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Soluções CA português 10 ano, Exercícios de Português (Gramática - Literatura)

Soluções do Caderno de Atividades

Tipologia: Exercícios

2025

Compartilhado em 17/04/2025

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da língua portuguesa
ENTRE NÓS
E AS PALAVRAS
Português 10.o ano de escolaridade
Caderno de atividades e avalião contínua
Componentes do projeto:
Manual do aluno
Caderno de atividades e avaliação contínua
Livromédia
ENTRE NÓS
E AS PALAVRAS
Português 10.o ano de escolaridade
Caderno de atividades e avaliação contínua
ALEXANDRE DIAS PINTO
PATRÍCIA NUNES
Consultor científico: Luís Prista
Consultor literário: João Dionísio
NOVIDADE
AVALIO O MEU SUCESSO
Testes para monitorizar
a aprendizagem
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ENTRE NÓS

E AS PALAVRAS

Português 10.o^ ano de escolaridade

Caderno de atividades e avaliação contínua

ALEXANDRE DIAS PINTO

PATRÍCIA NUNES

Consultor científico: Luís Prista Consultor literário: João Dionísio NOVIDADE AVALIO O MEU SUCESSO Testes para monitorizar a aprendizagem

ENTRE NÓS

E AS PALAVRAS

Português 10.o^ ano de escolaridade

Caderno de atividades e avaliação contínua

Índice

  • FICHA DE TRABALHO 1 Acentuação gráfica I. GRAMÁTICA
  • FICHA DE TRABALHO 2 Geografia da língua portuguesa
  • FICHA DE TRABALHO 3 História da língua portuguesa
  • FICHA DE TRABALHO 4 Processos fonológicos
  • FICHA DE TRABALHO 5 Étimo e etimologia
  • FICHA DE TRABALHO 6 Campo lexical e campo semântico
  • FICHA DE TRABALHO 7 Arcaísmos e neologismos
  • FICHA DE TRABALHO 8 Processos irregulares de formação de palavras
  • FICHA DE TRABALHO 9 Funções sintáticas
  • FICHA DE TRABALHO 10 Orações coordenadas e subordinadas
  • FICHA DE TRABALHO 11 Pontuação
  • FICHA DE TRABALHO 12 Recursos expressivos
  • FICHA DE TRABALHO 13 Compreensão da leitura 1: artigo de divulgação científica II. ATIVIDADES DE LEITURA E DE COMPREENSÃO DO ORAL
  • FICHA DE TRABALHO 14 Compreensão da leitura 2: artigo de divulgação científica
  • FICHA DE TRABALHO 15 Compreensão da leitura 3: relato de viagem
  • FICHA DE TRABALHO 16 Compreensão da leitura 4: apreciação crítica
  • FICHA DE TRABALHO 17 Compreensão da leitura 5: apreciação crítica
  • FICHA DE TRABALHO 18 Exploração de dicionário
  • FICHA DE TRABALHO 19 Compreensão do oral 1: documentário
  • FICHA DE TRABALHO 20 Compreensão do oral 2: reportagem
  • FICHA DE TRABALHO 21 Compreensão do oral 3: reportagem
  • FICHA DE TRABALHO 22 Compreensão do oral 4: texto publicitário
  • FICHA DE TRABALHO 23 Síntese III. ATIVIDADES DE ESCRITA E DE EXPRESSÃO ORAL
  • FICHA DE TRABALHO 24 Síntese
  • FICHA DE TRABALHO 25 Síntese
  • FICHA DE TRABALHO 26 Planificação de um texto
  • FICHA DE TRABALHO 27 Escrita de texto 1: exposição sobre um tema
  • FICHA DE TRABALHO 28 Escrita de texto 2: exposição sobre um tema
  • FICHA DE TRABALHO 29 Escrita de texto 3: exposição sobre um tema
  • FICHA DE TRABALHO 30 Escrita de texto 4: apreciação crítica
  • FICHA DE TRABALHO 31 Escrita de texto 5: apreciação crítica
  • FICHA DE TRABALHO 32 Tópicos de expressão oral
  • AVALIO O MEU SUCESSO
  • AVALIO O MEU SUCESSO
  • AVALIO O MEU SUCESSO
  • AVALIO O MEU SUCESSO — FICHA GLOBAL
  • SOLUÇÕES DAS FICHAS DE TRABALHO
  • RESOLUÇÕES DAS FICHAS «AVALIO O MEU SUCESSO»

