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TI Socialmente Responsável, Notas de estudo de Economia

Apostila da INTEL

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 21/03/2010

willyan-d-angellis-10
willyan-d-angellis-10 🇧🇷

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TI socialmente responsável
Módulo 1 - Introdução
Responsabilidade social, economia de energia, inclusão digital, TI verde, lixo
eletrônico, universalização digital: todos esses tópicos nunca estiveram tão em
destaque quanto hoje em dia. Se há uma década eles ainda eram motivo de
preocupação, hoje, felizmente, ninguém mais duvida de sua importância para a
sociedade e para o planeta.
Mas da conscientização à ação, existe um longo caminho a ser percorrido. E o ideal é
que governo, indústria, ONGs e a sociedade em geral unam-se em torno de objetivos
comuns, para que a TI socialmente responsável seja, enfim, uma realidade.
Com o lançamento, no primeiro semestre de 2008, do programa Banda Larga nas
Escolas, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo brasileiro dá mostras da
relevância que essa questão assume nos dias de hoje. A iniciativa resulta de uma
parceria que envolve os Ministérios da Educação, das Comunicações, Planejamento,
Casa Civil e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O objetivo é ambicioso: propiciar melhores condições de acesso à Internet em 56,7
mil escolas públicas de ensino básico do País. Até 2010, o governo pretende
beneficiar 37,1 milhões de alunos, número que representa 86% dos estudantes das
escolas públicas previstas no Programa.
Com base na infra-estrutura identificada pelas operadoras de telecomunicações, o
plano é instalar a rede em 2 mil escolas até junho de 2008. A previsão é atender
40% do total de escolas até o final de 2008. Em 2009 outras 40% receberão o
serviço, e em 2010 as 20% restantes, totalizando 100% das escolas públicas.
Além de instalar conexão à Internet em alta velocidade (1 megabite), as operadoras
de telecomunicações deverão ampliar periodicamente essa velocidade, a fim de
manter a qualidade e a atualidade do serviço durante a vigência do acordo firmado
com o governo federal, até o ano de 2025.
O decreto assinado pelo presidente Lula prevê a substituição da implantação de
Postos de Serviços de Telecomunicações (PST’s) pela implantação de Internet banda
larga. A medida assegura as condições para a criação da estrutura de
telecomunicações necessária ao processo de universalização digital no País.
Portal do professor
Esse projeto do governo federal mostra que a TI Socialmente Responsável já é uma
realidade no Brasil. Se há alguns anos ainda se duvidava que o Brasil estivesse
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TI socialmente responsável

Módulo 1 - Introdução

Responsabilidade social, economia de energia, inclusão digital, TI verde, lixo eletrônico, universalização digital: todos esses tópicos nunca estiveram tão em destaque quanto hoje em dia. Se há uma década eles ainda eram motivo de preocupação, hoje, felizmente, ninguém mais duvida de sua importância para a sociedade e para o planeta.

Mas da conscientização à ação, existe um longo caminho a ser percorrido. E o ideal é que governo, indústria, ONGs e a sociedade em geral unam-se em torno de objetivos comuns, para que a TI socialmente responsável seja, enfim, uma realidade.

Com o lançamento, no primeiro semestre de 2008, do programa Banda Larga nas Escolas, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo brasileiro dá mostras da relevância que essa questão assume nos dias de hoje. A iniciativa resulta de uma parceria que envolve os Ministérios da Educação, das Comunicações, Planejamento, Casa Civil e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O objetivo é ambicioso: propiciar melhores condições de acesso à Internet em 56, mil escolas públicas de ensino básico do País. Até 2010, o governo pretende beneficiar 37,1 milhões de alunos, número que representa 86% dos estudantes das escolas públicas previstas no Programa.

Com base na infra-estrutura identificada pelas operadoras de telecomunicações, o plano é instalar a rede em 2 mil escolas até junho de 2008. A previsão é atender 40% do total de escolas até o final de 2008. Em 2009 outras 40% receberão o serviço, e em 2010 as 20% restantes, totalizando 100% das escolas públicas.

Além de instalar conexão à Internet em alta velocidade (1 megabite), as operadoras de telecomunicações deverão ampliar periodicamente essa velocidade, a fim de manter a qualidade e a atualidade do serviço durante a vigência do acordo firmado com o governo federal, até o ano de 2025.

O decreto assinado pelo presidente Lula prevê a substituição da implantação de Postos de Serviços de Telecomunicações (PST’s) pela implantação de Internet banda larga. A medida assegura as condições para a criação da estrutura de telecomunicações necessária ao processo de universalização digital no País.

