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Sentidos e Percepção: Visão, Olfato, Paladar, Tato e Audição, Exercícios de Design de Interiores

Este texto discute os cinco sentidos comuns - visão, olfato, paladar, tato e audição - e sua importância na construção da nossa percepção da realidade. Ele aborda a participação ativa do corpo no processo de aprendizagem e a interconexão entre os sentidos, além de destacar a importância da linguagem na formação de conhecimentos. O texto também explora a relação entre os sentidos e a nossa função espacial e básica de movimento.

Tipologia: Exercícios

2021

Compartilhado em 30/05/2021

vitoria-costa-29
vitoria-costa-29 🇧🇷

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Os sentidos comuns, visão; olfato; paladar; audição e tato são considerados os meios mais importantes
para se enxergar a realidade, com a predominância aparente da visão, entretanto o caminho para
conhecer a realidade do meio ambiente é a participação direta e intensa do corpo-mente como um todo,
da mesma maneira que fazem com as crianças no processo cognitivo inicial, utilizando o conhecimento
abstrato e simbólico, é possível construir-se a sua visão do mundo. É na fase do processo cognitivo que
utilizam-se todos os sentidos, internos ou externos. Pois nele a criança “organiza o mundo exterior através
de ações físicas, elaborando ao mesmo tempo suas estruturas mentais, ou seja, ao individuo se organiza,
ao ‘organizar’ a realidade.” (Versiani Cunha) O corpo participa ativamente no processo de conhecimento,
principalmente pela constante adaptação ao meio que vive e como o qual interage. “O sujeito que aprende
como resultantes quatro elementos: o organismo, o corpo, a inteligência e o desejo. O organismo é onde
se situam e atuam a inteligência, o desejo e o corpo” afirma Ester P. Grossi. A partir da aprendizagem da
linguagem, a criança inicia o uso mais intenso de símbolos, metáforas, analogias e outros processos de
abdução que geram conhecimentos. Com essa postura dinâmica, a criança torna-se um adulto, treinado
para as tarefas de produção.
ainda outra peculiaridade referente ao sentido espacial, conforme Krech e Crutchfield, acerca de
sermos animais espaciais: “Nós, seres humanos, vivemos num espaço de três dimensões e achamos
difícil imaginar num mundo sem essas características.”. Os sentidos estão envolvidos em nossa função
básica de momento, “o nosso cérebro parece ter uma natural tendência para conceber o espaço.” afirma
Krech e Crutchfield. Os sentidos estão envolvidos em nossa função básica de movimento. Os sentidos são
mecanismos de interface com a realidade; Interpretando os estímulos externos, tem-se a percepção, do
ambiente, do evento e pode-se atuar nesse meio exterior através de ações projetadas pelos pensamentos
conscientes ou inconscientes.
VISÃO
A visão, ocupa cerca de 87% de atividades entre os 5 sentidos, nos dá a impressão de que a realidade é o
que vemos, nos permite ver todo e qualquer movimento, até à longa distancia, ela tem como missão
instintiva localizar e reconhecer qualquer coisa que venha afetar nossa segurança. Por tendência natural,
a visão, num primeiro momento, só enxerga a aparência externa dos objetos e sua configuração. Existem
vários níveis de percepções gradativas da visão:
1- A configuração dos objetos e dos seres;
2- A visão do volume, pelo jogo de luz e sombra;
3- A sensação do peso, pela textura e padrão.
Vemos mais as relações dos objetos entre si e as relações com o contexto perceptivo, os quais dão
significado social e cultural do meio ambiente em que vivemos.
OLFATO
O mundo é antes de mais nada, olfativo, pois diferentemente dos outros órgãos/sentidos, os quais
podemos fechar, o nariz fechado causaria nossa morte. Ele se processa como reação química junto aos
receptores olfativos situados na parte superior da narina e por estar bem próximo do sistema límbico, tem
uma forte relação emocional, quase sempre inconsciente. Os cheiros atraem, repelem, excitam, causam
ojeriza ou repulsa nas pessoas; Ele é a primeira impressão de compatibilidade, a simpatia ou empatia, se
forem incompatíveis os seus cheiros, duas pessoas jamais se tornarão intimas.
PALADAR
Comer é um ato social, pois dificilmente uma pessoa sente prazer em comer só. Sempre foi em convívio
com outras pessoas, conversando agradavelmente que se valorizou o ato de comer. Para que isso
aconteça, o ambiente da sala de jantar é de especial elaboração ao se rebaixar o parelho de iluminação,
focalizando a mesa e os comensais, concentrando a atenção no ato de comer. Os temperos fazem com
que haja maior interesse pelo alimento e ajudam o processo do Eu em relação com o mundo. Yaari afirma
que, não havendo sabor, o Eu começa a desinteressar-se pela vida. Na verdade, trabalhamos para
produzir oportunidades de nos dar prazer e emoção através do comer bem, do vestir, da locomoção, das
viagens, do morar e do bem conviver com os companheiros da nossa jornada. Dos sentidos sensoriais, a
emoção e o colorido das imagens são provenientes mais do olfato, da gustação e audição do que da
visão. Portanto o olfato contribui muito para o paladar, pois ambos dividem o de ventilação comum, ao
mastigarmos o alimento, o que não é só um ato mecânico, sentimos tudo.
TERMICO
O estudo do sentido térmico é pouco mencionado nos livros sobre sentido sensoriais, ele faz o organismo
ser envolvido pelo calor, dá-lhe forma “esculpindo”, ou seja, fazendo sentir-se expandido quando quente e
