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materiais reciclaveis
Tipologia: Trabalhos
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1.1 Histórico O primeiro contato do homem com materiais resinosos e graxas extraídas e/ou refinadas se deu na Antigüidade, com os egípcios e os romanos, que os usaram para carimbar, colar documentos e vedar vasilhames. No século XVI, espanhóis e portugueses tiveram o primeiro contato com o produto extraído da seringueira. Esse extrato, produto da coagulação e secagem do látex, apresentava características de alta elasticidade e flexibilidade desconhecidas até então que recebeu o nome de borracha pela sua capacidade de apagar marcas de lápis. Sua utilização foi bastante restrita até a descoberta da vulcanização por Charles Goodyear, em 1839 que confere à borracha as características de elasticidade, não-pegajosidade e durabilidade. Em 1846, Christian Schónbien, químico alemão, tratou o algodão com ácido nítrico, dando origem à nitrocelulose, primeiro polímero semi-sintético.
Em 1862, o inglês Alexander Parker dominou completamente essa técnica, patenteando a nitrocelulose (ainda é comum a cera Parquetina, nome derivado de Parker). Em 1897, Krishe e Spittller, na Alemanha, conseguiram um produto endurecido por meio da reação de formaldeído e caseína, uma proteína constituinte do leite desnatado (Canevarolo, 2002). No início do século XX, ficou provado que alguns materiais, produzidos pela Química incipiente do final do século e que até então eram considerados como colóides, consistiam na verdade de moléculas gigantescas, que podiam resultar do encadeamento de 10.000 ou mais átomos de carbono. Quando suas estruturas químicas não apresentavam unidades estruturais regularmente repetidas, essas moléculas foram chamadas macromoléculas. Os memoráveis trabalhos de Staudinger, considerado pai dos polímeros, corroborados pelas investigações de outros pesquisadores, como Mark e Marvel, comprovaram que a natureza dessas macromoléculas era semelhante à das moléculas pequenas, já conhecidas, e possibilitaram o desenvolvimento dos materiais poliméricos de modo muito acentuado (Mano, 2000). O primeiro polímero sintético foi produzido por Leo Baekeland em 1912, obtido pela
reação entre fenol e formaldeído. Essa reação produzia um produto sólido (resina fenólica), hoje conhecido por baquelite, termo derivado do nome de seu inventor (Canevarolo, 2002). Muitos dos plásticos, borrachas e materiais fibrosos que nos são úteis nos dias de hoje consitem em polímeros sintéticos. De fato, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o campo dos materiais foi virtualmente revolucionado pelo advento dos polímeros sintéticos. Os materiais sintéticos podem ser produzidos de maneira barata, e as suas propriedades podem ser administradas num
nível em que muitas delas são superiores às suas contrapartes naturais
Definição de Polímeros A palavra polímero origina-se do grego poli (muitos) e mero (unidade de repetição). Assim, um polímero é uma macromolécula composta por muitas (dezenas de milhares) de unidades de repetição denominadas meros, ligados por ligação covalente. A matéria-prima para a produção de um polímero é o monômero, isto é, uma molécula com uma (mono) unidade de repetição (Canevarolo, 2002).
Classificações Dependendo do tipo de monômero (estrutura química), do número médio de meros por cadeia e do tipo de ligação covalente, poderemos dividir os polímeros em três grandes classes: Plásticos, Borrachas (ou Elastômeros) e Fibras (Canevarolo, 2002). Uma classificação mais abrangente cita ainda os Revestimentos, os Adesivos, as Espumas e as Películas (Callister, 2002). Muitos polímeros são variações e/ou desenvolvimentos sobre moléculas já conhecidas podendo ser divididos em quatro diferentes classificações
F 0 9 5 F 0 2 0 Quanto à estrutura química; F 0 9 5 F 0 2 0 Quanto ao método de preparação; F 0 9 5 F 0 2 0 Quanto ao comportamento mecânico; F 0 9 5 F 0 2 0 Quanto ao desempenho mecânico
Resistência a Intempéries e Ações Químicas As características mecânicas dos polímeros são muito sensíveis à natureza química do ambiente, ou seja, na presença de água, oxigênio, solventes orgânicos, etc. (Callister, 2002).
Os polímeros podem ser usados para instalações prediais de água, esgoto sanitário e captação e condução de águas pluviais. Em instalações hidráulicas prediais de água, há uma utilização cada vez maior dos seus componentes produzidos em polímeros. No caso do PVC (poli cloreto de vinila), segundo o manual TRIKEM (1988), é utilizado basicamente para a condução ou manuseio de água à temperatura ambiente e no caso da condução de água quente são indicadas às tubulações de CPVC (poli cloreto de vinila clorado), semelhante ao PVC, porém com maior estabilidade em relação à água quente. As tubulações baseadas em PVC são indicadas para aplicações em edificações residenciais, comerciais e industriais.
CONCLUSÕES Desde as primeiras aplicações de materiais poliméricos pelo homem, o avanço no campo da pesquisa e também das tecnologias de processamento dos mesmos, permitiu que os polímeros fossem empregados em diversos segmentos da indústria, aproveitando-se de suas propriedades, e adequando-as às necessidades de cada aplicação. Na indústria da construção civil este avanço permitiu, entre outras coisas, a substituição de materiais clássicos como o vidro e a madeira, exibindo, à primeira vista, a promessa de diminuição do impacto ambiental gerado pela extração destes
produtos naturais.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CALLISTER Jr., William D. Ciência e Engenharia dos Materiais – Uma Introdução. LTC – Livros Técnicos e Científicos S.A. Rio de Janeiro, 2002. CANEVAROLO Jr., Sebastião V. Ciência dos Polímeros – Um Texto Básico para Tecnólogos e Engenheiros. Artliber Editora. São Paulo, 2002.