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Kisner - Ombro e Escápula - digitalizar0050, Exercícios de Fisioterapia

Exercício Terapêuticos - Ombro e Escápula

Tipologia: Exercícios

2014

Compartilhado em 23/03/2014

charles-miranda-11
charles-miranda-11 🇧🇷

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544 INTERVENÇÕES COM EXERCÍCIOS PARA CADA REGIÃO DO CORPO ilustrada na Fig. 17.19), Podem ocorrer lesões neurológicas ou vasculares durante as luxações.“ O nervo axilar é 0 mais comumente lesado, mas 0 plexo braquial ou um dos nervos periféricos podem ser distendidos ou comprimidos. Luxação traumática posterior do ombro A luxação Lraumática posterior do ombro é menos co- mum. À maioria das luxações posteriores é subacrormial, em- bora ocorram luxações subglenoidais ou subespinhais poste- riores. O mecanismo de lesão geralmente é uma força aplicada ao úmero que combina flexão, adução e rotação interna, como «o cair sobre o braço totalmente estendido.!* A pessoa quei- c de sintomas ao fazer atividades como flexões de braço, supino ou no final do balanceio de golte.“ Luxação recorrente Quando há frouxidão ligamentar e capsular signi! vas, podem ocorrer subluxações ou luxações multidirecio- nais recidivantes com qualquer movimento que reproduza as forças de abdução e rotação externa ou de flexão, adução e rotação interna, causando dor significativa e limitação funcional. Algumas pessoas podem voluntariamente provo car luxação anterior ou posterior do ombro sem apreensão e com mínimo descontforto.*15* O grupo em que a taxa de recidiva após a primeira luxação traumática é mais alto é o da população mais jovem (< 30 anos). Como eles são mais ativos e colocam maiores demandas sobre o ombro, defen- de-se uma imobilização mais longa (> 3 semanas) após a lu- xação do que nos pacientes com mais de 30 anos. Uma imo- bilização mais curta (! a 2 semanas) é defendida para pacientes idosos. Hu Comprometimentos comuns O Após uma lesão traumática aguda, os sintomas resultantes do dano tecidual incluem dor c defesa muscular em virtu- de de sangramento e inflamação. » Quando uma luxação está associada com ruptura com- pleta do manguito rotador, há uma inabilidade de abdu- zir o Úmero contra a gravidade, exceto na amplitude pro- porcionada pelos músculos escapulolorácicos. & Restrições articulares c hipermobilidades assimétricas. Quando há instabilidade anterior, a cápsula posterior pode ficar retraída; na instabilidade posterior, a cápsula anterior pode ficar retraída. Após a cicatrização, podem ocorrer aderências. & Nas luxações recidivantes, a pessoa pode luxar voluntaria- mente o ombro ou este pode luxar durante atividades es- pecíficas. Estão presentes instabilidades, conforme descri- to previamente neste capítulo. Limitações funcionais e incapacidades comuns € Com a ruptura do manguito rotador, há inabilidade de al- cançar ou erguer objetos até o nível horizontal, interferin- do, desse modo, em todas as atividades que usam clevação umeral. O Possibilidade de recidiva ao reaplicar a ação que causou a luxação. O Na luxação anterior, habilidade restrita para alividades es- portivas como arremesso, natação, saque (tênis, vôlei cortada (vôlei). € Habilidade restrita, particularmente quando são necessá- rios movimentos acima da cabeça ou de abdução hori- zontal para vestir se. como ao colocar uma camisa ou ja- queta, e para os cuidados pessoais, como pentear os cabelos para a parte de trás da cabeça. O lim alguns casos, desconforto ou dor ao dormir sobre o lado envolvido. & Na luxação posterior, habilidade restrita para certas ativi- dades esportivas, como o final do movimento após arre- messar ou dar uma tacada no golfe; habilidade restrita em atividades de empurrar, como ao abrir uma porta pesada ou apoiar-se nas mãos para levantar-se de uma cadeira ou sair de uma piscina. Redução fechada de luxação anterior NOTA: As manipulações para redução somente devem ser feitas por alguém especialmente treinado na manobra em virtude da vulnerabilidade do plexo braquial e dos vasos san- guineos axilares. Tratamento: fase de proteção Proteção do tecido em cicatrização € A restrição das atividades é recomendada por 6 a 8 semanas em um paciente jovem. Quando se usa tipóia, o braço é ti- rada desta apenas para a exercício controlado. Durante a primeira semana, o braço do paciente pode ficar continua- mente imobilizado em razão da dor e da defesa muscular. € Um paciente mais velho, menos ativo (> 40 anos de ida- de) pode requerer imobilização por apenas 2 semanas. € A posição de luxação deve ser evitada durante os exercí cios, ao vestir-se ou fazer outras atividades cotidianas. O) Enfoque nas evidências Tradicionalmente, tem sido instituída a imobilização (de rante períodos de tempo variados) após uma luxação anterior aguda de ombro. Um comentário clínico de observação dos resultados de vários estudos indica que a literatura não apóia o uso da tipóia tradicional para imobilização após luxação anterior de ombro primária.” Ainda assim, os relatos apre- sentaram resultados significativamente melhores (relativos à nova luxação) com a restrição das atividades por 6 a 8 serna- nas naqueles com < 30 anos de idade em comparação com 4 restrição de atividade por menos de 6 semanas.” O comentário também resumiu dois estudos que obser- varam o posicionamento (imagem por ressonância magné- tica de 18 pacientes e um estudo post-morterm). Os resulta- dos do estudo apoiaram o posicionamento do úmero em adução e rotação externa (e não rotação interna) para uma melhor aproximação entre o lábio glenoidal desinserido (le- são de Bankart) e o colo glenoidal