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Relatório do experimento teste de chama.
Tipologia: Provas
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Toda matéria é formada por átomos, e estes por prótons, nêutrons e elétrons. O número de prótons e nêutrons é estável nos elementos químicos, a não ser que ocorra reação nuclear. No entanto, o número de elétrons não é estável, sendo assim, alguns elementos químicos são encontrados na forma de íons. Quando perdem elétrons, são chamados de cátions e quando ganham elétrons, são denominados de ânions. Interessado na distribuição e no movimento dos elétrons no átomo Niels Bohr, partindo do modelo atômico de Ernest Rutherford, postulou um novo modelo atômico, conhecido como modelo atômico de Bohr. De acordo com o modelo atômico de Bohr os elétrons descrevem ao redor do núcleo órbitas circulares, com energia fixa e determinada (quantizada). Quando o elétron recebe energia suficiente do meio exterior ele salta de uma órbita para outra. Após receber esta energia o elétron tende a voltar para a órbita de origem, devolvendo a energia recebida na forma de luz ou calor. O modelo atômico de Bohr possui diversas limitações, e atualmente não é aceito, pois se sabe que os elétrons não descrevem uma órbita circular em torno do núcleo e sim que eles possuem propriedades ondulatórias e de partículas, porém, este modelo serviu como base para desenvolvimento de modelos atuais em que o conceito de energia quantizada (pacotes de energia) ainda é aceito. Deste modo, a identificação de alguns elementos é possível através da excitação dos elétrons, pois os íons quando são excitados de alguma forma emitem luz, seja no espectro do visível ou não. Cada íon emite uma determinada radiação de comprimento de onda característico.
Identificação de alguns metais através da radiação visível emitida quando os elétrons do metal são excitados através de contato com a chama do Bico de Bunsen, devido à energia recebida na forma de calor.
Foram utilizados frascos vaporizadores contendo soluções do metal de interesse, e esta solução foi borrifada na chama do Bico de Bunsen.
A chama do Bico de Bunsen foi regulada para que ficasse com coloração azulada, de modo a facilitar a visualização da cor da radiação emitida pelos metais analisados. Foram utilizadas as soluções dos seguintes metais: cloreto de potássio (KCl), cloreto de bário (BaCl (^) 2), sulfato de cobre II (CuSO (^) 4), cloreto de cálcio (CaCl2), cloreto de estrôncio (SrCl (^) 2), cloreto de lítio (LiCl), cloreto de sódio (NaCl), sulfato de níquel (NiSO (^) 4), nitrato de
chumbo (Pb(NO (^) 3) (^) 2) e mistura de cloreto de sódio (NaCl) e cloreto de potássio (KCl), sendo que para melhor visualização desta última, foi utilizado vidro de cobalto. Para uma melhor higienização da bancada do laboratório, foram utilizadas folhas de papel sulfite colocadas atrás da chama de modo que a solução ao ser borrifada ao invés de molhar a bancada molhasse o papel.
As soluções foram borrifadas na chama do bico de Bunsen, e foram obtidos os resultados apresentados na tabela a seguir: Solução analisada: Cor observada: Cor descrita na literatura: SrCl 2 Vermelho Vermelho NaCl Laranja Amarelo BaCl 2 Amarelo Verde CuSO 4 Verde Azul CaCl 2 Vermelho alaranjado Vermelho LiCl Vermelho vinho - Pb(NO (^) 3) 2 Laranja - NiSO 4 Laranja - KCl Lilás Violeta KCl + NaCl Lilás Carmesim Para visualização das cores o grupo apresentou algumas dificuldades, de modo que o auxílio do vidro de cobalto foi útil, pois a visualização da mistura de cloreto de potássio e sódio apresentava cor laranja, ao observar através do vidro de cobalto foi possível visualizar a cor lilás, uma vez, que o vidro de cobalto absorveu a cor laranja. Isto se deve ao fato de que a coloração do sódio mascarar a do potássio, e o vidro de cobalto absorver a cor emitida pelo sódio.
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