Portal do professor

Esse projeto do governo federal mostra que a TI Socialmente Responsável já é uma realidade no Brasil. Se há alguns anos ainda se duvidava que o Brasil estivesse

preocupado com a questão, hoje já existe a certeza de que as empresas, o governo e a sociedade uniram-se de fato em torno da questão, como demonstra esse exemplo.

O serviço será oferecido gratuitamente às escolas até o final do período de concessão das teles, daqui a 18 anos. O governo estuda formas de levar a Internet em banda larga também para as escolas rurais brasileiras. Para tal, as companhias estariam autorizadas a mesclar tecnologias - adotando, como alternativa, redes sem fio como Wi-Fi e WiMax. De acordo com o MEC, 15 mil escolas rurais serão atendidas com banda larga em 2008 e 2009 por outra iniciativa ligada ao Ministério das Comunicações.

Um dos efeitos desse programa, porém, foi o de ressaltar a necessidade de capacitar professores e de oferecer conteúdo capaz de auxiliá-los a tirar proveito do novo recurso. Para isso será criado o "Portal do Professor".

Para garantir o bom uso da Internet banda larga nos laboratórios de informática das escolas públicas será preciso capacitar professores e digitalizar os conteúdos. Serão criados ambiente virtuais. O governo pretende ajudar a criar no Brasil uma indústria de produção de conteúdos digitais educacionais, caso contrário, a Internet será de pouca valia. Toda a cadeia de inclusão digital está sendo trabalhada por vários ministérios, entre eles o da Ciência e Tecnologia e o da Cultura, que lançaram edital em parceria para a produção dos conteúdos digitais.

A concretização de um projeto como esse só foi possível porque o governo federal fechou acordo com as empresas de telefonia fixa. Depois de uma negociação que levou aproximadamente quatro meses, as empresas aceitaram trocar a obrigação, estabelecida no Plano Geral de Outorga, de instalar Postos de Serviços Telefônicos (PSTs). Todos os envolvidos concordaram que a telefonia fixa está em declínio. Portanto, não fazia muito sentido as companhias investirem grande quantidade de recursos para universalizar algo que, na verdade, está em declínio. Dessa maneira, seria melhor para o País se houvesse uma troca de obrigação. Portanto, a partir de agora, elas levarão banda larga a todas as 55 mil escolas públicas urbanas do país, onde estudam 84% do total de alunos.

Troca benéfica

O atual Plano Geral de Metas para a Universalização (PGMU) obriga as companhias a instalarem Postos de Serviços de Telecomunicações (PSTs), plano ao qual as empresas estão submetidas pelos contratos de concessão. Na prática, o acordo anunciado pelo ministro permite que essa obrigatoriedade seja substituída pela oferta de acesso à Internet banda larga às escolas públicas brasileiras de ensino fundamental, médio e superior.

Se cumpridas as previsões divulgadas em 2007 para a democratização do acesso à Internet, será investido um total de R$ 1,430 bilhão, sendo o valor de R$ 550

plenamente, de forma sustentável. Caberá à coordenação do processo tentar replicar esses casos de sucesso em vários outros lugares.

O acesso ao conhecimento das tecnologias digitais pode ser comparado à alfabetização. Trata-se de ter como crescer, como se desenvolver, de ter renda e ter o conhecimento necessário para melhorar a qualidade de vida. Se a pessoa não tem acesso à Internet, aos computadores, estará cada vez mais fora do mercado de trabalho. A questão digital é fundamental para o cotidiano das pessoas, pois se depende dos computadores hoje para quase tudo.

Também as universidades

Além do governo, também as universidades estão em busca do desenvolvimento de tecnologias sustentáveis. A Universidade Estadual de Campinas (Unesp), por exemplo, por intermédio de sua Agência de Inovação (Inova), está preparando um programa para incubar empresas dedicadas ao desenvolvimento de tecnologias de reduzido impacto ambiental.

Embora o projeto esteja em fase final, ainda não há data para o seu lançamento. Entre as motivações para essa iniciativa está a crescente percepção por parte das empresas e da sociedade, sobre a responsabilidade de cada um, de maneira geral.

A Inova é uma incubadora de empresas que oferece infra-estrutura e consultoria empresarial para novas empresas de base tecnológica em diversas áreas, desde sua criação em 2003. A Unesp acredita na importância do surgimento de empresas de tecnologia para o desenvolvimento econômico do País, mas além de oferecer inovações tecnológicas, as empresas baseadas em alta tecnologia precisam também acompanhar as tendências do mundo de negócios e ter conhecimento de empreendedorismo.

As empresas que mais crescem no mundo são aquelas baseadas em alta tecnologia. Mas não basta ter tecnologia, é preciso ter um modelo de negócios. É precisamente isso que a Inova tenta realizar, buscando unir esses dois mundos, e aprofundando a experiência por meio de convênios com escolas de negócios, como a Fundação Getúlio Vargas e o Ibmec.

