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Trabalho de Projeto Elétrico, Trabalhos de Análise de Redes Elétricas

Projeto Elétrico feito para a disciplina de Eletricidade

Tipologia: Trabalhos

2020

Compartilhado em 03/10/2020

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josue-barros-13 🇧🇷

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE
ESCOLA DE ENGENHARIA
ELETRICIDADE
Memorial de Cálculo: Projeto Elétrico
André Luis Cardoso 66990
Camilo José Esposito - 66997
Felipe Rafalski - 71714
Josué Barros 71314
Lázaro Henrique - 87001
Marco Henrique Ritt 70434
Rio Grande, novembro de 2019
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE

ESCOLA DE ENGENHARIA

ELETRICIDADE

Memorial de Cálculo: Projeto Elétrico

André Luis Cardoso – 66990

Camilo José Esposito - 66997

Felipe Rafalski - 71714

Josué Barros – 71314

Lázaro Henrique - 87001

Marco Henrique Ritt – 70434

Rio Grande, novembro de 2019

1. Introdução

Neste memorial de cálculo foram dimensionados, para a planta fornecida

no Anexo I, os Sistemas Elétricos de Iluminação e Tomadas até o Quadro de

Distribuição (QDIT), os Sistemas Elétricos dos Motores da área Industrial até o

Centro de Controle de Motores (CCM), as proteções e condutores para estes

sistemas elétricos e as proteções para o QDIT e o CCM. Como também foram

dimensionados os condutores que ligam o QDIT e o CCM ao Quadro de

Distribuição Principal (QDP), a proteção do QDP e o barramento que ligará ele

ao Transformador (TRAFO).

2. Cálculos

O diagrama do QDIT, CCM, QDP e TRAFO está representado na Figura

Figura 1. Diagrama do Projeto.

2.1. Dimensionamento dos Sistemas Elétricos de Iluminação e

Tomadas

Os cálculos para o dimensionamento destes Sistemas Elétricos são

baseados na norma NBR5410/2004. E os cálculos para o Projeto Luminotécnico

foram baseados pela norma NBR ISO/CIE 8995-1.

O projeto dos Sistemas Elétricos de Iluminação e Tomadas deve

considerar:

  • Luminária Phillips TCK47 com 4 lâmpadas fluorescentes de 40 W;
  • Pé direito de 4 m. Cores da parede e do teto claros, e a cor do piso

escura;

Entretanto, o projeto luminoso tem que considerar o Projeto

Luminotécnico que é baseado pela NBR ISSO/CIE 8995-1. Para o projeto

luminotécnico foi utilizado o Método dos Lúmens.

O Método dos Lúmens é o método mais utilizado para determinação do

fluxo luminoso em um ambiente, considerando as variáveis do ambiente e da

lâmpada. A equação do método é:

Onde:

𝛷: fluxo luminoso em lumens;

𝐸: iluminância ou nível de iluminação em lux;

𝑆: área do recinto em m²;

𝜇: coeficiente de utilização;

𝑑: fator ou coeficiente de depreciação.

A partir do fluxo luminoso total define-se o número de pontos baseado no

fluxo individual de cada lâmpada.

𝑛: número de lâmpadas;

𝛷: fluxo luminoso em lumens;

𝜙: fluxo luminoso de cada lâmpada.

A iluminância (E) é obtida através da NBR ISO/CIE 8995-1, considerando

a tarefa que será desenvolvida, a idade da pessoa que utilizará o ambiente, entre

outros detalhes que aparecem na norma.

O coeficiente de utilização (μ) é determinado através da distribuição e

absorção da luz pelas luminárias, do índice local (K) relativo aos dados do

ambiente e do fator de reflexão dado pelas cores de teto, paredes e piso.

O fator de depreciação (d) é fornecido pelo fabricante da luminária nos

manuais e catálogos disponíveis.

O índice local pode ser calculado por:

Onde:

K: fator ou índice do local;

C: comprimento do local em m;

L: largura do local em m;

H: altura do local em m.

Para determinar o fator de utilização, é calculado o K com os índices de

reflexão de parede, encontrando no catálogo da luminária o fator μ.

Através Figura 2 é obtido o fator de depreciação igual à d = 0,75 para

luminária comercial.

Figura 2. Fator de depreciação do serviço da luminária.

Na Tabela 3 é mostrado os resultados dos cálculos do Projeto

Luminotécnico.

2.1.2. Projeto de Tomadas

Pela NBR5410/2004 tem-se uma previsão mínima de carga para

tomadas. Para as tomadas de uso geral (TUG), a quantidade varia conforme a

área onde é instalada.

Em banheiros, subsolos, garagens, sótão, halls de escadaria, sala de

máquinas ou afins, deve-se ter pelo menos uma TUG. Em cozinhas, copas,

áreas de serviço e locais análogos deve ser previsto pelo menos uma TUG a

cada 3,5 m de perímetro ou fração. Nos demais cômodos, uma TUG para áreas

de até 6 m² e para áreas superiores uma TUG para cada 5 m de perímetro.

