




























































































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
...................................
Tipologia: Exercícios
Oferta por tempo limitado
Compartilhado em 05/12/2021
3.5
(2)2 documentos
1 / 187
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!





























































































Em oferta
Objetivos Conteúdos Objetivos Conteúdos Estrutura e Percentagem (%) Perguntas/ cotação Educação Literária Ler e interpretar textos literários (EL11; 14) Parte A Texto literário: excerto de Frei Luís de Sousa , de Almeida Garrett Grupo I 50% Parte A 3 itens de resposta curta
1. 20 pontos 2. 20 pontos
_ _ _ _ 5 _ _ _ _ 1 0 _ _ _ _ 1 5 _ _ _ _ 2 0 _ _ _ _ 2 5 _ _ _ _ 3 0 _ _ _ _ 3 5 Manuel de Sousa, sentado num tamborete, ao pé da mesa, o rosto inclinado sobre o peito, os braços caídos e em completa prostração de espírito e de corpo; num tamborete do outro lado Jorge, meio encostado para a mesa com as mãos postas e os olhos pregados no irmão. Manuel – Oh, minha filha, minha filha! ( Silêncio longo. ) Desgraçada filha, que ficas órfã!... órfã de pai e de mãe... ( pausa ) e de família e de nome, que tudo perdeste hoje... ( Levanta-se com violenta aflição. ) A desgraçada nunca os teve. – Oh! Jorge, que esta lembrança é que me mata, que me desespera! ( Apertando a mão do irmão, que se levantou após dele e o está consolando do gesto. ) É o castigo terrível do meu erro... se foi erro... crime sei que não foi. E sabe-o Deus, Jorge, e castigou-me assim, meu irmão! Jorge – Paciência, paciência: os seus juízos são imperscrutáveis^1. ( Acalma e faz sentar o irmão; tornam a ficar ambos como estavam. ) Manuel – Mas eu em que mereci ser feito o homem mais infeliz da terra, posto de alvo à irrisão e ao discursar do vulgo?... Manuel de Sousa Coutinho, o filho de Lopo de Sousa Coutinho, o filho do nosso pai, Jorge! Jorge – Tu chamas-te o homem mais infeliz da terra... Já te esqueceste que ainda está vivo aquele... Manuel ( caindo em si ) – É verdade. ( Pausa; e depois, como quem se desdiz ). Mas não é, nem tanto: padeceu mais, padeceu mais longamente e bebeu até às fezes o cálix das amarguras humanas... ( Levantando a voz ). Mas fui eu, eu que lho preparei, eu que lho dei a beber, pelas mãos... inocentes mãos!... dessa infeliz que arrastei na minha queda, que lancei nesse abismo de vergonha, a quem cobri as faces – as faces puras e que não tinham corado doutro pejo^2 senão do da virtude e do recato... cobri-lhas de um véu de infâmia que nem a morte há de levantar, porque lhe fica perpétuo e para sempre lançado sobre o túmulo a cobrir-lhe a memória de sombras... de manchas que se não lavam! − Fui eu o autor de tudo isto, o autor da minha desgraça e da sua desonra deles... Sei-o, conheço-o; e não sou mais infeliz que nenhum? Jorge – Vê a palavra que disseste: «desonra»; lembra-te dela e de ti, e considera se podes pleitear^3 misérias com esse homem a quem Deus não quis acudir com a morte antes de conhecer essoutra agonia maior. Ele não tem... Manuel – Ele não tem uma filha como eu, desgraçado... ( Pausa ) − uma filha bela, pura, adorada, sobre cuja cabeça – oh, porque não é na minha! – vai cair toda essa desonra, toda a ignomínia^4 , todo o opróbrio^5 que a injustiça do mundo, não sei porquê, me não quer lançar no rosto a mim, para pôr tudo na testa branca e pura de um anjo, que não tem outra culpa senão a da origem que eu lhe dei. ______________ (^1) não se pode entender; (^2) vergonha; (^3) comparar; (^4) desonra; (^5) desgraça
_ _ _ _ 40 Jorge – Não é assim, meu irmão, não te cegues com a dor, não te faças mais infeliz do que és. Já não és pouco, meu pobre Manuel, meu querido irmão! E Deus há de levar em conta essas amarguras. Já que te não pode apartar o cálix dos beiços, o que tu padeces há de ser descontado nela, há de resgatar a culpa. ______________ Almeida Garrett, Frei Luís de Sousa , prefácio de Annabela Rita, Porto, Edições Caixotim, 2004, pp. 125-126.
