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Importância da Educação Física na Escola: Desenvolvimento e Perspectivas, Trabalhos de Educação Física

Este documento discute a importância da educação física na escola, sua história e os desafios atuais. O texto aborda a desvalorização atual da educação física, a necessidade de planejamento e objetivos educacionais, a evolução da educação física ao longo do tempo e suas novas funções na sociedade. Além disso, o documento enfatiza a importância de incentivar brincadeiras e jogos lúdicos, a criação de novas regras para jogos e esportes, e o papel da educação física na formação integral do indivíduo.

Tipologia: Trabalhos

2015

Compartilhado em 26/06/2015

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barbara-couto-5 🇧🇷

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Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Lavras
FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
Professor: Marcio Norberto Farias
Programa Educacional – Educação Física
Ensino Infantil
Ensino Fundamental
Ensino Médio
Bárbara Helem do Couto -201020531
Karina Escudeiro Mendes - 200920535
Luciana Maria Santos - 201010546
Lavras-MG
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Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Lavras FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR Professor: Marcio Norberto Farias

Programa Educacional – Educação Física

Ensino InfantilEnsino FundamentalEnsino Médio

  • Bárbara Helem do Couto -
  • Karina Escudeiro Mendes - 200920535
  • Luciana Maria Santos - 201010546

Lavras-MG 2015

Segundo Juliano Silveira “a Educação Física é uma disciplina que possibilita, talvez mais do que as outras, espaços onde se pode dar inicio a mudanças significativas na maneira de se implementar o processo de ensino/ aprendizagem, tendo em vista os diversas situações em que os dados do cotidiano associados á cultura de movimentos podem ser utilizados como objetos para reflexão.”, pensando assim o que vemos na realidade das aulas é um desperdício de oportunidades e possibilidades. Ainda vemos hoje diferentes e variadas metodologias de ensino e diferentes formações dos professores, infelizmente ainda vemos técnicos, rola-bolas, dentre outros dentro das escolas se fazendo de professores; também vemos falta de espaços físicos adequados, falta de materiais didáticos, e na maioria das vezes um numero grande de alunos por turmas, etc., tudo isso leva a Educação Física a uma desvalorização dentro e fora das escolas.

A falta de planejamento das aulas, por parte dos professores, faz com que essas se tornem sem objetivo final ao aluno e com isso desinteressantes, é de suma importância que as aulas de Educação Física tenham um objetivo educacional final e para isso uma sequência lógica de trabalho, esse planejamento segundo Juliano Silveira pode ser “bimestral, trimestral, semestral ou anual.”. Os conteúdos que são ofertados nas aulas são constantemente influenciados pela cultura e trajetória individual do professor; mas ainda vemos é uma supervalorização do “esporte” dentro da escola, com a suposta ideia de formação de futuros atletas de alto rendimento.

O que devemos como futuros profissionais da área da Educação Física é não dar continuidade aos mesmos moldes de ensino que vemos atualmente, onde o aluno, com suas bagagens e culturas individuais, não é levado em consideração pelos docentes. Mudanças se fazem necessárias pelo simples fato de o aluno não ser apenas mais um, ele deve ser visto e considerado como único e as fases da infância e da adolescência não podem ser vistas apenas como antecessoras a fase adulta, mas sim fases da vida onde ele, tanto na escola quanto fora dela, ele é um individuo que consome e promove cultura. A exclusão de indivíduos, seja por gênero, etnia, classe social, sexualidade, dentre outras, também precisam ser combatidos, atualmente as escolas

contingente de escravos negros era muito grande, havia o temor de uma “mistura” que “desqualificasse” a raça branca. Dessa forma, a educação sexual associada à Educação Física deveriam incutir nos homens e mulheres a responsabilidade de manter a “pureza” e a “qualidade” da raça branca. Embora a elite imperial estivesse de acordo com os pressupostos higiênicos, eugênicos e físicos, havia uma forte resistência na realização de atividades físicas por conta da associação entre o trabalho físico e o trabalho escravo. Qualquer ocupação que implicasse esforço físico era vista com maus olhos, considerada “menor”. Essa atitude dificultava que se tornasse obrigatória a prática de atividades físicas nas escolas. Dentro dessa conjuntura, as instituições militares sofreram influência da filosofia positivista, o que favoreceu que tais instituições também pregassem a educação do físico. Almejando a ordem e o progresso, era de fundamental importância formar indivíduos fortes e saudáveis, que pudessem defender a pátria e seus ideais. No ano de 1851 foi feita a Reforma Couto Ferraz, a qual tornou obrigatória a Educação Física nas escolas do município da Corte. De modo geral houve grande contrariedade por parte dos pais em ver seus filhos envolvidos em atividades que não tinham caráter intelectual. Em relação aos meninos, a tolerância era um pouco maior, já que a idéia de ginástica associava-se às instituições militares; mas, em relação às meninas, houve pais que proibiram a participação de suas filhas.