O modelo da Unicamp baseia-se em um tripé composto por um coordenador técnico para acompanhar o desenvolvimento do projeto, um apoio da universidade em termos de infra-estrutura e um mentor empresarial, ou seja, uma empresa que proponha um problema a ser resolvido.

Um exemplo de mentor empresarial é a Petrobras, que buscou na Unicamp uma solução para prospecção de petróleo em águas ultraprofundas. Não só se forma uma empresa que solucione o problema da Petrobras, mas que também seja capaz de oferecer o mesmo produto para outras empresas.

Além da Petrobras, também são mentoras empresariais a MTV do Brasil, a Coca- Cola, a Natura, e outras, incluindo cerca de 200 empresas formadas por ex-alunos da instituição. Mas a criação de uma empresa não é necessariamente o último passo do processo, mas tem que ser uma conseqüência natural. A Unicamp criou em 2006 o curso não-obrigatório de empreendedorismo tecnológico. Montar uma empresa pode ser uma alternativa para um doutorando que hoje em dia não tem colocação no mercado.

TI SOCIALMENTE RESPONSÁVEL

Módulo 2 – TI Verde

Não é de hoje que alguns setores da sociedade preocupam-se com a questão da TI verde. Um dos resultados visíveis dessa preocupação é a publicação de um ranking, pelo movimento Greenpeace, em que as empresas são classificadas, de acordo com a preocupação com o meio ambiente, refletida no desenvolvimento de seus produtos.

Nenhuma empresa gostaria de rivalizar com a Nintendo, que ficou isolada na última colocação no ranking do Greenpeace. De acordo com a lista, as empresas que exibem as melhores práticas ambientais na produção de eletrônicos são a Samsung e a Toshiba. O estudo analisa quais são as tecnologias usadas na produção dos eletrônicos, avalia a composição de seus componentes (as companhias perdem pontos caso esses componentes contenham excesso de material tóxico) e verifica se a empresa dá suporte para recolher e reciclar os produtos.

O estudo também leva em conta critérios da União Européia para produção não agressiva de eletrônicos e tipos de plásticos usados na composição dos aparelhos. Plásticos que podem ser reaproveitados ou que precisam de menor tempo para se degradar contam pontos positivos para os fabricantes.

Logo após Samsung e Toshiba, aparecem Nokia, Sony, Dell e Lenovo em bloco intermediário. Em seguida, aparecem Sony Ericsson, LGE, Apple, FSC, HP e Motorola. A Apple melhorou substancialmente sua avaliação, já que em relatórios anteriores figurou entre as últimas posições.

No bloco inferior, situam-se, além da Nintendo, Acer, Panasonic, Philips, Microsoft e Sharp.

Não aos metais tóxicos

Já antevendo a importância que rankings como esse trariam aos negócios, em meados de 2007, executivos do Google e da Intel anunciaram um programa para tornar os PCs menos agressivos ao meio-ambiente. O programa, que conta com

O Ultra Durable 2, já implantado nos padrões de produção em 2007, estabeleceu novos recordes para mais eficiência no consumo de energia, além de uma vida útil mais longa ao produto.

Por meio de uma interface especial, o usuário acompanha o nível de consumo da energia em tempo real. É registrada a energia poupada acumulada, desde a primeira vez em que o produto foi usado. A placa-mãe GA-X48-DQ6 é compatível com o processador X-48 da Intel. As placas-mãe GIGABYTE Dynamic Energy Saver, associadas com a tecnologia Intel 45nm, embora ofereçam a melhor plataforma para multitarefa, multimídia e games de alta performance, conseguem manter baixo o consumo de energia.

Doação consciente

Até mesmo empresas que não são especificamente da área de TI passam a tomar certas atitudes ligadas à tecnologia que acabam beneficiando outros setores da sociedade. A SulAmérica Seguros e Previdência, por exemplo, atualizou seu ambiente de TI de maneira inovadora: trocou 1,7 mil equipamentos, entre microcomputadores e notebooks, por outros mais modernos, para manter eficiência e competitividade. Mais de 70% dos equipamentos antigos foram doados para o Comitê para a Democratização da Informática (CDI), nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Nos três primeiros meses de 2008, a empresa doou para o CDI mais de 300 computadores pessoais.

A empresa encara sua ação como uma questão de responsabilidade social. A companhia acredita que a troca dos micros internos é uma necessidade tecnológica, tanto para atender a requisitos de segurança quanto para permitir a utilização de sistemas mais modernos. Mas, alguns equipamentos defasados para o uso corporativo podem ser muito úteis para organizações focadas em inclusão digital.

