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Este é um trabalho feito da cadeira de MIC 1 da universidade católica de Moçambique, sob minha autoria.
Tipologia: Trabalhos
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Trabalho de campo a ser Submetido na Coordenação do Curso de Licenciatura em Ensino da Língua Portuguesa da UCM Tutor: MSc. Oweni Esmael M. Elias
iv Folha para recomendações de melhoria:
2 Contextualização da língua portuguesa A língua portuguesa tem a sua origem no latim: o chamado latim coloquial tardio. Ela é o resultado de uma longa evolução. Quando os romanos passaram a dominar a Península Ibérica (por um período de mais de cinco séculos), divulgaram a sua língua, o latim. Foi esta a grande matriz da língua portuguesa. O latim coloquial tardio, também designado latim vulgar, era utilizado por funcionários, soldados, comerciantes, e foi introduzido durante a romanização; este latim contrapõe-se ao chamado latim clássico. A partir do século V, novos povos chegaram à Península: primeiro os Germânicos (Alanos, Suevos e Vândalos) e depois os visigodos. Também contribuíram para o enriquecimento da língua. E, no século VIII, os Árabes, ao ocuparem vastas regiões da Península, introduziram novas marcas. Entre os séculos VIII e XII constituiu-se, num território correspondente às actuais regiões da Galiza e do Minho, o dialecto galaico-português. Foi a partir do século XIV que o português se autonomizou. No entanto, continuou a enriquecer-se, integrando contributos provenientes de muitas outras línguas. Hoje o português é a 5ª língua mais falada no mundo apresentando grosso número de seus falantes na América Latina (Brasil), África (Ex-colónias portuguesas). Além de Moçambique, o português também é o idioma de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Brasil, São Tome e Príncipe e, claro, Portugal. É hoje a segunda língua de alguns países da África, da América, além de Macau e Goa. Desde 1986, o português é uma das línguas oficiais da União Europeia. Em 1996, foi criada a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). O objectivo da entidade é aumentar a cooperação entre os países, criar parcerias e difundir o idioma.
2.1 A pertinência da língua portuguesa A discussão que tem frequentemente sido apontada a respeito do ensino/aprendizagem de língua portuguesa tem sido cada vez mais ponto de partida para interesse de diversos profissionais que actuam no ramo da educação, e que são pesquisadores que já estão há algum tempo no campo dos estudos aplicados da linguagem, os próprios professores de língua portuguesa, e os educadores que se interessa de uma forma geral acabam se envolvendo nessas discussões (BONATTO, 2015). As diversas investigações voltadas para esse segmento apontam quase sempre para questões específicas, tais como, o que ensinar nas aulas de Língua Portuguesa, se não a leitura, a escrita e as interpretações de texto e como o professor pode trabalhar ou adequar suas aulas com tamanha diversidade linguística presente, pois culturas se chocam diariamente nas escolas (BONATTO, 2015). No que concerne o ensino/aprendizagem de língua portuguesa, Antunes (2003, p. 90) “expõe que a actividade pedagógica de ensino do português deve tomar como eixos fundamentais quatro campos: oralidade, escrita, leitura e gramática”. Portanto, a língua portuguesa materializa os confrontos que se estabelece na sociedade, razão pela qual, o signo se torna arena onde se desenvolve a luta de classes. Os fenómenos ideológicos estão ligados as condições em forma de interacção social, materializadas, de maneira mais explícitas ou menos, na palavra, o que define a natureza ideológica do signo. A reflexão sobre estes factos permite reconhecer os lugares sociais constituído/constituinte nas/das interacções verbais e identificar os espaços de produção de sentidos dos diferentes seguimentos sociais nos discursos que se intercruza na sociedade. Com esse reconhecimento e, desenvolvendo a competência, na condição de usuário da língua portuguesa o sujeito estará, em parte, instrumentalizado para o exercício da cidadania, interpretando e produzindo significados com os quais poderá interagir socialmente para construir e transformar realidade social (VIEIRA; FERREIRA; SCHMIDLIN, 2010). Com isto, a prática da importância da língua portuguesa envolve essas actividades citadas, que promovem a socialização: desenvolve o raciocínio, imaginação, o relacionamento entre ideias, a capacidade de pensar e extrair significados e a verbalização. Oferece ao cidadão condições para prever sequências de acção, dirigir o próprio comportamento e participação das práticas com a
