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Programa Educacional- Márcio, Trabalhos de Educação Física

Trabalho de Docencia e Formação Cultural na Educação Física Escolar

Tipologia: Trabalhos

2016

Compartilhado em 10/08/2016

talita-lvarenga-12
talita-lvarenga-12 🇧🇷

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Programa Educacional
DOCENCIA E FORMAÇÃO CULTURAL NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
Professor: Márcio Farias
Alunos: André Torres
Alexsandro
Talita
Lavras
2016
Contexto Sócio Histórico da Educação Física
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Programa Educacional

DOCENCIA E FORMAÇÃO CULTURAL NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

Professor: Márcio Farias Alunos: André Torres Alexsandro Talita

Lavras 2016 Contexto Sócio Histórico da Educação Física

A escola deve ser vista como um espaço sociocultural, com diferentes culturas e realidades. Pois a mesma é um espaço dinâmico e polissêmico, ou seja, que não é algo “fechado”, está em constante mudança e tem um significado diferente para cada um, e dentro deste contexto escolar há a variedades de ensinos e disciplinas na qual quero destacar aqui a educação física escolar. Para a contextualização do PE, vamos descrever o percurso da educação física, desde sua inauguração na escola até os dias atuais.

Baseando-se no livro de Tarcísio Mauro Vago, “Rumos da educação física escolar: o que foi, o que é, o que poderia ser”, em que ele aborda cinco retratos do que foi a educação física no contexto escolar. Ele cita em seu texto uma educação física domadora de corpos humanos em que ele descreve sobre as influencias médicas e militares que teriam marcado a inserção da educação física no contexto escolar tomando-a com características de práticas de higienização e disciplinarização dos corpos com objetivos tanto para conter uma ordem na escola e também para a preparação do físico infantil para o mundo do trabalho. Outro aspecto que ele cita é uma educação física com caráter de produção de uma raça forte e energética na qual a educação física propunha uma melhora na raça brasileira na qual era representada como doente e inapta para o trabalho. Para isto os republicanos apostaram no que podemos dizem “branqueamento” da população brasileira na qual o objetivo eram trazer para o Brasil imigrantes principalmente Italianos, Espanhóis e alemães. Com o fracasso desta ideia a escola começa a ser inaugurada e é neste momento de afirmação da escola que a ginastica entra no contexto escolar representada como potencial produtora de uma raça forte na qual substituirá aquela considerada fraca e preguiçosa. Outro retrato demonstrado pelo autor é uma educação física como celeiro de atletas, na qual o autor aponta sobre pesquisas e estudos na área que especialmente após a segunda guerra mundial, a educação física foi sendo articulada aos princípios do esporte de rendimento da qual criou-se a ideia de que a educação física escolar formaria os futuros atletas. E algo muito peculiar que o autor aponta é que este tipo de educação física ainda esta muito presente no cotidiano escolar. Outra problemática que o autor aborda é uma educação física como terapia escolar que pode ser retratada, por exemplo nas series iniciais do ensino fundamental, por sua adesão á psicomotricidade, principalmente( ainda hoje defendida por muitos), em que o seu ensino foi confundido com o tratamento de possíveis distúrbios de ordem psicológica(Vago,p.7). Por fim, uma educação física promotora apenas da saúde biológica e individual, a qual tem um empobrecimento do entendimento do corpo humano, na qual é reduzido o corpo