B
_ _ _ _ 5 _ _ _ _ 1 0 _ _ _ _ _ Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança; todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, diferentes em tudo da esperança^1 ; do mal ficam as mágoas na lembrança, e do bem (se algum houve), as saüdades. O tempo cobre o chão de verde manto, que já coberto foi de neve fria, e, em mim, converte^2 em choro o doce canto. E, afora este^3 mudar-se cada dia, outra mudança faz de mor^4 espanto, que não se muda já como soía^5. ______________ Luís de Camões, Rimas , texto estabelecido e prefaciado por Álvaro J. da Costa Pimpão, Coimbra, Almedina, 2005, p. 162. ______________ (^1) vv. 5-6 – continuamente vemos deceções; (^2) transforma; (^3) «afora este» – além deste; (^4) «de mor» – de maior; (^5) costumava
_ _ _ 4 5 _ _ _ _ 5 0 Por ora, São Tomé e Príncipe ainda não é muito conhecido além do Golfo da Guiné. O seu nome não é fácil de pronunciar, sobretudo para um falante de língua inglesa; quando o mencionamos a um operador turístico, ele julga que estamos apenas a tentar apanhá-lo em falta. Pensando bem, porque haveríamos de ter ouvido falar dele? Não passa de um minúsculo arquipélago situado no equador, com uma população que equivale a metade do total de habitantes de Ealing e que tem como vizinhos mais próximos outros países da África central que não constituem pontos de referência relevantes. Além de ser um dos lugares mais belos, exuberantes e seguros que é possível visitar, detentor de um património arquitetónico comparável ao de Nova Orleães e de uma beleza natural idêntica à da Amazónia, não deixa de ser um destino irremediavelmente desconhecido e caro. ______________ Daniel Metcalfe, Dália azul ouro negro – viagem a Angola, Lisboa, Tinta da China, 2004, pp. 21 a 23.
1. No primeiro parágrafo do texto, o viajante narra a sua chegada a São Tomé usando três recursos expressivos: (A) uma comparação, uma enumeração e uma metáfora. (B) uma hipérbole, uma comparação e uma antítese. (C) uma comparação, uma enumeração e uma anáfora. (D) uma enumeração, uma comparação e uma sinestesia. 2. A antecipação referida no segundo parágrafo tem na origem (A) um conflito. (B) uma experiência. (C) uma demora. (D) um erro. 3. Com a paragem em São Tomé e Príncipe, a caminho de Angola, o viajante pretendia tentar (A) conhecer uma realidade social idêntica à angolana. (B) perceber como tinha sido a vida no império colonial português. (C) adaptar-se ao que o esperava em Angola. (D) compreender a origem da pobreza das ilhas. 4. A possível semelhança entre São Tomé e Príncipe e Angola radicaria num facto de natureza (A) social. (B) económica. (C) geológica. (D) turística.
Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação 4 Explica adequadamente o motivo da aflição de Manuel de Sousa presente na sua primeira fala.
3 Explica, de modo não totalmente completo da aflição de Manuel de Sousa presente na sua primeira fala.^ ou^ com pequenas imprecisões, o motivo 9 2 Explica, de modo não totalmente completo^ e^ com pequenas imprecisões, o motivo da aflição de Manuel de Sousa presente na sua primeira fala.
