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Tipos de choque - ATLS, Resumos de Medicina

Resumo baseado no ATLS sobre choque, englobando os tipos de choques mais frequentes no trauma e a conduta de cada tipo

Tipologia: Resumos

2026

À venda por 20/04/2026

maria-fernanda-acioly
maria-fernanda-acioly 🇧🇷

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Choque - ATLS
Introdução
Tipos de choque:
- Choque hemorrágico
- Choque não hemorrágico
+ Choque obstrutivo
+ Choque cardiogênico
+ Choque distributivo (Pode ser dividido em
choque neurogênico e choque séptico)
Choque hemorrágico
Definição de choque: Má perfusão tecidual
A PA pode estar normal
Taquicardia + pele fria = Choque hemorrágico até
que se prove o contrário
OBS.: Toda vítima de trauma está em choque
hemorrágico até que se prove o contrário
Classificação
Choque hemorrágico leve
Presença de sangramento, mas sem repercussões
clínicas evidentes
Sinais vitais dentro da normalidade
Débito urinário mantido
Sem alterações na consciência
Sem necessidade imediata de transfusão ou cirurgia
Choque hemorrágico moderado
Sem hipotensão, mas pode haver taquicardia leve
(até 120 bpm)
Redução no débito urinário
Queda do base excess na gasometria arterial
Possível necessidade de transfusão ou intervenção
cirúrgica
Não há rebaixamento de consciência
Choque hemorrágico grave
Hipotensão (pressão arterial sistólica < 90 mmHg)
Frequência cardíaca > 120 bpm
Sinais evidentes de má perfusão: extremidades
frias, palidez, sudorese
Redução marcante no base excess (menor que -10)
Necessidade iminente de controle cirúrgico da fonte
de sangramento e reposição maciça de volume
Tratamento
Choque hemorrágico leve
Resposta rápida e sustentada → Cristalóide +
Transfusão sanguínea improvável
Resposta relativamente rápida e sustentada →
Cristalóide + Transfusão sanguínea possível
Choque hemorrágico moderado
Resposta transitória ao cristalóide →
Transfusão sanguínea provável
Choque hemorrágico grave
Resposta mínima ou ausente ao cristalóide →
Protocolo de transfusão maciça (PTM)
Manejo
2 acessos periféricos de 16 0u 14 G
Cristalóide
- 1000 mL de RL aquecido
- Monitorar resposta
Acesso venoso periférico falhou → Acesso
intraósseo até conseguir o central
- Adultos: Úmero ou tíbia
- Crianças: Fêmur ou tíbia
Tríade letal do trauma
- Acidose → Não se dá bicarbonato
- Coagulopatia → Máximo de 1000 mL de
RL para não diluir o sangue
- Hipotermia → Fluidos aquecidos
Melhora de parâmetros
O principal parâmetro é o débito urinário
Adultos: 0,5 mL/Kg/h
Crianças: 1 mL/Kg/h
< 1 ano: 2 mL/Kg/h
Hipotensão permissiva
Durante a reanimação hemostática
Podemos aceitar uma PA um pouco abaixo do
normal
PAS: 70 - 80 / PAM: 50 - 60
Exceção: TCE, pois esses pacientes precisam
de uma PA maior para manter a pressão de
perfusão cerebral (PPC = PAM - PIC)
Reposição sanguínea precoce
Etiologia do choque hemorrágico
Tórax
Abdome
Pelve e retroperitônio
Ossos longos
Sangramentos externos (chão)
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Baixe Tipos de choque - ATLS e outras Resumos em PDF para Medicina, somente na Docsity!

Choque - ATLS

Introdução

● Tipos de choque:

  • Choque hemorrágico
  • Choque não hemorrágico
    • Choque obstrutivo
    • Choque cardiogênico
    • Choque distributivo (Pode ser dividido em choque neurogênico e choque séptico)

Choque hemorrágico

● Definição de choque: Má perfusão tecidual ● A PA pode estar normal ● Taquicardia + pele fria = Choque hemorrágico até que se prove o contrário OBS.: Toda vítima de trauma está em choque hemorrágico até que se prove o contrário

Classificação

Choque hemorrágico leve

● Presença de sangramento, mas sem repercussões clínicas evidentes ● Sinais vitais dentro da normalidade ● Débito urinário mantido ● Sem alterações na consciência ● Sem necessidade imediata de transfusão ou cirurgia

Choque hemorrágico moderado

● Sem hipotensão, mas pode haver taquicardia leve (até 120 bpm) ● Redução no débito urinário ● Queda do base excess na gasometria arterial ● Possível necessidade de transfusão ou intervenção cirúrgica ● Não há rebaixamento de consciência

