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solos texto, Notas de estudo de Ciências Biologicas

solos estudo dos solos

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 25/09/2012

braga-lima-5
braga-lima-5 🇧🇷

5

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Não perca as partes importantes!

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Biblioteca Nacional
No Registro: 383.978 Livro: 713 Folha 138
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ABC na Educação Científica
Mão na Massa
Solos
(Sugestão de atividades)
2006
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Pré-visualização parcial do texto

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Biblioteca Nacional 1

ABC na Educação Científica

Mão na Massa

Solos

(Sugestão de atividades)

Biblioteca Nacional 2

Coordenador do Projeto M ão na M assa Brasil Coordenador do Projeto na Estação Ciência Prof. Dr. Ernst W. Hamburger

Elaboração e Fotos: Simone Falconi – Geógrafa

Colaboração: Beatriz A. C. de Castro Athayde – Física Rafaela Samagaia – Física

Agradecimentos: Christiane Izumi Yamamoto – Bióloga Talita Raquel Romero – Estagiária Rosangela Neves Santana – Estagiária

Consultora: Profa. Dra. Maria Cristina Motta de Toledo (Instituto Geociências / USP)

Biblioteca Nacional 4

Estrutura do material Solos

Seqüência 1 – Percebendo diferenças na natureza

1.1.Conhecendo as paisagens – Atentar as crianças para as diferentes paisagens que conhecem e a presença ou não de solos nelas. 1.2.Investigando as paisagens – Perceber as alterações que as paisagens de uma forma geral sempre sofrem, seja pela ação do tempo, seja pela ação do homem. Onde estão os elementos de uma paisagem depois que ela é alterada?

Seqüência 2 – Reconhecendo os diferentes tipos de solo

2.1.Experimentando solos – Usando o tato, as crianças reconhecem os diferentes tipos de solo que podem ser encontrados e categorizam grupos a partir de suas características. 2.2.Museu com amostras de solo – Agora ajudados pela observação, separam os diferentes tipos de solo, montando uma exposição com eles para que a observação tenha continuidade ao longo de todo o módulo. Inicia-se sua categorização. 2.3.Pintando com amostras de solo – Explorando as possibilidades dos diferentes tipos de solo. Mais informações para a categorização. 2.3.Fazendo esculturas – Explorando as texturas dos diferentes tipos de solo 2.5.Testando solos quanto a passagem de água – Mais informações para a categorização.

Seqüência 3 – Investigando amostras de solo

3.1.Soluções de água e solo – Testes para definir a capacidade que cada solo tem de misturar-se com a água. Mais informações para a categorização. 3.2.Sugestão de atividade - Solo na frigideira – Testes de comportamento do solo com a perda de água. Mais informações para a categorização.

Biblioteca Nacional 5

Seqüência 4 – Solo e Meio Ambiente

4.1.Histórias sobre o solo nos jornais – Atividade que busca explorar as notícias de jornal, quanto a presença de questões vinculadas ao solo e suas características. Análise dos dados encontrados na categorização. Qual a influência dos diferentes tipos de solo e suas características com as informações que se tem dele? 4.2.Simulando a erosão - Simulação de situações de erosão e os métodos utilizados para a contenção. Análise dos dados encontrados na categorização, Qual a influência dos diferentes tipos de solo e suas características com a erosão? 4.3.Detendo a erosão – Erosão e sua relação com a presença de vegetação. Análise dos dados encontrados na categorização. Qual a influência dos diferentes tipos de solo e suas características com a erosão e a capacidade de receber vegetação?

Seqüência 5 – Solo e Vida

5.1.Produção e Produtividade – Informações em jornais sobre produtividade, plantio e colheita. 5.2.Observando e preparando solos – Percebendo a presença da vida no solo e produzindo uma amostra de solo saudável.

