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relatorio de quimia analítica quantitativa relativo a prática de titulação de complexação
Tipologia: Exercícios
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1.0 Introdução:
A titulação de complexação, titulação complexométrica, complexometria, compleximetria, ou ainda quelatometria, é uma técnica de análise volumétrica na qual a formação de um complexo colorido entre o analito e o titulante é usado para indicar o ponto final da titulação. Titulações complexométricas são particularmente úteis para a determinação de deferentes íons metálicos em solução. Um indicador capaz de produzir uma ambígua mudança de cor é usualmente usado para detectar o ponto final da titulação.
Qualquer reação de complexação pode em teoria ser usada como técnica volumétrica desde que:
Em química analítica a abreviatura "Na 2 H 2 Y" é tipicamente usada para designar EDTA dissódico. Esta abreviatura pode ser usada para denominar qualquer espécie de EDTA. O "Y" representa a molécula de EDTA, e o "H (^) n " designa o número de prótons ácidos ligados à molécula de EDTA.
O EDTA forma um complexo octaédrico com a maioria do cátions metálicos 2+, M2+, em solução aquosa. A principal razão pela qual o EDTA é usado tão extensivamente em padronização de cátions metálicos é que a constante de formação para muitos complexos de cátion metálico-EDTA é muito alta, mantendo que o equilíbrio, segundo a equação:
M 2+^ + H 4 Y → MH 2 Y + 2H +^ (1)
Realizar a reação em uma solução tampão básica remove H +^ assim que ele é formado, o que favorece a formação de complexo EDTA-cátion metálico como produto da reação. Para a maioria dos propósitos pode ser considerado que a formação do complexo EDTA-cátion metálico chegará ao término, e isto é o principal motivo pelo que EDTA é usado em titulações / padronização deste tipo.
Para conduzir titulações de cátion metálico usando EDTA (ver figura 1) é quase sempre necessário usar um indicador complexométrico, usualmente um corante orgânico tal como Preto sulfon rápido, Preto de eriocromo T, Vermelho de eriocromo B ou Murexida, para determinar quando o ponto final tenha sido alcançado. Estes corantes ligam-se aos cátions metálicos em solução e formam complexos coloridos. Entretanto, desde que EDTA liga-se aos cátions metálicos muito mais fortemente que o fazem tais corantes usados como um indicador, o EDTA irá substituir o corante junto ao cátion metálico à medida que é adicionado à solução de analito. Uma mudança de cor na solução sendo titulada indica que todo o corante tenha sido substituido nos cátions metálicos em solução, e que o ponto final foi alcançado.
Figura 1: Complexação de metal Um indicador complexométrico é um corante ionocrômico que passa a uma cor definida em presença de íons metálicos específicos. Ele forma um química com os íons presentes na solução, os quais tem cor significativamente diferente que a forma existente sem o complexo.
Em química analítica, indicadores complexométricos são usados em titulação complexométrica para indicar o exato momento quando todos os íons metálicos na solução são sequestrados por um agente quelante. Tais indicadores são também chamados indicadores metalocrômicos.
O indicador deve estar presente em outra fase líquida em equilíbrio com a fase titulada, o indicador é descrito como indicador de extração. indicadores complexométricos são sensíveis ao ar e se degradam. Quando tais soluções perdem cor durante a titulação, uma gota ou duas de indicador devem ser adicionadas. Indicadores complexométricos são moléculas orgânicas solúveis em água. Alguns exemplos são:
A sigla de CARBONATE HARDNESS, ou dureza de carbonatos, é uma nomenclatura errônea, uma vez que é representada pela presença de bicarbonatos e pode não ter nenhuma relação com a dureza em carbonatos. Na verdade mede a quantidade de íons HCO 3 -. Pode ainda ser subdividida em dureza cálcica e dureza de magnésio.
Tomemos como exemplo a adição de bicarbonato de sódio (NaHCO3), em água com dureza geral zero e dureza em carbonatos também zero. O resultado será uma dureza geral ainda em zero, porém o Kh subirá, porque aumentará a quantidade de íons HCO 3 -^. Ora, já que a dureza geral é a soma dos resultados da temporária e permanente, a temporária também continuaria inalterada diferente da Kh.
O teste de Kh informa a capacidade de absorver os ácidos adicionados à água. Aqui também alguns usam o termo “capacidade de manter o pH estável”, mas apenas quando são adicionados ácidos. Quando adicionadas bases não há nenhuma capacidade de absorção. Por isso, o Kh seria mais bem representado pelo termo CAPACIDADE TAMPÃO ÁCIDA, que muitos usam, há ainda o termo alcalinidade, ou reserva alcalina. Os resultados geralmente são expressos em graus de dureza alemã de carbonatos, ou dKh. O tampão funciona como uma esponja, quando adicionamos ácido, a “esponja” o absorve, se a esponja é grande ela absorverá uma quantidade maior, se for pequena logo se esgotará sua capacidade. Por isso Kh baixo absorve pouco ácido e rapidamente a água acidifica.
