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Tim-gestao de pessoas, Notas de estudo de Engenharia de Produção

Introdução de RH auto atendimento recurso utilizado por multinacionais que possibilita uma maior interação entre o colaborador do chao de fabrica e o departamento de RH

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 01/12/2010

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ramon-bicalho-8 🇧🇷

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INTRODUÇÃO
A área de Recursos Humanos deixou de ser um mero departamento de pessoal para se
tornar o personagem principal de transformação dentro da organização.Há pouco tempo
atrás, o departamento de Recursos Humanos atuava de forma mecanicista, onde a visão do
empregado prevalecia à obediência e a execução da tarefa, e ao chefe, o controle
centralizado.
Hoje o cenário é diferente: os empregados são chamados de colaboradores, e os chefes de
gestores. Pode-se afirmar que gerir pessoas não é mais um fator de uma visão mecanicista,
sistemática, metódica, ou mesmo sinônimo de controle, tarefa e obediência. É sim discutir
e entender o disparate entre as técnicas tidas como obsoletas e tradicionais com as
modernas, juntamente com a gestão da participação e do conhecimento. A gestão de
pessoas visa a valorização dos profissionais e do ser humano, diferentemente do setor de
Recursos Humanos que visava a técnica e o mecanicismo do profissional.
GESTAO DE PESSOAS
Vivemos na sociedade do conhecimento, onde o talento humano e suas capacidades são
vistos como fatores competitivos no mercado de trabalho globalizado. Porem esse talento e
essa capacidade tem que ser vista com outros olhos, olhos de colaboradores e não de
concorrentes. Necessitamos assim resgatar o papel do ser humano na organização, a fim de
torná-los competentes para atuar em suas atividades como colaboradores. É com este
cenário que as organizações devem ter a visão de que o Capital Humano será seu grande
diferencial.
Assim surge um novo conceito em gestão de pessoas, Os avanços observados nas últimas
décadas têm levado as organizações a buscarem novas formas de gestão com o intuito de
melhorar o desempenho, alcançar resultados e atingir a missão institucional para o pleno
atendimento das necessidades dos clientes. Nota-se também que o sucesso das organizações
modernas depende, e muito, do investimento nas pessoas, com a identificação,
aproveitamento e desenvolvimento do capital intelectual.
Observa-se que existe um grande esforço no sentido de mudar do antigo modelo
burocrático para um modelo de gestão gerencial que em muitos casos grandes avanços
aconteceram, como por exemplo, a introdução de novas técnicas orçamentárias,
descentralização administrativa de alguns setores, redução de hierarquias, implementação
de instrumentos de avaliação de desempenho organizacional.
A real vantagem competitiva no mercado não está somente representada no financeiro ou
nos altos investimentos em tecnologia, entre outros exemplos que poderíamos citar, mas
sim nas pessoas que compõem a organização, que movimentam tudo isto no cotidiano. A
partir da década de 90, com as profundas mudanças nos cenários nacional e Internacional
como a globalização, tiveram a necessidade urgente de buscar novos paradigmas de gestão.
Assim precisamos quebrar os velhos paradigmas para entender a empresa e as pessoas
como gestoras e colaboradoras bem como entender o novo conceito de gestão de pessoas.
Se analisarmos, perceberemos que o papel do colaborador é mais participativo, ele tem
maior autonomia em suas atividades, cooperação nas decisões com seus gestores, facilidade
na interação, aprendizagem, conhecem a empresa e participam dos negócios. Porém, o
discurso tem que ser unido com a prática, ou seja, a gestão de pessoas tem que efetivamente
acontecer na prática. Entretanto, algumas questões cruciais permanecem pendentes e
precisam ser enfrentadas. Um dos caminhos que poderão ser percorridos é o
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INTRODUÇÃO

A área de Recursos Humanos deixou de ser um mero departamento de pessoal para se

tornar o personagem principal de transformação dentro da organização.Há pouco tempo

atrás, o departamento de Recursos Humanos atuava de forma mecanicista, onde a visão do

empregado prevalecia à obediência e a execução da tarefa, e ao chefe, o controle

centralizado.