Em 1882, Rui Barbosa deu seu parecer sobre o Projeto 224 — Reforma Leôncio de Carvalho, Decreto n. 7.247, de 19 de abril de 1879, da Instrução Pública —, no qual defendeu a inclusão da ginástica nas escolas e a equiparação dos professores de ginástica aos das outras disciplinas. Nesse parecer, ele destacou e explicitou sua idéia sobre a importância de se ter um corpo saudável para sustentar a atividade intelectual. No início deste século, a Educação Física, ainda sob o nome de ginástica, foi incluída nos currículos dos Estados da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo.

Nessa mesma época a educação brasileira sofria uma forte influência do movimento escola-novista, que evidenciou a importância da Educação Física no desenvolvimento integral do ser humano. Essa conjuntura possibilitou

que profissionais da educação na III Conferência Nacional de Educação, em 1929, discutissem os métodos, as práticas e os problemas relativos ao ensino da Educação Física. A Educação Física que se ensinava nesse período era baseada nos métodos europeus (o sueco, o alemão e, posteriormente, o francês), que se firmavam em princípios biológicos. Faziam parte de um movimento mais amplo, de natureza cultural, política e científica, conhecido como Movimento Ginástico Europeu, e foi a primeira sistematização científica da Educação Física no Ocidente. Na década de 30, no Brasil, dentro de um contexto histórico e político mundial, com a ascensão das ideologias nazistas e fascistas, ganham força novamente as idéias que associam a eugenização da raça à Educação Física. O exército passou a ser a principal instituição a comandar um movimento em prol do “ideal” da Educação Física que se mesclava aos objetivos patrióticos e de preparação pré-militar. O discurso eugênico logo cedeu lugar aos objetivos higiênicos e de prevenção de doenças, estes sim, passíveis de serem trabalhados dentro de um contexto educacional.

A finalidade higiênica foi duradoura, pois instituições militares, religiosas, educadores da “escola nova” e Estado compartilhavam de muitos de seus pressupostos. Mas a inclusão da Educação Física nos currículos não havia garantido a sua implementação prática, principalmente nas escolas primárias. Embora a legislação visasse tal inclusão, a falta de recursos humanos capacitados para o trabalho com Educação Física escolar era muito grande. Apenas em 1937, na elaboração da Constituição, é que se fez a primeira referência explícita à Educação Física em textos constitucionais federais, incluindo-a no currículo como prática educativa obrigatória (e não como disciplina curricular), junto com o ensino cívico e os trabalhos manuais, em todas as escolas brasileiras. Também havia um artigo naquela Constituição que citava o adestramento físico como maneira de preparar a juventude para a defesa da nação e para o cumprimento dos deveres com a economia. Os anos 30 tiveram ainda por característica uma mudança conjuntural bastante significativa no país: o processo de industrialização e urbanização e o estabelecimento do Estado Novo. Nesse contexto, a Educação Física ganhou novas atribuições: fortalecer o trabalhador, melhorando sua capacidade produtiva, e desenvolver o espírito de cooperação em benefício da coletividade.

fundamentais de ensino; buscava-se a descoberta de novos talentos que pudessem participar de competições internacionais, representando a pátria. Nesse período, o chamado “modelo piramidal” norteou as diretrizes políticas para a Educação Física: a Educação Física escolar, a melhoria da aptidão física da população urbana e o empreendimento da iniciativa privada na organização desportiva para a comunidade comporiam o desporto de massa que se desenvolveria, tornando-se um desporto de elite, com a seleção de indivíduos aptos para competir dentro e fora do país.

