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Trabalho cinemática - Universidade regional de Blumenau - FURB - Centro de ciências tecnológicas - Graduação em Engenharia Química - Disciplina: Mecânica Geral. Cinemática, do grego κινημα, movimento, é o ramo da física que se ocupa da descrição dos movimentos dos corpos, sem se preocupar com a análise de suas causas (Dinâmica). Geralmente trabalha-se aqui com partículas ou pontos materiais, corpos em que ctodos os seus pontos se movem de maneira igual e em que são desprezadas suas dimensões e
Tipologia: Notas de estudo
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Cinematica
1 Conceito:
Cinemática, do grego κινημα , movimento, é o ramo da física que se ocupa da descrição dos movimentos dos corpos, sem se preocupar com a análise de suas causas (Dinâmica). Geralmente trabalha-se aqui com partículas ou pontos materiais, corpos em que todos os seus pontos se movem de maneira igual e em que são desprezadas suas dimensões em relação ao problema.
1.1 Posição, deslocamento e distância percorrida:
Figura 1: Um ônibus se move em uma pista reta e passa pelos pontos P1 e P2 de coordenadas x1 e x2 , respectivamente.
1.3 Aceleração:
A aceleração por si só é uma grandeza vetorial, pois precisa de direção e sentido para ser compreendida.
= lim &→(^ ΔΔ
1.4 Movimentos:
A velocidade de um corpo é relacionada à rapidez com que um determinado corpo muda de posição. Essa mudança de posição pode ser efetuada de diferentes maneiras, e por sua vez, cada maneira caracteriza um determinado tipo de movimento.
Gráficos do Espaço em Função do Tempo (S x t) no MRU Como já apresentado, temos no MRU a função horária: = . Como esta função é de 1° grau, podemos ter os seguintes gráficos S x t para o MRU:
Gráfico do espaço em função do tempo.
Gráficos da Velocidade em Função do Tempo (V x t) no MRU Para o MRU, a velocidade é constante e diferente de zero. Nesse caso a função será uma reta paralela ao eixo dos tempos.
movimento retardado um veiculo freando, pois neste caso o modulo de sua velocidade esta diminuindo.) Outras equações do MRUV: = . 2. ^ ^2. . Δ.
^ ^2. *Δℎ
gol a 3 metros da trave, o trajeto da bola vai ser de aproximadamente 11,59 metros e o cobrador chutar a bola a 90 km/h então a bola chegará no gol em 0,49 s, o goleiro terá de percorrer 3 m em 0,46 s a uma velocidade de 24 km/h, isso é cinemática.
A equação a seguir mostra como a física é usada para calcular a velocidade que a bola pode atingir:
Vejamos a seguir algumas proezas do futebol que pareciam impossíveis, sendo explicadas pela física:
Proeza 1: O chute de Neymar; No ano de 2009 um vídeo divulgado na internet pela Nike mostra o jogador Neymar chutando a bola da lateral do campo e correndo para realizar o gol, será que isso é possível?
D e H, parâmetros importantes na trajetória parabólica da bola.
Para ser possível a proeza de chutar a bola na lateral do campo, perto do pau de escanteio, e correr para receber o próprio lançamento e marcar o gol, o jogador precisaria pelo menos de uns 6s de voo da bola para ter tempo de correr até a área dando um pique de uns 40m. Isso no limite mínimo! Então vamos aos cálculos.
Demonstra-se que:
Isolando V 0 na equação [2] acima teremos:
Substituindo o resultado encontrado na equação [1] e simplificando teremos:
Usando como estimativa de D = 40m, T = 6s e g = 9,8 m/s², podemos calcular a tangente do ângulo de chute e, portanto, descobri o valor de para os valores de T, g e D estimados. Veja:
velocidade alta, perto de 108 km/h, num ângulo próximo de 77º. Assim a bola terá um tempo de voo de cerca de 6s e atingirá uma altura pouco maior do que 43m. Mas que fique claro: fizemos as estimativas usando um modelo idealizado. Logo, encontramos valores limites mínimos. E vimos que estão dentro de possibilidades humanas. Mas convenhamos: não é qualquer jogador que consegue imprimir 108 km/h na bola num chute a 77º com a horizontal. Certo? Sem as aproximações precisaríamos de uma velocidade ainda maior, o que dificulta um pouco mais as coisas. De qualquer forma, a parábola que se vê no vídeo (viral) do Neymar é bem diferente da parábola calculada, não? E isso só reforça a minha conclusão de que o vídeo é montagem!