FICHA DE TRABALHO 1 Acentuação gráfica 1 Acentue as palavras que devam ter acento gráfico. a) borracha f) anzol k) rubi b) peru g) orgão l) credivel c) somente h) amigavel m) linguagem d) avozinha i) ninguem n) guarana e) bebe (criança) j) aneis o) marcado (^2) Coloque os acentos que faltem a palavras destes provérbios: a) Ninguem e profeta no seu pais. b) A Deus o que e de Deus, e a Cesar o que e de Cesar. c) Do sabio, o conselho; do medico, o remedio. d) Ninguem esta bem com a sorte que tem. e) O que a agua da, a agua levara. f) Dois olhos veem melhor do que um so. Regras de acentuação Acentuam-se graficamente: Exemplos:

  1. Todas as palavras esdrúxulas. último, colérico, Índia, melódico, ciência, concordância
  2. As palavras graves terminadas em -l, -r, -n, -x e -ps. afável, louvável, túnel, açúcar, âmbar, abdómen, hífen, ónix, tórax, fórceps
  3. As palavras graves terminadas em -i, -u, vogal e ditongo nasais, seguidos ou não da letra -s. táxi, ténis, bónus, ónus, amáveis, órfã, órfãos, bênção
  4. As palavras graves e agudas cuja vogal tónica é um i ou um u precedida de outra vogal com a qual não forma ditongo. atribuído, substituído, saúdo, roído, caído, baú
  5. As palavras agudas terminadas em -a, -e, -o ou ditongo aberto, seguidas ou não de -s. má, ananás, boné, avó, chinó, lençóis, papéis, espanhóis
  6. As palavras agudas terminadas em -em e -ens que tenham mais de uma sílaba. também, alguém, contém, parabéns, vinténs ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´ ´

FICHA DE TRABALHO 2 Ver a ficha 4 nas páginas 273-275 do manual. Geografia da língua portuguesa 1 Associe cada um dos países de língua oficial portuguesa ao continente a que pertence. 2 Do conjunto de crioulos que se segue, identifique os que são de base portuguesa. (A) palanquero (B) angolar (C) kristang (D) principense (E) forro (F) unserdeutsch (G) lanc-patuá (H) bajan (I) crioulo de Bidau (J) crioulo de Cabo Verde (K) manglish 3 Leia o excerto da obra Luuanda, do autor angolano Luandino Vieira. No texto são visíveis marcas do português de Angola (variedade africana). 3.1 Identifique três palavras próprias desta variedade africana. 3.1.1 Defina duas dessas palavras com o auxílio de um dicionário e refira a(s) língua(s) de proveniência desses termos. 3.2 Transcreva construções frásicas que sejam características desta variedade do português.

Tinha mais de dois meses a chuva não caía. Por todos os lados do

musseque, os pequenos filhos do capim de novembro estavam vestidos

com pele de poeira vermelha espalhada pelos ventos dos jipes das

patrulhas zunindo no meio de ruas e becos, de cubatas arrumadas à toa.

Assim, quando vavó adiantou sentir esses calores muito quentes e os

ventos a não querer mais soprar como antigamente, os vizinhos ouviram-lhe

resmungar talvez nem dois dias iam passar sem a chuva sair. Ora a manhã

desse dia nasceu com as nuvens brancas — mangonheiras no princípio;

negras e malucas depois — a trepar em cima do musseque. E toda a gente

deu razão em vavó Xíxi: ela tinha avisado, antes de sair embora na Baixa, a água ia vir mesmo.

A chuva saiu duas vezes, nessa manhã.

Primeiro, um vento raivoso deu berrida nas nuvens todas fazendo-lhes correr do mar para

cima do Kuanza. Depois, ao contrário, soprou-lhes do Kuanza para cima da cidade e do Mbengu.

