Piauí, Tocantins, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. De acordo com Santos et al. (2011), são predominantes em 7,0 % das unidades de mapeamento no Mapa de Solos do Brasil.
c) Significado agrícola: As principais condições que limitam o uso agrícola são o excesso de água, as camadas endurecidas no solo, e a baixa fertilidade química. No caso dos Plintossolos localizados em baixadas alagadas, a retirada da água (drenagem) pode levar a um endurecimento da parte inferior do solo, criando dificuldade para a penetração de raízes e da água das chuvas.
d) Significado ambiental: Nos Plintossolos com excesso de água, a alteração desta condição, com a drenagem do solo, pode levar ao endurecimento da parte inferior do solo, o que altera sua condição natural em prejuízo da flora e fauna típicas dessas áreas.
a) Conceito: são solos geralmente pouco espessos e que apresentam horizonte B ainda em estágio inicial de formação (normalmente pouco espesso) (Figura 11). São solos mais evoluídos que os Neossolos, pois já possuem horizonte B.
U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D O P A R A N Á
20
Figura 11. Perfil de Cambissolo localizado no município de Pinhais (PR). Foto: Marcelo Ricardo de Lima.
A
B
C
b) Ocorrência: é uma das classes de solo mais comuns no país, especialmente na metade meridional do país, geralmente (mas não sempre) em relevos mais declivosos. De acordo com Santos et al. (2011), são predominantes em 5,3 % das unidades de mapeamento no Mapa de Solos do Brasil.
c) Significado agrícola: são solos geralmente pouco profundos, o que pode restringir o desenvolvimento das raízes de espécies arbóreas. A maioria dos Cambissolos apresentam baixa fertilidade química natural, o que demanda o uso de grandes quantidades de corretivos e fertilizantes pelos agricultores. No entanto há casos com alta fertilidade química natural. O relevo é muito variável no país, variando de plano ou pouco declivoso (Figura 12) a muito declivoso (Figura 13), sendo que, neste último caso, são mais favoráveis à erosão.