escolhido quando frio. O controle da temperatura é essencial para a nossa sobrevivência, o excesso de
frio ou calor prejudica o funcionamento do corpo. Esse sentido também comanda o nervos
exterorreceptores, que controlam o calor, o frio, o tato e a dor, transmitem as sensações para o sistema
nervoso central.
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Os sentidos comuns, visão; olfato; paladar; audição e tato são considerados os meios mais importantes para se enxergar a realidade, com a predominância aparente da visão, entretanto o caminho para conhecer a realidade do meio ambiente é a participação direta e intensa do corpo-mente como um todo, da mesma maneira que fazem com as crianças no processo cognitivo inicial, utilizando o conhecimento abstrato e simbólico, é possível construir-se a sua visão do mundo. É na fase do processo cognitivo que utilizam-se todos os sentidos, internos ou externos. Pois nele a criança “organiza o mundo exterior através de ações físicas, elaborando ao mesmo tempo suas estruturas mentais, ou seja, ao individuo se organiza, ao ‘organizar’ a realidade.” (Versiani Cunha) O corpo participa ativamente no processo de conhecimento, principalmente pela constante adaptação ao meio que vive e como o qual interage. “O sujeito que aprende como resultantes quatro elementos: o organismo, o corpo, a inteligência e o desejo. O organismo é onde se situam e atuam a inteligência, o desejo e o corpo” afirma Ester P. Grossi. A partir da aprendizagem da linguagem, a criança inicia o uso mais intenso de símbolos, metáforas, analogias e outros processos de abdução que geram conhecimentos. Com essa postura dinâmica, a criança torna-se um adulto, treinado para as tarefas de produção. Há ainda outra peculiaridade referente ao sentido espacial, conforme Krech e Crutchfield, acerca de sermos animais espaciais: “Nós, seres humanos, vivemos num espaço de três dimensões e achamos difícil imaginar num mundo sem essas características.”. Os sentidos estão envolvidos em nossa função básica de momento, “o nosso cérebro parece ter uma natural tendência para conceber o espaço.” afirma Krech e Crutchfield. Os sentidos estão envolvidos em nossa função básica de movimento. Os sentidos são mecanismos de interface com a realidade; Interpretando os estímulos externos, tem-se a percepção, do ambiente, do evento e pode-se atuar nesse meio exterior através de ações projetadas pelos pensamentos conscientes ou inconscientes. VISÃO A visão, ocupa cerca de 87% de atividades entre os 5 sentidos, nos dá a impressão de que a realidade é o que vemos, nos permite ver todo e qualquer movimento, até à longa distancia, ela tem como missão instintiva localizar e reconhecer qualquer coisa que venha afetar nossa segurança. Por tendência natural, a visão, num primeiro momento, só enxerga a aparência externa dos objetos e sua configuração. Existem vários níveis de percepções gradativas da visão: 1- A configuração dos objetos e dos seres; 2- A visão do volume, pelo jogo de luz e sombra; 3- A sensação do peso, pela textura e padrão. Vemos mais as relações dos objetos entre si e as relações com o contexto perceptivo, os quais dão significado social e cultural do meio ambiente em que vivemos. OLFATO O mundo é antes de mais nada, olfativo, pois diferentemente dos outros órgãos/sentidos, os quais podemos fechar, o nariz fechado causaria nossa morte. Ele se processa como reação química junto aos receptores olfativos situados na parte superior da narina e por estar bem próximo do sistema límbico, tem uma forte relação emocional, quase sempre inconsciente. Os cheiros atraem, repelem, excitam, causam ojeriza ou repulsa nas pessoas; Ele é a primeira impressão de compatibilidade, a simpatia ou empatia, se forem incompatíveis os seus cheiros, duas pessoas jamais se tornarão intimas. PALADAR Comer é um ato social, pois dificilmente uma pessoa sente prazer em comer só. Sempre foi em convívio com outras pessoas, conversando agradavelmente que se valorizou o ato de comer. Para que isso aconteça, o ambiente da sala de jantar é de especial elaboração ao se rebaixar o parelho de iluminação, focalizando a mesa e os comensais, concentrando a atenção no ato de comer. Os temperos fazem com que haja maior interesse pelo alimento e ajudam o processo do Eu em relação com o mundo. Yaari afirma que, não havendo sabor, o Eu começa a desinteressar-se pela vida. Na verdade, trabalhamos para produzir oportunidades de nos dar prazer e emoção através do comer bem, do vestir, da locomoção, das viagens, do morar e do bem conviver com os companheiros da nossa jornada. Dos sentidos sensoriais, a emoção e o colorido das imagens são provenientes mais do olfato, da gustação e audição do que da visão. Portanto o olfato contribui muito para o paladar, pois ambos dividem o de ventilação comum, ao mastigarmos o alimento, o que não é só um ato mecânico, sentimos tudo. TERMICO O estudo do sentido térmico é pouco mencionado nos livros sobre sentido sensoriais, ele faz o organismo ser envolvido pelo calor, dá-lhe forma “esculpindo”, ou seja, fazendo sentir-se expandido quando quente e escolhido quando frio. O controle da temperatura é essencial para a nossa sobrevivência, o excesso de frio ou calor prejudica o funcionamento do corpo. Esse sentido também comanda o nervos exterorreceptores, que controlam o calor, o frio, o tato e a dor, transmitem as sensações para o sistema nervoso central.