José luAndino VieirA, Luuanda, 9.ª ed., Lisboa, Caminho, 1988. 5 10 Europa: Portugal; América do Sul: Brasil; África: Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique e Guiné Equatorial; Ásia: Timor-Leste. Encontramos no texto as palavras «musseque», «cubatas» e «mangonheiras» (aceita-se também «berrida»). «[Os] vizinhos ouviram-lhe resmungar»; «toda a gente deu razão em vavó Xíxi: ela tinha avisado, antes de sair embora na Baixa». (Em ambos os casos, os verbos selecionam preposições diferentes das selecionadas pelo português europeu.) X X X X X X «Musseque» significa «bairro, geralmente de construções precárias»; uma «cubata» é uma habitação rústica africana; a palavra «mangonheira» significa «preguiça, mandriice». Os três vocábulos provêm do quimbundo, língua falada no noroeste de Angola.

FICHA DE TRABALHO 2 Geografia da língua portuguesa 4 Leia o excerto do romance Os Capitães da Areia, do autor brasileiro Jorge Amado. O texto que acabou de ler está escrito em português do Brasil. 4.1 Identifique três palavras próprias da variedade brasileira da língua portuguesa. 4.1.1 Defina essas palavras com o auxílio de um dicionário. 4.2 Transcreva construções frásicas que sejam características desta variedade do português.

Sob a lua, num velho trapiche abandonado, as crianças

dormem.

Antigamente aqui era o mar. Nas grandes e negras pedras dos

alicerces do trapiche as ondas ora se rebentavam fragorosas, ora

vinham se bater mansamente. A água passava por baixo da ponte

sob a qual muitas crianças repousam agora, iluminadas por uma

réstia amarela de lua.

E os ratos voltaram a dominar até que os Capitães da Areia

lançaram as suas vistas para o casarão abandonado. Neste tempo

a porta caíra para um lado e um do grupo, certo dia em que

passeava na extensão dos seus domínios (porque toda a zona do areal do cais, como aliás

toda a cidade da Bahia, pertence aos Capitães da Areia), entrou no trapiche.

Estranhas coisas entraram então para o trapiche. Não mais estranhas, porém, que

aqueles meninos, moleques de todas as cores e de idades as mais variadas desde os nove

aos dezasseis anos. É aqui também que mora o chefe dos Capitães da Areia, Pedro Bala.

Quando se incorporou aos Capitães da Areia (o cais recém-construído atraiu para as suas

areias todas as crianças abandonadas da cidade), o chefe era Raimundo, o Caboclo, mulato

avermelhado e forte.

Não durou muito na chefia o caboclo Raimundo. Pedro Bala era muito mais ativo, sabia

planejar os trabalhos, sabia tratar com os outros, trazia nos olhos e na voz a autoridade

de chefe. Um dia brigaram. A desgraça de Raimundo foi puxar uma navalha e cortar o rosto

de Pedro, um talho que ficou para o resto da vida. Os outros se meteram e como Pedro

estava desarmado deram razão a ele e ficaram esperando a revanche, que não tardou.

Uma noite, quando Raimundo quis surrar Barandão, Pedro tomou as dores do negrinho

e rolaram na luta mais sensacional a que as areias do cais jamais assistiram. Raimundo

era mais alto e mais velho. Porém Pedro Bala, o cabelo loiro voando, a cicatriz vermelha

no rosto, era de uma agilidade espantosa e desde esse dia Raimundo deixou não só a chefia

dos Capitães da Areia, como o próprio areal.

Jorge AmAdo, Os Capitães da Areia, 2.ª ed., Lisboa, Dom Quixote, 2001 (adaptado). 5 10 15 20 25 As palavras são «moleques», «caboclo» e «planejar». «[A]s ondas ora se rebentavam fragorosas, ora vinham se bater mansamente» (anteposição do pronome pessoal átono ao verbo); «deram razão a ele» (em português europeu, a pronominalização do complemento indireto é obrigatória: deram-lhe). «Moleque» significa «rapaz». Um «caboclo» é um mestiço de origem caucasiana e índia. A «planejar» corresponde na variedade europeia «planear».