Por ponderamos esta perspectiva de cultura e a não homogeneidade, o PPP que apresentamos aqui é de um professor que tenha a capacidade de ter um olhar crítico em relação ao corpo como citado por Tarcísio Mauro Vago, “A maneira como um professor de Educação Física compreende o corpo humano diz muito de seu projeto pedagógico. É que há impacto direto em seu modo de orientar e de organizar o ensino que oferece a seus estudantes (Vago,2009,p. 9). Desta maneira como já dito anteriormente neste trabalho, não podemos olhar o corpo somente como uma porção biológica, pois assim empobrecemos o olhar em relação a estes alunos, mas, como todo bom professor sabe que alunos não são dotados apenas de corpos mas também de inteligência intelectual, então é o seu trabalho despertar neste aluno um senso crítico em relação a sociedade em que ele esta inserido. Mas como trabalhar isto? Partimos do ponto que, não é de total fácil compreensão pois esta dialética é bastante extensa, mas como um modo simples de iniciar os argumentos para este questionamento nos direcionamos aos argumentos que inicialmente o professor não pode tirar dos alunos as experiências culturais aos quais o cercam, mais que por falta de articulação, não penetram no contexto escolar ou mais profundamente no âmbito da educação física. Como foi proposto vamos trabalhar em cima das concepções aos quais julgamos mais apropriadas para o ensino infantil, ensino fundamental I e II e ensino médio. Atualmente, coexistem, na área da Educação Física, diversas concepções sobre qual deve ser o papel da Educação Física na escola. Essas concepções têm em comum a tentativa de romper com o modelo mecanicista, esportivista e tradicional. São elas: Humanista; Fenomenológica; Psicomotricidade, baseada nos Jogos Cooperativos; Cultural; Desenvolvimentista; Interacionista-Construtivista; Crítico-Superadora; Sistêmica; Crítico-Emancipatória; Saúde Renovada, baseada nos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL,1998); além de outras (DARIDO, 2003). Faz-se necessário destacar que, na prática pedagógica, as perspectivas que se instalam não aparecem de forma pura, mas com características particulares, mesclando aspectos de mais de uma linha pedagógica. Em outras palavras, dificilmente seguimos uma única abordagem. A prática de todo professor, mesmo que de forma pouco consciente, apoia- se em determinada concepção de aluno, ensino e aprendizagem que é responsável pelo tipo de representação que o professor constrói sobre o seu papel, o papel do aluno, a metodologia, a função social da escola e os conteúdos a serem trabalhados.

Definição de um modelo pedagógico a ser instituído na escola

Em seu livro Pedagogia da Autonomia, Saberes Necessários a Prática Educativa, Freire expõe que a reflexão crítica da prática é uma exigência da relação teoria/ prática, sem a qual a teoria irá virando apenas palavras, e a prática, ativismo. Neste sentido o autor explica de maneira clara e objetiva que ensinar não é transferir conhecimentos e conteúdos, mas sim dar ao aluno a possibilidade pra que ele crie seus próprios conhecimentos e tire suas conclusões. O autor também destaca que não há docência sem discência, ou seja, as duas se explicam e seus sujeitos, apesar das diferenças, não se reduzem à condição de objeto, um do outro, pois quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. Para Costa (2000, p. 126), “... o protagonismo juvenil é uma forma de reconhecer que a participação dos adolescentes pode gerar mudanças decisivas na realidade social, ambiental, cultural e política em que estão inseridos [...] Assim, o protagonismo juvenil, tanto quanto um direito, é um dever dos adolescentes”. Para o autor, a liberdade e a solidariedade, valores imprescindíveis à prática do protagonismo juvenil, são os dois valores maiores que servem como princípios constitutivos da concepção de educação brasileira proposta na Lei de Diretrizes e Base da Educação, e devem servir de estímulo ao pensamento e ação de todos que atuam em qualquer área da educação e formação de adolescentes. O trabalho com o projeto de vida faz que os alunos se relacionem com o seu progresso acadêmico unificando a sua realização pessoal. Isso leva a consolidação de suas concepções por meios das vivencias e aprendizagem. Nas atividades praticas deve-se buscar o envolvimento entre educadores, educandos, família e comunidade para que haja uma construção conjunta e que objetiva a importância do aluno na sua inserção social. As atividades devem dar o desenvolvimento de habilidades e valores para uma escolha planejada do aluno melhorando a sua perspectiva. O acolhimento de novos que alunos que ingressam a escola deverá ser realizado por uma equipe de alunos veteranos e corpo docente trazendo uma melhor integração dos alunos veteranos e alunos iniciantes que pode se dar por. Realizações de oficinas e temáticas visando a apresentações de trabalhos e formas de ensino aprendizagem, e projetos que a escola oferece como formas de reflexão das possibilidades de uma maior efetivação e realização pessoal maior. A LDB estabelece que: Art.12. V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor Rendimento;

Segundo eles, trata-se de uma tentativa de caracterizar a progressão normal do crescimento físico, do desenvolvimento fisiológico, motor, cognitivo e afetivo-social, na aprendizagem motora e, em função destas características, sugerir aspectos ou elementos relevantes para a estruturação da Educação Física Escolar (Darido, 2015, p.41).

Para a abordagem desenvolvimentista, a Educação Física deve proporcionar ao aluno condições para que seu comportamento motor seja desenvolvido através da interação entre o aumento da diversificação e a complexidade dos movimentos. Assim, o principal objetivo da Educação Física é oferecer experiências de movimento adequadas ao nível de crescimento e desenvolvimento do indivíduo, a fim de que a aprendizagem das habilidades motoras seja alcançada. A criança deve aprender a se movimentar para se adaptar às demandas e exigências do cotidiano em termos de desafios motores (Darido, 2015, p.41).