Assim como a Nintendo não obteve uma boa posição no ranking do Greenpeace, o nosso País, o Brasil, também não está nada bem, quando o assunto é TI Verde. Estudo realizado pela Symantec, sobre investimento em TI verde em data centers, colocou o Brasil em último lugar entre os 14 países analisados.

Para fazer a pesquisa, a Symantec ouviu 800 gerentes de data centers pelo mundo e avaliou qual percentual as empresas investem em TI verde. Para ser considerada uma empresa que se preocupa com o meio-ambiente era necessário que a companhia tivesse ao menos uma medida de preservação ambiental, em fase de teste.

No Brasil, apenas 36,5% dos data centers pesquisados realizavam alguma iniciativa, índice mais baixo entre os 14 países medidos pelo estudo. Em penúltimo lugar ficou a Itália, com 41,5% de empresas com alguma iniciativa em curso. Mesmo em países desenvolvidos como Austrália, Estados Unidos, França e Japão, o índice de empresas

que investem em TI verde ficou abaixo dos 50%. Acima de 50%, ficaram China (73%), Coréia do Sul (66%), Índia (63%), Canadá (62,5%), Cingapura (61,7%), México (56,3%) Alemanha (54,7%) e Reino Unido (50%).

O fato de as empresas brasileiras viverem às voltas com preocupações de infra- estrutura explicaria a má colocação do Brasil no ranking. Os investimentos em TI verde estariam limitados a um terço das empresas, que já possuem infra-estrutura sólida. Mas apesar de muitas empresas não investirem ainda em TI verde, o tema é considerado relevante por mais da metade das companhias ouvidas no mundo, diz a pesquisa.

A Symantec divulgou que entre as medidas mais populares para poupar energia está o uso intensivo de servidores rodando aplicativos de máquina virtual. O recurso permite que um mesmo servidor rode aplicações para diferentes tecnologias, diminuindo o número total de servidores ligados, o que eleva a eficiência no consumo de energia.

Onda verde

De “burros” a “magros”: os terminais conhecidos como thin clients, que muitos consideravam condenados ao ostracismo, retornam à cena principal da TI, em função da onda da "computação verde". Daí a própria mudança de denominação, a fim de tornar a aceitação do produto mais palatável pelo mercado. Esses computadores quase caíram no completo esquecimento, com a adesão massiva ao PC tradicional, mas agora passam a ser vistos com bons olhos pelo mercado, já que seu consumo de energia pode corresponder a apenas 10% do consumo de seu rival mais comum nos escritórios.

Esse fato funciona como um incentivo para as empresas que não querem agredir o meio ambiente e também economizar na conta de energia elétrica. Mas se a preocupação com a sustentabilidade nem sempre é tão forte, o apelo financeiro em geral convence. Estudos norte-americanos indicam que cada terminal magro consome por ano 150 dólares a menos em energia do que um PC. Embora não seja esperada uma repentina explosão na adoção de thin clients, o fato é que sua aceitação cresce dia a dia e deve continuar subindo.

Os CEOs brasileiros querem que a TI de suas empresas consiga se adaptar às mudanças: essa é uma das conclusões do estudo IDC Latin America CEOs Priorities 2008, que indica as prioridades de negócios dos principais executivos de empresas nas três maiores economias da América Latina. São analisadas as expectativas de negócios para TI, desde a percepção do provedor até em projetos como os de TI verde. A pesquisa foi realizada com 187 CEOs, vice-presidentes de negócios e responsáveis pelas decisões de TI de empresas brasileiras, argentinas e mexicanas. Na Argentina e no México, a tendência é que os empresários busquem uma TI que garanta confiabilidade e continuidade das operações e que adote soluções de

Cortar custos

Para cortar custos, existem estratégias como o planejamento do tipo de equipamentos que podem ser comprados. Escolher o hardware mais eficiente energeticamente e dentro de padrões que continuam surgindo é a melhor alternativa. Planejar quais tecnologias podem ser empregadas, como a virtualização e os thin clients, e até o layout do seu data center são outras opções que podem contribuir para a imagem “verde” da empresa.

Outra vantagem da TI verde é ajudar a reduzir o impacto de uma iminente crise de energia. Essa suposta crise tem relação com a luta dos fornecedores de energia para suprir a demanda. Estudo do Lawrence Berkeley National Laboratory indicou que, graças ao ritmo da indústria de servidores, o consumo global de energia dobrou desde 2000, para mais de 123 milhões de kilowatt por hora. A demanda por energia ainda deve crescer 40% até 2010 – isso desde que o consumo de energia por servidor mantenha-se nas taxas de 2005.