1 Explica, de modo incompleto presente na sua primeira fala.^ e^ impreciso, o motivo da aflição de Manuel de Sousa 3
Cenário de resposta: A aflição de Manuel de Sousa, presente na sua primeira fala e disseminada pelo texto, radica no estado da sua filha Maria: tendo-se verificado que o casamento dos pais de Maria é nulo, ela passa a ser desconsiderada so- cialmente, por razões de ordem social e religiosa. Deixa de poder contar com uma família, deixa de ter passado e de ter futuro socialmente: daí a aflição do pai.
Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação 4 Indica adequadamente a quem se refere Frei Jorge na sua segunda fala. 12 3 Indica, de modo não totalmente completo^ ou^ com pequenas imprecisões, a quem se refere Frei Jorge na sua segunda fala.
2 Indica, de modo não totalmente completo refere Frei Jorge na sua segunda fala. e^ com pequenas imprecisões, a quem se 6 1 Indica, de modo incompleto^ e^ com imprecisões, a quem se refere Frei Jorge na sua segunda fala.
Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação 4 Explicita adequadamente o valor literário do recurso expressivo que ocorre duas vezes no excerto citado.^12 3 Explicita, de modo não totalmente completo literário do recurso expressivo que ocorre duas vezes no excerto citado.^ ou^ com pequenas imprecisões, o valor 9 2 Explicita, de modo não totalmente completo e com pequenas imprecisões, o valor literário do recurso expressivo que ocorre duas vezes no excerto citado.^6 1 Explicita, de modo incompleto expressivo que ocorre duas vezes no excerto citado.^ e^ com imprecisões, o valor literário do recurso 3
Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação 4 Identifica adequadamente o tema do poema, justificando. 12 3 Identifica, de modo não totalmente completo ou com pequenas imprecisões, o tema do poema, justificando.^9 2 Identifica, de modo não totalmente completo do poema, justificando. e^ com pequenas imprecisões, o tema 6 1 Identifica, de modo incompleto e com imprecisões, o tema do poema, justificando. 3
Grupo III .............................................................................................................................. 50 pontos Estruturação temática e discursiva (ETD) ........................................................................... 30 pontos Correção linguística (CL) ....................................................................................................... 20 pontos
Descritores dos níveis de desempenho (ETD) Pontuação Parâmetro
Tema e tipologia
Estrutura e coesão
Léxico e adequação discursiva
Objetivos Conteúdos Objetivos Conteúdos Estrutura e Percentagem (%) Perguntas/ cotação Educação Literária Ler e interpretar textos literários (EL10 e EL12; 14) Parte A Texto literário: Texto poético de Fernando Pessoa (ortónimo) Grupo I 50% Parte A 3 itens de resposta curta
1. 20 pontos 2. 20 pontos 3. 20 pontos B. 4. 20 pontos 5. 20 pontos Total – 100 pontos Parte B Texto literário: excerto da Crónica de D. João I , de Fernão Lopes Parte B 2 itens de resposta curta Leitura Ler e interpretar textos de diferentes géneros e graus de complexidade (L12; 7) Texto de leitura não literária – relato de viagem Grupo II 20% 5 itens de escolha múltipla e/ou de associação 1.1 5 pontos 1.2 5 pontos 1.3 5 pontos 1.4 5 pontos 1.5 5 pontos 2.1 5 pontos 2.2 5 pontos 2.3 5 pontos Total – 40 pontos Gramática a) Explicitar aspetos da semântica do português (G12; 19) b) Construir um conhecimento reflexivo sobre a estrutura e o uso do português (G12; 17) a) Semântica – 3. a) formas de expressão do tempo b) Ponto 1 – retoma dos conteúdos de 10º ano e 11º anos – sintaxe: funções sintáticas e a frase complexa: coordenação e subordinação 3 itens de resposta restrita Escrita a) Planificar a escrita de textos (E12; 10) b) Escrever textos de diferentes géneros e finalidades (E12;