Hoje o cenário é diferente: os empregados são chamados de colaboradores, e os chefes de

gestores. Pode-se afirmar que gerir pessoas não é mais um fator de uma visão mecanicista,

sistemática, metódica, ou mesmo sinônimo de controle, tarefa e obediência. É sim discutir

e entender o disparate entre as técnicas tidas como obsoletas e tradicionais com as

modernas, juntamente com a gestão da participação e do conhecimento. A gestão de

pessoas visa a valorização dos profissionais e do ser humano, diferentemente do setor de

Recursos Humanos que visava a técnica e o mecanicismo do profissional.

GESTAO DE PESSOAS

Vivemos na sociedade do conhecimento, onde o talento humano e suas capacidades são

vistos como fatores competitivos no mercado de trabalho globalizado. Porem esse talento e

essa capacidade tem que ser vista com outros olhos, olhos de colaboradores e não de

concorrentes. Necessitamos assim resgatar o papel do ser humano na organização, a fim de

torná-los competentes para atuar em suas atividades como colaboradores. É com este

cenário que as organizações devem ter a visão de que o Capital Humano será seu grande

diferencial.

Assim surge um novo conceito em gestão de pessoas, Os avanços observados nas últimas

décadas têm levado as organizações a buscarem novas formas de gestão com o intuito de

melhorar o desempenho, alcançar resultados e atingir a missão institucional para o pleno

atendimento das necessidades dos clientes. Nota-se também que o sucesso das organizações

modernas depende, e muito, do investimento nas pessoas, com a identificação,

aproveitamento e desenvolvimento do capital intelectual.

Observa-se que existe um grande esforço no sentido de mudar do antigo modelo

burocrático para um modelo de gestão gerencial que em muitos casos grandes avanços

aconteceram, como por exemplo, a introdução de novas técnicas orçamentárias,

descentralização administrativa de alguns setores, redução de hierarquias, implementação

de instrumentos de avaliação de desempenho organizacional.

A real vantagem competitiva no mercado não está somente representada no financeiro ou

nos altos investimentos em tecnologia, entre outros exemplos que poderíamos citar, mas

sim nas pessoas que compõem a organização, que movimentam tudo isto no cotidiano. A

partir da década de 90, com as profundas mudanças nos cenários nacional e Internacional

como a globalização, tiveram a necessidade urgente de buscar novos paradigmas de gestão.

Assim precisamos quebrar os velhos paradigmas para entender a empresa e as pessoas

como gestoras e colaboradoras bem como entender o novo conceito de gestão de pessoas.

Se analisarmos, perceberemos que o papel do colaborador é mais participativo, ele tem

maior autonomia em suas atividades, cooperação nas decisões com seus gestores, facilidade

na interação, aprendizagem, conhecem a empresa e participam dos negócios. Porém, o

discurso tem que ser unido com a prática, ou seja, a gestão de pessoas tem que efetivamente

acontecer na prática. Entretanto, algumas questões cruciais permanecem pendentes e

precisam ser enfrentadas. Um dos caminhos que poderão ser percorridos é o

aprimoramento da gestão de pessoas, tendo como premissas a valorização do capital

intelectual e a modernização do processo produtivo.