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Seqüência 1 – Percebendo diferenças na natureza

Visão Geral Esta primeira seqüência tem como objetivo principal, sensibilizar as crianças, chamando sua atenção para a presença de diferentes tipos de paisagens e seus elementos. Em seguida, as atividades sugeridas entrarão mais especificamente em um deles, os solos, mas é preciso não perder de vista, em nenhum momento, o fato de que não existem sentido em se abordar as questões relativas a ele simplesmente, já que está localizado em uma paisagem e dela faz parte. Começamos com a paisagem, fazemos o recorte desejado para estudar e depois voltamos à paisagem, analisando alguns fatos com base na informação obtida ao longo das pesquisas, discussões e atividades do módulo. Assim, a seqüência compõe-se de atividades muito mais de discussão do que de experimentação efetivamente, buscando exercitar a confecção de boas perguntas e a busca de suas respostas através da observação de fatos e imagens que poderiam passar despercebidos. Breve chegará o momento de experimentar.

Objetivos

  • Identificar as diferentes paisagens existentes.
  • Perceber os elementos que as compõem, como árvore, rio, mar, lago, casa, nuvem, pássaros, etc., e neles a hidrografia, o clima, o relevo e a vegetação. Categorizar semelhanças e diferenças a partir dos elementos componentes das paisagens.
  • Discutir as mudanças que uma paisagem pode sofrer.
  • Apresentar o ser humano como agente transformador e agente transformado das mudanças que sofrem as paisagens.
  • Investigar mudanças da paisagem local.

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  • Perceber o solo como elemento componente das paisagens.

Seqüência 1 – Percebendo diferenças na natureza

Atividade 1 – Introdução: Descobrindo paisagens. Início O que é paisagem? Este é o ponto de partida desta aula. Qual a definição e, no contraponto, o que as crianças entendem por paisagem? O professor pode começar perguntando o que é uma paisagem para cada um e anotando na lousa os diferentes significados obtidos. Depois disso, pode discutir o conceito segundo um dicionário, o Michaelis, por exemplo, para o qual paisagem é qualquer extensão de lugar aberto que se abrange em um lance de vista. Ou seja, não importa se se trata da região ao redor da escola ou em um campo aberto. Como é possível que as crianças tenham apresentado descrições de paisagens rurais ou outras diferentes da urbana, discuta que não há uma relação direta entre estes quesitos. Todas são paisagens. A partir desta discussão, que deve ser principalmente centralizada nas crianças deixando-as manifestarem-se livremente sobre as paisagens que conhecem, sugere-se a introdução das palavras diferença, igualdade e semelhança discutindo como são escritas e o que significam. Que objetos diferentes temos aqui na sala? E que objetos iguais? As carteiras em que escrevem são diferentes, iguais ou semelhantes? Talvez esteja aí a primeira oportunidade de dizer que eram iguais, mas, pela ação humana e do tempo (descascando ou riscando) tornaram-se diferentes. E nas paisagens, o que há de semelhante, igual ou diferente? Se houver possibilidade, procure começar a introduzir a nomenclatura correta como no caso de pedra, que pode ser substituída por rocha e no caso de terra por solo.

Material necessário por grupo

  • Revistas para recortar

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fatores devem ser considerados ao serem agrupadas as imagens. A definição destas categorias fará parte das discussões do grupo e quanto mais numerosas e diferenciadas, mais rica será a atividade.

Discussão Coletiva 2 Mais uma vez o relator de cada grupo vai à frente para apresentar aos colegas quais foram os grupos formados pela equipe e o que eles têm em comum. Neste momento, o professor anota na lousa os grupos surgidos aproveitando as próprias descrições das crianças para discutir semelhanças e diferenças entre os elementos presentes em cada paisagem, procurando relacioná-los a outros que não apareçam em um primeiro momento. Um bom exemplo pode ser o clima. Caso surjam paisagens e agrupamentos envolvendo o solo seco e rachado característico do sertão, é possível discutir o fato de que a aparência do solo está vinculada ao clima da região, a baixa incidência de chuvas e o forte e freqüente calor. Fatores como estes serão melhor estudados posteriormente. Ao final, o professor pode usar o mesmo esquema para também formar os seus grupos, de maneira coletiva com as crianças, explorando as características das imagens disponíveis. Por exemplo: que grupo de imagens apresenta o elemento homem e o contrário disso, qual não apresenta? Ou, ainda mais importante, que imagens representam paisagens que sofreram a interferência do ser humano? (prédios, rodovias, desmatamentos...), abrindo outro precedente para uma conversa sobre como o ser humano pode alterar a paisagem. Que imagens representam paisagens virgens? Para finalizar e finalmente chegar à questão que será de agora em diante tratada, quais imagens apresentam a presença de solo (terra)? Essas imagens são urbanas, rurais, litorâneas, naturais e modificadas ou ainda naturais e modificadas?