TATO

O tato é o sentido mais amplo do nosso organismo. De certa forma, todos os sentidos se convergem no do tato, conforme afirma Lusseyran: “Creio que todos os nossos sentidos se unem em um só. Eles são estádios sucessivos de uma percepção, sempre apenas uma percepção de tato. Portanto a audição pode substituir a visão, e a visão, o tato. Em consequência, nenhuma perda é irreparável” O toque nas superfícies nos da a sensação de interioridade, o fato de sentir é o que define o nosso corpo com relação ao meio circundante, é uma forma de nos sentirmos vivos. O tato e o contato são a base fundamental de acesso à ampla realidade do meio em que vivemos. O espaço tátil é percebido pelo corpo todo, na medida em que só dessa maneira é possível ter a noção de tridimensionalidade, que é a base da experiência arquitetônica e da orientação; ou seja, o sentido do que está em frente/atrás, acima/abaixo, à esquerda/à direita. AUDIÇÃO Estamos sempre ouvindo o fundo sonoro ambiental, com o qual estamos sincronizados. Qualquer som diferente, provem de trás ou do lado, nos toma tensos e inseguros. O ouvido esta estreitamente ligado ao sentido espacial. Formando o sentido do equilíbrio, pelo fato de estar junto da cóclea. O som nos leva diretamente ao interior do mundo físico. Com a visão, permanecemos na superfície do objeto; batendo e ouvindo o som, penetramos no seu interior. Da mesma forma, para se ver uma boa obra artística, em um espaço arquitetônico, é necessário pararmos e sentirmos a obra ou o ambiente, pois assim teremos uma melhor noção e sensação do local.