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tomate - viroses, Notas de estudo de Agronomia

Viroses do tomateiro

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 01/10/2012

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isabella-coelho-6 🇧🇷

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INTRODUÇÃO
O tomateiro (Lycopersicon esculentum) é uma fanerógama, angiosperma e
dicotiledônea. Trata-se de um fruto, uma vez que é o produto do desenvolvimento
do ovário e do óvulo da flor, formando o pericarpo e as sementes, respectivamente, após
a fecundação. Originário das Américas Central e do Sul; era amplamente cultivado e
consumido pelos povos pré-colombianos, sendo atualmente cultivado e consumido em
todo o mundo. O tomate é uma das hortaliças mais exigentes e suscetíveis a doenças,
por isso o grande interesse no desenvolvimento de novas variedades resistentes. Nesse
artigo iremos falar sobre algumas das principais viroses que atingem essa cultura.
VIROSES NO TOMATEIRO.
Vira-cabeça
Agente causal
Tomato spotted wilt vírus TSWV
Vírus-do-vira-cabeça-do-tomateiro
Biologia do patógeno
O TSWV infecta mais de 650 espécies de plantas. Faz parte do gênero topovirus e da família
Bunyaviridae. É um vírus de planta bastante complexo, possui um envelope originado da célula
hospedeira que contêm em seu interior três moléculas de RNA encapsidada individualmente e
diversas cópias de uma replicase.
Sintomatologia
A suscetibilidade da planta hospedeira e a severidade dos sintomas induzidos por esses vírus
variam consideravelmente, conforme a idade da planta, a época de infecção, as condições
ambientais e o isolado envolvido. Sintomas são anéis necróticos ou cloróticos nas folhas e
frutos, mosaico, nanismo, deformação foliar, necrose severa das hastes e das folhas seguida,
frequentemente, de morte da planta. O sintoma mais comum e severo em plântulas é o
enfezamento. Sementes apresentam-se descoloridas. A produção de tomate perde em qualidade
e em quantidade.
Ciclo da doença e epidemiologia
O TSWV tem como vetor oito espécies de trips, sendo Frankliniella occidentalis a mais
importante. O vírus também causa doença e é replicado nos vetores, infectando inicialmente o
seu intestino, passando para outras células e chegando até as glândulas salivares, de onde são
secretados, pela saliva, na planta. No interior das células da planta as três moléculas de RNA,
denominadas L RNA, M RNA e S RNA, associadas à proteína codificada pelo S RNA, formam
nucleocapsídeos.
Práticas de manejo
As práticas de manejo mais utilizadas são a resistência genética, que podem ser facilmente
superada, e o controle ou evasão do vetor. Plantas transgênicas resistentes ao vírus foram
desenvolvidas em crisântemo, amendoim, fumo e tomate, mas não foram ainda liberadas para
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INTRODUÇÃO

O tomateiro ( Lycopersicon esculentum ) é uma fanerógama, angiosperma e

dicotiledônea. Trata-se de um fruto, uma vez que é o produto do desenvolvimento

do ovário e do óvulo da flor, formando o pericarpo e as sementes, respectivamente, após

a fecundação. Originário das Américas Central e do Sul; era amplamente cultivado e

consumido pelos povos pré-colombianos, sendo atualmente cultivado e consumido em

todo o mundo. O tomate é uma das hortaliças mais exigentes e suscetíveis a doenças,

por isso o grande interesse no desenvolvimento de novas variedades resistentes. Nesse

artigo iremos falar sobre algumas das principais viroses que atingem essa cultura.

VIROSES NO TOMATEIRO.

Vira-cabeça

Agente causal

Tomato spotted wilt vírus TSWV

Vírus-do-vira-cabeça-do-tomateiro

Biologia do patógeno

O TSWV infecta mais de 650 espécies de plantas. Faz parte do gênero topovirus e da família Bunyaviridae. É um vírus de planta bastante complexo, possui um envelope originado da célula hospedeira que contêm em seu interior três moléculas de RNA encapsidada individualmente e diversas cópias de uma replicase.

Sintomatologia

A suscetibilidade da planta hospedeira e a severidade dos sintomas induzidos por esses vírus variam consideravelmente, conforme a idade da planta, a época de infecção, as condições ambientais e o isolado envolvido. Sintomas são anéis necróticos ou cloróticos nas folhas e frutos, mosaico, nanismo, deformação foliar, necrose severa das hastes e das folhas seguida, frequentemente, de morte da planta. O sintoma mais comum e severo em plântulas é o enfezamento. Sementes apresentam-se descoloridas. A produção de tomate perde em qualidade e em quantidade.

Ciclo da doença e epidemiologia

O TSWV tem como vetor oito espécies de trips, sendo Frankliniella occidentalis a mais importante. O vírus também causa doença e é replicado nos vetores, infectando inicialmente o seu intestino, passando para outras células e chegando até as glândulas salivares, de onde são secretados, pela saliva, na planta. No interior das células da planta as três moléculas de RNA, denominadas L RNA, M RNA e S RNA, associadas à proteína codificada pelo S RNA, formam nucleocapsídeos.

Práticas de manejo

As práticas de manejo mais utilizadas são a resistência genética, que podem ser facilmente superada, e o controle ou evasão do vetor. Plantas transgênicas resistentes ao vírus foram desenvolvidas em crisântemo, amendoim, fumo e tomate, mas não foram ainda liberadas para

uso comercial. Uso de inseticidas para controle de trips não é recomendado, pois os inseticidas de contato não atingem o inseto e os sistêmicos não atuam rapidamente para prevenir transmissão viral. Painéis refletores colocados antes do plantio desorientam o trips e inibem a alimentação. A eliminação de trips é possível usando filtragem do ar e uso de portas de entrada em cultivos protegidos. Estratégia de controle integrado envolve cultivar resistente, data de plantio adequada, população de plantas, aplicação de inseticidas, conhecimento do histórico da doença e distribuição das linhas da cultura.

Mosaico-dourado

Agente causal

Tomato Golden mosaic vírus – ToRMV

Tomato clorotic vein vírus – TClVV

Tomato yellow vein streak virus – TYVSV

Tomato rugose mosaic virus – ToRMV

Tomato chlorotic mottle vírus - ToCMV

Biologia do patógeno

Da família Geminiviridae. O genoma é composto por DNA de fita simples circular. A família é dividida em quatro gêneros, com base no número de componentes do genoma, tipo de inseto vetor, gama de hospedeiros, e relacionamento fitogenético: Mastrevirus, Curtovirus, Topovirus e Begomovirus.

Sintomatologia

Os sintomas observados dependem da espécie de vírus. Os sintomas geralmente correspondem mosaico amarelo brilhante, clorose marginal, das folhas e das nervuras e enrolamento foliar. Nanismo, pouca floração e áreas descoloridas dos frutos. Sintomas aparecem a cada 15 a 20 dias após a inoculação.

Ciclo da doença e epidemiologia

Tem como vetor mais importante a Mosca branca - Bemisia tabaci , no Brasil, principalmente, o tipo B.

Mosca-branca: 12 a 15 ciclos por ano; 130 a 300 ovos por ano. A mosca branca só transmite o vírus após um período mínimo de 6 horas da aquisição do vírus e incubação no vetor. Apesar do vírus circular na mosca a vida toda ele não se multiplica no vetor. Existe a possibilidade de transmissão para próximas gerações e de ser transmitido sexualmente (ambos os caso para TYLCV).

Práticas de manejo

Uma medida de controle isolada não será eficiente quando comparada com o controle integrado. O inseto é de difícil controle, aparecendo populações resistentes a inseticida. As variedades no país não apresentam resistência ao vírus. Estratégia de controle integrado envolvem plantas com maior resistência, rotação de cultura, data de plantio adequada, população de plantas, aplicação

Tomato bottom yellow leaf virus

Biologia do patógeno

O vírus do topo amarelo (ToYTV) e do amarelo baixeiro (TBLYV) pertencem ao gênero Luteovirus, que também tem como membro o vírus do enrolamento das folhas da batateira. São vírus que contêm RNA em partículas isométricas. Têm uma gama limitada de hospedeiros, que inclui espécies da família Solanaceae, Amaranthaceae e Cruciferae.

Sintomatologia

A severidade dos sintomas depende da idade e vigor da planta, época de infecção, intensidade luminosa, comprimento do dia e temperatura. Em infecções naturais, sintomas são observados na região apical da planta e são caracterizados por amarelecimento dos ponteiros, crescimento retardado e acentuado enrolamento e amarelecimento das folhas basais. A formação de flores e frutos é drasticamente reduzida. O desenvolvimento da semente é retardado ou ausente.

Ciclo da doença e epidemiologia

Plantas infectadas com o vírus do topo amarelo desenvolvem sintomas 14 a 21 dias após a inoculação. Os Luteovirus são transmitidos por afídeos, incluindo Myzus persicae, de maneira circulativa, não propagativa. O período de aquisição mínima é de 1 hora, com maior eficiência de transmissão quando o período de aquisição for superior a 48 horas. O período latente é variável. Não há nenhuma evidência da replicação dos vírus em afídeos vetores. Não é conhecida sua transmissão por sementes.

Práticas de manejo

A destruição de ervas daninhas hospedeiras dos vírus (maria-pretinha e Datura stramonium ) localizadas próximas aos campos de produção reduz o inóculo primário. A produção de mudas em viveiros situados longe de campos de hospedeiros dos vírus ou em estufas com telas à prova de afídeos, é recomendada. O uso de inseticidas sistêmicos para eliminar afídeos vetores também evita que a doença espalhe-se na cultura. O potencial da utilização de cultivares resistentes está sendo avaliado.

Broto crespo

Agente causal

Geminivirus

Biologia do patógeno

O vírus do broto crespo do tomateiro é membro dos Geminivirus, apresenta partículas isométricas de DNA, geminadas ou simples. Existem muitas estirpes do patógeno que diferenciam-se quanto ao grau de virulência, gama de hospedeiros e sintomatologia. Muitas espécies de plantas são suscetíveis a certa estirpe e imunes a outras.

Sintomatologia

A planta torna-se enfezada, ereta, coriácea e com superbrotamento. Estes sintomas podem assemelhar-se aos de vira-cabeça, pois, muitas vezes, a planta doente apresenta topo com

coloração roxa. No entanto, a ausência de necrose nos folíolos, verificada no broto crespo, diferencia, sintomatologicamente.

Ciclo da doença e epidemiologia

A transmissão do vírus pode ocorrer após um período de aquisição de 1 minuto. A freqüência de transmissão atinge um máximo após um período de aquisição de 2 a 3 dias. O período latente mínimo no vetor é de 4 horas. Sua transmissão na natureza dá-se exclusivamente através de insetos vetores e por enxertia. O vírus, por ser restrito ao floema, não é transmitido mecanicamente, mas pode ser transmitido eficientemente pelo método de picada com agulha ou por um injetor de alta pressurização. Os insetos responsáveis pela transmissão do vírus são as cigarrinhas Agallia albidula, A. ensigera e A. stictiocollils, que apresentam relação vírus-vetor do tipo persistente, sendo circulativo, mas não propagativo, no vetor. Somente o inseto adulto é virulento.

Práticas de manejo

Aplicação de inseticidas em ervas daninhas para prevenir a migração de cigarrinha para o tomateiro é prática recomendada. A eliminação de ervas daninhas hospedeiras, como Datura stramonium, maria-pretinha, carrapicho-de-carneiro e outras solanáceas, ajuda a reduzir fontes de inóculo. O plantio em linhas duplas de tomateiro parece reduzir as perdas devidas à doença. A utilização de variedades resistentes é uma das formas mais efetivas de controle desta virose.