Na década de 80 os efeitos desse modelo começaram a ser sentidos e contestados: o Brasil não se tornou uma nação olímpica e a competição esportiva da elite não aumentou o número de praticantes de atividades físicas. Iniciou-se então uma profunda crise de identidade nos pressupostos e no próprio discurso da Educação Física, que originou uma mudança significativa nas políticas educacionais: a Educação Física escolar, que estava voltada principalmente para a escolaridade de quinta a oitava séries do primeiro grau, passou a priorizar o segmento de primeira a quarta e também a pré-escola. O enfoque passou a ser o desenvolvimento psicomotor do aluno, tirando da escola a função de promover os esportes de alto rendimento. O campo de debates se fertilizou e as primeiras produções surgiram apontando o rumo das novas tendências da Educação Física. A criação dos primeiros cursos de pós- graduação em Educação Física, o retorno de professores doutorados fora do Brasil, as publicações de um número maior de livros e revistas, bem como o aumento do número de congressos e outros eventos dessa natureza foram fatores que também contribuíram para esse debate. As relações entre Educação Física e sociedade passaram a ser discutidas sob a influência das teorias críticas da educação: questionou-se seu papel e sua dimensão política. Ocorreu então uma mudança de enfoque, tanto no que dizia respeito à natureza da área quanto no que se referia aos seus objetivos, conteúdos e pressupostos pedagógicos de ensino e aprendizagem. No primeiro aspecto, se ampliou a visão de uma área biológica, reavaliaram-se e enfatizaram-se as dimensões psicológicas, sociais, cognitivas e afetivas, concebendo o aluno como ser humano integral. No segundo, se abarcaram objetivos educacionais mais amplos (não apenas voltados para a formação de um físico que pudesse

sustentar a atividade intelectual), conteúdos diversificados (não só exercícios e esportes) e pressupostos pedagógicos mais humanos (e não apenas adestramento).

Atualmente se concebe a existência de algumas abordagens para a Educação Física escolar no Brasil que resultam da articulação de diferentes teorias psicológicas, sociológicas e concepções filosóficas. Todas essas correntes têm ampliado os campos de ação e reflexão para a área e aproximado das ciências humanas, e, embora contenham enfoques científicos diferenciados entre si, com pontos muitas vezes divergentes, têm em comum a busca de uma Educação Física que articule as múltiplas dimensões do ser humano. Nas escolas, embora já seja reconhecida como uma área essencial, a Educação Física ainda é tratada como “marginal”, que pode, por exemplo, ter seu horário “empurrado” para fora do período que os alunos estão na escola ou alocada em horários convenientes para outras áreas e não de acordo com as necessidades de suas especificidades (algumas aulas, por exemplo, são no último horário da manhã, quando o sol está a pino). Outra situação em que essa “marginalidade” se manifesta é no momento de planejamento, discussão e avaliação do trabalho, no qual raramente a Educação Física é integrada. Muitas vezes o professor acaba por se convencer da “pequena importância” de seu trabalho, distanciando-se da equipe pedagógica, trabalhando isoladamente. Paradoxalmente, esse professor é uma referência importante para seus alunos, pois a Educação Física propicia uma experiência de aprendizagem peculiar ao mobilizar os aspectos afetivos, sociais, éticos e de sexualidade de forma intensa e explícita, o que faz com que o professor de Educação Física tenha um conhecimento abrangente de seus alunos. Levando essas questões em conta e considerando a importância da própria área, evidencia-se cada vez mais, a necessidade de integração.

A Lei de Diretrizes e Bases promulgada em 20 de dezembro de 1996 busca transformar o caráter que a Educação Física assumiu nos últimos anos ao explicitar no art. 26, § 3o , que “a Educação Física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular da Educação Básica, ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar, sendo