c) Redigir textos com coerência e correção linguística (E12; 12) d) Rever os textos escritos (E12; 13) a) Planificação b) Texto de opinião c) Redação / textualização d) Revisão Grupo III 30% 1 item de resposta extensa (200 a 300 palavras) Item único – 60 pontos Total – 200 pontos
B
_ _ _ _ 5 _ _ _ _ 1 0 _ _ _ _ 1 5 Onde sabee^1 que como o Meestre e os da cidade souberom a viinda del-Rei de Castela, e esperarom seu grande e poderoso cerco, logo foi ordenado de recolherem pera a cidade os mais mantimentos que haver podessem, assi de pam e carnes, come quaes quer outras cousas. E iam-se muitos aas liziras^2 em barcas e batees, depois que Santarem esteve por Castela, e dali tragiam muitos gaados mortos que salgavom em tinas, e outras cousas de que fezerom grande açalmamento^3 ; e colherom-se^4 dentro aa cidade muitos lavradores com as molheres e filhos, e cousas que tiinham; e doutras pessoas da comarca d’arredor, aqueles a que prougue^5 de o fazer; e deles^6 passarom o Tejo com seus gaados e bestas e o que levar poderom, e se foram contra^7 Setuval, e pera Palmela; outros ficarom na cidade e nom quiserom dali partir; e taes i^8 houve que poserom todo o seu^9 , e ficarom nas vilas que por Castela tomarom voz. Os muros todos da cidade nom haviam mingua^10 de boom repairamento^11 ; e em seteenta e sete torres que ela teem a redor de si, foram feitos fortes caramanchões de madeira, os quaes eram bem fornecidos d’escudos e lanças e dardos e bestas de torno^12 , e doutras maneiras com grande avondança^13 de muitos viratões^14. ______________ Fernão Lopes, in Teresa Amado (apresentação crítica), Crónica de D. João I de Fernão Lopes (textos escolhidos), Lisboa, Seara Nova Comunicação, 1992, p. 72. ______________ (^1) sabei; (^2) lezírias (grandes campos do Ribatejo); (^3) abastecimento; (^4) refugiaram-se; (^5) a quem entendeu por bem; (^6) e alguns; (^7) em direção a;^8 aí;^9 «que poseram todo o seu» – que puseram em segurança os seus haveres;^10 necessidade;^11 reparação, fortificação;^12 «beestas de torno» – armas que disparavam setas a grandes distâncias;^13 abundância;^14 setas grandes
GRUPO II
_ _ _ _ 5 _ _ _ _ 1 0 _ _ 8-fevereiro (segunda). Regressamos a Lisboa para tratarmos de várias coisas. E como de costume, encontro um monte de correio acumulado durante a semana. Livros, cartas. Entre elas uma de meu irmão César que me escreve da aldeia. Notícias várias que eu absorvo como meu alimento natural. Mas a certa altura fala-me da nossa irmã. O espírito apaga-se-lhe precipitadamente e tudo aquilo que a ligava ao mundo se lhe confunde num caos. A filha, o marido, todas as pessoas de família lhe são figuras estranhas como toda a perspetiva do tempo se lhe perdeu. Tento situar-me em face da minha irmã e não sei. Quando voltar a vê-la decerto me não conhece. Todo o passado da nossa infância comum vem ter comigo e de súbito ele está morto nela a uma distância de vertigem. Que significa ela estar viva e real na realidade que é a sua? É morta minha irmã. No fundo de mim o sei. E nas várias questões a arrumar, tive de ir à Baixa. Havia um problema a resolver no fundo da rua Augusta. Então lembrei-me de ir ao café Martinho da Arcada, onde nunca fora. Fui à procura de Pessoa e da sua legenda. Pouco antes de morrer, Gaspar Simões encontrou-o ali. Tinha a gabardina com
1 5 _ _ _ _ 2 0 _ _ _ _ 2 5 _ _ _ _ 3 0 _ _ _ _ 3 5 _ _ _ _ 4 0 _ _ _ _ 4 5 _ _ _ nódoas, diz-nos Simões. Conhecia, das fotografias, o seu recanto habitual, procurei-o para me sentar. Estavam lá dois sujeitos, sentei-me um pouco ao lado. Queria tocar a ausência do pobre poeta do desacerto da vida, viver o seu espírito um instante, irmanado à sua memória. Mas a sua memória não estava. Estava só o grande ruído de tráfego da praça e a conversa dos dois sujeitos terrestres, sentados onde eu me queria sentar. E acabei por nem tomar café. Tomei uma droga sem cafeína para ao menos salvar a noite de uma insónia. 