A potência das TUG’s deve seguir as seguintes considerações:

  • Em cozinhas, copas, áreas de serviço e locais análogos, 600 VA

para os 3 primeiros pontos e 100 VA para os pontos

sobressalentes;

  • Nos demais cômodos 100 VA por ponto.

As tomadas de uso específico (TUE) devem obedecer ao equipamento

que a utilizará.

A divisão das cargas de iluminação e tomadas de uso geral (TUG’s) em

circuitos geralmente consideram o fator de proximidade. Para as TUE’s, deve-se

possuir um circuito único para cada equipamento.

Sendo assim, a Carga Mínima para as Tomadas é mostrada na Tabela 5.

Tabela 5. Carga Mínima para as Tomadas.

Circuito Tipo Tensão (V) Local

Potência Corrente

Qtd Potência (VA) TOTAL (VA) (A)

4 TUG 220 Cozinha 3 600 1800 8,

5 TUG 220

Vestiário 4 100

Banheiro 3 100

6 TUG 220

Administração I 7 100

Administração II 6 100

7 TUG 220 Área Industrial 9 100 900 4,

8 TUG 220 Subestação 3 100 300 1,

9 TUE 220 Banheiro 1 7500 7500 34,

10 TUE 220 Ar Condicionado 1 1900 1900 8,

11 TUE 220 Ar Condicionado 1 1900 1900 8,

12 TUE 380 Área Industrial 1 3000 3000 7,

13 TUE 380 Área Industrial 1 3000 3000 7,

14 TUE 380 Área Industrial 1 3000 3000 7,

15 TUE 380 Área Industrial 1 3000 3000 7,

16 TUE 380 Área Industrial 1 3000 3000 7,

17 TUE 380 Área Industrial 1 3000 3000 7,

TOTAL 34300 121,

2.1.3. Dimensionamento dos Condutores

O dimensionamento dos condutores deve ser feito pelo método CCC e

pelo método da Queda de Tensão (QT). É elaborada uma tabela que identifica

os circuitos e os condutores dimensionados por cada método.

A queda de tensão admitido segundo a NBR5410/2004 é de 7% entre o

próprio transformador e o ponto de utilização. Esses 7% são divididos em: 3%

entre o transformador e o QDP, 2% entre o QDP e o QDIT, e 2% entre o QDP e

o CCM. Além de 2% entre o QDIT/CCM e os pontos de utilização.

O método QT é dada pela equação a seguir:

Onde:

∆𝑉: queda de tensão;

e: queda de tensão máxima admitida (%);

V: tensão nominal (V);

L: comprimento do circuito (km);

I: corrente corrigida se necessário (A).

Na Tabela 6 é mostrado os resultados do dimensionamento dos

condutores do Sistema Elétrico de Iluminação e Tomadas junto com o valor dos

disjuntores que protegerão cada circuito.

Figura 3. Tabela com os tamanhos dos eletrodutos.

Na Tabela 7 é mostrado os resultados dos dimensionamentos dos

eletrodutos.

Tabela 7. Dimensionamento dos Eletrodutos.

Dimensionamento dos Eletrodutos

Eletroduto Circuito

Seção Nominal

(mm²)

Número de

Condutores

Tamanho Nominal do

Eletroduto (mm)

Na Tabela 8 é mostrado os resultados da potência total e da corrente

máxima do QDIT.

Tabela 8. Potência Total e Corrente Máxima do QDIT.

Quadro de Distribuição

Potência (kVA) Corrente (A)

2.1.5. Dimensionamento da Proteção do QDIT

Para determinar o dispositivo de proteção do QDIT deve-se utilizar o

método que considera a carga total instalada (35,82 kVA) e o fator de demanda

para escritório: 1 para os primeiros 20 kVA e 0,70 para o restante. Então, a

potência demandada fica:

A corrente demandada, considerando fator de potência (FP) igual à 1, é

dada pela equação:

𝑝

Tabela 9. Quadro de Distribuição.

Quadro de Distribuição

Potência (VA) Corrente (A) Disjuntor (A)

TOTAL 31074 47,21 50

2.2. Dimensionamento dos Sistemas Elétricos do Centro de Controle

de Motores

Para o dimensionamento dos Sistemas Elétricos do Centro de

Controle de Motores, é necessário calcular as correntes dos motores

considerando suas eficiências e seus fatores de potência. A corrente dos

motores é calculada por:

M13 2000 0,82 0,75 4,

M14 2000 0,82 0,75 4,

TOTAL 96,10 kVA TOTAL 20 0,

Demanda 67,27 kVA Demanda 102,

2.2.1. Dimensionamento dos Condutores

Para o dimensionamento dos condutores, que ligará o CCM as

máquinas, será utilizado os mesmos métodos CCC e QT que foram utilizados

nas escolhas dos condutores para iluminação e tomadas.

Os dispositivos de proteção de partida dos motores serão Soft Starter

e foram selecionados através dos catálogos da WEG.

Na Tabela 11 está o resultado do dimensionamento dos condutores os

Soft Starter escolhido para cada motor.

Tabela 11. Dimensionamento dos Condutores e

Dimensionamento dos Condutores

Circuito Corrente CCC

Comprimento -

L (m)

QT

(mm²)

Escolhido Soft Starter

M1 18,48 2,5 mm² 18,5 1,39 2,5 mm² SSW-02.

