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Engenharia Ambiental: Abastecimento de Água Potável e Drenagem de Águas Pluviais Urbanas, Trabalhos de Engenharia Civil

A partir de 1995, o curso de engenharia sanitária da ufmt passou por uma reestruturação curricular, com maior ênfase no componente ambiental. Neste contexto, a ufmt oferece o curso de graduação em engenharia sanitária-ambiental, formando recursos humanos na área ambiental capazes de suprir a demanda de profissionais. O engenheiro ambiental é responsável pelo desenvolvimento econômico sustentável, projetando, construindo, ampliando e operando sistemas de água e esgoto. Este documento aborda o abastecimento de água potável e a drenagem de águas pluviais urbanas.

Tipologia: Trabalhos

2012

Compartilhado em 04/08/2012

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UNIVAG – CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE
DISCIPLINA: INTRODUÇÃO A ENGENHARIA CIVIL
PROFESSOR: AUGUSTO CESAR DE FIGUEIREDO
ALUNOS: EULLER MOURA,CASSIO RÓRIZ, RICARDO MECCA, ABNER
SANTOS, RAFAELA SALERNO, WILLIAN WELLSON, HELOISA GABRIELA,
JULIANA BOFF, TAMIRES BANKOW, ADMILSON DONIZETE, MARLON DOUGLAS
EDUARDO MARTELLI e THAMARA
ENGENHARIA SANITARIA E AMBIENTAL
Várzea Grande – MT
Abril de 2012
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UNIVAG – CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO A ENGENHARIA CIVIL

PROFESSOR: AUGUSTO CESAR DE FIGUEIREDO

ALUNOS: EULLER MOURA,CASSIO RÓRIZ, RICARDO MECCA, ABNER

SANTOS, RAFAELA SALERNO, WILLIAN WELLSON, HELOISA GABRIELA,

JULIANA BOFF, TAMIRES BANKOW, ADMILSON DONIZETE, MARLON DOUGLAS

EDUARDO MARTELLI e THAMARA

ENGENHARIA SANITARIA E AMBIENTAL

Várzea Grande – MT Abril de 2012

EULLER MOURA, CASSIO RÓRIZ, RICARDO MECCA, ABNER SANTOS,

Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA) e do Plano Nacional de Saneamento (Planasa), que advertiam sobre a necessidade de formação de profissionais nos setores de saneamento e meio ambiente, devido ao processo de urbanização e desenvolvimento acelerado no país. Esses programas recomendavam a implantação de Polos Regionais de Engenharia Sanitária em cinco regiões consideradas estratégicas, então em 1978 o curso de Engenharia Sanitária foi implantado na Universidade Federal de Mato Grosso. A partir de 1995, como resultado de um processo de amadurecimento, o Programa do Curso de Engenharia Sanitária da UFMT passou por uma reestruturação curricular, contemplando com maior ênfase o seu componente ambiental (os diversos compartimentos do ecossistema: água, ar, solo e vida humana), com o objetivo de oferecer instrumentos que propiciem maior eficiência e desempenho de um trabalho profissional. Neste contexto, a Universidade Federal de Mato Grosso, agindo como pólo gerador e propagador de informações e conhecimentos, oferece, através do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, o Curso de Graduação em Engenharia Sanitária – Ambiental, atendendo às necessidades de formar, habilitar e difundir recursos humanos na Área Ambiental, capazes de suprir a demanda de profissionais para a região Centro – Oeste, Amazônica e Países vizinhos.

O ENGENHEIRO AMBIENTAL

É a engenharia voltada para o desenvolvimento econômico sustentável, que respeita os limites dos recursos naturais, e para o projeto, a construção, a ampliação e a operação de sistemas de água e esgoto. O engenheiro que atua nessa área desenvolve e aplica tecnologias para proteger o ambiente dos danos causados pelas atividades humanas. Sua principal função é preservar a qualidade da água, do ar e do solo. Para isso planeja, coordena e administra redes de distribuição de água e estações de tratamento de esgoto e supervisiona a coleta e o descarte do lixo. Também avalia o impacto de grandes obras sobre o meio ambiente, para prevenir a poluição de mananciais, rios e represas. Esse profissional é responsável pela prevenção contra a poluição causada por indústrias. Em agências de meio ambiente e em polos industriais, controla, previne e trata a poluição atmosférica. Pode, ainda, monitorar o ambiente marinho e costeiro, atuando na prevenção e no controle de erosões em praias.