Tais conteúdos devem ser desenvolvidos segundo uma ordem de habilidades, do mais simples, que são as habilidades básicas, para as mais complexas, as habilidades específicas. As habilidades básicas podem ser classificadas em habilidades locomotoras (por exemplo: andar, correr, saltar, saltitar), manipulativas (por exemplo: arremessar, chutar, rebater, receber) e de estabilização (por exemplo: girar, flexionar, realizar posições invertidas), (Darido, 2015, p.41).

Neste sentido os conteúdos abordados no ensino infantil: Os conteúdos que serão passados para os alunos precisam ser motivadores para que desperte interesse em aprendê-los. É importante que o professor dê espaço para a criança exponha suas experiências e conhecimentos para os demais colegas, e isso leva à problematização dessas situações. Para essa faixa etária é necessário trabalhos que levam a criança a trabalhar individualmente e em grupos (sendo eles pequenos ou grandes). Todas as atividades devem seguir uma ordem dosada que cresça da mais simples para a mais complexa, a partir dos limites, possibilidades e interesses dos alunos e do professor.

Temas/ Conteúdos/ Tipos de atividades Atividades rítmicas e expressivas É uma forma de linguagem rica dos hábitos e costumes. Devem ser tratadas pedagogicamente por seu conteúdo expressivo que retrata fatos, lutas, aspectos e

sentimentos da vida social e histórica. Uma das finalidades da dança na escola é permitir a criança evoluir em relação ao domínio de seu corpo, assim desenvolverá e aprimorará suas possibilidades de movimentação, descobrindo novos espaços, formas, superação de suas limitações e condições para enfrentar novos desafios quanto aspectos motores, sociais, afetivos e cognitivos (BARRETO 2002). Pode ser trabalhado de diversas maneiras: ▲ Trabalhar as diferenças de gêneros e ritmos; A maioria das músicas infantis apresenta ritmo binário, ou seja, uma batida forte e uma fraca. O trabalho tem como objetivo fazer com que as crianças percebam esse ritmo, e dessa forma explorar o conteúdo.

▲ Danças étnicas e dos diferentes ciclos festivos; As atividades que envolvem música e dança é sem dúvida um importante meio de inserção de cultura, prazer e iniciação musical, julgando que as crianças sabem relacionar música e dança, pois é algo materno e com certeza elas irão perceber essa atividade como uma possibilidade de brincar. A partir da dança, pode acontecer a aproximação dos alunos de diferentes raças e etnias, pois eles irão trazer para a aula diferentes maneiras de dançar. Assim será ampliado os conhecimentos. ▲ A dança desenvolve estímulos como:

Tátil – sentir os movimentos e seus benefícios para o corpo; Visual – ver os movimentos e transformá-los em atos; Auditivo – ouvir a música e dominar o seu ritmo; Afetivo – emoções e sentimentos transpostos na coreografia; Cognitivo – raciocínio, ritmo, coordenação; Motor – esquema corporal, coordenação motora associada ao equilíbrio e flexibilidade. ▲ Cantigas de roda:

Hoje é domingo Pé de cachimbo, o cachimbo é de barro Bate no jarro, o jarro é de ouro Bate no touro, o jarro é de ouro Bate no Touro, o touro é valente Bate na gente, a gente é fraco Cai no buraco, o buraco é fundo Acabou-se o mundo.”

  1. Representação de papeis (animais)

“A dança do jacaré quero ver quem sabe dançar. A dança do jacaré, quero ver quem sabe dançar. Rebola para lá, rebola para cá E abre o bocão assim. Remexe o rabo e nada no lago Depois dá a mão para mim.

A dança da cascavel, quero ver quem sabe dançar. A dança da cascavel, quero ver quem sabe dançar. Rebola para lá, rebola ondulado E estica o pescoço assim. E sobe no galho, balança o chocalho Depois dá a mão para mim.

A dança do caranguejo, quero ver quem sabe dançar. A dança do caranguejo, quero ver quem sabe dançar. Rebola para lá, rebola para cá Belisca o meu pé assim. E mexe o olho e ande de lado Depois dá a mão para mim.

A dança do peixe boi, quero ver quem sabe dançar.