Síntese Escrita É importante frisar, mais uma vez, que tanto nesta quanto em qualquer outra atividade, espera-se que as crianças façam anotações em seu registro

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pessoal em todos os momentos da aula. É isso que permitirá a construção de um registro do momento final. No caso desta atividade em particular, este registro deve envolver uma descrição de todos os diferentes grupos organizados tanto pela professora quanto pelas equipes preferencialmente usando palavras chave como mar, para paisagens litorâneas, campo para as rurais e assim por diante, junto com um desenho que exemplifique cada um dos grupos montados. Caso as crianças não sejam alfabetizadas, as palavras podem ter sua ortografia discutida em grupo e depois apresentada no quadro, ou cartaz, para que possam consultar. Assim, o registro passa por uma apresentação dos diferentes grupos de paisagens e quanto ás suas características através de um desenho acompanhado por uma descrição.

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O objetivo principal desta segunda atividade é chamar a atenção dos grupos para o fato de que as paisagens mudam e procurar perceber, na paisagem atual, onde estão os elementos da paisagem antiga como dos rios que foram canalizados, o mar que foi afastado e principalmente, onde está o solo sobre o qual se deveria estar caminhando?

Material necessário por grupo

  • Papel
  • Lápis
  • Borracha
  • Lápis de cor (Item opcional)
  • Canetinha Hidrocor (Item opcional)

Colocando a mão na massa Esta atividade deve variar muito de acordo com cada grupo. Por esta razão, são apresentadas diferentes possibilidades de trabalho permitindo ao professor escolher, entre elas, qual a mais apropriada à sua realidade. O professor pode pedir às crianças que façam um desenho da rua da escola ou da região próxima e depois discutir a presença destes comércios e pessoas. Para complementar a atividade, sugerimos que as crianças façam uma pesquisa com os moradores, perguntando: Há quanto tempo será que este supermercado está aqui? E esta mercearia? E nossa escola? O que havia antes nestes lugares? Talvez seja interessante o professor programas um passeio no entorno da escola para facilitar o trabalho das crianças de desenhar a rua da escola ou a região próxima. Há ainda a possibilidade de o professor ampliar o debate para que sejam discutidas outras paisagens, por exemplo, oferecendo para cada grupo uma imagem de uma mata supostamente inexplorada e pedindo que imaginem o que terá acontecido àquela paisagem daqui a muitos anos se: a) Ela for habitada por algumas pessoas. b) Ela não for habitada.

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(O texto em anexo “Camping” pode auxiliá-los na discussão da transformação da paisagem pelo uso do ser humano.). Esta imagem pode tanto ser recortada de algum jornal ou revista, quanto imaginada pelo professor e sugerida ao grupo para que desenhem. O importante é retratar um ambiente supostamente inexplorado e tratá-lo junto com as crianças como sendo algo em transformação. É importante lembrar, ainda, o respeito à cronologia das mudanças durante as discussões. Até é verdade que uma mata possa virar uma cidade ou mesmo renovar-se em um intervalo de dez anos. Mas, de forma geral, não foi assim que as coisas aconteceram. No caso do processo inicial das cidades, por exemplo, um grupo de pessoas se mudava para determinado local e, com grande dificuldade, ajeitava a região para que se tornasse habitável. Cabanas ou pequenas casas surgiam. Desmatamentos ao redor para criar bicho e plantar. Filhos nascem, parentes vem para uma visita e ficam, a área desmatada aumenta e aumenta até onde pode. E assim por diante. As próprias crianças podem ajudar a construir esta história. Como deve ter surgido sua cidade? O que sabem e o que podem descobrir sobre isso? É importante lembrar, mais uma vez que, independente da presença humana, as paisagens mudam com o passar dos anos e este é um ponto a ser reforçado. A grande diferença é que velhas árvores caem dando lugar a outras, normalmente muito parecidas com a primeira, o que torna mais complicado perceber as mudanças, mas elas ocorrem naturalmente. Mas é indiscutível que o ser humano é um fator importante na intensidade e velocidade destas mudanças. Se houver interesse e isso for possível, o professor também pode dar tarefas diferentes a cada um dos grupos, enriquecendo as possibilidades de discussão ao final da atividade.