ÁREAS DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL

O profissional formado em Engenharia Sanitária e Ambiental deverá ser capaz de atuar nas seguintes áreas:

  1. Abastecimento de água potável;
  2. Esgotamento Sanitário;
  3. Drenagem e manejo das águas pluviais urbanas;
  4. Licenciamento ambiental;
  5. Controle da poluição ambiental;
  6. Saúde ambiental;
  7. Gestão ambiental;
  8. Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos;
  9. Controle e preservação de erosão;
  10. Gerenciamento de recursos hídricos.
  • Tratamento: melhoria das características qualitativas da água, dos pontos de vista físico, químico, bacteriológico e organoléptico^1. a fim de que se torne própria para o consumo. É feito na chamada ETA^2.
  • Reservação: armazenamento da água para atender a diversos propósitos, como a variação de consumo e a manutenção da pressão mínima na rede de distribuição.
  • Rede de distribuição: condução da água para os edifícios e pontos de consumo, por meio de tubulações instaladas nas vias públicas.
  • Em alguns casos é preciso acrescentar ao sistema uma sétima unidade: Estações elevatórias ou de recalque: instalações de bombeamento destinadas a transportar a água a pontos mais distantes ou mais elevada, ou para aumentar a vazão de linhas adutoras.
  1. (^) ESGOTAMENTO SANITÁRIO

Como consequência da utilização de água para abastecimento, há a geração de esgotos. Caso não seja dada uma adequada destinação aos mesmos, estes acabam poluindo o solo, contaminando as águas superficiais e subterrâneas e frequentemente passam a escoar a céu aberto, constituindo-se em perigosos focos de disseminação de doenças. Com a construção do sistema de esgotos sanitários em uma comunidade, procura- se atingir os seguintes objetivos:

  • (^) Coleta dos esgotos individual ou coletiva;
  • Afastamento rápido e seguro dos esgotos, sejam através de fossas ou sistemas de redes coletoras;
  • Tratamento e disposição sanitariamente adequada dos esgotos tratados. Como benefícios, tem-se:
  • (^) Melhoria das condições sanitárias locais;
  • Conservação dos recursos naturais;
  • Eliminação de focos de poluição e contaminação;
  • Eliminação de problemas estéticos desagradáveis;
  • Melhoria do potencial produtivo do ser humano;
  • (^) Redução das doenças ocasionadas pela água contaminada por dejetos;
  • Redução dos recursos aplicados no tratamento de doenças, uma vez que grande parte delas está relacionada com a falta de uma solução adequada de esgotamento sanitário;
  • Diminuição dos custos no tratamento de água para abastecimento (que seriam ocasionados pela poluição dos mananciais).
  1. DRENAGEM E MANEJO DAS ÁGUAS PLUVIAIS URBANAS

Para a drenagem e manejo das águas pluviais urbanas é de grande importância haver um gerenciamento através de um Plano Diretor de Drenagem Urbana, com objetivo de criar os mecanismos de gestão da infraestrutura urbana relacionado com o escoamento das águas pluviais e dos rios na área urbana da cidade. O planejamento tem como meta, além de evitar perdas econômicas, prevenir doenças e melhorar o meio ambiente na cidade.

  1. LICENCIAMENTO AMBIENTAL

Através do licenciamento ambiental a administração publica busca exercer o necessário controle sobre as atividades humanas que interferem nas condições ambientais, buscando conciliar o desenvolvimento econômico com o uso de recursos naturais.