A dança do peixe boi, quero ver quem sabe dançar. Rebola para lá, rebola para cá E abre a boquinha assim. Me dá um beijinho e nada um pouquinho Depois dá a mão para mim.

A dança do tuiuiu, quero ver quem sabe dançar. A dança do tuiuiu, quero ver quem sabe dançar. Rebola para lá, rebola para cá E voa no ar assim. E sobe um pouquinho e desce um pouquinho Depois dá a mão para mim.

A dança da criançada, quero ver quem sabe dançar. A dança da criançada, quero ver quem sabe dançar. Rebola para lá, rebola para cá Faz uma careta assim. E dá uma voltinha, sacode a cabeça Depois dá a mão para mim”

  1. Canção de Ninar “Tá na hora do neném dormir Não espere a mamãe mandar Um bom sono pra você E um alegre despertar.” Ginástica Trabalhar os fundamentos da ginástica faz com que as crianças conheçam as possibilidades de ação do seu corpo, além de proporcionar intrigantes desafios que estimulam à prática. Esse tema é muito importante de ser trabalhado nas escolas porque exige muito respeito de um aluno para com outro. Isso é devido ao contato que se tem para ajudar a execução de alguns movimentos. É valido ressaltar que nessa faixa etária não será trabalhado a ginástica como sendo esporte, e sim seus movimentos. O

cores comuns no quebra-cabeça à função educativa e os lúdicos estão presentes, a criança com sua criatividade consegue montar um castelo até mesmo com o quebra- cabeça, através disto utiliza o lúdico com a ajuda do professor. (KISHIMOTO, 2001, p. 36-37).

ENSINO FUNDAMENTAL

A abordagem do ensino fundamental está voltada para a cultura corporal que tem em suas concepções a abordagem construtivista e desenvolvimentista.

Muitos professores não especialistas e até alguns com formação específica em Educação Física entendem que o papel da disciplina é auxiliar na melhoria da alfabetização, da sociabilização, da lateralidade, da coordenação motora etc. Ou seja, existe a crença de que as aulas de Educação Física servem de meio para outras aprendizagens, certamente mais prestigiosas para a escola, como a aprendizagem da matemática ou a alfabetização.

Não se trata de negar o papel importante que a questão da interdisciplinaridade deve desempenhar na escola e o foco da Educação Física neste contexto, mas sim de ter em mente que a interdisciplinaridade só será positiva para a Educação Física na escola quando estiverem claras para o professor quais são as finalidades desta disciplina. Somente deste modo, haverá preocupação em assegurar ao aluno as questões relacionadas à cultura corporal com suas características específicas (Darido,2015,p.36).

A proposta denominada construtivista é apresentada como uma opção metodológica, em oposição às linhas anteriores da Educação Física na escola, especificamente à proposta mecanicista, caracterizada pela busca do desempenho máximo de padrões de comportamento, sem considerar as diferenças individuais e levar em conta as experiências vividas pelos alunos. O objetivo da proposta mecanicista é selecionar os mais habilidosos para competições de alto nível (Darido,2015,p.36). No construtivismo, a intenção é a de construir conhecimento a partir da interação do sujeito com o mundo, em uma relação que extrapole o simples exercício de ensinar e aprender. Assim, conhecer é sempre uma ação que implica em esquemas de assimilação e acomodação, em um processo de constante reorganização. Essa concepção teve forte influência de Piaget. A principal vantagem desta abordagem é a de que ela possibilita uma maior integração com uma proposta pedagógica ampla e

integrada da Educação Física nos primeiros anos de educação formal (Darido,2015,p. 36).

Abordagem construtivista teve o mérito de levantar a questão da importância da Educação Física na escola, considerar o conhecimento que a criança já possui, independentemente da situação formal de ensino, porque a criança, como ninguém, é uma especialista em brinquedo (FREIRE, 1989). Deve-se, deste modo, resgatar a cultura de jogos e brincadeiras dos alunos envolvidos no processo ensino- aprendizagem, aqui incluídas as brincadeiras de rua, os jogos com regras, as rodas cantadas e outras atividades que compõem o universo cultural dos alunos. (referencia).

Deste modo então, as atividades desenvolvidas para o ensino fundamental I e II estão correlacionados como uma sequencia pedagógica que segue do estagio anterior(ensino infantil). Os conhecimentos adquiridos no ensino infantil são necessários para o aluno dentro do planejamento de ensino que será aplicado nesta nova fase escolar.