M2 18,48 2,5 mm² 20,5 1,54 2,5 mm² SSW-02.

M3 18,48 2,5 mm² 22,5 1,69 2,5 mm² SSW-02.

M4 18,48 2,5 mm² 20,5 1,54 2,5 mm² SSW-02.

M5 18,48 2,5 mm² 22,5 1,69 2,5 mm² SSW-02.

M6 26,22 4 mm² 10 1,07 4 mm² SSW-02.

M7 26,22 4 mm² 10 1,07 4 mm² SSW-02.

M8 26,22 4 mm² 12 1,28 4 mm² SSW-02.

M9 4,94 2,5 mm² 8,5 0,17 2,5 mm² SSW-02.

M10 4,94 2,5 mm² 10 0,20 2,5 mm² SSW-02.

M11 4,94 2,5 mm² 12,5 0,25 2,5 mm² SSW-02.

M12 4,94 2,5 mm² 14 0,28 2,5 mm² SSW-02.

M13 4,94 2,5 mm² 14,5 0,29 2,5 mm² SSW-02.

M14 4,94 2,5 mm² 16 0,32 2,5 mm² SSW-02.

2.2.2. Dimensionamento dos Eletrodutos

O dimensionamento dos eletrodutos será feito da mesma forma que

foi feito no item 2.1.4. Sendo assim, os resultados dos eletrodutos para os

condutores que ligam o CCM às máquinas é mostrado na Tabela 12.

Tabela 12. Dimensionamento dos Eletrodutos

Dimensionamento dos Eletrodutos

Eletroduto Circuito

Seção

Nominal

(mm²)

Número de

Condutores

Tamanho Nominal

do Eletroduto (mm)

1 M1 2,5 3 16

2 M2 2,5 3 16

3 M3 2,5 3 16

4 M4 2,5 3 16

5 M5 2,5 3 16

6 M6 4 3 16

7 M7 4 3 16

8 M8 4 3 16

9 M9 2,5 3 16

10 M10 2,5 3 16

11 M11 2,5 3 16

12 M12 2,5 3 16

13 M13 2,5 3 16

14 M14 2,5 3 16

2.2.3. Dimensionamento da Proteção do CCM

O dispositivo de proteção geral do CCM precisa atender termo

(sobrecorrente) e magneticamente (curto circuito) o barramento que alimenta

todos os motores do mesmo.

O dispositivo térmico pode ser acoplado à um contator comum, já o

dispositivo magnético pode ser um fusível tipo NH ou Diazed. Neste projeto

foi selecionado um fusível do tipo NH para o dispositivo magnético.

Para o dimensionamento do fusível NH, o critério passa a contar o

tempo de partida. E para este projeto o tempo de partida foi adotado como

TP = 10 s.

Assim, utilizando a curva do fusível NH foi selecionado o fusível

adequado que é mostrado na Tabela 13, junto com o disjuntor.

Tabela 13. Proteção Geral do CCM

Proteção Geral do CCM

Corrente (A) Termo Fusível NH

102,2 120 A 35 A

2.3.3. Dimensionamento do Barramento do QDP

Para dimensionar o barramento do QDP deve-se considerar as correntes

das proteções de derivação do QDP. Somando os valores nominais dessas

correntes, é possível selecionar o barramento de acordo com a NBR5410/2004.

Sendo assim:

𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜

𝑄𝐷𝐼𝑇

𝐶𝐶𝑀

A Tabela 16 mostra o barramento selecionado, a corrente que o

barramento suporta e o dispositivo de proteção geral dimensionado.

Tabela 16. Dimensionamento do Barramento do QDP.

Barramento QDP

Dimensões

(in)

Corrente Proteção

1 x 1/8 250 A 200 A

2.4. Dimensionamento do Transformador

Para o dimensionamento do transformador foram considerados as

demandas dimensionadas ao longo do projeto com um fator de folga em torno

de 20%.

𝑚á𝑥

𝑄𝐷𝐼𝑇

𝐶𝐶𝑀

Na Tabela 17 é mostrado a potência do transformador selecionado.

Tabela 17. Dimensionamento do Transformador.

Dimensionamento do Transformador

Demanda

Total (kVA)

Demanda

Máxima (kVA)

Potência Transformador

(kVA)

E o dimensionamento do condutor do transformador para o QDP é usando

o método CCC. A corrente máxima do transformador é obtida considerando a

eficiência e o fator de potência dele.

A equação para determinar a corrente máxima é:

O condutor selecionado é mostrado na Tabela 18.

Tabela 18. Dimensionamento do Condutor TRAFO – QDP.

Dimensionamento Condutor Transformador - QDP

Corrente (A) CCC

261,1 120 mm²

3. Diagrama Final do Projeto

O diagrama final do projeto com as proteções e os condutores do

transformador até chegar no QDIT e no CCM é mostrada na Figura 6.

Figura 6. Diagrama Final do Projeto

Em anexo segue a planta da distribuição da Iluminação e Tomadas com

o QDIT e a planta das máquinas com o CCM.