LICENCIAMENTO AMBIENTAL NO BRASIL

Segundo as leis brasileiras, antes da instalação de um empreendimento ou atividade potencialmente danosa ao meio ambiente deve-se proceder o licenciamento ambiental. Os órgãos responsáveis pelo licenciamento no âmbito dos estados são os Órgãos Estaduais de Meio Ambiente e no âmbito federal, o IBAMA, através da Diretoria de Licenciamento Ambiental, atuante, sobretudo em projetos de infraestrutura que atinjam mais de um estado, bem como nas atividades de petróleo e gás e na plataforma continental. As leis que regem o licenciamento são a Lei 6.938/81, as Resoluções do CONAMA nº 001/86 e nº 237/97 e o Parecer 312 que trata da competência estadual e federal para o licenciamento a partir da abrangência do impacto. A participação social no processo de licenciamento é garantida através das Audiências Públicas, durante as quais o conteúdo do estudo e do relatório de impacto ambiental é apresentado às comunidades que vivem nos locais que serão atingidos pelo empreendimento, esclarecendo dúvidas e acolhendo sugestões. São

5. CONTROLE DA POLUIÇÃO AMBIENTAL

Poluição pode ser entendida como qualquer alteração em um meio, de modo a torná-lo prejudicial ao homem e às outras formas de vida que este ambiente normalmente abriga, ou que prejudique um uso previamente definido para ele. Assim, qualquer mudança em um ambiente, resultante da introdução de poluentes neste, na forma de matéria ou energia, pode ser entendida como poluição. Geralmente, associa-se a poluição aos malefícios que possam ser causados ao homem. No entanto, ela pode resultar em danos a fauna e a flora, e até mesmo ao meio material. A legislação brasileira define poluição como a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente:

  • Prejudiquem a saúde, a segurança e o bem estar da população;
  • Criem condições adversas as atividades sociais e econômicas;
  • Afetam desfavoravelmente a biota;
  • Afetam as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;
  • Lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. As atividades humanas, cada dia mais intensas devido ao acentuado crescimento populacional e ao desenvolvimento industrial, têm resultado na produção de resíduos, na forma de energia ou de matérias sólidas, líquidas ou gasosas, os quais são lançados no ambiente, causando a poluição. Várias formas de poluição têm sido constatadas e, em função dos tipos de resíduos ou do ambiente onde os mesmos são lançados, podem ser classificadas como: poluição do solo, do ar, da água, acústica, radioativa, dos pesticidas, térmica, entre outras modalidades.
  1. SAÚDE AMBIENTAL

É a parte da saúde pública que engloba os problemas resultantes dos efeitos que o ambiente exerce sobre o bem-estar físico e mental do ser humano, como parte integrante de uma comunidade. A vigilância em saúde ambiental visa ao conhecimento e detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana. Tem como finalidade criar medidas de promoção da saúde ambiental e prevenir e controlar os fatores de riscos à saúde.

Cuida especialmente de vetores, reservatórios e hospedeiros, água para consumo humano, ar, solo, contaminantes ambientais e substâncias químicas, desastres naturais, acidentes com produtos perigosos, fatores físicos e ambiente de trabalho.

  1. GESTÃO AMBIENTAL

A gestão ambiental é a administração do exercício de atividades econômicas e sociais de forma a utilizar de maneira racional os naturais, renováveis ou não. A gestão ambiental deve visar ao uso de práticas que garantam a conservação e preservação da biodiversidade, a reciclagem das matérias-primas e a redução do impacto ambiental das atividades humanas sobre os recursos naturais. Fazem parte também do arcabouço de conhecimentos associados à gestão ambiental técnicas para a recuperação de áreas degradadas, técnicas de reflorestamento, métodos para a exploração de recursos naturais, e o estudo de riscos e impactos ambientais para a avaliação de novos empreendimentos ou ampliação de atividades produtivas. A prática da gestão ambiental introduz a variável ambiental no planejamento empresarial, e quando bem aplicada, permite a redução de custos diretos - pela diminuição do desperdício de matérias-primas e de recursos cada vez mais escassos e mais dispendiosos, como água e energia - e de custos indiretos - representados por sanções e indenizações relacionadas a danos ao meio ambiente ou à saúde de funcionários e da população de comunidades que tenham proximidade geográfica com as unidades de produção da empresa. Um exemplo prático de políticas para a inserção da gestão ambiental em empresas tem sido a criação de leis que obrigam a prática da responsabilidade pós-consumo.