Discussão Coletiva A discussão coletiva desta atividade dependerá da ação executada pelo professor. De toda forma, a estratégia é deixar que cada um apresente aos demais as informações que pôde levantar ou suas suposições. Cada momento de

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insistimos na necessidade de que haja tempo e espaço para que cada um sintetize suas anotações para a leitura de pessoas externas à atividade.

Sugestão de Complemento Se a faixa etária dos grupos com os quais o professor trabalha permitir, sugere-se que esta aula tenha um desdobramento posterior a sala de aula. As crianças podem fazer entrevistas com as pessoas da comunidade, com os donos dos comércios discutidos na sala de aula, procurando descobrir há quanto tempo estão efetivamente instalados ali, o que havia anteriormente no mesmo lugar, como era a região em outras épocas. Podem ainda tentar encontrar antigas fotos ou imagens que mostrem a região há tempos atrás ou procurar alguém na escola ou nas famílias que possa ajudar com algumas informações. Mesmo que sejam pequenas, quanto mais puderem fazer para buscar sozinhas as informações, melhor. A pesquisa bibliográfica também é sempre bem vinda; a biblioteca representa fonte indiscutível do conhecimento que não podem alcançar de outra maneira, o aprendizado sai do objeto da pesquisa, para alcançar o hábito de pesquisar. Em que livros poderíamos procurar buscar estas informações? Onde podemos encontrá-los? Que pessoas poderiam ser entrevistadas? O que perguntaríamos a elas? Quem poderia ter fotos que nos ajudassem com estas informações? O importante é instigar a curiosidade e favorecer a busca e a descoberta autônoma no grupo. A pesquisa cartográfica também é importante e pode complementar ainda mais a atividade, fornecendo dados cartográficos do lugar a ser estudado.

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Fotos antigas da Paulista revelam avenida arborizada

BENEDITO LIMA DE TOLEDO especial para a Folha

Qual seria a mais antiga imagem da avenida Paulista? Não há dúvida. É um quadro, um pastel, executado por Jules Martin no dia da sua inauguração, 8 de dezembro de 1891. Já um óleo de Oscar Pereira da Silva data de 1905. Entre essas duas datas há o registro fotográfico. Cartões- postais editados por Gaensly e Lindemann começaram a circular nos últimos anos do século 19.

Um deles retrata a avenida Paulista, onde podemos ver a residência Von Büllow, construída em 1895 pelo arquiteto alemão Augusto Fried -uma das primeiras, senão a primeira, a ser edificada na avenida. A firma Gaensly e Lindemann foi desfeita em 1900 e, ao que consta, somente Guilherme Gaensly (1843-1928) teria vindo à cidade, onde viria a ser responsável pela edição de várias séries de cartões-postais, as melhores de seu tempo. A residência Von Büllow, dada a sua posição e altura, serviu de plataforma para fotos panorâmicas da Paulista, integrantes de uma série surgida nos primeiros anos do século 20, com cem vistas de São Paulo.

A foto do cartão acima referido, uma fototipia, foi tomada no cruzamento da alameda Campinas, na direção do Paraíso. Como a Paulista tem rumo noroeste, pelas longas sombras das árvores, podemos concluir que a foto foi tomada numa tarde de outono.

À direita da foto, embaixo, há uma mala e um guarda-chuva (ou guarda-sol), certamente do próprio fotógrafo.

Esse cartão nos leva à hipótese de ser creditada a Guilherme Gaensly a mais antiga foto conhecida da avenida Paulista. Benedito Lima de Toledo é professor titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de SãoPaulo e autor do livro "Álbum Iconográfico da Avenida Paulista", entre outros.

Reprodução Pintura à óleo deOscar Pereira da Silva mostra a figura de um único ambulante naarborizada avenida Paulista, em