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APLICAÇÕES DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS ORDINÁRIAS EM CIRCUITOS ELÉTRICOS
Tipologia: Provas
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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS UNIDADE CONTAGEM Engenharia Mecânica Noite -3º Período
Cleiton Rodrigues
Davi Moura Fabrício de Matos
Felipe Roberto
Guilherme César
Jorge Dayvison
Luís Fernando
Pedro Igor
Washington Maciel Willey Rodrigues.
PROFESSOR: João Ricardo Siqueira de Oliveira
Maio, 2011
As equações diferencias são objeto de intensa atividade de pesquisa pois apresentam aspectos puramente matemáticos e uma multiplicidade de aplicações práticas em diversas áreas como, medicina, engenharia, química, biologia,etc. Estas equações estão relacionadas com vários fenômenos físicos tais como: mecânica dos fluidos, fluxo de calor, vibrações, circuitos elétricos, reações químicas, dentre várias outros. Além de apresentarem diversas ramificações, neste trabalho abordaremos especificamente as equações diferenciais ordinárias equações que só apresentam derivadas ordinárias - em relação a uma variável. As equações diferenciais ordinárias (EDOs) modelam vários fenômenos físicos do nosso cotidiano, tanto no campo da engenharia como das ciências físicas e sociais, o que justifica o estudo destes tipos de equações. A aplicações de equações diferencias ordinárias na análise de circuitos elétricos é o nosso objetivo.
Fenômenos físicos freqüentemente envolvem relações entre uma variável independente x e uma variável dependente y , tais relações não são fáceis ou mesmo possíveis de serem descritas com uma função de variável independente[1]:
Às vezes podemos estabelecer a relação entre y e x através de seus valores e derivadas da função desconhecida. Em circuitos elétricos, por exemplo, desejamos encontrar a tensão como uma função do tempo, v(t), que pode ser escrita como uma relação das derivadas de v no tempo e das propriedades do circuito. Uma função expressa como uma função da variável independente x, da variável independente y e suas derivadas é dita equação diferencial.
Para compreendermos a análise dos circuitos de 1ª e 2ª ordem, é importante termos em mente alguns conceitos básicos de eletricidade: a. A intensidade da corrente elétrica i é a taxa de variação da carga elétrica Q em relação ao tempo que passa por uma seção transversal de um condutor, isto é. b. A capacitância C de um capacitor a uma carga elétrica Q, com uma diferença de potencial v entre as placas é. c. A lei de Ohm: a diferença de potencial V nos terminais de um resistor de resistência R submetido a uma intensidade de corrente I é dada por
3.1. Modelagem de Equações Diferenciais com Circuitos elétricos
Objetivando ilustrar a modelagem de equações diferenciais desenvolveremos a seguir modelos de sistemas dinâmicos e demonstraremos exemplos práticos.
▲ Circuito RC ▲ Circuito RLC
3.1. Circuito RC
Figura 1: Circuito RC[3] O circuito RC, como ilustra a figura 1, é um circuito que tem um resistor de resistência R, um capacitor de capacitância C e um gerador que gera uma diferença de potência ou uma força eletromotriz E(t) ligados em série. A queda de potencial num resistor de resistência R é igual a e num capacitor de capacitância C é igual a . Pela segunda lei de Kirchoff (lei das malhas) a soma das forças eletromotrizes (neste caso apenas E(t)) é igual a soma das quedas de potencial(neste caso na resistência e no capacitor), ou seja,[4]
Como , então a carga q(t) no capacitor satisfaz a equação diferencial:
Exemplo prático
Substituindo os valores iniciais t=0 e Q=0 obtemos:
Logo,
Sabendo que
Com a equação da corrente, podemos encontrar a tensão do resistor (Vr(t)) e com a equação da carga, encontramos a tensão do capacitor.
3.2. Circuito RLC
Figura 3: Circuito RLC[3]
Um circuito RLC é mostrado na figura 3, que é formado por um capacitor, um resistor e um indutor ligados em série a um gerador. A queda de potencial num resistor de resistência R é igual a , num capacitor de capacitância C é igual a e em um indutor de indutância L é igual a. Pela segunda lei de kirchoff(lei das malhas) a soma das forças eletromotrizes(neste caso apenas E(t) é igual a soma das quedas de potencial(neste caso na resistência, no capacitor e no indutor), ou seja,[4]
Substituindo-se obtemos uma equação diferencial de 2ª ordem para a carga elétrica no capacitor.
Com condições iniciais e. uma equação diferencial de 2ª ordem para a corrente elétrica no circuito pode ser obtida derivando-se a equação (20), ou seja
Substituindo
Com condições iniciais e. A última condição é obtida usando a equação 21.
Exemplo prático
Como já foi visto nas seção 3.1.2 a equação linear de segunda ordem pra a corrente do circuito é:
Representando ,e reescrevendo a equação acima temos:
E substituindo os dados temos:
De acordo com a condição inicial i(0)=0 ,
Substituindo os valores:
Onde
é a equação homogênea é a equação particular
A equação característica é
Resolvendo e equação(32), temos que as raízes da equação é e
Como obteve 2 raízes complexas pode ser dizer que representa um circuito subamortecido cuja a solução real é:
Logo,
Agora encontra-se a solução particular da equação não homogênea:
Sendo
Obtemos
A=0.
Assim a solução geral é
Sendo
Solução:
A equação (46) representa a equação diferencial para a carga no capacitor:
Substituindo os dados do circuito temos
Derivando a equação geral:
Substituindo as condições iniciais (t=0), q(t)=0, q’(t)=0 obtemos
Logo a solução geral da equação é:
[1]C.Eduardo, Equações Diferenciais Ordinárias-Modelagem de Sistemas Dinâmicos, Departamento de Automação de Sistemas.UFSC,DAS-5103: Cálculo Numérico Controle e Automação.
[2]J.R kaschny, Análise de Circuitos 1ª e 2ª Ordem
[3]S.N.Patrícia, Equações Diferenciais Ordinárias, Universidade do Rio de Janeiro(2005)
[4] S.J.Reginaldo, Introdução as Equações Diferenciais Ordinárias, Universidade Federal de Minas Gerais.Julho,2010.
Maio 2011