FICHA DE TRABALHO 3 História da língua portuguesa

Ave˜ do ja dous dias que nauegauamos ao lõgo da costa de Lamau, cõ ventos & mares

bonãçosos, prouue a nosso Senhor que a caso encontramos hu˜ junco de Patane que vinha

dos Lequios, o qual era de hum cossayro Chim^1 que se chamaua Quiay Panjão muyto amigo

da nação Portuguesa, & muyto inclinado a nossos custumes & trajos, e˜ cõpanhia do qual

andauão trinta Portugueses, home˜ s todos muyto escolhidos q˜ este cossayro trazia a seu

soldo, a fora outras muytas ventage˜ s que cada hora lhes fazia com que todos andauaõ ricos.

Este junco, tanto que ouue vista de nós, se determinou em nos cometer, parecendolhe

que eramos outra gente, & pondose em som de abalroar, como elle era official velho,

& pratico neste officio de cossayro, metendo à orça com todas as vellas, se pós a balrauento

quasi três quartas do rumo da nossa esteyra, & marcando em popa, veyo arribando entre

ambos os punhos atè pouco mais de tiro de berço,^2 & nos fez hu˜ a salua de quinze peças

de artilharia, com que todos ficamos muyto embaraçados por serem as mais dellas falcoe˜ s

& roqueyros.^3 Antonio de Faria esforçou então os seus com animo valeroso & de bom

Christão, & os repartio pelas estancias mais necessarias, como forão conuês, popa, & proa,

com seu resguardo de sobressalente onde a necessidade mais o pedisse. E indo assi com

proposito determinado de chegar ao cabo com tudo o que a fortuna lhe offerecesse, quiz

nosso Senhor que Ihe enxergamos na quadra hu˜ a grande bandeyra de Cruz, & no chapiteo

muyta gente com barretes vermelhos, que os nossos naquele te˜ po custumauão muyto

de trazer quando andauão darmada, pelo que assentamos que eraõ Portugueses.

Fernão mendes Pinto, Peregrinaçam, Lisboa, Pedro Crasbeeck, 1614 (com supressões). (1) Chinês. (2) Pequena peça de artilharia. (3) Peças de artilharia. 5 10 15 5.3 Identifique a fase de evolução do português a que o texto pertence. 5.3.1 Apresente dois exemplos de características linguísticas deste período da evolução do português que o texto comprove. 6 Leia o excerto do capítulo LVI da Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto, e responda às questões que se lhe seguem. 6.1 Identifique a fase de evolução do português que o texto testemunha. 6.1.1 Refira três palavras que tenham sido introduzidas nessa fase de evolução da língua portuguesa e justifique a sua resposta. (Consulte um dicionário etimológico.) 6.2 Transcreva expressões e construções frásicas que não ocorram no português atual. O texto dá testemunho da fase do português antigo. O texto ilustra a fase do português clássico. Exemplos dessas construções frásicas são: «Este junco, tanto que ouue vista de nós, se determinou em nos cometer», «custumauão muyto de trazer», «andauão darmada». Como constatamos ao ler este texto, o português antigo mantinha o -d- nas formas da segunda pessoa do plural («vaades», «digades», «dizede») e mantinha formas com hiatos («irmaa», «boo», «huu») que depois seriam resolvidos por crase. Encontramos também no texto várias palavras e construções frásicas que hoje tomamos como arcaicas. As palavras «junco» (do malaio jung), «berço», «falcão» e «cossayro» (do italiano corsaro). Trata-se de palavras que entram no português pelo contacto com outras culturas (junco) ou que dizem respeito à marinharia da época da Expansão marítima (berço, falcão e cossayro).

