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Saiba como o processo de injeção em plásticos funciona, suas etapas, parâmetros importantes e desafios. Aprenda sobre a unidade de injeção, molde, temperatura, velocidade de injeção, recalque e contra pressão.
Tipologia: Exercícios
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Injeção O processo de moldagem por injeção consiste essencialmente na fusão da resina PET, através do amolecimento do PET num cilindro aquecido e sua injeção no interior de um molde, onde endurece e toma a forma final. A peça moldada é, então, extraída do molde por meio dos pinos ejetores, ar comprimido, prato de arranque ou outros equipamentos auxiliares. Cada material possui suas características reológicas e por isso cada rosca deve ser projetada de forma a fundir o material antes da injeção, promover a homogeneização da temperatura do fundido, a dispersão de pigmentos e/ ou aditivos bem como manter a temperatura, pressão e cisalhamento sobre controle para não provocar a degradação do material. Um ciclo completo consiste das operações seguintes: 1 - Dosagem dos grãos de PET previamente secos no cilindro de injeção. 2 - Fusão do PET até obter a fluidez necessária à injeção. 3 - Injeção do material fundido no molde fechado. 4 - Resfriamento do material até a solidificação. 5 - Extração do produto. O equipamento de injeção é constituído por dois componentes principais:
É uma etapa muito importante e delicada. Nela o PET muda de estado físico para ser injetado. As temperaturas de trabalho, geralmente controladas por resistências, variam conforme o equipamento e devem ser ajustadas de 265° a 295°C, de forma a evitar degradação por excesso de temperatura. Figura (2) Zonas de trabalho Na figura 2, podem ser notadas as três regiões em que se divide a rosca de injeção: a) Alimentação: Geralmente é curta, tem por finalidade transportar os grânulos sólidos para a próxima região, o diâmetro do núcleo permanece constante e o ângulo de inclinação dos filetes é da ordem de 15 - 20º; b) Compressão (ou plastificação): É a maior parte da rosca. É a zona onde se inicia a plastificação onde o material será comprimido e cisalhado. Ao final, o material está praticamente todo fundido; c) Homogeneização (região final da rosca): Nesta zona a plastificação é completada e o material atinge sua máxima homogeneidade. Processo de Plastificação Aproximadamente 80% do calor requerido na extrusora para fundir o PET é proporcionado pelo calor gerado pela fricção das moléculas entre si. O resto é proporcionado pelas cintas de aquecimento (resistências). O PET é fundido completamente através de combinação de cisalhamento ao quais os grãos são submetidos quando comprimidos ela rosca e aquecimento através das resistências. A taxa de cisalhamento é indiretamente controlada através da velocidade da rosca e da contra pressão (quanto maior a contra pressão, maior a taxa de cisalhamento). O perfil de temperatura varia de acordo com a resina e presença de pigmentos ou outros aditivos. Para evitar degradação do PET sugere-se:
c) Velocidade de injeção d) Rotação da rosca e) Tempos (injeção, resfriamento, recalque) a) PRESSÕES: PRESSÃO DE INJEÇÃO A pressão de injeção é a pressão necessária para promover o preenchimento da cavidade pelo material plástico fundido. A intensidade da pressão de injeção depende de alguns fatores: Tipo de material - quanto maior a viscosidade do material, mais difícil se torna o preenchimento da cavidade, portanto a pressão necessária para fazer o material fluir e preencher a cavidade será maior. Complexidade da peça - Curvas, ressaltos, nervuras e paredes finas dificultam o fluxo do material dentro da cavidade além de causar resfriamento precoce do material, causando aumento da viscosidade e portanto dificultando o fluxo do material. Devido a estes obstáculos o nível da pressão de injeção deve ser maior que em peças menos complexas. Temperatura do molde - Quanto maior a temperatura do molde, menor será a perda de temperatura do material durante o preenchimento da cavidade, diminuindo assim o aumento da viscosidade do material. Dessa forma, é possível utilizar pressão de injeção menor quando se utiliza temperaturas apropriadas no molde. De uma forma geral, a pressão de injeção ideal para uma determinada peça pode ser determinada iniciando a injeção com pressão baixa e aumentar gradualmente até se obter peças de boa qualidade. PRESSÃO DE RECALQUE A pressão de recalque começa a atuar quando a peça já está completa. Normalmente o recalque se