O MODELO P OLÍTICO DE GESTÃO DE P ESSOAS

Pode-se conceituar modelo de gestão de pessoas como a maneira de uma organização se estruturar para gerenciar e orientar o comportamento humano no ambiente de trabalho. Um modelo de gestão de pessoas é formado por todos os elementos que interferem de alguma maneira no comportamento dos indivíduos no contexto organizacional. Este conceito não se restringe ao caráter instrumental da gestão de pessoas, mas diz respeito às diferentes lógicas que influenciam o comportamento na organização. O modelo de gestão de pessoas, desta maneira, sistematiza componentes políticos, ideológicos, sociais e comportamentais que orientam a ação e a decisão no contexto organizacional (MASCARENHAS, 2003; FISCHER, 1998). Segundo Fischer (2002), o que diferencia um modelo do outro são as características dos seus elementos constituintes, como princípios, processos, estruturas e políticas de RH. Podemos associar o modelo político de gestão de pessoas às organizações orgânicas, e diferenciá- lo do modelo instrumental de gestão de pessoas , associado às organizações mecânicas. Segundo o modelo instrumental de gestão de pessoas, a empresa é considerada um instrumento racional de produção e sua estratégia é definida por seus diretores em função das pressões do mercado. A administração de recursos humanos tem a função de implantar esta estratégia, buscando a maximização do resultado econômico e o melhor desempenho dos empregados. Este modelo é baseado no argumento de que a sociabilidade harmônica gera a eficiência econômica e vice-versa. Isso significa considerar que o conflito é disfuncional e prejudicial ao sistema social. Procura-se evitar os conflitos ou resolvê-los rapidamente, pois se considera que um ambiente homogêneo, com alto grau de conformismo por parte dos atores sociais, favorece a produtividade na empresa. Evitam-se debates desnecessários e as decisões são tomadas unilateralmente pelos dirigentes. A diversidade cultural e de opiniões é considerada um problema a ser reprimido. Já o modelo político de gestão de pessoas caracteriza-se pela incorporação da idéia de conflito tendo em vista as várias lógicas de ator e critérios de ação válidos e os diferentes interesses dos atores organizacionais, segundo as idéias de Simon sobre racionalidade limitada (SIMON, 1955). Um bom gerente, segundo este modelo, é um árbitro que tem como objetivo obter esta coesão integrando os interesses particulares dos diferentes grupos de atores sociais, visando a obter soluções negociadas junto à direção da empresa, ou pactos políticos (BRABET, 1993; VASCONCELOS; VASCONCELOS, 2002). As políticas de RH da empresa são vistas como mutantes e contingentes, sendo soluções temporárias e características de situações específicas a partir de um diagnóstico organizacional. Apesar disso, os profissionais da área buscam organizar a gestão de pessoas como um modelo ideal a ser concretizado a longo prazo, envolvendo o desenvolvimento qualitativo da mão-de-obra, a autonomia e a democratização das relações. O modelo político visa a oferecer possibilidades de debate e negociação na organização, a fim de promover o contraditório em busca de soluções mais completas, em torno das quais se obtenham os consensos. Busca-se vislumbrar as diversas opções de ação antes de decidir, tendo-se como ressuposto que esta é forma mais inteligente de se lidar com a realidade complexa. Este modelo incentiva a diversidade cultural, já que permite a verificação de várias lógicas de ação diante de uma questão organizacional. Pode-se dizer que este modelo favorece a emancipação dos indivíduos e o seu desenvolvimento político e cognitivo na medida em que tem como pressuposto a inserção ativa dos indivíduos na dinâmica organizacional. Outras características deste modelo vêm explicitadas em seguida.

. Eficiência econômica negociada, não correspondendo necessariamente à eficiência social de curto prazo: aceitam-se conflitos, buscando-se negociá-los politicamente. . Avaliação dos resultados feita dentro dos grupos organizacionais envolvidos nos processos de decisão. . Empresa construída socialmente por meio da ação política dos diversos grupos organizacionais.