FICHA DE TRABALHO 4 Ver a ficha 2 na página 271 do manual. Processos fonológicos 1 Identifique o processo fonológico de inserção ou de supressão envolvido em cada linha da coluna I, fazendo-o corresponder à opção certa da coluna II. (Identifique apenas o processo representado no(s) segmento(s) destacado(s).) COLUNA I (A) AmAre (lat.) > amar (B) obispo (port. ant.) > bispo (C) cAtenA- (lat.) > cadea > cadeia (D) lege- (lat.) > lee > lei (E) nunquAm (lat.) > nunca > nuncas (port. ant.) (F) Amor- (lat.) > amora COLUNA I (A) genestA- (lat.) > geesta > giesta (B) lAcrimA- (lat.) > lágrima (C) lineA- (lat.) > li[nj]a > linha (D) lege- (lat.) > lee > lei (E) nodu- (lat.) > noo > nó (F) FenestrA- (lat.) > feestra > festra > fresta (G) Persicu- (lat.) > pêssego (H) mata [a] > matinha [ ]

COLUNA II

(1) Prótese (2) Epêntese (3) Paragoge (4) Aférese (5) Síncope (6) Apócope COLUNA II (1) Metátese (2) Assimilação (3) Dissimilação (4) Sonorização (5) Palatalização (6) Redução vocálica (7) Crase (8) Sinérese (^2) Refira o processo fonológico de alteração envolvido em cada linha da coluna I, fazendo-o corresponder à opção certa da coluna II. 3 Identifique o processo fonológico envolvido na evolução das palavras apresentadas. a) et (lat.) > e b) blAttA- (lat.) > brata > barata c) gyPsu- (lat.) > gesso d) instrumentu- (lat.) > estormento (port. ant.) e) Flor > flore (pop.) f) veer (port. ant.) > ver g) lAtrone- (lat.) > ladrão h) FlAmmA- (lat.) > chama 6 3 4 4 2 5 5 8 3 7 2 1 1 6 apócope epêntese assimilação paragoge crase sonorização palatalização metátese

FICHA DE TRABALHO 5 Ver a ficha 3 na página 272 do manual. Étimo e etimologia 1 Leia o excerto de Décadas da Ásia, de João de Barros.

Ao tempo que Vasco da Gamma chegou a esta

cidade Calecut, que era a vinte de maio principio

do inuerno naquella costa, não auia no porto o grão

trafego & numero de naos que nelle estão à carga

nos meses de verão. Vindo o recado do Camorij

q fosse [ao seu encontro], saio Vasco da Gãma

com doze pessoas em terra onde o recebeo

hum homem nobre a que elles chamão Catual,

acompanhado de duzentos homems a pe, delles

pera leuarem o fato dos nossos & delles que

seruião de espada & adarga como guarda de sua

pessoa, & outros de o trazer aos ombros em hum

andor: por que em toda aquella terra Malabar não

se seruem de bestas: hum dos quaes andores foi

tambem apresentado a Vasco da Gamma pera ir

nelle.

João de bArros, Da Ásia: Primeira Década, Lisboa, INCM, 1988 [1552] (com supressões). 5 10 15 1.1 Atente nas seguintes palavras extraídas do texto e, para cada uma delas, identifique:

  • o étimo e o significado original;
  • a língua de origem e, caso se aplique, a língua intermediária na entrada da palavra no português;
  • o ano ou século da primeira ocorrência escrita em português;
  • o sentido atual da palavra. a) «cidade» (l. 2) b) «Camorij» (l. 5) (procurar «samorim») c) «Catual» (l. 8) d) «adarga» (l. 11) e) «guarda» (l. 11) f) «andor» (l. 13) civitas, atis, cidade, reunião de cidadãos, nação em latim; ocorre pela primeira vez no português no século xiii; o sentido original restringe-se ao conceito de cidade, povoação. samuri, título do antigo soberano de Calecute, na Índia, em sânscrito; entra em português através da língua malaia, em 1498 (no diário de Vasco da Gama) e mantém o sentido original. kota (fortaleza) e pala (guarda) em sânscrito, entra em português através do persa (kotual, comandante da fortaleza) em 1512; depois passa a referir-se ao cargo de funcionário público ou de intendente de negócios de alguns povos do oriente. mantém o sentido original. do italiano ou do francês no século xiii; mantém o sentido original. 1500; hoje refere-se sobretudo aos estrados que nas procissões transportam imagens religiosas. ad-darqâ ou ad-darghâ, escudo de couro, em árabe; é atestada em português em 1344 e warda ou wardja (guarda), em germânico ou gótico, entra através do castelhano, do catalão, andola (modo de transporte semelhante a uma liteira), em malaio e atestado em português em