Vemos um grande crescimento na área de estudos da educação infantil e isso importante para formação dos novos docentes, no ensino infantil a criança tem o seu primeiro contado com a escola, e isso acarreta uma grande mudança em seu cotidiano. Isso faz com que elas não entendam os motivos do afastamento de seus pais e parentes, e causa desconforto nas. Com isso fica claro o papel do professor no ensino infantil, o docente tem que estar preparado para construir estratégias pedagógicas viáveis e auxiliar as crianças em seu desenvolvimento. È nesse momento que a criança tem os primeiros contatos com a escola e o professor seja generalista ou professor especialista na área da Educação Física. Mas o que vemos é uma desvalorização do profissional especializado e os demais vêm a aula de Educação Física como uma recreação para as crianças, para uma mudança desse olhar temos que nós preparar cada vez mais para conseguirmos a tão sonhada valorização da nossa área de atuação. Temos um trecho que expressa bem essa realidade dentro das escolas de ensino infantil: [...] não mais em professoras (es) “generalistas” e “especialistas”, mas em professoras(es) de educação infantil que, juntas(os), com as suas diversas especificidades de formação e atuação, irão compartilhar seus diferentes saberes docentes para a construção de projetos educativos com as crianças (Ayoub, 2001, p. 56). Quando conseguimos efetivamente, dar uma aula com estratégias pedagógicas adequadas, isso proporciona a criança autonomia como individuo e em suas formações sociais e escolares.

“Quem educa para a autonomia confia que seus educandos saberão seguir pela vida, orientados por sua própria consciência autônoma ( Freire; Scaglia 2003).

Currículo

O currículo deve distanciar-se da aprendizagem mecânica, da memorização pela memorização, reduzindo-se a quantidade de conteúdos a

serem aprendidos para se exaltar à qualidade da aprendizagem, aprendendo- se a pensar, a dizer e a aprender. Deve ser considerado e se aproximar da realidade social, historicamente específica, expressando relações entre pessoas, privilegiando uma concepção significativa de aprendizagem, enfatizando a prática docente e sua interface na formação de cidadãos dignos, sensíveis, humanos e dispostos a trabalhar por uma sociedade mais justa.

Metodologia

O docente precisa estar por dentro das inovações pedagógicas, conhecer estratégias de ensino que proporcionem ao aluno, forma de aprender de modo significativo, em um clima de liberdade e respeito. A metodologia a ser aplicada é aquela preocupada em buscar o aluno de verdade, concreto, real, identificado com suas características e necessidades.

Avaliação

Consideramos a avaliação, não como medida que se transforma em notas e conceitos, mas sim, em um processo global com alguns procedimentos; enfatizando a auto-avaliação, fichas informativas que abordam aspectos cognitivos, sócio-afetivos e físicos e também serviços contendo a seleção de atividades que demonstrem as transformações ocorridas no desenvolvimento dos alunos no decorrer do processo de aprendizagem. Em uma concepção construtivista social interativa proponho uma avaliação capaz de trazer elementos de crítica, transformação ativa para o trabalho pedagógico com todos os envolvidos: que professores, especialistas, diretor, funcionários, alunos e família sejam sujeitos da avaliação que tem como meta aprender, tornando-a um processo formativo, qualitativo, permanente e contínuo.

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Objetivos

✓ Amostra de danças tipicamente brasileira.

✓ Coreografias para festa junina da escola, (quadrilhas).

✓ Atividades ludicas que envolvem habilidades básicas como as de equilíbrio, de correr, saltar, lançar, agarrar.

3º Bimestre:

✓ (^) Atividades psicomotoras direcionadas

✓ (^) Trabalhos de força e de equilibrio (como cabo de guerra e pular o rio)

✓ (^) Brincadeiras folclóricas e populares

✓ (^) Atividades ludicas que envolvam habilidades básicas como as de equilíbrio, de correr, altar, lançar, agarrar, chutar, quicar.

✓ Brincadeiras e cantigas de roda

4º Bimestre:

✓ Atividades de socialização (ginastica – estrelas, parada de tres apoios com ajuda dos colegas)

✓ Trabalhos com bola utilizando as mãos e os pés (lançar, agarrar, quicar, chutar)

✓ Semana da criança: atividades lúdicas e recreativas, alguns passeios, entre outras atividades...

✓ Atividades que envolvem habilidades básicas como as de equilíbrio, de correr, saltar, lançar, agarrar, chutar, quicar, todas envolvendo o lúdico e a fantasia infantil.

✓ Brincadeiras e cantigas de roda variadas e sujeridas pelos alunos.

Elaboração de um programa educacional no ensino fundamental.

Educação física no ensino fundamental

É necessário que o aluno se aproprie do processo de construção de conhecimentos relativos ao corpo e ao movimento e construa uma possibilidade autônoma de utilização de seu potencial gestual. Embora numa aula de Educação Física os aspectos corporais sejam mais evidentes, mais facilmente observáveis, e a aprendizagem esteja vinculada à experiência prática, o aluno precisa ser considerado como um todo no qual aspectos cognitivos, afetivos e corporais estão inter-relacionados em todas as situações. Não basta a repetição de gestos estereotipados, com vistas a automatizá-los e reproduzi-los.

