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trabalho_Hidrovia
Tipologia: Trabalhos
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O objetivo deste trabalho e caracterizar os elementos de um projeto hidroviário. Como, o desenvolvimento de projetos hidroviários, abordando assuntos tais como as vias, as embarcações, as cargas e os terminais, e identificar vantagens e desvantagens de uma hidrovia, e soluções ambientais para minimizar impacto. E por ultimo estudo de caso.
Hidrovia é uma rota pre-determinada para o tráfego aquático. Mares, lagos e rios são constantemente cortados por embarcações do mais diferentes tipos, desde os imponentes navios até as humildes barcaças. Cada um desses veículos foi planejado e construído de forma a preencher certos requisitos que lhe dêem o máximo de eficiência na tarefa que lhe cabe. É bastante usada em países desenvolvidos para transportes de grandes volumes a longas distâncias, pois é o meio de transporte mais barato em relação a rodovias e ferrovias (70% mais barato que o transporte rodoviário, e 50% mais barato que o ferroviário). As hidrovias são vitais para o transporte de grandes volumes de cargas a grandes distâncias, e constituem importante ferramenta para o comércio interno e externo, pois propiciam a oferta de produtos a preços competitivos. Para construir rodovias e ferrovias e necessário a retirada de grandes áreas vegetativas, e remover milhões de metros cúbicos de terras e rochas, é necessário construir todo o leito da via. Mais na hidrovia, as intervenções necessárias à viabilização da navegação (como a construção de eclusas e a execução de dragagem e derrocamento), são de menor impacto, comparado a rodovia e ferrovias. As dragagens e os derrocamentos são intervenções necessárias para as remoções de eventuais obstáculos que impedem a navegação. As eclusas são indispensáveis para a transposição de grandes diferenças de níveis d água ao longo das hidrovias. As eclusas são formadas por uma câmara de nível variável alimentada pela água do nível mais alto do rio, que serve como um elevador natural para subir e descer as embarcações. O uso de eclusas é bastante disseminado no mundo, a União Européia tem cerca de 700 eclusas, a china tem cerca de 900 eclusas, os estados Unidos por volta de 230, já no Brasil o q acontece e o inverso. Não temos sequer 20 eclusas.
2- ELEMENTOS DE UM PROJETO HIDROVIÁRIO Um projeto hidroviário é composto basicamente por quatro principais elementos físicos: as vias, as embarcações, as cargas e os terminais.
1- As vias Canalização
Assim como uma estrada rodoviária, o rio também precisa de sinalização. Desta maneira o balizamento do rio consiste em delimitar a faixa, o canal de navegação, o local onde o rio apresenta as melhores condições para que uma embarcação tipo possa navegar com segurança. E isso é feito com bóias reflexivas. Outro dispositivo utilizado para a segurança da navegação é o farolete, que é implantado nas margens dos rios de maneira pontual.
2- As embarcações Utilização de Radares; Os radares, instrumentos que auxiliam a navegação dando mais segurança e precisão.
Ecobatímetro ; Instrumento que, por meio de ondas eletromagnéticas (ressonância), identifica a distância (a altura) entre a quilha da embarcação até o fundo do rio.
DGPS (Sistema de Posicionamento Global Diferencial) Instrumento que dá o posicionamento da embarcação via satélite. Este dispositivo é utilizado na hidrovia do rio Madeira.
Boat Thruster Uma pequena embarcação, que funciona como leme de proa, que é monitorada por controle remoto da cabine de comando do empurrador. Esta embarcação emite fluxo de água lateralmente, o que resulta num exponencial incremento de manobrabilidade do comboio para rios sinuosos, eliminando a ocorrência de batidas em margens e barrancos, além de diminuir significativamente o tempo de navegação;
Empurrador com Propulsão Azimutal Considerando o estado da via, de passos de navegação com bancos de areia, objetos flutuantes (paus e galhos), as linhas e redes de pesca, o sistema de propulsão convencional sofre sistematicamente avarias, o que obriga docagem da embarcação para reparos. Com o sistema Azimutal, basta apertar um botão que todo o conjunto propulsor pivoteia e sai fora d'água, onde os reparos podem ser efetuados com o navio flutuando e em qualquer local da hidrovia). Estes dois últimos dispositivos são utilizados na hidrovia Paraguai- Paraná.
