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Trabalho sobre testes rápidos,desde sua criação, o por que do uso,como funciona reação.
Tipologia: Trabalhos
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Visto a necessidade de atendimento e diagnóstico que fosse rápido e eficaz para doenças em grande escala, a criação dos testes rápidos possibilitou a ampliação ao acesso do diagnóstico para população geral, havendo inclusão da classe baixa. Como os exames laboratoriais tradicionais levam um tempo longo para a chegada do resultado, levando ao individuo de desinteressar pelo resultado, não indo buscar e conseqüentemente a perda deste pelo sistema de saúde. Havendo nosso desafios a saúde publica precisou procurar novas estratégias para que doenças com disseminação em uma velocidade rápidas fossem prontamente diagnosticadas e tratadas. Então no final dos anos 80, essa nova forma de diagnostico surgiu, a chegada no mercado de testes rápidos, fazendo que a estratégia aos programas da saúde pública fossem renovadas. Com o avanço da tecnologia e desenvolvimento,a produção desses testes foram sendo mais eficientes na investigação de doenças infectocontagiosas. No Brasil desde 2005, o SUS utiliza esses testes rápidos,possibilitando o diagnostico de agravos relevantes á saúde publica,aumentando a agilidade da resposta aos pacientes, e caso a suspeita for confirmada, permite o encaminhamento ao especialista e tratamento em um tempo menor, conforme as diretrizes do SUS. Todo o processo para a obtenção do resultado é de até 30 minutos, a utilização desses testes possuem diversas vantagens, além do tempo, não é necessário estar em
uma estrutura laboratorial, não necessita de transporte. Porém para a execução são necessários treinamentos,podendo ser presencial ou Ead. Após o treinamento, o profissional pode coletar amostras de sangue total, seja por punção venosa ou pela polpa digital, além de fluido oral ou fluido crevicular gengival, soro e plasma. O individuo pode executar o teste durante a consulta ou atendimento,sem um ambiente especifico,deixando o paciente mais á vontade e possibilitando o conhecimento da sua situação imunológica. Mesmo não havendo necessidade de um espaço especifico, há orientações onde pode ser coletado e diagnosticado, como por exemplo: Pronto socorro; Maternidade; Regiões de difícil acesso ou ribeirinhas Laboratórios de pequena rotina. São indicados á realização em pacientes em situação de violência sexual; com diagnostico de tuberculose; pessoas que possuem vários parceiros ou parceiras sexuais e não utilizam preservativo, acidentes ocupacionais biológicos, entre outros. Os testes mais utilizados são de imunocromatografia de fluxo lateral, imunocromatografia de dupla migração (ou duplo percurso DPP), dispositivos de imunoconcentração fase sólida. Podemos citar alguns exemplos de como funciona o processo dos testes rápidos em pacientes com Hiv, Sífilis, e o atualmente o Covid-19 (corona vírus), dentre outras doenças que há a utilização desse método. . COVID- O teste rápido para COVID-19 é um teste feito através de imunocromatografia de fluxo lateral, assim como o de HIV e de Sífilis citados abaixo e detecta anticorpos produzidos contra o antígeno, que no caso é o SARS-CoV2, sendo IgM e IgG específicos, que assim sabe-se se o paciente já entrou em contato com o vírus. O teste pode ser feito usando sangue total soro ou plasma, demorando de 10 a 30 minutos para obter resultados e sendo indicado a partir de 7 a 10 dias após o início dos sintomas, dependendo da indicação do fabricante, para que haja anticorpos suficientes no organismo afim de serem detectados e não haja falso negativo.
Os Testes Rápidos (TR) para diagnóstico da infecção pelo HIV são cada vez mais utilizados no mundo, principalmente em regiões onde a infraestrutura laboratorial é precária, em casos de acidente de trabalho com material perfurocortante potencialmente infectante e na admissão para parto de gestantes que não fizeram o pré- natal, dentre outras situações especiais nas quais há necessidade da rapidez no diagnóstico. Alguns dos testes rápidos mais utilizados no Brasil com a descrição de suas metodologias: Imunocromatografia ou fluxo lateral (lateral flow); Imunocromatografia de dupla migração (DPP - dual path platform); Imunoconcentração (flow through). Testes por imunocromatografia (fluxo lateral) Utilizam uma membrana de nitrocelulose subdividida em quatro áreas:
excesso do complexo imune continua a migração ao longo da membrana de nitrocelulose em direção a área C, onde são capturados por anticorpos anti- imunoglobulina, formando outra linha (ou banda) colorida. Figura 3 : Etapas do teste de imunocromatografia – fluxo lateral Os resultados do teste por imunocromatografia a (fluxo lateral) podem ser visualizados na forma de ponto, linha ou banda colorida, dependendo do fabricante. Veja na representação da imagem 2 a seguir a demonstração de resultados: Figura 4 : Interpretação dos resultados do teste de imunocromatografia – fluxo lateral. Existem no mercado alguns testes que aplicam antígenos do HIV-1 e HIV-2 em diferentes locais, permitindo a diferenciação dos anticorpos contidos na amostra analisada. Nesses casos, existem três áreas para leitura do resultado do teste.