FICHA DE TRABALHO 5 Étimo e etimologia 2 Considere os seguintes conjuntos de palavras, que são relacionáveis com um mesmo antepassado latino embora tivessem depois percursos etimológicos diversos, e explique que relação de sentido existe entre as palavras de cada grupo. a) cabeça, capital (cidade), capitão e chefe (de cAPut, -itis) b) claro (adj.), esclarecer, clarão e aclaração (de clArus, -A, - um) c) negro (adj.), negridão, negrejamento (escurecimento), denegrir, (de niger, - grA, -grum) 3 Sem recorrer a um dicionário, identifique o sentido das seguintes palavras a partir da informação etimológica fornecida (de um ou de dois étimos gregos). a) talassoterapia (thálassa: mar) b) cinofilia (kýon: cão; phília: amizade) c) paleografia (palaios: antigo; gráphein: escrita) d) xenofobia (ksénos: estrangeiro; phóbos: medo) e) geriatra (géron: velho; iatrós: médico) f) fotossensível (photós: luz) 4 Há animais que têm nomes com origens muito curiosas. Elabore o «bilhete de identidade» dos nomes dos animais (ou famílias de animais). Siga o modelo que aqui se apresenta. a) hipopótamo b) rinoceronte c) camaleão d) octópode e) jiboia f) morcego g) dinossauro i) Nome do animal; ii) Étimo da palavra; iii) Significado original da palavra (étimo); iv) Língua da forma etimológica; v) Línguas intermediárias; vi) Ano ou século da primeira ocorrência escrita em português. As palavras deste conjunto sugerem a ideia de Os vocábulos Tratamento de doenças através da água do mar ou em clima marinho. Amizade ou gosto por cães. Estudo da escrita antiga, ou seja, da escrita de épocas passadas. Antipatia e aversão a estrangeiros. Médico que trata das doenças ligadas ao envelhecimento. Pessoa ou elemento que é sensível à luz. hippopotamos, ou, cavalo do rio (hippo: cavalo + potamos: rio) em grego; a palavra entra no português rhinokeros, nariz de chifre (rhinos: nariz, keras: chifre) em grego; a palavra entra no português através do chamaileon, leão anão, em grego; entra em português pelo latim no século xvi. okto + podos (que tem oito pés) na etimologia grega; a palavra é criada pelo latim científico no século xviii yi’mboya, cobra de rãs (yu’i: rã + mboya: cobra) em tupi; chega ao português no século xvi. mure- (rato) caecu- (cego), do latim; no português está abonado no século xv. deinos (terrível, perigoso) + sauros (lagarto); a etimologia é grega mas a palavra é criada em latim luz (claro, clarão) ou de, metaforicamente, tornar mais percetível o que era obscuro (esclarecer, aclaração). referem-se à cor preta (negro, negridão), à ideia de escurecer (negrejamento) ou de perder a pureza, a brancura (denegrir). através do latim no século xvii. latim no século xvi. (octopus) e entra no português no século xix. científico (dinossaurus) no século xix e entra nesse século em português. As quatro palavras apontam para a ideia de posição cimeira, de estar num lugar acima dos demais (órgãos, cidades, soldados, empregados, etc.).

FICHA DE TRABALHO 6 Campo lexical e campo semântico 1.4 Explicite o significado que a palavra «amor» tem no verso «Amores eu tenho!». 1.5 Faça corresponder cada uma das frases da coluna I ao significado que a palavra «amor» tem nesse contexto, e que surge na coluna II, de modo a obter parte do campo semântico deste vocábulo. COLUNA I (A) Ele tinha um grande amor à literatura. (B) Ela é um amor: ajudou-me quando mais precisei. (C) Os elementos do casal nutriam um intenso amor um pelo outro. (D) O comportamento da mãe mostrava o seu grande amor pelos seus filhos. (E) Este projeto é o seu novo amor.