No final de 2006, o Gartner proclamou que metade dos data centers ficaria sem energia em 2008. Quer dizer, até o final de 2008, 50% dos data centers no mundo não teriam energia suficiente para resfriar as máquinas de alta densidade que os fabricantes estão tentando vender. Isso certamente deveria ser uma razão para começar a pensar em formas de economizar energia. Tal previsão deve ser uma razão para começar a pensar em formas de economizar energia.

Já existe um público cativo, que gosta de ver boas notícias sobre as formas como as empresas estão dando mais atenção à TI verde, quer seja investindo em máquinas mais eficientes na economia de energia ou colocando painéis solares nos tetos dos data centers. Esse tipo de publicidade positiva ajuda a criar uma boa imagem institucional para associar à empresa, o que pode compensar o investimento em uma TI verde. Além disso, o caso de sucesso pode vir a ser um exemplo para outros, que estejam analisando o mesmo tema.

Mas quem mais se beneficia da chamada TI Verde são mesmo o meio ambiente e as gerações futuras. Em geral, a TI tem um grande impacto negativo no ambiente, com o descarte de computadores e de servidores, papéis de impressão usados, além do dióxido de carbono, que contribui para o aquecimento global.

Aquecimento global

Até mesmo os líderes políticos céticos de todo o mundo já consideram que o aquecimento global merece atenção. Portanto, mesmo que os empresários discordem daqueles que têm uma preocupação exagerada com o aquecimento global, já começam a considerar que talvez seja melhor se preparar para a próxima legislação que controlará a redução do desperdício de energia.

Pelo menos desde 2006, os executivos de TI que decidem sobre compras de equipamentos de TI nos Estados Unidos já têm consciência de que a economia de energia deve ser um dos critérios de escolha de servidores. Ao menos, essa é a conclusão de uma pesquisa realizada pela consultoria Harris Interactive, segundo a qual 76% preferem adquirir produtos que demonstrem eficiência em termos de economia de energia.

A pesquisa com 197 executivos norte-americanos foi conduzida a pedido da Sun Microsystems, que lançou a linha Fire x64 em 2005, já dentro desse conceito “verde”. Sua tese era a de que o fornecedor de tecnologia de destaque no futuro seria aquele que fosse capaz de reduzir os custos fixos do cliente. Já a estratégia da HP é privilegiar o conceito de Adaptive Infrastructure, que promete a construção de data centers econômicos, que incorporem as recentes tecnologias de virtualização, de acordo com as necessidades de cada companhia.

Estima-se que de 65% a 70% dos custos de TI estão em operar e manter a infra- estrutura. A parte que cabe a novos investimentos resume-se a apenas 10% a 15% da verba total. O gestor busca maneiras de inverter essa equação.

Para isso, a estratégia da HP não é rotular um ou outro equipamento como “econômico”, mas fornecer uma determinada estrutura de acordo com a necessidade do cliente. A Dell e a IBM também procuram oferecer produtos com menor consumo de energia. Em 2006, a Dell lançou um guia de recursos energéticos, com a promessa de oferecer ao usuário uma previsão sobre o consumo de energia dos equipamentos da marca.

Além disso, a empresa tem oferecido alternativas de equipamentos econômicos, porque já sentiu a demanda dos usuários brasileiros por produtos energeticamente eficientes e com melhorias na dissipação de calor. Passaram a ser ofertados servidores com ventilação redundante, justamente para evitar o maior consumo de energia.

Já a IBM tem produzido vários novos servidores destinados a combater os problemas de resfriamento e de alto consumo de energia verificados nos data centers. A IBM busca controlar os problemas de energia, especialmente nos data centers que utilizam servidores blade de alta densidade.

Enquanto as grandes empresas debatem-se em torno do tema economia de energia, o maior beneficiado é o próprio cliente, que tem ao seu alcance equipamentos mais econômicos, provenientes de praticamente todos os fornecedores.

Dicas úteis

Para o uso consciente do computador, com o menor prejuízo possível para o meio ambiente, existem algumas boas dicas.