anticorpos que já estavam ligados aos antígenos fixados na área 3. Com a concentração do ouro coloidal nesta área, é possível visualizar a presença de uma linha, de cor rosa ou púrpura, que indica a presença de anticorpos na amostra. Veja na figura a seguir. Figura 7: Imunocromatografia de dupla migração DPP. Um teste rápido, para ser considerado válido, deve sempre apresentar a linha controle visível ao final da reação, independentemente do resultado da amostra. Figura 8: Interpretação dos resultados do teste de imunocromatografia de dupla migração – DPP. Testes por imunoconcentração (flow through) Utiliza um dispositivo contendo:
conjugado composto de antígenos recombinantes de Treponema pallidum ligados ao corante selenium coloidal; em outra área onde contém antígenos de treponema imobilizados, para leitura do resultado, denominada área T; uma quarta área que contém um conjugado de anti-imunoglobulina (IgG) e ouro coloidal – ou de antiproteína A recombinante e ouro coloidal – para controle da reação e para validação do teste, denominada área C. A amostra é colocada no poço e, em seguida, é adicionada a solução tampão, os anticorpos da amostra fluem lateralmente pela fita de teste e ligam-se ao conjugado. Os anticorpos ligados ao conjugado continuam fluindo pela fita até a área T e ligam-se aos antígenos imobilizados, resultando no aparecimento de uma linha colorida. O fluxo continua, e frações do conjugado que não se ligaram na área T vão ser revelados na área C, produzindo uma linha vermelha. Essa linha é o controle da reação. Ela sempre deve estar presente, e indica que houve perfeita migração da amostra na tira de reação. Leitura do teste rápido para sífilis com metodologia de fluxo lateral Figura 11 :Representação de resultados – positivo Quando há formação de uma linha colorida na área T e outra na área C. Um resultado reagente indica que há anticorpos antitreponema detectáveis na amostra do indivíduo. Figura 12 :Representação de resultado – negativo Quando há formação de linha colorida apenas na área C. Um resultado não reagente indica que não há anticorpos antitreponema detectáveis na amostra do indivíduo.
Figura 13 :Representação de resultado insatisfatório Se não houver formação de linha colorida na área C, o teste será considerado inválido, independentemente do resultado obtido na área T. Neste caso, o teste deverá ser repetido. Imunocromatografia em plataforma de duplo percurso – DPP Figura 14 : Interpretação dos resultados do teste de imunocromatografia de dupla migração – DPP A fase sólida é constituída de duas tiras de nitrocelulose. Por isso o dispositivo do teste contém: um local onde são colocadas a amostra e a solução tampão, denominado Poço 1, que permite a migração dos anticorpos presentes na amostra; uma área para colocar o tampão, denominado Poço 2, que tem por objetivo liberar o conjugado (anticorpos antitreponema ligados a partículas de ouro coloidal) que está imobilizado na membrana; uma terceira região, denominada janela de leitura, onde estão imobilizados os antígenos recombinantes de Treponema pallidum (T) para a reação específica e imunoglobulinas G (C) para controle da reação e validação do testes.
Fonte Bibliográfica AVELLEIRA, João Carlos Regazzi; BOTTINO, Giuliana. Sífilis: diagnóstico, tratamento e controle. Anais brasileiros de dermatologia , v. 81, n. 2, p. 111-126, 2006. MINISTÉRIO DA SAÚDE, SARS-COV-2. Disponível em: <https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2020/April/14/SARS-CoV-2- antibodytest.pdf>. Acesso em: 16 de maio de 2020, às 14:16. FERREIRA, Antonio A. P., Yamanaka, Hideko. Teste comercial para diagnóstico de Covid-19 (novo coronavírus). Disponível em:< http://inct-datrem.iq.unesp.br/? s=COVID-19>. Acesso em: 20 de maio de 2020, às 09:34. LABTEST,TESTE RÁPIDO COVID 19. Disponível em: https://labtest.com.br/labtest- lanca-teste-rapido-para-covid-19/). Acesso em: 20 de maio de 2020, às 11: TESTES RÁPIDOS PARA SÍFILIS. Disponível em <https://telelab.aids.gov.br/moodle/pluginfile.php/22200/mod_resource/content/2/Sifilis %20-%20Manual%20Aula%209.pdf>>. Acesso em 18:30 h HIV. Disponível em < https://assuntosfarmaceuticosesaude.blogspot.com/2017/07/hiv- aids-testes.html > Acesso em 06/05/2020 ás 10:00 h TESTES RÁPIDOS. Disponível em < http://www.aids.gov.br/pt-br/profissionais-de- saude/testes-rapidos >. Acesso em 06/05/2020 ás 14:00 h