COLUNA II

(1) sentimento intenso de atração entre duas pessoas, paixão. (2) entusiasmo ou grande interesse por algo. (3) objeto da afeição. (4) pessoa considerada simpática, agradável. (5) grande afeição ou dedicação por outra pessoa. 2 Com a ajuda de um dicionário, elabore quatro frases através das quais obtenha o campo semântico das palavras que se seguem. 2.1 campo a) b) c) d) 2.2 órgão a) b) c) d) 2.3 estrela a) b) c) d) 2.4 cabeça a) b) c) d) Relação amorosa. 2 1 4 5 3 Os campos estavam cobertos de flores. Ele trabalha no campo da informática. Eles vivem no campo: consideram-no mais tranquilo do que a cidade. Os jogadores mostravam-se confiantes ao entrarem em campo. Na disciplina de Biologia, os alunos estudaram os órgãos do aparelho digestivo. Ele era um exímio tocador de órgão. Ele foi o órgão através do qual as negociações se iniciaram. A equipa era um órgão meramente consultivo. Eles interessavam-se pela astronomia, sobretudo pelo estudo das estrelas. Ele era a estrela da companhia. Esta oportunidade ficou a dever-se à sua boa estrela. A dor era tão forte que ele viu estrelas. A rainha colocou a coroa na cabeça. Ele martelou a cabeça do parafuso. Ele era o cabeça de lista do seu partido. Os políticos seguiam na cabeça do cortejo.

FICHA DE TRABALHO 7 Ver a ficha 9 na página 298 do manual. Arcaísmos e neologismos 1 Identifique, de entre as palavras seguintes, as que são hoje arcaísmos (A) — ou, pelo menos, estão em desuso — e as que são neologismos (N). (Tenha-se em conta que, em termos de língua, é recente o que entrou há poucas décadas.)

A la fonte [e] paguei-m’eu d’eles,

alo,^3 achei, madr’, o senhor d’eles^4

e de mi, louçãa.

Ante que m[e] eu d’ali partisse,

fui pagada^5 do que m[e] el disse

e de mi, louçãa.

5 (4) o senhor d’eles: o amigo. (5) fui pagada: fiquei feliz. 2.1 Identifique uma palavra do poema que seja hoje tida como arcaísmo. 2.2 Refira três vocábulos que não tenham hoje a forma que encontramos neste poema. 2.3 Identifique uma construção sintática que não seja usada no português contemporâneo. 1.1 Faça corresponder cada um dos arcaísmos identificados na questão 1 à opção em que se encontra o seu significado. (A) costumar, ter por costume; (D) peregrino; (G) igualmente, também; (B) suficiente, bastante; (E) carne; (H) zanga, ódio; (C) astúcia, manha; (F) deixar, largar; (I) mais. 1.2 Explique porque são arcaísmos as palavras que identificou como tal no ponto 1. (^2) Leia a seguinte cantiga de amigo de Joam Soares Coelho e responda às questões.

  1. outrossim
  2. acupuntor
  3. pressa
  4. vianda
    1. soer
    2. jus
    3. eurocético
    4. apagão
      1. abondo
      2. manincoria
      3. leixar
      4. Internet
      5. negro
      6. clicar
      7. arteirice
      8. cavaquismo
      9. antiaderente
      10. chus
      11. dado
      12. palmeirim

Fui eu, madre, lavar meus cabelos

a la fonte e paguei-m’eu d’elos^1

e de mi, louçãa.

Fui eu, madre, lavar mias garcetas^2

a la fonte e paguei-m’eu d’elas

e de mi, louçãa.

