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Equações Diferenciais: Introdução, Propriedades e Solução, Resumos de Engenharia Elétrica

Este documento aborda as equações diferenciais, sua introdução, propriedades e solução. A documentação inclui a forma geral de uma equação diferencial, a distinção entre equações homogêneas e não-homogêneas, e a solução geral e particular de equações homogêneas. Além disso, o texto discute o método dos coeficientes a determinar para obter a solução particular de equações não-homogêneas.

Tipologia: Resumos

Antes de 2010

Compartilhado em 30/09/2008

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thiago-verissimo-leandro-5 🇧🇷

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bg1
6/9/2008
1
Cap.1 - Introdução
1.2. Equações Diferenciais
1
A. Introdução
`Qualquer circuito linear e invariante no tempo pode ser descrito por uma
equação diferencial com coeficientes constantes, tendo a forma geral:
onde y(t) é a saída de interesse, x(t) é a entrada e os termos ajeb
jsão
coeficientes constantes.
`Como a entrada x(t) é conhecida, então o lado direito da equação é uma
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1m
1m
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m
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1n
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o
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f(t)
.
Assim:
)t(fya
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1n
1n
n
n=++++
2
pf3
pf4
pf5

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Baixe Equações Diferenciais: Introdução, Propriedades e Solução e outras Resumos em PDF para Engenharia Elétrica, somente na Docsity!

Cap.1 - Introdução

1.2. Equações Diferenciais

1

A. Introdução

` Qualquer circuito linear e invariante no tempo pode ser descrito por uma

equação diferencial com coeficientes constantes, tendo a forma geral:

onde y(t) é a saída de interesse, x(t) é a entrada e os termos aj e b (^) j são

coeficientes constantes.

` Como a entrada x(t) é conhecida, então o lado direito da equação é uma

f ã h id d t d i d f ã f t d t d f(t)

bx dt

dx ... b dt

d x b dt

d x a y dt

dy ... a dt

d y a dt

d y

m 1 1 0

m 1

m m^1

m

n 1 1 0

n 1

n n^1

n

        • = + + + + −

− −

função conhecida do tempo, denominada função forçante, denotada por f(t).

Assim:

ay f(t) dt

dy ... a dt

d y a dt

d y

n 1 1 0

n 1

n n^1

n

        • = −

` Se f(t) = 0 tem-se uma equação diferencial homogênea, i.e.

a y 0 d

dy ... a d

d y a d

d y

n 1 1 0

n 1

n n^1

n

        • =

` Se f(t) ≠ 0 a equação diferencial é dita não-homogênea, tendo a forma:

` Observações:

y dt dt dt

n n^1 n− 1 1 0

ay f(t ) dt

dy ... a dt

d y a dt

d y

n 1 1 0

n 1

n n^1

n

        • = −

ç

` Se os coeficientes forem dependentes do tempo, o circuito é variante no

tempo.

` Se os coeficientes dependerem da entrada x(t) ou da saída y(t), o circuito

é não-linear.

3

B. Propriedades

  1. A equação diferencial homogênea tem n soluções linearmente indepen-

dentes y 1 (t), y 2 (t), ..., y n (t). A Solução mais geral é dada por:

(t) k (t) k (t) k (t)

onde os k’s são constantes arbitrárias.

  1. A solução da equação diferencial não-homogênea ou solução completa é

dada por:

y (^) h (t)=k 1 y 1 (t)+k 2 y 2 (t)+...+knyn(t)

y( t)=y (t)+y (t )

onde:

y h (t): Solução da equação homogênea (basta fazer f(t) = 0).

yp (t): Solução particular da equação não-homogênea (sem ctes arbitrárias).

y( t) y (t) y (t ) h p

  1. Sistematização:

Seja, por exemplo, determinar a solução da equação homogênea:

d d

2

1º passo: Obter a equação característica usando o operador D = d/dt

2º passo: Obter as raízes da equação característica

2 y 0 dt

dy 3 dt

dy

2

2

    • =

(D 3 D 2 )y 0 D 3 D 2 0

2 2

    • = ⇒ + + =

3º passo: Montar a solução geral

7

D 1 =− 2 e D 2 =− 1

t 2

2 t h 1

Dt 2

Dt y (^) h (t) k 1 e k e y (t) ke ke 1 2 −^ − = + ⇒ = +

  1. Resumo:

Para equações de 1ª e 2ª ordens, tem-se:

Raízes da Eq. Característica Forma da Solução Homogênea

D

D

1

≠ D

2

Dt y (^) h (t)=ke

D t 2

Dt h 1 y (t)=ke^1 +k e^2

D

1

= D

2

= D

D

1 = α+jβ e D 2 = α–jβ

( )

Dt y (^) h (t)= k 1 +k 2 t×e

y (t) e [k 1 cos(t) k 2 sen( t)]

t h =^ β + β

α

D. Solução da Equação Diferencial Não-Homogênea

` Para se obter a solução particular, pode-se usar o método dos coeficientes a

determinar, que consiste em examinar a função forçante f(t) e estimar a

forma de yp(t). Os coeficientes da solução proposta devem ser ajustados

para que esta satisfaça à equação diferencial original. Assim:t ti f à ã dif i l i i l A i

Forma da Função Forçante Forma da Solução Particular

a A

at+b At+B

9

at+b At+B

bt ae

bt Ae

a × sen(ωt+φ)oua×cos(ωt+φ) A ×sen(ωt+φ)+B×cos(ωt+φ)

  1. Exemplo:

Obter a solução geral da equação diferencial:

d y dy

2

` Solução Homogênea:

` S l ã P ti l

5 y t dt

dy 2 dt

dy

2

(D 2 D 5 )y 0 D 2 D 5 0 D 1 1 j 2 D 2 1 j 2

2 2

    • = ⇒ + + = ⇒ =− + =− −

y (t) e [k cos( 2 t) ksen( 2 t)] 1 2

t h

` Solução Particular:

Na equação diferencial ⇒

f (t)=t ⇒ yp (t)=At+ B

(At B) 5(At B) t dt

d (At B) 2 dt

d

2

2

          • =

Do exemplo anterior, tem-se:

[ ] 25

t y(t) e k 1 cos( 2 t) k 2 sen( 2 t)

t = + + −

Assim:

Logo: Resolvendo:

[ ] [ ] 5

y'(t) e 2 ksen( 2 t) 2 k cos( 2 t) e k cos( 2 t) ksen( 2 t) 1 2

t 1 2

t = − + − + +

− −

y'(0 ) 2 k k

y(0 ) k

2 1

1

k 25

k 1 = 2 =

Finalmente:

t sen( 2 t) 25

cos( 2 t) 25

y(t) e

t

  • −  