  • Analisar o momento certo de trocar de computador. O melhor computador é aquele que atende às necessidades de cada um e pode não ser o produto apontado pela publicidade como o melhor. É preciso levar em consideração o que se gasta na produção de um PC: 1,3 tonelada de CO2 é emitida no processo. Quem adia por um ano a troca do computador deixa de contribuir com a liberação dessa quantia de CO2.
  • Pesquisar e conhecer os equipamentos que consomem menos energia. Evoluções tecnológicas têm permitido a fabricação de computadores cada vez mais eficientes energeticamente. Comparar o consumo dos aparelhos antes de comprar pode levar à compra de um modelo mais econômico. Uma das últimas novidades que surgiram foram os processadores múltiplos. Normalmente, os equipamentos que gastam menos eletricidade têm o logotipo da Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de importados). Também é aconselhável conhecer o processo de fabricação dos computadores, dando preferência àqueles com produção de menor impacto negativo na sociedade e no meio ambiente.
  • Avaliar a eficiência energética ao escolher o monitor. Ao comprar um novo monitor, é preferível adquirir o de cristal líquido (LCD), em lugar dos monitores de tubo (chamados CRT). Não apenas pela questão estética, mas pelo fato de que os monitores de LCD consomem cerca de 40% menos energia do que os convencionais.
  • Doar o computador velho. Quem compra um novo computador deve se certificar de que o velho não vá parar no lixão. É possível doar o computador antigo para algum parente ou amigo que precise, ou para as ONGs que aceitam esse tipo de produto.

Processadores múltiplos

Quando se fala em economia de energia, não se pode deixar de mencionar os novos processadores com dois núcleos ou mais, conhecidos como processadores múltiplos.

O processador Intel® Core™ Duo, por exemplo, é dotado de duas tecnologias – a Coordenação de Energia Dinâmica da Intel e o Intel Deeper Sleep avançado – que permitem a transferência de energia apenas para as áreas do processador que necessitam dessa energia, o que prolonga a autonomia de bateria nos notebooks, para se obter uma experiência móvel avançada.

A geração anterior de processadores consumia 130 watts e a nova geração dos núcleos duplos da Intel consome 65 watts, com desempenho 60% melhor. Com a adoção desses novos processadores, as companhias conseguem uma grande redução no consumo de energia.

Os usuários de notebook são os que mais aproveitam as características dos novos processadores, porque a tecnologia de núcleos múltiplos faz com que a bateria

necessite ser carregada menos vezes e, portanto, o consumo de energia elétrica será menor. Além disso, o notebook esquenta menos, e demanda menor ventilação.

TI SOCIALMENTE RESPONSÁVEL

Módulo 4 – Incentivos e prêmios

Alguns setores da nossa sociedade acreditam que a adoção de práticas consideradas social e ambientalmente responsáveis pelas empresas brasileiras está ocorrendo em um ritmo mais lento do que o esperado. No caso da contratação de deficientes e jovens aprendizes, por exemplo, as empresas estão aquém do mínimo legal, apesar da legislação.

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Idec) mostra como está a situação dos bancos brasileiros em relação à responsabilidade socioambiental. Na pesquisa, a soma dos resultados dos principais bancos nas três áreas pesquisadas – a relação com os trabalhadores, com o meio ambiente e com os consumidores – ficou sempre abaixo da média. Mas a explicação para esse fato não seria a falta de comprometimento por parte das instituições, e sim a pouca expressão na gestão do cotidiano dos bancos.

O conceito de responsabilidade socioambiental ainda está em construção, mas em geral as empresas se prendem mais a projetos sociais muitas vezes ligados a ações de marketing.

É consenso que os projetos sociais são bem vindos, principalmente aqueles ligados à tecnologia da informação, mas não se pode chamar de responsável uma instituição que tenha excelentes projetos sociais mas que trate muito mal os trabalhadores, que conceda empréstimos para empresas que gerem danos ao meio ambiente e que desrespeitem os direitos dos consumidores.

Algumas práticas que devem ser incentivadas são: extensão dos benefícios trabalhistas aos funcionários terceirizados, ações que promovam a diversidade de raça e gênero e a inclusão, ter canais efetivos de comunicação com os consumidores, incluindo o atendimento nas agências, e concessão de crédito somente a projetos que não prejudiquem o meio ambiente.

Para que mais ações desse tipo tenham lugar em território brasileiro, muitos estados da Federação criaram editais para fomentar a pesquisa básica e aplicada, como origem para a inovação tecnológica, uma das alavancas da idéia de TI responsável. No Brasil, 16 universidades fazem pesquisa, das quais 14 são públicas. Por isso, é preciso pensar no empreendimento tecnológico de forma diferente dos outros

primeira vez no estado em 2008, dispõe de R$ 1,5 milhão para financiar bolsas para pesquisadores que atuarão em micro, pequenas e médias empresas baianas.

Com esses editais, a Fabesp espera que o conhecimento gerado nas empresas, universidades e centros de pesquisa converta-se em valores econômicos e sociais. Com esses incentivos, as áreas de CT&I estão vivendo um momento ímpar na Bahia, estado que está empenhado na atração de investimentos federais. Isso inclui a busca por fazer com que sejam revistos os critérios para a distribuição de recursos para os estados.