O processo de ensino e aprendizagem em Educação Física, não se restringe ao simples exercício de certas habilidades e destrezas, mas sim de capacitar o indivíduo a refletir sobre suas possibilidades corporais e, com autonomia, exercê-las de maneira social e culturalmente significativa e adequada. Trata-se de compreender como o indivíduo utiliza suas habilidades e estilos pessoais dentro de linguagens e contextos sociais, pois um mesmo gesto adquire significados diferentes conforme a intenção de quem o realiza e a situação em que isso ocorre. O chutar, por exemplo, é diferente tanto no futebol, na capoeira, na dança , na medida em que é utilizado com intenções diferenciadas e em contextos específicos; é dentro deles que a habilidade de chutar deve ser apreendida e exercitada. É necessário que o indivíduo conheça a natureza e as características de cada situação de ação corporal, como são socialmente construídas e valorizadas, para que possa organizar e utilizar sua motricidade na expressão de sentimentos e emoções de forma adequada e significativa. Dentro de uma mesma linguagem corporal, um jogo desportivo, por exemplo, é necessário saber discernir o caráter mais competitivo ou recreativo de cada situação, conhecer o seu histórico, compreender minimamente regras e estratégias e saber adaptá-las. Por isso, é fundamental

equilibrado; Reconhecer condições de trabalho que comprometam os processos de crescimento e desenvolvimento, não as aceitando para si nem para os outros, reivindicando condições de vida dignas; Conhecer a diversidade de padrões de saúde, beleza e estética corporal que existem nos diferentes grupos sociais, compreendendo sua inserção dentro da cultura em que são produzidos, analisando criticamente os padrões divulgados pela mídia e evitando o consumismo e o preconceito; Conhecer, organizar e interferir no espaço de forma autônoma, bem como reivindicar locais adequados para promover atividades corporais de lazer, reconhecendo-as como uma necessidade básica do ser humano e um direito do cidadão.

Brincadeiras e jogos lúdicos: Dar continuidade ao processo de ensino- aprendizagem do Ensino Infantil ao Ensino fundamental, tendo como base a interação, autonomia, e o desenvolvimento da psicomotricidade; Aplicação de atividades diferenciadas, que promova a integração de toda a turma; A avaliação do aluno será de acordo o nível de participação durantes as atividades propostas pelo professor de Educação Física; a interação entre os grupos da classe; resultados positivos a cerca da possibilidade de atuação e aprendizagem de cada um mediante às propostas pedagógicas orientadas pelo professor; e disciplina durante as aulas.

Exploração dos espaços escolares: Conhecer os espaços abertos na escola, como forma de fortalecer a interação escola- funcionários e alunos; Intermediação do professor, encarregando de mostrar os espaços físicos e possibilidades de execução da corporeidade no âmbito escolar, como parquinhos; árvores e flores; biblioteca e brinquedoteca.

Expressividade em forma de criações em pinturas e desenhos: Instigar a possibilidade de criação e autonomia da criança; Atividades intermediadas pelo professor, por meio de filmes infantis e desenhos televisivos que tenham ligação com a expressividade corporal

Noção da corporeidade: Explorar as particularidades do corpo, no espaço, desenvolver a coordenação motora, lateralidade e aplicação por meio

do movimento no mundo; Reflexão por meio da musicalidade, que pode ser explorada de acordo com palavras-chave e melodia ; e por meio de brincadeiras recreativas

Jogos e brincadeiras para iniciação esportiva: Promover a integração, desenvolvimento das regras esportivas, da capacidade mental e inclusão, promover apreciação pelas praticas corporais; Desenvolvimento de atividades que remetem a pratica e desenvolvimento das regras básicas.

Iniciação Esportiva: voleibol, futebol, basquetebol, handebol: Conhecimento das atividades de iniciação que agora serão aplicadas em forma esportiva, levando em consideração a integração de todos os alunos; Entendimento do contexto histórico de cada modalidade, sua evolução bem como aplicação pratica, que devera ser desenvolvida de acordo com um plano de aula para tal fim.

