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Autodeterminação, Motivações básicas, Motivação Intrínseca e Extrínseca, Continuum da Motivação ou tipos de motivação tendo em conta a teoria da autodeterminação, Características das Pessoas Intrinsecamente Motivadas, e Contexto motivador.
Tipologia: Trabalhos
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Trabalho de investigação a ser apresentado ao Curso de Licenciatura em psicologia do Departamento de educação e psicologia, como requisito para avaliação na cadeira de Psicologia da Motivação, Orientadora: Dra. Piedade Alferes
1. Introdução A Teoria da Autodeterminação tem sido bastante discutida no campo da motivação para a aprendizagem escolar e, segundo alguns pesquisadores, essa teoria pode ser resumida em um continum de autodeterminação que indica seis tipos de motivação, os quais variam, qualitativamente, conforme a internalização das regulações externas para o comportamento. Nesse sentido, o trabalho pelo grupo feito, visa trazer aspectos importantes da teoria, para maior compreensão e aplicação no ramo organizacional. Uma vez que as pessoas são diferentes, algumas agem pelos efeitos externos e outros pelos efeitos internos. De acordo a teria ela mostra nos que a motivação por mais que extrínseca seja, ela poderá ser dada de diversas formas, cabe ao psicólogo quando a sua intervenção organizacional, fazer o bom uso da teoria da autodeterminação para melhor compreender os colaboradores e poder motiva-los.
1.1. Objectivo geral Compreender a teoria da Autodeterminação. 1.2. Objectivos específicos Enunciar as categorias de necessidades propostas pela teoria da autodeterminação; Caracterizar como é ocorre o processo motivacional tendo em conta a teoria; Citar as necessidades básicas psicológicas tidas por uma pessoa altamente motivada. 1.3. Metodologia Quanto aos procedimentos técnicos utilizados, foi de fontes bibliográficas, pois o trabalho foi elaborado baseando-se nos materiais já publicados, constituído principalmente de livros, artigos periódicos e atualmente com materiais disponibilizados na internet. Gil (2008)
De acordo com Gagné e Deci (2005, p. 331), Porter e Lawler (1968), tendo por base a teoria da motivação de Vroom (1964), teriam proposto um modelo de motivação para o trabalho em duas vertentes: motivação intrínseca e motivação extrínseca.
Deci e Ryan (1985) e seus colaboradores desenvolveram a Teoria da Autodeterminação. Os autores afirmam que as pessoas necessitam se sentirem competentes e autodeterminadas para estarem intrinsecamente motivadas. Contrapõem as ideias de outras teorias segundo as quais todo comportamento seria função da satisfação de necessidades fisiológicas. Propõem o conceito de “necessidades psicológicas básicas”, apontadas como determinantes do comportamento intrinsecamente motivado.
Segundo Deci & Ryan, (1985) esta teoria pressupõe três motivações básicas: Necessidade de competência : (a necessidade de se sentir útil, de reconhecimento externo, de reconhecer valor em si mesmo através da perceção de competência, de envolvimento em desafios ótimos e de experienciar mestria e eficácia nos meios físico e social); Necessidade de autonomia : (liberdade de executar as atividades à sua “maneira” tendo em conta os seus valores, seguindo os seus princípios e o seu método); e Necessidade de relação com os outros ou de vínculo : (necessidade de ter relacionamentos significativos, desejo de se sentir ligado aos outros, através de sentimentos de pertença, segurança e intimidade). A teoria da autodeterminação sugere que as pessoas precisam concretizar estas três necessidades para conseguir o seu crescimento psicológico. Os autores da teoria, sugerem que, quando as pessoas experimentam estas três sensações, elas se tornam autodeterminadas e podem sentir-se intrinsecamente motivadas. (Penna, 2001).