ENSINO FUNDAMENTAL I

1º e 2º Ano

▲ Ginástica

A Ginástica será trabalhada no Ensino Fundamental I como forma de trabalho corporal, realizado em espaço fechado, ao ar livre, com ou sem aparelhos e materiais, com ou sem utilização de musica, proporcionando experiências corporais que visam à conscientização do próprio corpo, suas possibilidades de movimento e a busca de um estilo individual de executá-lo, através de movimentos ritmados, alegres, expressivos, com variações dinâmicas, geral e localizados. Fundamentos simples: rolamentos, ponte, estrela.

▲ Atividades rítmicas e expressivas Trabalho com os movimentos do corpo

Objetivos: conhecer, experimentar e explorar elementos da dança, ampliando o repertório de movimento e possibilidades de interação com os outros e com o mundo. Expectativa: elementos da linguagem da dança, articulações, níveis (alto, médio e baixo) e tensões espaciais (espaços vazios entre partes do corpo e objetivos) e forma (composição do corpo ao dançar). ▲ Jogos e brincadeiras Quando as crianças brincam exercitam o cérebro e o corpo de forma a aumentar a interação e melhorar as respostas entre esses elementos. É com as brincadeiras que as crianças aprendem a pensar, a interpretar o mundo que as cerca e a interagir com ele. É nas brincadeiras que aprendemos a nos inserir na sociedade e nos grupos estruturados que a compõe. Por exemplo: Cabra-cega, brincadeiras folclóricas, coelho sai da toca. ▲ Atividades com bola Objetivos: conhecer, experimentar e explorar possibilidades de diferentes bolas, como bolas de rúgbi, beisebol, tênis de mesa, golfe, futebol americano, boxa, chockball, tênis, entre outros, dentro de atividades que envolvem jogos, e por consequência, utilizando os repertórios de movimentos do corpo já adquiridos e interação com os outros e com o meio em que vive. Expectativa: os alunos tenham adquirido um bom reconhecimento dos limites do corpo e as possibilidades de movimentação com os diferentes tipos, formatos e pesos de bolas, explorando também as possibilidades de movimentos corpo e das adaptações dos jogos. 4º e 5º Ano ▲ Ginástica Esta etapa do conteúdo requer desenvolver a percepção musical através de movimentos corporais e expressivos. (MOLINARI, 2000) Conciliação dos fundamentos com a música.

▲ Atividades rítmicas e expressivas Conhecer as danças Objetivos: descrever, demonstrar e adaptar danças conhecidas com seus contextos de criação e de prática. Identificar a gestualidade das danças e dar significados a elas, reconhecendo a atividade como um patrimônio cultural. Expectativa: conhecimento sobre a origem e as características das danças, vivências corporais rítmicas e expressivas, chegando às técnicas específicas das danças vivenciadas pelos alunos. ▲ Brincadeiras populares

É de fundamental importância para o desenvolvimento cultural da sociedade e, consequentemente, do aluno, a vivência de brincadeiras e jogos populares, pois através deles será possível fazer uma reflexão histórico-social acerca da cultura corporal em que se vive. Brincadeiras de diferentes etnias.

▲ Esportes adaptados do 4º Ano Objetivo: Conhecer, experimentar e explorar esportes adaptados voltados para o voleibol e handebol, ampliando seu conhecimento para esses dois esportes que estão vinculados fortemente a nossa cultura, assim tendo a possibilidade de explorar os diferentes tipos de movimentos corporais para jogar. Expectativa: os alunos tenham adquirido um bom reconhecimento dos limites do corpo e as possibilidades dos diferentes tipos de movimentação dentro dos jogos e trabalhos em equipe. ▲ Esportes adaptados do 5º Ano Conhecer, experimentar e explorar esportes adaptados voltados para o futsal e basquete, ampliando seu conhecimento para esses dois esportes que estão vinculados fortemente a nossa cultura, assim tendo a possibilidade de explorar os diferentes tipos de movimentos corporais para jogar. Expectativa: os alunos tenham adquirido um bom reconhecimento dos limites do corpo e as possibilidades dos diferentes tipos de movimentação dentro dos jogos e trabalhos em equipe.