O vídeo pode ser visto em: http://mais.uol.com.br/view/e8h4xmy8lnu8/neymar-cruza-e-faz-o- gol-duvida-0402183170CCC993A6?types=V,P,T,F,S&
O artigo foi retirado de: http://fisicamoderna.blog.uol.com.br/arch2009-04-26_2009-05- 02.html
Proeza 2: O “gol impossível” de Roberto Carlos; Um grupo de físicos franceses concluiu que o gol de falta marcado pelo lateral Roberto Carlos no empate de 1 a 1 da seleção brasileira com a França em 1997 não foi sem querer e portanto, pode ser repetido. Lembram-se do gol? Aquele em que a bola descreveu uma curva incrível, contornando a barreira pelo lado, e quando parecia que ia para fora, o efeito a levou direto para as redes deixando boquiabertos o goleiro francês Fabian Barthez e todo o mundo que assistia ao jogo.
O artigo foi retirado de: http://www.bbc.co.uk/blogs/legacy/portuguese/esporte/2010/09/
3 Aplicação da Física na Engenharia Química
A engenharia química possui uma grande intimidade com a física, ela é usada amplamente nos cálculos desde reações químicas onde é necessário se saber a velocidade em que esta reação vai ocorrer, até projetos complexos como os de reatores e plantas químicas que envolvem cálculos de velocidade de escoamento de diversos fluidos, força de atrito, perda de carga, velocidade das partículas, etc.
Um exemplo simples do uso da física na engenharia química é o processo de elutriarão utilizado para separar partículas finas, de tamanho inferior ao que pode ser separado por peneiras, podendo ser na separação de sólido em uma mistura ou de um mesmo material de diferentes tamanhos, onde se é utilizado um fluido de transporte, geralmente a água. A separação consiste em comunicar a suspensão em movimento ascendente num tubo vertical com velocidade superior a velocidade terminal de decantação das partículas finas. As partículas maiores, que se sedimentam com velocidade maior que a do fluido ascendente são coletadas no fundo da coluna e as menores são arrastadas pelo topo, juntamente com o fluido. Dessa maneira, suponhamos que no caso de duas partículas, tendo diferentes velocidades de sedimentação, sejam colocadas numa corrente ascendente de água, se a velocidade da água for ajustada num valor entre as duas velocidades terminais, haverá separação das partículas. Aquela com menor velocidade de sedimentação será arrastada para cima, enquanto a que tiver maior velocidade se sedimentara no fundo do vaso. Podem-se usar diversas colunas de diâmetros diferentes em série, para se conseguir uma melhor separação. Para que uma partícula se desloque através de um fluido, é necessário que exista uma força diferencial de densidade entre a partícula e o fluido, e obviamente, que uma força externa atue sobre o sistema proporcionado um movimento relativo sólido-fluido. A força externa normalmente é gravitacional, mas quando a partícula é muito pequena, torna- se ineficaz a gravidade para movê-la através do fluido, aplica-se uma força centrífuga. Quanto maior a diferença de densidades, mais eficaz é o processo. A elutriação se aplica para determinar exatamente a distribuição por tamanho e a natureza dos materiais demasiadamente finos. Sendo relativamente mais rápido em comparação com o peneiramento. O uso da elutriação se dá na separação de alguns produtos agrícolas, como milho, arroz, soja e café. Onde a palha pode ser removida pelo processo de elutriação, ou seja, por uma corrente gasosa ascendente.