(1) paguei-m’eu d’elos: agradei-me deles. (2) garcetas: penteado feminino, tranças. (3) alo: lá, naquele lugar. JoAm SoAres Coelho, «Fui eu, madre», in A Lírica Galego-Portuguesa, ed. Elsa Gonçalves e Maria Ana Ramos, 2.ª ed., Lisboa, Ed. Comunicação, 1985. 10 A N N N N N A A N A A A A A A 5 20 1 9 4 10 15 11 18 «garceta» Estas palavras são arcaísmos porque eram usadas no português antigo e/ou no clássico, mas os falantes do português contemporâneo deixaram de as integrar no seu discurso. «madre»; «louçãa»; «alo» «paguei-m'eu d'elos»

Funções sintáticas 1 Identifique as funções sintáticas desempenhadas pelos constituintes destacados nas frases seguintes. a) Nunca falámos sobre esse assunto. b) A viagem chegara ao fim: finalmente, estavam em casa. c) A organização da festa foi um processo longo e complexo. d) Eles consideravam-no muito inteligente. e) O livro que me ofereceste é muito interessante. f) Eles perguntaram-me se não o conhecia. g) Felizmente, tudo terminou bem. h) Ela não nos tinha dito que viria hoje para Portugal. 2 Para responder a cada um dos itens, selecione a única opção que permite obter uma afirmação correta. 2.1 Na frase «Entrámos em casa silenciosamente.», o constituinte destacado desempenha a função sintática de (A) modificador (da frase). (B) modificador (do grupo verbal). (C) modificador restritivo do nome. (D) modificador apositivo do nome. 2.2 Na frase «Todos contribuíram para o sucesso da campanha de solidariedade.», o constituinte destacado desempenha a função sintática de (A) complemento indireto. (B) complemento direto. (C) complemento oblíquo. (D) modificador (do grupo verbal). 2.3 Na frase «Miguel e Maria, venham cá, por favor.», o constituinte destacado desempenha a função sintática de (A) sujeito simples. (B) sujeito composto. (C) vocativo. (D) complemento direto. 2.4 Na frase «A baleia azul, o maior animal do mundo, é um mamífero muito inteligente.», o constituinte destacado desempenha a função sintática de (A) sujeito simples. (B) modificador apositivo do nome. (C) modificador restritivo do nome. (D) modificador (do grupo verbal). FICHA DE TRABALHO 9 Ver a ficha 6 nas páginas 287-291 do manual. complemento oblíquo predicativo do sujeito complemento do nome predicativo do complemento direto modificador restritivo do nome complemento direto modificador da frase complemento indireto X X X X

FICHA DE TRABALHO 9 Funções sintáticas 2.5 Na frase «Participaram na visita de estudo todos os alunos que se mostraram interessados em conhecer o Convento de Mafra.», o constituinte destacado desempenha a função sintática de (A) complemento oblíquo. (B) modificador (do grupo verbal). (C) complemento direto. (D) sujeito simples. 2.6 Na frase «Eles nomearam-no diretor da empresa.», o constituinte destacado desempenha a função sintática de (A) complemento direto. (B) complemento oblíquo. (C) predicativo do sujeito. (D) predicativo do complemento direto. 2.7 Na frase «A iniciativa foi levada a cabo por todos os alunos da escola.», o constituinte destacado desempenha a função sintática de (A) complemento oblíquo. (B) modificador (do grupo verbal). (C) complemento do adjetivo. (D) complemento agente da passiva. 2.8 Na frase «Eles decidiram, na semana passada, ir de férias para Macau.», o constituinte destacado desempenha a função sintática de (A) sujeito simples. (B) complemento direto. (C) complemento indireto. (D) complemento oblíquo. 2.9 Na frase «Os alunos estudiosos tiveram ótimas notas no exame.», o constituinte destacado desempenha a função sintática de (A) complemento do nome. (B) modificador restritivo do nome. (C) modificador apositivo do nome. (D) complemento do adjetivo. 2.10 Na frase «A professora confiava nos seus alunos.», o constituinte destacado desempenha a função sintática de (A) complemento oblíquo. (B) modificador (do grupo verbal). (C) modificador restritivo do nome. (D) complemento indireto. 2.11 Na frase «A Maria e o João, os alunos que venceram o concurso, farão uma viagem à Suécia.», o constituinte destacado desempenha a função sintática de (A) modificador restritivo do nome. (B) modificador apositivo do nome. (C) modificador (da frase). (D) modificador (do grupo verbal). X X X X X X X