  1. LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

O serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos compreende a coleta, remoção e o transporte dos resíduos sólidos domiciliares; a varrição e limpeza de vias e logradouros públicos; a remoção e transporte de resíduos das atividades de limpeza; a remoção de resíduos volumosos e de entulhos lançados em vias e logradouros públicos; a prestação de serviços de operação e manutenção dos sistemas de transferência de resíduos sólidos urbanos e das unidades de triagem e com postagem, incluindo a transferência dos rejeitos gerados nessas unidades para destino final disposto de forma correta, utilizando aterros sanitários em conformidade com a legislação ambiental.

chuva; disciplinar o escoamento superficial seja ele difuso ou, em especial, concentrado e; facilitar a infiltração de água no solo. Os procedimentos para o controle deste tipo de erosão expostos a seguir, foram organizados a partir das propostas de: DAEE/IPT (1989), Bertolini & Lombardi (1994), Almeida & Ridente Jr. (2001):

  • Cercar a área em torno da voçoroca, para impedir o acesso do gado e o trânsito do maquinário agrícola;
  • Drenar a água subterrânea que aflora no fundo e nas laterais da voçoroca (piping). O sucesso do controle deste tipo de erosão é a coleta e a condução dessa água até o curso de água mais próximo, o que pode ser feito com dreno de pedra, de feixes de bambu ou de material geotêxtil;
  • Controlar a erosão em toda bacia de captação para evitar que o escoamento concentrado em um ou mais canais, como costuma acontecer, chegue até a voçoroca. O controle é feito de duas formas, mecânica e vegetativa.

10. GERENCIAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS

A gestão de recursos hídricos pode ser definida como o conjunto de ações destinadas a regular o uso, o controle e a proteção dos recursos hídricos, em conformidade com a legislação e normas pertinentes. Integra projetos e atividades com o objetivo de promover a recuperação e a preservação da qualidade e quantidade dos recursos das bacias hidrográficas brasileiras e atua na recuperação e preservação de nascentes, mananciais e cursos d'água em áreas urbanas. Na gestão de recursos hídricos, podem-se abranger os seguintes tópicos:

  • Desassoreamento;
  • Controle de erosão;
  • Contenção de encostas;
  • Remanejamento / reassentamento de população;
  • Uso e ocupação do solo para prevenção de mananciais;
  • Implantação de parques para controle de erosão e preservação de mananciais;
  • Recomposição de rede de drenagem;
  • Recomposição de vegetação ciliar.

O acesso aos recursos hídricos é direito de todos e objetiva atender às necessidades essenciais da sobrevivência humana. Os recursos hídricos são um bem público, de valor econômico, cuja utilização deve ser tarifada. A bacia hidrográfica é a unidade básica físico-territorial de planejamento e gerenciamento dos recursos hídricos. O gerenciamento dos recursos hídricos far-se-á de forma participativa e integrada, considerando os aspectos quantitativos e qualitativos desses recursos e as diferentes fases do ciclo hidrológico. O aproveitamento dos recursos hídricos deverá ser feito racionalmente, de forma a garantir o desenvolvimento e a preservação do meio ambiente. O aproveitamento e o gerenciamento dos recursos hídricos serão utilizados como instrumento de combate aos efeitos adversos da poluição, da seca e do assoreamento. O serviço de gestão de recursos hídricos é uma solução inovadora que visa a otimização dos recursos hídricos gerando mais economia para indústrias e condomínios além de favorecer uma contribuição ao meio ambiente. No âmbito do desenvolvimento sustentável, o manejo sustentável dos recursos hídricos compreende as ações que visam garantir os padrões de qualidade