Casco duplo para o transporte de cargas perigosas. A utilização de casco duplo nas embarcações é recomendável no caso de transporte de cargas perigosas, tais como os combustíveis e as cargas químicas. Dessa maneira, em caso de acidentes pode-se evitar danos maiores ao meio ambiente.
Estratégias de tratamento da água de lastro e de incrustação em cascos de navios. Segundo Silva e Souza (2003), a introdução de organismos aquáticos nocivos e patogênicos é considerada uma das maiores ameaças ambientais provocadas pelo tráfego marinho. No transporte fluvial, não é tão diferente e a água usada para lastrar as embarcações, proporcionando maior manobrabilidade e estabilidade, pode introduzir espécies exóticas em habitats diferentes, com prejuízos à saúde humana, à biodiversidade, às atividades pesqueiras e de maricultura. A incrustação em cascos, também é responsável pela introdução de espécies indesejáveis. Tais aspectos devem ser tratados.
3- As cargas Os tipos de cargas a serem analisados são os granéis sólidos (grãos) e os granéis líquidos (óleos vegetais, combustíveis, cargas químicas). Do ponto de vista ambiental, o que mais impacta negativamente o meio, sem dúvida, são as cargas perigosas, com as quais deve-se tomar muito cuidado com o transporte, armazenamento e manuseio deste tipo de carga. O uso de tecnologias apropriadas, mão-de-obra especializada e a implementação de um Sistema de Gestão Ambiental são os objetivos para este elemento (cargas) e essas são alternativas inteligentes para que uma empresa de transporte não venha a sofrer maiores problemas com ambientalistas e com a sociedade. No caso de acidente, por exemplo, com derramamento de óleo combustível, as tecnologias são as defensas flutuantes e os tratamentos químicos. Porém nos rios os tratamentos químicos podem impactar negativamente também o meio aquático.
4- Os terminais Os impactos ambientais relacionados aos terminais referem-se a dois instantes: Um quanto a implantação, o outro quanto a operação.
navegáveis causam grandes impactos ambientais e prejuízos imensuráveis aos ecossistemas da área de influência do derramamento, além de por em risco a saúde humana por meio da contaminação do solo e das águas.
3- SOLUÇÕES AMBIENTAIS UTILIZADAS PARA MINIMIZAR IMPACTOS. . Ao pensar em transportes hidroviários, pode-se dizer que um plano de Gestão Ambiental define o processo gerencial a ser adotado para a boa execução de um conjunto de ações destinadas, basicamente, a evitar ou a mitigar os impactos provocados por obras de implantação e conservação das hidrovias, incluindo a própria operação hidroviária, buscando soluções para os processos de degradação ambiental que possam ser deflagrados. Por isso no Brasil foi criado um sistema de planejamento e gestão ambiental para as hidrovias com abordagem “pró-ativa”, ou seja, é a política do não esperar acontecer para depois remediar e sim dar uma estrutura previamente planejada em relação aos aspectos ambientais, aos impactos ambientais e as medidas mitigadoras. Com isso, para cada etapa do projeto hidroviário (implantação, operação, manutenção, desativação/descarte) foram levantados e identificados as ações, as atividades, os aspectos ambientais, seus possíveis impactos ambientais e as medidas mitigadoras. Em cada etapa do Projeto Hidroviário, os elementos analisados foram as vias, as embarcações, os terminais, as cargas e os controles.
Etapa do projeto Hidroviário:
Etapa 1- Planejamento
Dentro do Planejamento é fundamental a análise dos possíveis impactos ambientais provenientes da implantação, operação, manutenção e desativação deste sistema de transporte.
Etapa 2- Implantação
A implantação de sistemas de transporte hidroviário interior abrange basicamente as seguintes atividades principais:
Etapa 3- Operação
A maioria dos impactos ambientais observados no meio antrópico (sócio- econômico) na fase de operação de sistemas de transporte hidroviário interior,ocorrem como conseqüência de uma expansão do hinterland provocado pelo incremento das atividades econômicas e da ocupação demográfica, onde muitos desses impactos estão relacionados entre si, geralmente são de efeitos indiretos ou secundários.