Em geral, as regiões Norte e Nordeste não costumam receber tantos incentivos quanto as regiões Sul e Sudeste. Em sete anos de existência, por exemplo, o orçamento da Fabesp teve aumento maior que o dobro, de R$ 21.444.991,92 em 2002, para R$ 46.311.703,00 em 2007. Assim, a limitação orçamentária de 2006 prejudicou a expansão das atividades e a proposição de novos projetos em 2007, já que parte do orçamento do ano foi destinada à quitação de dívidas de 2006.

Santa Catarina

Iniciativas como a que se verifica na Bahia também podem ser encontradas no Sul. A Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc), por exemplo, também abre em 2008 três editais para pesquisas e eventos.

A primeira chamada oferece R$ 1,2 milhão para o Prêmio Mérito Universitário Catarinense, a ser concedido aos nove alunos do ensino superior que fizerem os melhores trabalhos nas áreas de Ciências da Vida, Engenharias Exatas e da Terra, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Eles terão um ano para realizar seus projetos com bolsas de pesquisa.

A segunda chamada, o programa de Iniciação Científica Júnior, dispõe de R$ 252 mil para estudantes que estejam cursando as duas séries iniciais do ensino médio em escolas públicas de Santa Catarina. Do total, R$ 168 mil serão provenientes do CNPq e R$ 84 mil da Fapesc.

A terceira chamada, o programa Pró-Eventos, quer apoiar a realização de congressos, simpósios e similares. Neste ano, a Fapesc disponibilizará R$ 600 mil para atender à demanda de eventos locais, nacionais ou internacionais em universidades. Após o processo seletivo, serão liberados até R$ 300 mil no segundo semestre de 2008 e o restante no primeiro semestre de 2009.

No Rio de Janeiro, quem tiver interesse em desenvolver projetos relacionados à TI responsável também encontra incentivo. A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) oferece R$ 25,5 milhões para financiar melhorias no ensino de matemática e ciências em escolas públicas, bolsas para doutorado, apoio a centros de pesquisa e à pesquisa e inovação.

A chamada com maior recurso, Apoio a Grupos Emergentes de Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro, inédita no estado, obteve R$ 20 milhões a serem pagos em duas parcelas. Esse programa visa consolidar a pesquisa no estado, e, para isto, vai apoiar o desenvolvimento de atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação por grupos de pesquisa considerados emergentes, formados por pesquisadores com até dez anos de doutoramento.

Amazonas

A TI Socialmente Responsável também está sendo valorizada na Amazônia. O Centro Gestor e Operacional de Proteção da Amazônia (Censipam) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) também lançaram edital no valor de R$ 2 milhões para pesquisa científica no Estado do Amazonas, envolvendo temas exclusivamente regionais. O objetivo do edital é estimular e fomentar o desenvolvimento de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação no Censipam, localizado em Manaus. Os trabalhos serão executados a partir de 1º de junho, com duração de 24 meses. As bolsas têm valores entre R$ 1,1 mil e R$ 6 mil mensais.

Prêmios

Além de receber incentivos de fundações, os projetos de TI Responsável também podem concorrer a prêmios. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do governo federal, incentiva a inovação nas empresas e em centros de pesquisas, de acordo com o porte dos empreendimentos.

Em 2008, o Prêmio Finep de Inovação Tecnológica passa a se chamar "Prêmio Finep de Inovação". Ele terá seis categorias: média empresa, pequena empresa, instituição de C&T, tecnologia social, grande empresa e inventor inovador. As categorias Produto e Processo não receberão inscrições individuais. Isso porque o prêmio passou a privilegiar o perfil inovador de empresas – considerando seu porte – e instituições de ciência e tecnologia.

O objetivo é identificar, divulgar e premiar esforços inovadores desenvolvidos e aplicados no país por empresas, instituições de ciência e tecnologia brasileiras ou instituições públicas e privadas sem fins lucrativos, de modo a encontrar soluções de impacto positivo na qualidade de vida da sociedade brasileira.

Além do troféu, os vencedores podem receber recursos da Finep para a implementação de projetos de inovação, que variam de R$ 500 mil a R$ 10 milhões. As empresas terão a oportunidade de concorrer aos recursos em uma linha de financiamento que contempla apenas os vencedores regionais e nacionais do Prêmio Finep, mas o aporte não é garantido ou imediato.

Outra novidade introduzida este ano é o foco na carteira de clientes da Finep, cujas inovações já estejam implementadas, com o objetivo de conectar de maneira efetiva

Dois novos conceitos passaram a ser incorporados recentemente às políticas de inclusão digital: a acessibilidade de todos às TIs (e-Accessibility), nesse caso, não somente a população deficiente; e a competência de uso das tecnologias na sociedade da informação (e-Competences).