12-fevereiro (sexta). Que ridículo e mesmo estúpido dizer-se de um livro que está bem escrito. Não é «bem escrito» que está. Está é sentido, originalmente, original nas observações, inteligente na reflexão. E por isso que não se pode imitar. Pode-se é ser original de outra maneira. Há realmente livros que são apenas «bem escritos». São os livros banais, com palavras trabalhadas ao torno, frases que se pretendem «despojadas», reduzidas ao «essencial», e cruas. Mas como o que nelas está não representa um sentir originário, nem uma observação imprevista, nem uma reflexão que nos surpreenda pela justeza e profundidade, o que delas resulta é uma construção pretensiosa, estéril e quase sempre irritante. Decerto um romance (como a poesia segundo Mallarmé e como creio já ter dito), faz-se com palavras. Pois com que é que havia de fazer-se? Mas antes disso faz-se com o impulso animador a essas palavras e que assim não passa bem por elas mas por entre elas, fazendo delas apenas um apoio para passar além, como o som passa pelas cordas mas existe por entre elas e é nesse som o indizível que nos emociona. O que nos fica de um livro «bem escrito» é essa emoção que já não lembra as palavras e vive por si. Eis porque tal livro é inimitável e apenas poderá repetir-se, ou seja plagiar- se. Imitar verdadeiramente esse livro é recompor uma emoção afim 1 e inventar outras palavras que traduzam esse sentir, ou seja que lhe sirvam de pretexto ou estratagema para que esse sentir (e pensar/sentir) se realize como a música nas cordas de um instrumento. O escritor medíocre imagina que todo o seu trabalho deve incidir no trabalhar uma frase. Ora não é a frase que tem de se trabalhar: é aquilo que há de passar por ela. Os autores célebres que trabalharam a frase, na realidade trabalharam apenas aquilo que haviam de exprimir; testaram na frase a realização de uma expressão. O escritor medíocre dá como já adquirido o que haveria a dizer e todo o seu esforço é secar o período, burilar 2 ou envernizar o vocábulo. E no fim de contas, este é que «escreve bem». Mas quem assim escreve bem, escreve bastante mal. Não digo rasamente que o «conteúdo» preceda a sua «expressão». Mas o que preexiste à expressão não é um puro nada. Exprimir é operar e concretizar esse algo. Mas esse algo existe. Escrever bem, como se diz, é realizar pela escrita um «bem» que aí se revela mas que está antes e depois disso em que se revela. Escreve-se bem com o espírito e a sensibilidade – não com um dicionário. Embora seja no dicionário que está toda a obra-prima. Como na pedra está toda a melhor escultura. ______________ Vergílio Ferreira, Conta-corrente 4 , Lisboa, Bertrand Editora, 1982, pp. 24, 25 e 26. ______________ (^1) idêntica, parecida; (^2) retocar para aperfeiçoar
GRUPO III
Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação 4 Explicita, adequadamente, os conceitos de consciência e de inconsciência presentes no texto. 12 3 Explicita, de modo não totalmente completo ou com pequenas imprecisões, os conceitos de consciência e de inconsciência presentes no texto. 9 2 Explicita, de modo não totalmente completo conceitos de consciência e de inconsciência presentes no texto.^ e^ com pequenas imprecisões, os 6 1 Explicita, de modo incompleto e impreciso, os conceitos de consciência e de inconsciência presentes no texto. 3
Cenário de resposta: O sujeito poético sonha com um espaço inexistente onde a inconsciência reina, onde não há consciência da morte ou do amor e os problemas que acarreta. Trata-se de um espaço que vive num tempo mítico caracterizado pela inconsciência em que vivem as crianças.
Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação 4 Explica adequadamente o sentido da afirmação do sujeito poético relativamente ao verso 13. 12 3 Explica, de modo não totalmente completo^ ou^ com pequenas imprecisões, o sentido da afirmação do sujeito poético relativamente ao verso 13.
2 Explica, de modo não totalmente completo da afirmação do sujeito poético relativamente ao verso 13.^ e^ com pequenas imprecisões, o sentido 6 1 Explica, de modo incompleto^ e^ com imprecisões, o sentido da afirmação do sujeito poético relativamente ao verso 13.