Etapa 4- Manutenção
As atividades de manutenção da hidrovia estão focadas nos serviços periódicos de manutenção dos elementos que compõem o sistema hidroviário. O Planejamento Ambiental dessas atividades é semelhante aos planejamentos nas fases de implantação e operação do sistema hidroviário. Além da manutenção, para esta fase é preciso considerar as atividades de melhoria, ampliação e, até de recuperação dos elementos de um projeto hidroviário.
Desativação / Descarte
Corresponde o fim das operações das vias, dos terminais, das embarcações e dos dispositivos de controles. Destes, são elementos renováveis as embarcações e os controles, ou seja, o sistema continua, com a substituição de componentes desses elementos hidroviários. Esta etapa consiste no planejamento da logística reversa dos elementos hidroviários, bem a disposição final, o sucateamento, a doação, a transformação, reaproveitamento de peças e componentes, a reciclagem de materiais, o descarte, etc.
Sistemas de Gestão Ambiental aplicados às hidrovias
Programas e Planos Ambientais para a Fase de Desativação/Descarte Desativação e descarte de equipamentos, veículos, estruturas, prédios, silos, tanques nos terminais de carga, inclui também, a pesquisa, a exploração, o abandono, a remoção e a demolição de coisas e bens afundados, submersos, encalhados e perdidos com relação às embarcações. Neste sentido, deve haver, também, proposta de programas ambientais e planos de ação, tais como:
4- ESTUDO DE CASO
O Porto de Santos
Localizado no município de Santos, no estado de São Paulo, com 7.765.100 m², ele se tornou o maior porto da America latina. Foi inaugurado no dia 2 de fevereiro de 1892, É o principal porto brasileiro. É também o porto de contêineres mais movimentado da América Latina. Ele apresenta grande diversidade de terminais de movimentação de cargas - granéis sólidos e líquidos e carga geral. Atualmente, o Porto de Santos, movimenta, por ano, mais de 60 milhões de toneladas de cargas diversas, número inimaginável em 1892, quando operou 125 mil toneladas. Com 12 km de cais, entre as duas margens do estuário de Santos, o porto entrou em nova fase de exploração, consequência da Lei 8.630/93, com arrendamento de áreas e instalações à iniciativa privada, mediante licitações públicas. A participação do porto de santos influencia o Brasil a crescer: *55% do PIB do Brasil: Influi sobre os estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e países do MERCOSUL.
*49% da produção nacional: A área de seus negócios concentra a maior parte da produção agrícola de exportação e os mais importantes pólos industriais brasileiros. *45% do mercado de consumo: Serve uma área que concentra quase metade dos consumidores brasileiros. O porto de santos atende vários países latino-americanos. Ocupa a 39ª posição no ranking mundial de movimentação de cargas conteinerizadas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Santana W. A. (2009). Diretrizes Para Planejamento e gestão ambiental do Transporte Hidroviário no Brasil. Prof. Doutor pelo Departamento de Logística e Transporte da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC) – Campus de Carapicuíba. Tachibana T. (2009). Diretrizes Para Planejamento e gestão ambiental do Transporte Hidroviário no Brasil. Prof. Doutor pelo Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica- USP. Santana W. A. (2004). Caracterização dos Elementos de um Projeto Hidroviário, vantagens, aspectos e impactos Ambientais para a Proposição de Metodologias técnico-Ambientais para o Desenvolvimento do Transporte Comercial de Cargas nas Hidrovias Brasileiras.. Prof. Doutor pelo Departamento de Logística e Transporte da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC) – Campus de Carapicuíba. Tachibana T. (2004). ). Caracterização dos Elementos de um Projeto Hidroviário, vantagens, aspectos e impactos Ambientais para a Proposição de Metodologias técnico-Ambientais para o Desenvolvimento do Transporte Comercial de Cargas nas Hidrovias Brasileiras.. Prof. Doutor pelo Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica- USP. Brandalize D. C. (2007). III Ciclo de Seminário. PET Engenharia civil- UFPR. Transporte Hidroviário. http://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrovia.