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trabalho- infiltração, Trabalhos de Engenharia Agronômica

FÍSICA DO SOLO

Tipologia: Trabalhos

2012

Compartilhado em 31/03/2012

moema-nogueira-8
moema-nogueira-8 🇧🇷

4.9

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X JORNADA DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO JEPEX 2010 UFRPE: Recife, 18 a 22 de outubro.
AVALIAÇÃO DA TAXA DE INFILTRAÇÃO DA ÁGUA NO SOLO A
PARTIR DE MODELOS EMPÍRICOS
André Pereira Freire Ferraz1, Enio Gomes Flôr Souza1, Rodolfo Marcondes Silva Souza1, Bruno Novaes Menezes
Martins1, Moema Kelly Nogueira de Sá1, Thiago Bezerra Calado1, Luiz Ferreira Júnior1, Falkner Michael de Sousa
Santana1, Paula Cristiani Bezerra de Lima1 e Eduardo Soares de Souza2
________________
1. Aluno (a) do curso de Agronomia da Universidade Federal Rural d e Pernambuco, Unidade Ac adêmica de Serra Talhada. Fazenda Saco, s/n, Serra
Talhada, PE, Caixa Postal 063, CEP 56900-000. E-mail: [email protected]
2. Professor Adjunto do Curso de Agronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Serra Talhada. Fazenda Saco,
s/n, Serra Talhada, PE, Caixa Postal 063, CEP 56900-000. E-mail: [email protected]
Introdução
Denomina-se infiltração o processo pelo qual a água
entra no solo, que perdura enquanto houver
disponibilidade de água em sua superfície. Esse
processo é de grande importância prática, pois sua taxa
ou velocidade, muitas vezes determina o deflúvio
superficial (runoff) ou enxurrada, responsável pelo
fenômeno da erosão durante precipitações pluviais. A
infiltração determina o balanço de água na zona das
raízes e, por isso, o conhecimento do processo e de
suas relações com as propriedades do solo é de
fundamental importância para o eficiente manejo do
solo e da água [1].
A estimativa da taxa de infiltração no solo é
condicionante para determinar a repartição da
precipitação em infiltração e escoamento superficial, a
celeridade de penetração da frente de umidade no solo
e a lâmina em projetos de irrigação. Embora não exista
padronização dos sistemas de medição da infiltração,
utilizam-se principalmente infiltrômetros de duplo-anel
ou simples-anel. A vantagem do primeiro sobre o
segundo é de minimizar as infiltrações laterais,
mantendo o fluxo na direção vertical. A sua
desvantagem é uma operação mais complicada,
principalmente porque necessitam de maiores volumes
de água [2].
A infiltração de água no solo deve ser quantificada
por meio de métodos simples e capazes de representar,
adequadamente, as condições naturais em que se
encontra o solo. Neste sentido, torna-se necessário
adotar métodos e modelos cujas determinações
baseiam-se em condições iguais as observadas durante
as quais o solo é submetido [3].
Segundo Libardi [4], são conhecidas diversas
fórmulas (denominadas equações de infiltração)
propostas para expressar a lei da infiltração de água em
solos. Estas equações são desenvolvidas empiricamente
ou a partir de considerações físicas, como podemos
citar os modelos de Horton [5], Kostiakov [6] e
Kostiakov-Lewis.
O objetivo do presente trabalho foi avaliar modelos
empíricos de previsão da taxa de infiltração,
comparando o desempenho destes com os valores
obtidos pelo método do infiltrômetro de duplo-anel.
Material e métodos
A. Desenvolvimento teórico
Os modelos empíricos de Horton, Kostiakov e
Kostiakov-Lewis, que descrevem a evolução do volume
infiltrado em função do tempo de infiltração, se escrevem,
respectivamente, assim:
Modelo de Horton: i = if + (ii if).e-k.t (1)
Modelo de Kostiakov: i = atb (2)
Modelo de Kostiakov-Lewis: i = atb + if (3)
Em que:
i taxa de infiltração (cm.h-1);
ii taxa de infiltração inicial (cm.h-1);
if taxa de infiltração final (cm.h-1);
k, a e b parâmetros de ajustamento.
A equação de Kostiakov é considerada uma equação
inteiramente empírica e de aplicabilidade limitada, porém
útil em aplicações de irrigação, devido à sua simplicidade e
ao fato de, para curtos intervalos de tempo, ajustar-se
razoavelmente bem para uma grande quantidade de solos.
a aplicabilidade da equação de Horton é muito variada,
pois não se baseia em nenhuma teoria física adequada,
apenas na intuição [4].
O modelo de Horton é mais consistente que o de
Kostiakov, tendo Horton observado que a redução na taxa
de infiltração com o tempo é fortemente controlada por
fatores que ocorrem na superfície do solo, como
encrostamento superficial devido ao impacto das gotas da
chuva, fenômenos de expansão e contração do solo, dentre
outros. A equação de Kostiakov-Lewis foi proposta para
eliminar a deficiência da taxa de infiltração de tender a zero
quando o tempo tende a infinito [7].
B. Método de campo
Para coleta dos dados em campo foi utilizado o
infiltrômetro de duplo-anel, constituído de dois anéis
posicionados de forma concêntrica no solo, sendo o
primeiro com diâmetro de 60 cm e o segundo com 30 cm,
ambos com 30 cm de altura, enterrados aproximadamente
10 cm no solo, onde as leituras do tempo e da lâmina
acumulada foram realizadas a cada 5 cm de lâmina de água
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AVALIAÇÃO DA TAXA DE INFILTRAÇÃO DA ÁGUA NO SOLO A

PARTIR DE MODELOS EMPÍRICOS

André Pereira Freire Ferraz^1 , Enio Gomes Flôr Souza^1 , Rodolfo Marcondes Silva Souza^1 , Bruno Novaes Menezes Martins^1 , Moema Kelly Nogueira de Sá^1 , Thiago Bezerra Calado^1 , Luiz Ferreira Júnior^1 , Falkner Michael de Sousa Santana^1 , Paula Cristiani Bezerra de Lima^1 e Eduardo Soares de Souza^2

________________

  1. Aluno (a) do curso de Agronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Serra Talhada. Fazenda Saco, s/n, Serra Talhada, PE, Caixa Postal 063, CEP 56900-000. E-mail: [email protected]
  2. Professor Adjunto do Curso de Agronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Serra Talhada. Fazenda Saco, s/n, Serra Talhada, PE, Caixa Postal 063, CEP 56900-000. E-mail: [email protected]

Introdução

Denomina-se infiltração o processo pelo qual a água entra no solo, que perdura enquanto houver disponibilidade de água em sua superfície. Esse processo é de grande importância prática, pois sua taxa ou velocidade, muitas vezes determina o deflúvio superficial ( runoff ) ou enxurrada, responsável pelo fenômeno da erosão durante precipitações pluviais. A infiltração determina o balanço de água na zona das raízes e, por isso, o conhecimento do processo e de suas relações com as propriedades do solo é de fundamental importância para o eficiente manejo do solo e da água [1]. A estimativa da taxa de infiltração no solo é condicionante para determinar a repartição da precipitação em infiltração e escoamento superficial, a celeridade de penetração da frente de umidade no solo e a lâmina em projetos de irrigação. Embora não exista padronização dos sistemas de medição da infiltração, utilizam-se principalmente infiltrômetros de duplo-anel ou simples-anel. A vantagem do primeiro sobre o segundo é de minimizar as infiltrações laterais, mantendo o fluxo na direção vertical. A sua desvantagem é uma operação mais complicada, principalmente porque necessitam de maiores volumes de água [2]. A infiltração de água no solo deve ser quantificada por meio de métodos simples e capazes de representar, adequadamente, as condições naturais em que se encontra o solo. Neste sentido, torna-se necessário adotar métodos e modelos cujas determinações baseiam-se em condições iguais as observadas durante as quais o solo é submetido [3]. Segundo Libardi [4], são conhecidas diversas fórmulas (denominadas equações de infiltração) propostas para expressar a lei da infiltração de água em solos. Estas equações são desenvolvidas empiricamente ou a partir de considerações físicas, como podemos citar os modelos de Horton [5], Kostiakov [6] e Kostiakov-Lewis. O objetivo do presente trabalho foi avaliar modelos empíricos de previsão da taxa de infiltração, comparando o desempenho destes com os valores obtidos pelo método do infiltrômetro de duplo-anel.

Material e métodos

A. Desenvolvimento teórico Os modelos empíricos de Horton, Kostiakov e Kostiakov-Lewis, que descrevem a evolução do volume infiltrado em função do tempo de infiltração, se escrevem, respectivamente, assim:

Modelo de Horton: i = if + (ii – if).e-k.t^ (1) Modelo de Kostiakov: i = atb^ (2) Modelo de Kostiakov-Lewis: i = atb^ + if (3) Em que: i – taxa de infiltração (cm.h-1); ii – taxa de infiltração inicial (cm.h-1); if – taxa de infiltração final (cm.h-1); k, a e b – parâmetros de ajustamento. A equação de Kostiakov é considerada uma equação inteiramente empírica e de aplicabilidade limitada, porém útil em aplicações de irrigação, devido à sua simplicidade e ao fato de, para curtos intervalos de tempo, ajustar-se razoavelmente bem para uma grande quantidade de solos. Já a aplicabilidade da equação de Horton é muito variada, pois não se baseia em nenhuma teoria física adequada, apenas na intuição [4]. O modelo de Horton é mais consistente que o de Kostiakov, tendo Horton observado que a redução na taxa de infiltração com o tempo é fortemente controlada por fatores que ocorrem na superfície do solo, como encrostamento superficial devido ao impacto das gotas da chuva, fenômenos de expansão e contração do solo, dentre outros. A equação de Kostiakov-Lewis foi proposta para eliminar a deficiência da taxa de infiltração de tender a zero quando o tempo tende a infinito [7]. B. Método de campo Para coleta dos dados em campo foi utilizado o infiltrômetro de duplo-anel, constituído de dois anéis posicionados de forma concêntrica no solo, sendo o primeiro com diâmetro de 60 cm e o segundo com 30 cm, ambos com 30 cm de altura, enterrados aproximadamente 10 cm no solo, onde as leituras do tempo e da lâmina acumulada foram realizadas a cada 5 cm de lâmina de água