Choque hemorrágico grave

● Hipotensão (pressão arterial sistólica < 90 mmHg) ● Frequência cardíaca > 120 bpm ● Sinais evidentes de má perfusão: extremidades frias, palidez, sudorese ● Redução marcante no base excess (menor que -10) ● Necessidade iminente de controle cirúrgico da fonte de sangramento e reposição maciça de volume

Tratamento

Choque hemorrágico leve

● Resposta rápida e sustentada → Cristalóide + Transfusão sanguínea improvável ● Resposta relativamente rápida e sustentada → Cristalóide + Transfusão sanguínea possível

Choque hemorrágico moderado

● Resposta transitória ao cristalóide → Transfusão sanguínea provável

Choque hemorrágico grave

● Resposta mínima ou ausente ao cristalóide → Protocolo de transfusão maciça (PTM)

Manejo

● 2 acessos periféricos de 16 0u 14 G ● Cristalóide

  • 1000 mL de RL aquecido
  • Monitorar resposta ● Acesso venoso periférico falhou → Acesso intraósseo até conseguir o central
  • Adultos: Úmero ou tíbia
  • Crianças: Fêmur ou tíbia Tríade letal do trauma
  • Acidose → Não se dá bicarbonato
  • Coagulopatia → Máximo de 1000 mL de RL para não diluir o sangue
  • Hipotermia → Fluidos aquecidos

Melhora de parâmetros

● O principal parâmetro é o débito urinário ● Adultos: 0,5 mL/Kg/h ● Crianças: 1 mL/Kg/h ● < 1 ano: 2 mL/Kg/h

Hipotensão permissiva

● Durante a reanimação hemostática ● Podemos aceitar uma PA um pouco abaixo do normal ● PAS: 70 - 80 / PAM: 50 - 60 ● Exceção: TCE, pois esses pacientes precisam de uma PA maior para manter a pressão de perfusão cerebral (PPC = PAM - PIC) ● Reposição sanguínea precoce

Etiologia do choque hemorrágico

● Tórax ● Abdome ● Pelve e retroperitônio ● Ossos longos ● Sangramentos externos (chão)

Transfusão sanguínea ● Indicações:

  • Leve: Improvável
  • Moderado: Provável
  • Grave: PTM ● Motivo para fazer hemoderivados: Evitar a tríade letal do trauma (coagulopatia, acidose e hipotermia) Protocolo de transfusão maciça ● Uso de + de 10 CH em 24h da admissão ou uso de
  • de 4 CH em 1h da admissão ● Repor hemácias, plaquetas e plasma na mesma proporção ● Inicia-se o PTM com CH O-, depois faz a tipagem sanguínea para realizar os outros CH ● Indicações:
  • Shock Index (SI = FC/PAS) > 1,
  • ABC score ≥ 2 (FC > 120, PAS < 90, FAST +, trauma penetrante de tórax)
  • Choque grave
  • Não respondedores ● Melhora de parâmetros:
  • Hb 8 - 12
  • Plaqueta > 50.
  • INR < 1,

Quando usar o transamin?

● Indicações:

  • FC > 110, PAS < 90
  • Choque grave
  • Sangramento ativo
  • Resposta transitória ou não respondentes ● Dose inicial: 1g EV em até 3h do trauma; idealmente realizar em 10 min (no atendimento pré-hospitalar). Não atrasa procedimento para fazer o transamin ● Manutenção: 1g EV, correr em 8 horas Choque cardiogênico ● É secundário a defeito na bomba cardíaca (miocárdio) ● IAM ● Contusão cardíaca → Não há tratamento, apenas monitorização cardíaca e suporte Choque obstrutivo ● Ocorre por obstrução do fluxo sanguíneo ● “O sangue não consegue sair do coração” ● Exemplos: Pneumotórax hipertensivo, TEP e tamponamento cardíaco ● A bomba cardíaca funciona, mas existe algo que impede a saída do fluxo sanguíneo Choque neurogênico ● É rara, mas pode ser vista quando há lesões medulares altas ● É um choque distributivo, resultado da perda do tônus simpático, que gera vasoplegia e vasodilatação Quadro clínico ● Déficit neurológico ● Perda do tônus simpático ● Hipotensão ● Ausência de taquicardia compensatória ● Extremidades quentes ● Vasodilatação periférica Conduta ● Não adianta fazer volume ● Faz droga vasoativa (noradrenalina- Dose: 0,01 a 3 mcg/Kg/min) Choque séptico ● Causa incomum de choque logo após o trauma ● Pode ocorrer em casos em que o atendimento médico foi retardado por algum motivo ● Geralmente está associado a lesões de vísceras ocas ou traumas musculoesqueléticos