Dentro dessa perspectiva, o Brasil busca desenvolver ações diversas, visando a inclusão digital. Em 2005, entrou em vigor o projeto de inclusão digital do governo federal, Computador para Todos - Projeto Cidadão Conectado, que tem o objetivo de financiar um milhão de computadores para consumidores com renda entre três e sete salários mínimos. A Caixa Econômica Federal financia os equipamentos e o Magazine Luiza, único varejista que obteve uma linha de crédito do BNDES, vendeu as máquinas em parcelas mensais.

O PC do programa dispõe do sistema operacional Linux e um conjunto de softwares livres com 26 aplicativos, como editor de texto, aplicações gráficas e antivírus. Além disso, há suporte técnico durante um ano e as atualizações são gratuitas e periódicas.

O Brasil conta com um recurso total de 250 milhões de reais, provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o financiamento do Computador para Todos pode ser feito pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, além de redes varejistas, que têm se cadastrado junto a uma linha especial de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com os esforços de "inclusão digital" outros públicos também compõem o alvo de seu trabalho: idosos, pessoas com deficiência, população de zonas de difícil acesso, dentre outros. A idéia é que as Tecnologias da Informação vieram para ficar e, no futuro, quem não estiver "incluído digitalmente" viverá sob uma limitação social importante, perdendo inclusive direitos garantidos à cidadania.

Programas de sucesso

Mantido e criado pela Prefeitura de São Paulo, o Programa Telecentros é um dos maiores programas de Inclusão Digital e Social do País, com mais de 1,5 milhão de usuários cadastrados. Seu objetivo é diminuir o analfabetismo digital e as diferenças sociais, além de incentivar o processo educacional.

Em abril de 2008, a prefeitura inaugurou o 236º Telecentro, no distrito Água Rasa, na zona leste da capital paulista. As unidades – cada uma com 20 computadores e uma impressora – localizam-se em espaços públicos institucionais, clubes-escolas, CEUs ou em parceria com ONGs e demais entidades.

Os Telecentros oferecem cursos e oficinas com enfoque em digitação, editores de texto e planilha de cálculos, correio eletrônico, pesquisa na rede, criação de sites, bancos de dados, arte digital e educação ambiental, além de tempo livre para

pesquisas e jogos infantis. O programa oferece também oficinas de manutenção de computadores.

Atua em todas as regiões da capital de São Paulo, oferecendo cursos básicos e avançados de informática e outros cursos e oficinas, de acordo com a necessidade local de cada unidade. Também oferece livre acesso à Internet.

Outro importante programa de inclusão digital é o Acessa São Paulo, mantido pelo governo do Estado de São Paulo, e coordenado pela Secretaria de Gestão Pública, com apoio da Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo).

Instituído em julho de 2000, o programa Acessa São Paulo oferece acesso às novas tecnologias da informação e comunicação (TIC), em especial à Internet, contribuindo para o desenvolvimento social, cultural, intelectual e econômico dos cidadãos paulistas.

O Rio Grande do Sul mantém o programa Sinergia Digital, criado e mantido pela PUCRS. Os adolescentes de vilas carentes em torno da PUC recebem cerca de 70 horas de aula de informática e mais 30 horas de atividades esportivas, culturais e sociais. As turmas tem acompanhamento sócio-educativo, por acadêmicos do curso de Psicologia, além de palestras e dinâmicas de grupo.

Banda larga sem fio

No Brasil, até junho de 2009, serão instalados mais de 20 mil pontos de conexão de Internet banda larga sem fio via satélite, de acordo com o Ministério das Comunicações. O objetivo da medida é permitir que comunidades isoladas tenham acesso à Internet banda larga. Serão beneficiados os locais que a banda larga terrestre não alcança, como áreas rurais, comunidades indígenas e quilombolas. O governo promoverá a inclusão social deles por intermédio da tecnologia.

Empresas provedoras de Internet via satélite apresentaram propostas que vão ser analisadas pelo governo. Dois lotes foram disponibilizados: um exclusivamente para a região nordeste e outro para as demais regiões. Cada contrato vai ter a duração de quatro anos. A previsão era de que em junho de 2008 os contratos tenham sido assinados. A verba para essa ação será de cerca R$ 450 milhões.

Depois de assinado o contrato, o governo tem quatro meses para começar a instalação em todos os estados brasileiros. Atualmente 3,5 mil pontos de conexão banda larga via satélite estão instalados em 2,2 mil municípios brasileiros.

O número de brasileiros com acesso regular à Internet deve quase triplicar até 2010 e o número de internautas no país deve passar dos atuais 60 milhões para pelo menos 150 milhões.