língua portuguesa, quando esta for a língua usada nos estabelecimentos públicos, por exemplo. Em suma, para que a sociedade moçambicana conviva normalmente com a língua portuguesa, é preciso que se massifique a escolarização, isto é, formar a sociedade sem distinção de cor, raça, religião, politica e idade. Apesar das diferenças entre as línguas, de que se está profundamente consciente quando tenta-se aprender uma língua estrangeira (Português, por exemplo), há um grande número de aspectos em que as línguas se assemelham, isto é, tanto se depara com universais linguísticos como com diferenças linguísticas, mas essas semelhanças estão muito distantes dos aspectos fonético – fonológicos. Todos temos a nossa própria maneira de falar, todavia a língua portuguesa fez com que existissem características específicas e por vezes idiossincráticas da linguagem individual que se dá o nome de Ideolecto. Quando aprendemos a língua portuguesa, o desenvolvimento e o reforço dos dialectos regionais e dialectos sociais explica-se pela evolução e pelas mudanças que ocorrem num determinado grupo ou área podendo diferir dos que ocorrem em outros grupos. As distinções fonológicas ou fonéticas são muitas vezes mencionadas como sotaques. Muitas mudanças são notáveis, como por exemplo, o sotaque que diz respeito às características linguísticas que dão informação sobre o dialecto do falante, que revelam se o falante é oriundo de uma certa região do país ou pertence a um grupo sociolinguístico específico ou mesmo se cresceu noutro país. Em Moçambique, as mudanças linguísticas inculcadas pela língua portuguesa sofrem simplificações lexicais, fonológicas e sintácticas que as transforma numa “língua marginal” com poucos vocábulos e regras gramaticais muito directas, o chamado Português de Moçambique, que em relação ao Português Europeu (o padrão), constitui um desvio à norma, ou seja, erro, como afirmam GALISON & COST (1993:27) “o erro designa diversos tipos de enganos ou desvios com relação as normas…”. A sociedade moçambicana transformou a língua portuguesa (da europa) na sua própria língua, o Português de Moçambique, cujas mudanças são notáveis a vários níveis, como por exemplo, na omissão frequente do artigo: eu chamei menino no sentido de “eu chamei o menino; na omissão da marca do plural do nome: as coisa em vez de “as coisas”; na utilização das formas causais dos pronomes pessoais (sujeito, complemento directo e complemento indirecto não coincidente com a
língua do Português Europeu): você devia dinheiro a ela em vez de “você devia-lhe; na diferença e utilização de possessivos e dos numerais: a família tua em vez de “a tua família; a minha trás em vez de “a trás de mim”, o patrão de eu em vez de “o meu patrão”; na utilização de certos verbos como aspectuais: eu queria cair em vez de “eu ia cair”; nas diferentes utilizações de preposições: não cheguei de falar com ele em vez de “ não cheguei a falar com ele”; no uso de complemento indirecto com a função de sujeito na passiva: fui oferecido uma cama pelo meu pai em vez de “foi-me oferecida uma cama pelo meu pai”; e, no emprego do verbo ter com significado de haver: tem crianças na escola em vez de “há crianças na escola.” 2.3 O ensino da língua portuguesa na formação da cidadania Leitores formam-se, para começar, com muita leitura: a leitura é também uma técnica de descodificação de sinais que precisa ser praticada para ser dominada com desenvoltura; a leitura propicia o armazenamento de informação e a composição de hierarquias em que se articulam as informações, e a quantidade de leitura também significa quantidade de informações articuladas entre si (BORDINI; AGUIAR, 1988). Neste sentido, entende – se que se a escola não transformar os alunos em leitores, nenhuma outra instituição da sociedade o fará, com excepção talvez de alguma família que tenha condições económicas, culturais e materiais de acumular livros em casa e de promover um grande esforço de resistência aos filmes e desenhos animados da televisão, que suprem a necessidade de fantasia e de narrativa que as crianças da era pré-televisão eram obrigadas a saciar nos livros, nas histórias em quadrinhos e no cinema semanal. A escola, no entanto, sabendo que a realidade da esmagadora maioria das casas de seus alunos é muito diferente dessa, que o mais comum é nelas não haver sequer quem os possa ajudar nos trabalhos escolares - e muito menos livros e resistência à televisão, a escola, se quiser trabalhar direito, não pode contar com isso. Limitando-se a constatar e lamentar a falta de hábito de leitura dos alunos, a escola não se tem ocupado dessa leitura de base, que precisa se dar de forma intimista e solitária para que o leitor vá construindo sua relação pessoal com o texto e descubra como ler é interessante e desenvolva o gosto pela leitura e crie a necessidade de ler e a transforme em hábito (LAJOLO, 1982). A leitura que desenvolve a percepção da qualidade - do enredo mais bem construído, do personagem mais rico de humanidade, das situações mais complexas, do pensamento mais bem
Neste contexto, o professor a partir da construção de uma nova concepção de ensino – aprendizagem, deve proporcionar meios para que o ensino da língua portuguesa seja eficaz, e isso só funcionará no momento em que esse educador tomar como referência o quotidiano dos seus alunos, ou seja, a realidade em que eles vivem. 2.5 Vantagens de formação de língua portuguesa na comunidade Segundo Timbane (2013a), o número de falantes de português em Moçambique tende a crescer desde 1980 (cinco anos após a proclamação da independência), incentivado pela educação massiva e inclusiva. Logo, a língua portuguesa é a base para o sucesso dos alunos em todas as disciplinas curriculares, pois é a base do ensino. Quem não domina a língua portuguesa fica condenado ao insucesso nas diversas disciplinas tais como história, geografia, ciências naturais, matemática e, se os alunos não dominarem esta língua, a compreensão dos conteúdos destas disciplinas fica seriamente posta em causa, impedindo o seu sucesso na vida escolar. Com isto evita – se o uso de gestos durante a fala numa determinada conversa entre falantes de línguas distintas; evita – se também dizer palavras soltas, nomeando algumas coisas, por vezes, ao acaso; evita – se o reconhecimento de algumas letras e palavras curtas; evita – se fazer gatafunhos ou escrever letras formando sequências sem sentido, evita – se a má interpretação no que se diz em português; evita – se o reconhecimento somente de algumas palavras, limitando deste modo a leitura de frases completas; mesmo quando se lêem palavras e frases, evita – se a má percepção do seu sentido.
Conclusão No presente trabalho de pesquisa, foi possível concluir que a língua portuguesa tem a sua origem no latim: o chamado latim coloquial tardio também designado latim vulgar, que era utilizado por funcionários, soldados, comerciantes, e foi introduzido durante a romanização; este latim contrapõe-se ao chamado latim clássico. Ela é o resultado de uma longa evolução. Desse modo, Hoje o português é a 5ª língua mais falada no mundo apresentando grosso número de seus falantes na América Latina (Brasil), África (Ex-colónias portuguesas). Conclui – se também que a língua portuguesa hoje é visto por muitos como a maneira de ler e escrever com sucesso, mas para se chegar a esses parâmetros são essenciais outros tipos de conhecimentos, pois gramática e o uso da língua são diferentes. Portanto, na actualidade, o ensino de língua portuguesa deve atender às reais necessidades de interacção nas diversas práticas escolares, visto que a ela é resultado da interacção real, carregada de sentido e é provocada pela presença efectiva de sujeitos reais – gente, pessoas, sujeitos. Ainda falou – se que o professor a partir da construção de uma nova concepção de ensino – aprendizagem, deve proporcionar meios para que o ensino da língua portuguesa seja eficaz, e isso só funcionará no momento em que esse educador tomar como referência o quotidiano dos seus alunos, ou seja, a realidade em que eles vivem.