Iniciação ao atletismo: saltos, corridas, arremessos: Conhecimento das atividades de iniciação que agora serão aplicadas em forma esportiva, levando em consideração a integração de todos os alunos; Entendimento do contexto histórico de cada modalidade, sua evolução bem como aplicação pratica, que devera ser desenvolvida de acordo com um plano de aula para tal fim.

Criação de novas regras para jogos e esportes: Capacidade critica para formulação de novas regras que promovam a inclusão, integração, e principalmente técnica e ética abordada por cada desporto; Discussões entre alunos com mediação do professor para que haja avaliação das regras das modalidades esportivas abordadas na escola, e a modificação destas para a prática esportiva nas aulas de Educação Física como forma de beneficiar a participação de todos os alunos.

Iniciação às artes marciais: Promover o contato com atividades pouco desenvolvidas nas escolas, como forma de resgate das culturas esquecidas, promover a pluralidade de possibilidades dos gestos corporais e disciplina que será refletida no contexto social; Introdução do contexto histórico, ensinamento dos gestos técnicos e aplicação a pratica das artes marciais.

3º Bimestre:

✓ Introdução basica da capoeira e seus ritimos.

✓ Pesquisas e projetos feitos pelos alunos sobre os temas (danças brasileiras e capoeira)

✓ (^) Relatos de experiências individuais e coletivas.

✓ (^) Vivência dos alunos pela roda de capoeira e produção de relatórios.

4º Bimestre:

✓ Pesquisa e visita a lugares que os possuam base culturais e historicas.

✓ Trabalhos (teatro) realizados pelos alunos sobre a visita

✓ Ensino da cultura

✓ E um evento para fechamento dos bimestres contendo os dois temas.

Elaboração de um programa educacional no ensino médio.

Educação física no ensino médio.

A Educação Física é uma disciplina amparada por lei dentro da escola, mas muitos não vêm sua legitimidade ou sua importância. Isso fica claro até mesmo no decreto onde a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº. 9394/96), que representa um divisor na construção da identidade da terceira etapa da educação básica brasileira. Dois aspectos merecem destaque: O primeiro diz respeito às finalidades atribuídas ao ensino médio, o aprimoramento do educando como ser humano sua formação ética; o desenvolvimento de sua autonomia intelectual e de seu pensamento crítico; sua preparação para o mundo do trabalho e o desenvolvimento de competências para continuar seu aprendizado. (Art. 35)

O segundo propõe a organização curricular com os seguintes componentes: base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada que atenda a especificidades regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e do próprio aluno (Art. 26).

A identidade da Educação Física, assim como a identidade de qualquer disciplina, é construída a partir de processos de negociação e disputa de valores, concepções e perspectivas. De acordo com o autor Miguel Arroyo, retrata a importância das artes e cultura no currículo escolar do ensino médio, onde o objetivo é a ” preparação” para o vestibular e a entrada no mercado de trabalho. E nesse momento que esquecem a importância de que os jovens precisam de se expressar. Seja culturalmente ou artisticamente.

A cultura tem seu significado correspondente a valores étnicos, estéticos e políticos. E com isso o texto tenta levantar questões de como trabalha a arte e a cultura não superficialmente, mas à fundo nas suas especificidades em dança e capoeira; e como abordar essas questões no currículo escolar, dentro das propostas e projetos. Mas a obrigatoriedade não é suficiente para o ensino das artes em sua contemporaneidade.

O texto também relata a forma como foi transfigurado o conceito de cultura e artes sendo retirada no ensino fundamental e do ensino médio a disciplina e pondo como uma forma onde as apresentações e festas fossem trabalhadas essa cultura e as artes sendo só mais uma atividade disciplinar. Na ultima década que as escolas brasileiras começam a estruturar a arte, cultura, expressão, como forma manifestação cultural, a dança reflete a interação, organização e expressão dos jovens um conjunto de sentimentos que se transmiti por ela e promovendo aprendizagens.Porem mesmo sabendo do sua grande contribuição ainda sim é pouco incorporado aos projetos e nos currículos educacionais.

O corpo como forma de exprimir as sensibilidades e sensações vividas em comum seja individual quanto coletivamente, e revela desde roupas, tatuagens, pircengs, gestos ou skates como esportes radicais o potencial de