realiza a baixa pressão e possui a finalidade de compactar a peça e evitar a contração da mesma. A intensidade da pressão e o tempo de atuação dependem de alguns fatores como: Temperatura do molde - Moldes excessivamente quentes retardam a solidificação do material e aumentam a contração de moldagem do material, necessitando tempo de atuação e intensidade maior da pressão de recalque. Projeto da peça - Paredes grossas dificultam o resfriamento do material, portanto a pressão de recalque deve ser regulada para que atue até que o material esteja solidificado. Geralmente se realiza em três etapas: Primeira etapa: é empregada para dar acabamento ao finish, evitando peças incompletas Segunda etapa: é empregada para compactar o corpo da pré-forma, para evitar rechupes pela contração do material Terceira etapa: é aplicada principalmente na área do ponto de injeção, evitando perfurações do ponto. Uma compactação excessiva pode produzir cristalização induzida por pressão, e dificulta a desmoldagem das peças e rechupes e flash no gargalo. Altas pressões aumentam a temperatura de solidificação (transição vítrea) Baixas pressões de compactação podem produzir rechupes nas peças moldadas. CONTRA PRESSÃO A contra pressão é a pressão que se opõe ao retorno da rosca durante a dosagem do material. Quanto maior, maior é a dificuldade do retorno da rosca, aumentando o cisalhamento no material. Tal fator é conveniente apenas quando se deseja melhorar a homogeneização de masterbatch por exemplo. Com relação aos materiais, quanto menor o cisalhamento, melhor será a manutenção das propriedades do material. Recomenda-se, portanto, utilizar baixa contra pressão, apenas o suficiente para garantir que o material a ser injetado esteja isento de bolhas.
b) TEMPERATURAS TEMPERATURA NO MOLDE O bom controle da temperatura na ferramenta é determinante sobre aspectos como acabamento da peça, tensões internas, contração e estabilidade dimensional. Para se obter controle de temperatura eficiente no molde é necessário que os canais de aquecimento sejam bem projetados de forma a distribuir uniformemente o calor por todo o molde. A uniformidade da temperatura no molde é crucial para materiais cristalinos, porque dela depende a uniformidade da cristalização do material e, portanto a estabilidade dimensional do moldado. RESFRIAMENTO DO MOLDE Por sua natureza o PET tende a formar cristais. Como o PET cristaliza rapidamente no range de 150 a 190°C, a pré-forma deve ficar o menor tempo possível neste limite. Assim, para prevenir a cristalização, o PET deve ser resfriado rapidamente, para ficar no estado amorfo e assim obtermos peças claras e rígidas. Desta forma, para o processamento do PET, é necessário que o molde de injeção seja resfriado com água gelada (7-10°C). TEMPERATURA DO CILINDRO / MASSA O PET trabalha com temperaturas entre 265-295°C, dependendo do equipamento utilizado. c) VELOCIDADE DE INJEÇÃO A velocidade de injeção pode ser traduzida como o tempo de preenchimento da cavidade do molde pelo material fundido. Assim, quanto maior a velocidade de injeção menor será o tempo de preenchimento da cavidade. No início de produção, deve-se iniciar o processo com velocidade lenta a fim de evitar-se o surgimento de rebarbas ou danos no molde e elevá-la conforme a necessidade da peça. O perfil de velocidade de enchimento deve ser ajustado para garantir uma velocidade constante. Tipicamente 90% da dosagem de injeção ocorre com pressão de injeção alta e 10% com pressão baixa (recalque) O tempo de injeção empregado para encher um molde está baseado na velocidade de enchimento recomendada para o PET (8 a 12 g/seg). d) ROTAÇÃO DA ROSCA Quanto maior o RPM da rosca, maior será a homogeneização do material e mais rápida será a etapa de dosagem do material, refletindo em ciclos menores de moldagem. Porém o maior atrito gerado no material é prejudicial, podendo causar degradação do material. e) TEMPOS TEMPO DE INJEÇÃO É o tempo que o material leva para sair do canhão e se transferir para o molde. Está diretamente ligado à velocidade de injeção e ao tempo total de ciclo. TEMPO DE RECALQUE É tempo em que a peça receberá pressão de compactação, auxiliando a boa formação da mesma. Na formação de rebarba esse é um parâmetro que deve ser verificado e se for o caso reduzi-lo. TEMPO DE RESFRIAMENTO É o tempo em que a peça fica no interior do molde se resfriando de acordo com a necessidade do processo. O tempo de resfriamento ocorre desde o momento em que a resina sai do canhão de injeção até a ejeção da peça final.