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Trabalho Didática 2, Notas de estudo de Enfermagem

Análise do filme Pet Adams e a humanização

Tipologia: Notas de estudo

2014

Compartilhado em 20/05/2014

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mauricio-nunes-guimaraes-5 🇧🇷

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Gostaria primeiro de rememorar um pouco da vida do personagem Pet Adams. Após
tentar se suicidar, ele voluntariamente se interna em um sanatório, onde descobre um
verdadeiro dom de querer ajudar outros internos, e decide ser médico para poder
ajudar as pessoas.
Chama-me a atenção o fato de ele decidir. Decisão é o ponto de partida para o
sucesso. Isso denota liberdade, desprendimento e foco no objetivo. A decisão de Pet
ultrapassou os limites do profissionalismo ou mesmo da satisfação pessoal, visto que
medicina é uma profissão de elite. Ele encontrou o sentido da sua vida em ajudar as
pessoas a se libertarem da prisão a que ele mesmo havia experimentado.
Augusto Cury diz que a pior prisão do mundo não é a que restringe os movimentos do
corpo, mas a que confina os pensamentos e controla a emoção e, consequentemente,
engessa a capacidade de pensar e impede a poesia da vida. Pet se libertou dessa
prisão no momento em que ele percebeu que poderia ajudar as pessoas.
Contextualizada a vida do personagem, incluirei na discussão a enfermagem. A
enfermagem tomou forma de ciência em meados na década de 1960 quando
profissionais da área começaram a teorizar sobre as diversas formas de cuidado. Várias
teorias surgiram, e algumas delas em contradição ao método Cartesiano, que se
propagou por todos os conhecimentos, inclusive nas ciências da saúde. A aplicação do
método cartesiano na medicina, grosso modo, entendia que o ser humano deveria ser
dividido em partes e a doença tratada separadamente, ou seja, tratava-se apenas a
doença instalada na cabeça, rins, fígado etc., sem se preocupar com o resto do corpo.
Como resultado disso, temos as diversas especializações médicas atualmente.
No sentido oposto ao método cartesiano, temos a teoria holística da enfermagem. Ela
vê o homem como um todo dinâmico em constante interação com o meio em que ele
está inserido. A Teoria humanística por sua vez, entende o cuidado do enfermeiro
como uma interação entre o profissional e o paciente, valorizando assim o que ele
pensa, fala e todas as suas manifestações.
Voltando ao filme e à Pet Adams, me parece que ele entendeu que o ser humano não
é um ser mecânico composto de partes acopladas, mas de um conjunto de corpo,
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Gostaria primeiro de rememorar um pouco da vida do personagem Pet Adams. Após tentar se suicidar, ele voluntariamente se interna em um sanatório, onde descobre um verdadeiro dom de querer ajudar outros internos, e decide ser médico para poder ajudar as pessoas.

Chama-me a atenção o fato de ele decidir. Decisão é o ponto de partida para o sucesso. Isso denota liberdade, desprendimento e foco no objetivo. A decisão de Pet ultrapassou os limites do profissionalismo ou mesmo da satisfação pessoal, visto que medicina é uma profissão de elite. Ele encontrou o sentido da sua vida em ajudar as pessoas a se libertarem da prisão a que ele mesmo havia experimentado.

Augusto Cury diz que “a pior prisão do mundo não é a que restringe os movimentos do corpo, mas a que confina os pensamentos e controla a emoção e, consequentemente, engessa a capacidade de pensar e impede a poesia da vida”. Pet se libertou dessa prisão no momento em que ele percebeu que poderia ajudar as pessoas.

Contextualizada a vida do personagem, incluirei na discussão a enfermagem. A enfermagem tomou forma de ciência em meados na década de 1960 quando profissionais da área começaram a teorizar sobre as diversas formas de cuidado. Várias teorias surgiram, e algumas delas em contradição ao método Cartesiano, que se propagou por todos os conhecimentos, inclusive nas ciências da saúde. A aplicação do método cartesiano na medicina, grosso modo, entendia que o ser humano deveria ser dividido em partes e a doença tratada separadamente, ou seja, tratava-se apenas a doença instalada na cabeça, rins, fígado etc., sem se preocupar com o resto do corpo. Como resultado disso, temos as diversas especializações médicas atualmente.

No sentido oposto ao método cartesiano, temos a teoria holística da enfermagem. Ela vê o homem como um todo dinâmico em constante interação com o meio em que ele está inserido. A Teoria humanística por sua vez, entende o cuidado do enfermeiro como uma interação entre o profissional e o paciente, valorizando assim o que ele pensa, fala e todas as suas manifestações.

Voltando ao filme e à Pet Adams, me parece que ele entendeu que o ser humano não é um ser mecânico composto de partes acopladas, mas de um conjunto de corpo,

espírito e emoções que interagem de maneira dinâmica e harmônica, cujo desequilíbrio representa a doença. Ele entendeu que mesma se a doença está instalada em um órgão, isso representará um desequilíbrio e consequentemente a prisão emocional. Ele entendeu que o doente tem medo da morte, medo do desconhecido e isso aprisiona a pessoa em um ciclo alimentado pela PATHOS (doença) e o desequilíbrio emocional e espiritual, ambos concorrendo para a piora do paciente. Nessa perspectiva, ele atuava para interromper esse ciclo, agindo tanto contra a doença (com fármacos e procedimentos) quanto sobre as consequências dela no comportamento do paciente.

A teoria holística consiste na explicação de sistemas de respostas do homem ao meio ambiente e considera a enfermagem uma conservadora das energias do paciente, pela avaliação daquelas respostas atuando de maneira a alterar o ambiente. Essa definição me faz lembrar da atuação de Pet Adams junto aos pacientes, a fim de mudar a realidade deles, de alterar o ambiente em que eles estavam. O jeito extrovertido de Adams, embora desagradasse aos colegas e professores, cumpria a função de divertir, tratar a alma e estimular o corpo a dá uma resposta sistêmica ao problema, mesmo sendo ele localizado.

O personagem entendeu claramente que a doença uma vez instalada, afeta o todo e não apenas a parte e por isso é preciso tratar também o todo e não uma parte apenas. Ele sofreu resistência e descrédito por utilizar-se do método da alegria e da inclusão como parte eficaz do tratamento de qualquer que fosse a doença. A dignidade da pessoa humana garante a todos uma vida justa, tratamento médico em caso de doença e até mesmo uma morte digna. Portanto ele entendeu também que mesmo estando em um estado terminal, a pessoa deve ser tratada e ter o seu sofrimento diminuído até o momento final.

Pet revolucionou a forma de fazer medicina, propondo com sucesso uma nova abordagem da profissão, uma forma diferente, mas não menos importante, de fazer a medicina mais humanizada para os padrões da época.