2.1. Motivação Intrínseca e Extrínseca Para Deci & Ryan (1985) É possível distinguir duas formas de motivação: Motivação extrínseca; e Motivação intrínseca. A motivação extrínseca é aquela em que a pessoa é movida por condições externas, sejam benefícios ou punições, mas onde a ação, por si só, não a satisfaz.
padrões de vestimenta para evitar sentimento de culpa. (Lens, Matos, & Vansteenkiste, 2008, p. 19) Regulação Identificada: Reflete uma valorização consciente do comportamento, de modo que a atividade é aceite como pessoalmente importante, ou seja, o sujeito identifica-se com o seu objetivo e valor, embora possa não gostar totalmente da atividade em si. Contudo, é mais autônoma do que as anteriores, pois, nesse caso, já há alguma interiorização, mesmo que a razão para fazer alguma coisa seja de origem externa. Por exemplo: “Um colaborador pode se esforçar para atingir determinada meta na intenção para ganhar uma bolsa de mestrado mesmo não gostando da actividade em si porém ele se identifica com a razão de terminar a meta. Essa motivação é instrumental e ao mesmo tempo extrínseca. Regulação integrada : há coerência entre o comportamento, os objetivos e valores da pessoa. É a forma de motivação extrínseca mais autônoma, embora o foco ainda esteja “nos benefícios pessoais advindos da realização da atividade “Ex: um determinado colaborador pode receber uma actividade de última hora, porem ele acredita que a mesma actividade é por ele reconhecida como legal e vai de acordo com as politicas e ao mesmo tempo ele pode estar comovido pelo valor pago por actividades de última hora. Portanto, ainda é considerada extrínseca porque a ação em si não tem significado para a pessoa, não lhe provoca satisfação e prazer, antes possui elevado valor instrumental (Guimarães & Bzuneck, 2008, p. 103).
Motivação intrínseca - Esta acontece quando a pessoa age de acordo com motivos internos baseados nas necessidades intrínsecas (autonomia, competência e vínculo social). Essa modalidade de motivação ocorre com base em objetivos vistos como significativos para a pessoa, e a ação em si mesma é percebida como recompensadora. A pessoa realiza uma determinada atividade pelo interesse, divertimento e satisfação que lhe está inerente. É o nível mais elevado de autonomia e representa o protótipo do comportamento autodeterminado. 2.3. Características das Pessoas Intrinsecamente Motivadas Segundo Deci & Ryan, (1985) as pessoas com uma internalização de valores mais consistente, com maiores níveis de internalização das suas motivações, com motivações mais intrínsecas, tendem a demonstrar comportamentos mais efetivos, melhor inserção grupal, maior persistência, lidam melhor com os fracassos e apresentam melhores níveis de saúde e bem-estar psicológico.
2.4. Contexto Motivador Um contexto que promova as motivações de natureza intrínseca exige a criação de um ambiente em que a pessoa possa experienciar as suas próprias escolhas (autonomia), bem como internalizar e integrar os regulamentos externos.
Esse contexto exige baixo nível de controlo, tais como recompensas e castigos, elevada possibilidade de participação e o desenvolvimento de um sentido, de razões, para que as pessoas se envolvam nos comportamentos esperados, estando, estes, de acordo com os seus objetivos pessoais de vida, sendo, simultaneamente, geradores de satisfação e bem- estar.
4. Referências bibliográficas Deci, E. L., & Ryan, R. M. (1985). Intrinsic motivation and self-determination in human behavior. New York: Plenu.
Lens, W., Matos, L., & Vansteenkiste, M. (2008). Professores como fontes de motivação dos alunos : o quê e o porquê da aprendizagem do aluno. Educação, Porto Alegre.
Guimarães, S. E. R., & Bzuneck, J. A. (2008). Propriedades psicométricas de um instrumento para avaliação da motivação de universitários. Ciências & Cognição, Ilha do Fundão.
Penna, A. G. (2001). Introdução a motivação e a emoção. Rio de Janeiro: Imago. Gagné, M., & Deci, E. L. (2005). Self-determination theory and work motivation. Journal of Organizational Behavior, Malden.
Gil, A. C. (2008). Como elaborar projetos de pesquisa. (4 ed.) São Paulo: Atlas.