infiltrada, até verificar-se uma estabilização na taxa de infiltração. A cada 5 cm de lâmina infiltrada foram feitas reposições de água nos dois anéis até a altura inicial, de 15 cm, ou seja, a leitura era feita quando o nível da água atingia 10 cm, evitando uma grande redução no nível da água no interior dos anéis, podendo chegar ao esgotamento da água, o que poderia invalidar o teste.

C. Localização da área

Lote do Perímetro Irrigado de Icó-Mandantes, localizado na borda do lago do reservatório da Usina Hidroelétrica Luiz Gonzaga (Itaparica), no município de Petrolândia-PE.

D. Estudo experimental

A infiltração da água no solo foi determinada em campo, através do método do infiltrômetro de duplo- anel, e empiricamente a partir dos modelos propostos por Horton, Kostiakov e Kostiakov-Lewis. Para avaliar o desempenho entre os valores da infiltração obtidos em campo e os valores calculados através dos modelos empíricos de Horton, Kostiakov e Kostiakov-Lewis, procedeu-se a análise estatística dos resultados através de coeficientes de determinação (R^2 ).

Resultados e Discussão

Os valores dos dados de infiltração acumulada ( I ) e taxa de infiltração ( i ) de água no solo, obtidos através do infiltrômetro de duplo-anel, podem ser observados na Tabela 1. Verifica-se que no início do processo a taxa de infiltração foi muito rápida (80,36 cm.h-1), e decresce até um valor aproximadamente constante, denominado de velocidade de infiltração básica ( if ), estabilizando-se no tempo de aproximadamente 136 minutos (23,41 cm.h-1). Segundo Bernardo, Soares & Mantovani [8], solos que possuem if entre 2,5 a 25 cm.h-1^ são provavelmente de textura arenosa. A Figura 1 mostra as curvas dos valores da taxa de infiltração e da infiltração acumulada obtida com os dados da Tabela 1. Nota-se que ao longo do teste, a infiltração acumulada aumenta com o tempo enquanto

que taxa de infiltração diminui chegando próximo da estabilidade. Na Tabela 2 constam os parâmetros e coeficientes de determinação (R^2 ) calculados a partir dos dados de campo e dos modelos empíricos estudados. Através do coeficiente de determinação (R^2 ) pode-se verificar que, dentre os modelos empíricos, o melhor para estimar a taxa de infiltração quando comparado com os dados de campo foi o de Kostiakov-Lewis (R^2 =0,994). As curvas dos valores da taxa de infiltração medidos em campo e calculados pelos modelos empíricos podem ser comparadas na Figura 2. Observa-se, portanto, que todos os modelos utilizados neste trabalho apresentaram resultados satisfatórios, fato este evidenciado pelos altos valores dos coeficientes de determinação.

Agradecimentos

Aos demais alunos do 7º período do curso de Agronomia (Turma 2007.2) da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Serra Talhada.

Referências

[1] REICHARDT, K. & TIMM, L.C. 2004. Solo, planta, atmosfera: conceitos, processos e aplicações. Barueri: Manole. 478 p. [2] LIMA, C.A.G. & SILANS, A.P. 1999. Variabilidade espacial da infiltração de água no solo. Pesquisa Agropecuária Brasileira , Brasília, v.34, n.12, p. 2311-2320, dez. [3] PRUSKI, F.F.; SILVA, D.D.; SANTOS, W.L.; RODRIGUES, L.N.; & ANTUNES, V.L. 1997. Infiltração da água no solo. Engenharia na Agricultura. Caderno Didático 25. 26p. [4] LIBARDI, P.L. 2005. Dinâmica da água no solo. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 335p. [5] HORTON, R.E. 1940. An approach toward a physical interpretation of infiltration-capacity. Soil Science Society of America Proceedings , v. 5, p. 399-417. [6] KOSTIAKOV, A.N. 1932. On the dynamics of the coefficient of water-percolation in soils and on the necessity of studding it from a dynamic point of view for purposes of amelioration. Transactions of 6 th^ Congress of International Soil Science Society , Moscow, Part A, p. 17-21. [7] BRANDÃO, V.S.; CECÍLIO, R.A.; PRUSKI, F.F. & SIVA, D.D.

  1. Infiltração da água no solo. 3. ed. atual. e ampl. Viçosa: Ed. UFV. [8] BERNARDO, S.; SOARES, A.A. & MANTOVANI, E.C. 2006. Manual de irrigação. 8. ed. Viçosa: Ed. UFV, 625p.