Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Trabalho - bussola, Trabalhos de Engenharia Civil

Trabalho de topografia sobre o funcionamento das bússolas para contribuir com nota de Topografia I EC

Tipologia: Trabalhos

2014
Em oferta
30 Pontos
Discount

Oferta por tempo limitado


Compartilhado em 07/04/2014

estudante-ufpi-9
estudante-ufpi-9 🇧🇷

5

(4)

1 documento

1 / 4

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
01. As bússolas
A bússola é um instrumento de navegação que possui uma agulha imantada que aponta
direções em um mostrador, sendo este estacionário relativo à superfície da Terra. Neste quadro de
referência estão marcados quatro pontos cardeais, nomeados
como norte, sul, leste e oeste. Também são definidas as
direções intermediárias a estes pontos, cujos nomes são
formados por combinações dos nomes dos pontos cardeais
originais, como é o caso do nordeste, do sudeste, do sudoeste e
do noroeste. O diagrama onde estão indicados esses pontos é
chamado de rosa-dos-ventos; ela mostra as direções
mencionadas (com seus nomes geralmente abreviados para as
iniciais) e é desenhada no limbo da bússola. Esse desenho foi
desenvolvido por Aristóteles de Timóstenes, um estudioso de
navegação marítima do Egito antigo (ACZEL, 2002).
A rosa-dos-ventos de Timóstenes possuía 12 direções, de onde se acreditava que vinham os
ventos, relacionando-os aos signos do zodíaco. Quando o aparelho está em uso, a rosa é forçada a se
alinhar com as direções reais, de modo que, por exemplo, a marca "N" na rosa realmente aponta para o
norte. Frequentemente, junto com a rosa ou, por vezes, substituindo a mesma, são desenhadas as
marcações de ângulos em graus no mostrador da bússola. O norte corresponde a zero graus; a partir
daí, os ângulos aumentam no sentido horário, de modo que é a leste é de 90 graus, ao sul é de 180°, e a
oeste é de 270°. Esses números permitem que a bússola seja usada para mostrar azimutes ou rumos
numericamente, que são comumente referidos nesta notação.
A bússola magnética foi um conceito inventado, como nos conta a tradição, pelo povo chinês.
Ela foi usada na dinastia Song pelos militares, para orientação de caravanas no deserto por volta de
1040-1044, e começou a ser usada para a navegação marítima de 1111-1117. O uso de uma bússola é
registrado na Europa Ocidental muito mais tarde, entre 1187 e 1202, e na Pérsia, em 1232. A bússola
seca foi inventado na Europa por volta de 1300. Esse instrumento foi importante para muitas
conquistas da humanidade, inclusive para as Grandes Navegações. Ela foi substituída no início do
século 20 pelo compasso magnético de líquido na navegação marítima. Na topografia, ela é
responsável por determinar a orientação de um levantamento em relação ao norte verdadeiro, bastando
pra isso a determinação do azimute magnético (distância em graus entre a direção visada e o norte
magnético) e da declinação magnética do local. Isso é necessário exatamente pelo fato das bússolas
apontarem para o norte magnético e não para o norte verdadeiro (TULER, 2014).
pf3
pf4
Discount

Em oferta

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Trabalho - bussola e outras Trabalhos em PDF para Engenharia Civil, somente na Docsity!

01. As bússolas

A bússola é um instrumento de navegação que possui uma agulha imantada que aponta direções em um mostrador, sendo este estacionário relativo à superfície da Terra. Neste quadro de referência estão marcados quatro pontos cardeais, nomeados como norte, sul, leste e oeste. Também são definidas as direções intermediárias a estes pontos, cujos nomes são formados por combinações dos nomes dos pontos cardeais originais, como é o caso do nordeste, do sudeste, do sudoeste e do noroeste. O diagrama onde estão indicados esses pontos é chamado de rosa-dos-ventos; ela mostra as direções mencionadas (com seus nomes geralmente abreviados para as iniciais) e é desenhada no limbo da bússola. Esse desenho foi desenvolvido por Aristóteles de Timóstenes, um estudioso de navegação marítima do Egito antigo (ACZEL, 2002). A rosa-dos-ventos de Timóstenes possuía 12 direções, de onde se acreditava que vinham os ventos, relacionando-os aos signos do zodíaco. Quando o aparelho está em uso, a rosa é forçada a se alinhar com as direções reais, de modo que, por exemplo, a marca "N" na rosa realmente aponta para o norte. Frequentemente, junto com a rosa ou, por vezes, substituindo a mesma, são desenhadas as marcações de ângulos em graus no mostrador da bússola. O norte corresponde a zero graus; a partir daí, os ângulos aumentam no sentido horário, de modo que é a leste é de 90 graus, ao sul é de 180°, e a oeste é de 270°. Esses números permitem que a bússola seja usada para mostrar azimutes ou rumos numericamente, que são comumente referidos nesta notação. A bússola magnética foi um conceito inventado, como nos conta a tradição, pelo povo chinês. Ela foi usada na dinastia Song pelos militares, para orientação de caravanas no deserto por volta de 1040-1044, e começou a ser usada para a navegação marítima de 1111-1117. O uso de uma bússola é registrado na Europa Ocidental muito mais tarde, entre 1187 e 1202, e na Pérsia, em 1232. A bússola seca foi inventado na Europa por volta de 1300. Esse instrumento foi importante para muitas conquistas da humanidade, inclusive para as Grandes Navegações. Ela foi substituída no início do século 20 pelo compasso magnético de líquido na navegação marítima. Na topografia, ela é responsável por determinar a orientação de um levantamento em relação ao norte verdadeiro, bastando pra isso a determinação do azimute magnético (distância em graus entre a direção visada e o norte magnético) e da declinação magnética do local. Isso é necessário exatamente pelo fato das bússolas apontarem para o norte magnético e não para o norte verdadeiro (TULER, 2014).

02. Tipos de Bússolas

Existem dois tipos amplamente utilizados e radicalmente diferentes da bússola: a magnética e a giroscópica. A bússola magnética (mais conhecida e acessível) contém um ímã que interage com o campo magnético da Terra e alinha-se com os pólos magnéticos. As bússolas simples deste tipo mostram sentidos em um quadro de referência no qual as direções dos pólos magnéticos estão a norte e sul. Estas direções são chamados norte magnético e sul magnético. Já a bússola giroscópica, contém uma roda interna que gira rapidamente, essa rotação interage de forma dinâmica com a rotação da Terra, devido à lei de conservação do momento angular. Portanto, o eixo da roda aponta para pólos de rotação da Terra. Estas direções são chamados verdadeiro norte e sul verdadeiro , respectivamente. Há outros dispositivos que não são convencionalmente chamados bússolas mas que permitem que os verdadeiros pontos cardeais possam ser determinados. Alguns receptores GPS têm duas ou três antenas fixas, a uma certa distância da estrutura do veículo onde estão instalados, geralmente um avião ou barco. As latitudes e longitudes exatas das antenas podem ser determinado simultaneamente, o que permite o cálculo das direções dos pontos cardeais em relação ao eixo do veículo (a direção em que o nariz está apontando), ao invés de sua direção de movimento, que geralmente é diferente se houver um vento cruzado, no caso de aeronaves. Um desenvolvimento recente é a bússola eletrônica, que detecta a direção sem o uso de partes móveis potencialmente falíveis. Ela usa um giroscópio de fibra ótica ou um magnetômetro. Esse último freqüentemente aparece como um subsistema opcional para receptores GPS portáteis e telefones celulares, quando estes possuem a função de bússola incluída em seus sistemas.

03. A Bússola Magnética

A bússola magnética consiste em um ponteiro magnetizado (marcado geralmente na extremidade norte) que pode girar livremente na horizontal e alinha-se com o campo magnético da Terra. Há também a bússola com agulha solidária em limbo, onde o próprio limbo se move junto com a agulha, ao invés de ser estático, método bastante utilizado em bússolas militares. A bússola melhorou muito a segurança de expedições em locais sem pontos de referência, especialmente no oceano. A bússola pode ser usada para calcular azimutes, usada juntamente com um sextante pode ajudar a obter a latitude, e com um cronômetro marinho pode ser usada para calcular a longitude. Dessa forma, proporciona uma capacidade de navegação excelente, que apenas recentemente foi suplantado por dispositivos modernos, tais como o Sistema de Posicionamento Global (GPS). A bússola é muito estável nas áreas próximas ao equador, mas torna-se imprecisa à medida que se aproxima do "norte magnético", podendo até mesmo indicar erros grosseiros quando está muito próxima a eles, fato que torna a bússola um instrumento pouco útil para navegadores que participam

Referências

ACZEL, Amir D. Bússola: a invenção que mudou o mundo. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 2002 TULER, Marcelo Fundamentos de Topografia. Porto Alegre, Bookman, 2014 GREF, Física 3: Eletromagnetismo. São Paulo: Editora da USP, 2005, vol. 3. Disponível em Acesso em 07/02/