Os peixes efetuam constantemente a transferência de nutrientes através de membranas celulares, a alteração de alguns deles afeta seu metabolismo, como funcionamento de alguns órgãos, fertilidade dos ovos, ou ainda o crescimento, onde já é conhecido que a falta de zinco reduz em muito o hormônio responsável pelo crescimento. Não obstante algumas espécies durante gerações criaram exigências, podendo ter uma absorção menor em águas duras (abundantes em compostos mineralizados), ou maior em águas moles.
A representação da dureza da água pode ser representada por GH (GENERAL HARDNESS). Geralmente usam como referência a quantidade de íons de magnésio e cálcio, Mg ++^ e Ca++^ respectivamente. Os kits de teste usam uma equivalência dessa dureza a uma quantidade de CaCO 3 na água. Não quer dizer que seja a presença apenas do CaCO 3. Por isso que encontramos a expressão de partes de CaCO 3 por milhão de partes de água, ou ppm, que dá no mesmo que mg/L. A maioria dos testes utiliza a escala alemã ou dH, cuja relação é 1dH, que é igual a 17,8 a 17,9 ppm de CaCO 3. Cuja convenção do que é água macia (mole) ou dura ficou conforme a seguinte tabela 1:
Concentração Característica 0 a 4 dH ou 0 a 70 ppm Muito macia 4 a 8 dH ou 70 a 140 ppm Mácia 8 a 12 dH ou 140 a 210 ppm Média 12 a 18 dH ou 210 a320 ppm Meio dura 18 a 30 dH ou 320 a 530 ppm Dura Acima de 30 dh ou acima de 530 ppm Muito dura, rocha líquida
3.1 Materiais
4.3 Determinação de magnésio no leite de magnésia
5.1 Preparo de uma solução padrão de EDTA, aproximadamente, 0,01 mol/ L Calculou-se a massa de EDTA necessária para preparar 0,5 L de uma solução padrão de sal dissódico do EDTA de aproximadamente 0,01 mol/L.
Massa Molar do sal dissódico do EDTA 372,24 g/mol
Pesou-se 1, 8614 g de sal dissódico do EDTA e preparou-se a solução
de concentração 0,01 mol/L de EDTA. Esta solução foi estocada em um vidro
de polietileno devido ao fato do EDTA ser um agente complexante e os frascos
de vidro por sua vez, liberam, com o tempo, quantidades apreciáveis de cátions
e ânions para a solução de EDTA.
Lavou-se as vidrarias com água deionizada para eliminar os íons que
poderiam influenciar na complexação.
Calculou-se a concentração da solução de EDTA:
A seguir, coletaram-se os dados de todos os grupos e apresentaram-se os resultados conforme mostrados na Tabela 1.
Tabela 1: Dados de todos os grupos
GRUPO CONCENTRAÇÃO EDTA(mol/L) 1 0, 2 0, 3 0, 4
Cálculo da concentração de CaCO 3 presente na amostra de água :
Massa Molar CaCO 3 = 100,00 g/mol
Amostra I
Amostra II
Amostra III
Cálculo da concentração média de CaCO (^3)
Desvio Padrão
4,
Fator de confiança:
Onde t=4,30 para n-1=
Concentração real de CaCO 3 = 337,67 mg/L ± 11,
A seguir, coletaram-se os dados de todos os grupos e apresentaram-se os resultados conforme mostrados na Tabela 3.
TABELA 3: Dados coletados de todos os grupos
GRUPO CONCENTRAÇÃO CaCO (^3) (mg/L) 1 337,67 +/- 11, 2 334,33 +/- 18, 3 330,67 +/- 8, 4
Amostra 1 = %
Amostra 2 = %
Amostra 3 = %
Cálculo da concentração de Mg(OH) 2 :
Cálculo da concentração de Mg(OH) 2 :
Cálculo da concentração de Mg(OH) 2 :
Tratamento estatístico
Cálculo da porcentagem média da massa de Mg(OH) (^) 2:
Desvio padrão da média:
Cálculo da porcentagem real da massa de Mg(OH) 2 :
Cálculo da concentração média de Mg(OH) 2 :
Desvio padrão da média:
Cálculo da concentração real de Mg(OH) 2 :
A seguir, coletaram-se os dados de todos os grupos e apresentaram-se os resultados conforme mostrados na Tabela 5.
Tabela 5: Dados obtidos por todos os grupos GRUPOS CONCENTRAÇÃO Mg(OH) (^2) (g/mL)
Mg(OH) (^2) 1 2 3 4
Pelo fato de não se obter o ponto de viragem na titulação, foi preciso obter dados de outro grupo. Não detectamos ao certo onde ocorreu o erro, contudo sabemos que a causa não foi a solução de EDTA, uma vez que foram utilizadas soluções de outros grupos.
Com a utilização da técnica de volumetria de complexação obtemos a concentração de CaCO 3 337,67 (mg/L) , caracterizando a amostra como Dura.
Na análise da amostra de leite de magnésia determinamos a
concentração de hidróxido de magnésio que foi de.