. Cadastro para recrutamento interno. O funcionário disponibiliza e atualiza, de acordo com seus interesses, seu currículo pessoal e uma ficha de intenções na carreira profissional. Esses dados são utilizados no processo de recrutamento interno e gerenciamento de carreira. . Banco de Horas. O funcionário tem acesso a informações consolidadas sobre seu saldo de horas. . Programa de melhoria contínua. O funcionário acompanha o status de sua sugestão ao programa de melhorias organizacionais. Trata-se de um programa permanente de sugestões. Além destes serviços acessados indiscriminadamente, o Portal Personal disponibiliza aos gestores de equipes as seguintes ferramentas para a gestão de pessoas sob sua responsabilidade, entre outras: . Informações sobre treinamento na área. O gestor tem um panorama dos processos de treinamento em andamento na área, os envolvidos e os seus custos. Esta função torna possível a administração da verba de treinamento e o acompanhamento do desenvolvimento profissional da área como um todo. . Informações sobre chefes subordinados. Os gestores têm acesso a várias informações sobre chefes subordinados, como nível salarial e tempo de casa, em um esquema comparativo à organização. . Informações salariais sobre subordinados. Os gestores acessam toda a situação salarial de sua equipe, até mesmo com os parâmetros da última avaliação de resultados, que influencia o nível de salário variável. Esta ferramenta permite comparações, levando-se em conta diversos critérios. . Avaliação de desempenho. O gestor tem acesso aos formulários eletrônicos que devem ser regularmente preenchidos, segundo os critérios da empresa, para se avaliar o desempenho de seus funcionários. Os resultados dessa avaliação servem de parâmetro em diversos outros processos. . Planejamento de pessoas. O gestor tem acesso a uma ferramenta eletrônica que possibilita o planejamento de funcionários de sua equipe. A partir de metas relacionadas ao nível de mão-de- obra, o gestor realiza anualmente o planejamento mensal de funcionários e acompanha a sua concretização. . Recrutamento interno e externo. O gestor acompanha os anúncios internos de vagas e a inscrição de candidatos nas vagas de sua equipe. Esta função dá acesso também ao perfil dos candidatos externos, que têm acesso aos mesmos anúncios de vagas por meio do site da organização na Internet. O Portal Personal também permite o acesso indiscriminado a informações e administração de processos de desenvolvimento e treinamento de pessoas. Além disso, disponibiliza diversos outros serviços que facilitam o acesso à informação relevante sobre a organização. Entre estes serviços, destacamos: . Cursos. Em uma seção dedicada a treinamento e desenvolvimento, cursos regulares são oferecidos, em páginas que trazem detalhes como cronograma, situação da próxima turma e inscrição eletrônica. . Cálculo de salários. Devido à complexidade do sistema trabalhista brasileiro, o funcionário pode usar uma calculadora que, a partir de seus parâmetros de trabalho, calcula estimativas de rendimento. . Classificados. Serviços de classificados de apartamentos na região. Este serviço foi uma solução encontrada para minimizar problemas específicos dos indivíduos na organização. . Cálculo de férias. Serviço de cálculo e previsão de rendimentos associados às férias, nas diversas opções possíveis dentro da lei brasileira. Os profissionais da área de RH também possuem acesso a diversos serviços e ferramentas que se relacionam aos processos de gestão de pessoas. A página do RH dá acesso às funções que possibilitam a realização de tarefas sob a responsabilidade da área. Entre estas funções, destacamos: . Recrutamento interno e externo. A área de RH também acompanha os anúncios internos de vagas e a inscrição de candidatos internos e externos às vagas de sua equipe. . Mercado de trabalho. A área de RH dispõe de uma ferramenta que possibilita que seus analistas encontrem determinadas pessoas com certas capacidades na organização. A partir de um perfil profissional, são encontradas as pessoas que mais se encaixam nele. . Administração de benefícios executivos. A área de RH possui uma ferramenta que a permite administrar eletronicamente diversos benefícios de seus executivos.

CONCLUSÃO

A implementação do sistema de RH auto-atendimento teve diversas conseqüências. A descentralização dos procedimentos de operação dos sistemas de gestão de pessoas permitiu que se colocasse em prática a nova filosofia da alta gerência, segundo a qual estes processos devem ser responsabilidade dos gestores. A implementação da TI permitiu também a transformação dos fluxos de atividades relacionados a esses processos, levando à eliminação de etapas desnecessárias na circulação das informações. A emergência de novo modelo de gestão de pessoas na organização se tornou possível devido aos novos padrões de relacionamento entre os atores sociais. A consolidação de novas ferramentas tecnológicas permitiu a democratização das informações sobre a gestão de pessoas e o aumento do acesso aos serviços da área de RH. A ampliada disponibilidade de informações e as facilidades na execução de processos reforçaram as oportunidades oferecidas pela organização e estimularam os indivíduos ao seu aproveitamento. Ao permitir novos padrões de acesso à informação sobre os processos de gestão de pessoas, a informatização possibilitou mais transparência nos relacionamentos. As necessidades de informação passaram a ser mais fácil e rapidamente satisfeitas, o que permitiu maior independência dos gestores de linha e dos funcionários em suas necessidades relacionadas a estas atividades.