ENSINO FUNDAMENTAL II

▲ Atividades com bola Nessa fase de ensino dentro da temática “Atividade com Bola”, trabalharemos de forma diferente. Tentaremos trazer aos alunos de 6º a 9º ano uma retrospectiva histórica dos esportes coletivos voleibol, handebol, futsal e basquetebol, os quais são fortes na cultura escolar brasileira. A base desse trabalho é significar e resinificar os jogos, suas ações, qual a importância deles na sociedade e no contexto social histórico através de vivências no esporte como ele foi criado, suas regras, significados, contextos históricos; vivenciar cada ponto da evolução dessas mesmas regras e significados através do tempo e chegando até os dias de hoje, esperando assim que os alunos possam analisar qual o papel do esporte em suas vidas e na sociedade em que vivem. Sabendo da importância de aumentar o repertório de conhecimentos em “Jogos com Bola”, trabalharemos também, de forma menos abrangente, os esportes beisebol, hóqueis de campo, lacrosse e sinuca, no modelo de esportes adaptados.

7º ano

▲ Capoeira como dança.

Após o trabalho feito com movimentos corporais através das musicas, ritmos e instrumentalização, a mesma será trabalhada como dança. A capoeira pode ser considerada uma forma de expressão corporal eu três aspectos diferentes, como sendo uma luta, dança ou jogo. Quando considerada uma dança deve-se considerar o batuque, macule lê, puxada de rede e samba de roda, manifestações culturais, estas que nomeiam a capoeira como dança, a ginga é o movimento básico da capoeira, é um movimento de pernas no ritmo do toque que lembra uma dança, os passos utilizados para essa ginga geralmente são baseados em dois passos (para frente e para trás ou para os lados) afim de ludibriar o oponente, quando se tratando de luta.

▲ Atividade rítmica e expressiva,

Apresentação dos movimentos, dança de rua.

“Trabalhar a partir das representações dos alunos não consiste em fazê-las expressarem- se, para desvalorizá-las imediatamente. O importante é dar-lhe regularmente direitos na aula, interessar-se por elas, tentar compreender suas raízes.” (Perrenoud, 2000). Trazer a Dança de Rua para ambiente escolar, buscando um maior envolvimento dos jovens, buscando uma reflexão sobre preconceitos, valorização e conhecimento da cultura.

▲ Lutas

Nesse segundo momento que será trabalhado as lutas, seguiremos o modelo de classificação de MARIANA GOMES (2010), a qual classifica as lutas em curta distancia, media distancia e longa distancia. Seguindo nessa sequencia no 7º ano será trabalhado mais especificamente as lutas de curta distância. Serão feitas pesquisas pelos alunos e vivências com “Jogos de Combate” mais próximos a curta distâcia.

8º ano ▲ Capoeira

A capoeira é uma luta de ataque e defesa usada para se defender dos maus tratos do opressor, que se transforma em dança para disfarçar seu lado marcial. Assim a capoeira será trabalhada em seu terceiro significado, a capoeira como luta.

▲ Atividade rítmica e expressiva, Samba.

Segundo Verderi (2000, p. 59), a dança pode criar condições para que se estabeleçam relações interativas, propiciando o conhecimento do próprio corpo e de suas possibilidades como forma de compreensão crítica e sensível do mundo que nos rodeia. A dança na escola tem o compromisso de “ampliar a visão e as vivências corporais dos alunos em sociedade a ponto de torná-lo um sujeito criador-pensante de posse de uma linguagem artística transformadora”.

▲ Lutas

Para que os alunos possam manter um seguimento de aprendizagem as aulas na temáticas Lutas no 8º Ano serão ministradas a partir da classificação de “média distância”. Onde da mesma forma do ano anterior, eles farão pesquisas sobre artes marciais/modalidades de combate de média distancia e vivências através dos “Jogos de Combate” mais próximos a “média distância”.

9º ano ▲ Capoeira Atual

Hoje a capoeira é praticada por muitos jovens das mais diferentes classes em escolas, nas ruas, em grandes eventos, figura em projetos sociais de sucesso, nas universidades, nas academias de arte marcial. Trazer como são realizados os campeonatos nacionais e internacionais, e como cada vez mais a conquista e o mérito da autêntica cultura nacional.

▲ Atividade rítmica e expressiva, Forró.

Os alunos irão refletir criticamente sobre a finalidade do forró na escola, identificará seus elementos construtivos, valorizando sua importância histórico-cultural na nossa sociedade, através de pesquisa e reprodução de movimentos.

▲ Lutas

No ultimo ano do ensino fundamental as lutas serão trabalhadas em seu ultimo seguimento de sua classificação, segundo MARIANA GOMES (2010), em “longa distância”. Onde os alunos poderão vivenciar a luta utilizando um implemento (espada).

Ensino médio