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TUBERCULOSE - DIAGNÓSTICO E CONDUTA, Notas de aula de Infectologia

Anotações de aula - Tuberculose

Tipologia: Notas de aula

2023

Compartilhado em 18/02/2026

livia-coelho-alves
livia-coelho-alves 🇧🇷

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Etiologia
*Principal agente etiológico em humanos: Mycobacterium
tuberculosis
bacilo de Koch que apresenta parede complexa e
rica em lipídios, além de ser densa muitos
antibióticos não conseguem entrar e maior
resistência a alguns desinfetantes (bacilo álcool
ácido resistente - BAAR)
*Crescimento lento: tempo de geração de 18-20h
implicação no diagnóstico (por cultivo), no
tratamento e na patogenicidade
Transmissão
*A pessoa que está com tuberculose pulmonar ativa promove a
transmissão ao tossir e eliminar gotículas, que são inaladas por
outras pessoas
*Cerca de ¼ dessas pessoas serão infectadas e, dentre elas, 5
10% desenvolverão a doença ao longo da vida
(predominantemente, tuberculose pulmonar)
em PVHIV/AIDS, essas porcentagens são maiores
FORMAS DA TUBERCULOSE
*ATIVA: ocorre quando o bacilo está se multiplicando nos
pulmões e a pessoa promove a transmissão ao eliminá-lo
*LATENTE: ocorre quando o bacilo entra nos pulmões e o
sistema imune consegue controlá-lo, contendo-o dentro de um
granuloma
dessa forma, a pessoa não apresenta sintomatologia e
o bacilo não necessariamente será eliminado algum
dia
contudo, a baixa imunidade pode reativar o bacilo,
possibilitando sua multiplicação e, dessa forma, o
retorno da forma ativa da tuberculose
Fatores de risco
*Locais superlotados (ex: populações privadas de liberdade)
*Má nutrição
*Alcoolismo
*Usuários de drogas
*Tabagismo
*Baixa imunidade (PVHIV/aids, uso de corticoides, DM)
*Profissionais da área da saúde
*Populações vulneráveis: situação de rua, indígenas, coinfecção
HIV-TB, crianças menores de 5 anos não vacinadas, idosos,
maior contato com pacientes com TB ativa
Clínica
Infecção latente pelo
Mycobacterium tuberculosis
(ILTB)
*Estima-se que ¼ da população mundial tenha ILTB
*Pessoa é assintomática e não transmite a doença sem
indicação de investigação na população em geral
Tuberculose
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Etiologia

*Principal agente etiológico em humanos: Mycobacterium tuberculosis → bacilo de Koch que apresenta parede complexa e rica em lipídios, além de ser densa → muitos antibióticos não conseguem entrar e há maior resistência a alguns desinfetantes (bacilo álcool ácido resistente - BAAR) *Crescimento lento: tempo de geração de 18-20h → implicação no diagnóstico (por cultivo), no tratamento e na patogenicidade

Transmissão

*A pessoa que está com tuberculose pulmonar ativa promove a transmissão ao tossir e eliminar gotículas, que são inaladas por outras pessoas *Cerca de ¼ dessas pessoas serão infectadas e, dentre elas, 5 – 10% desenvolverão a doença ao longo da vida (predominantemente, tuberculose pulmonar) → em PVHIV/AIDS, essas porcentagens são maiores FORMAS DA TUBERCULOSE *ATIVA: ocorre quando o bacilo está se multiplicando nos pulmões e a pessoa promove a transmissão ao eliminá-lo *LATENTE: ocorre quando o bacilo entra nos pulmões e o sistema imune consegue controlá-lo, contendo-o dentro de um granuloma → dessa forma, a pessoa não apresenta sintomatologia e o bacilo não necessariamente será eliminado algum dia → contudo, a baixa imunidade pode reativar o bacilo, possibilitando sua multiplicação e, dessa forma, o retorno da forma ativa da tuberculose

Fatores de risco

*Locais superlotados (ex: populações privadas de liberdade) *Má nutrição *Alcoolismo *Usuários de drogas *Tabagismo *Baixa imunidade (PVHIV/aids, uso de corticoides, DM) *Profissionais da área da saúde *Populações vulneráveis: situação de rua, indígenas, coinfecção HIV-TB, crianças menores de 5 anos não vacinadas, idosos, maior contato com pacientes com TB ativa

Clínica

Infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis

(ILTB)

*Estima-se que ¼ da população mundial tenha ILTB *Pessoa é assintomática e não transmite a doença – sem indicação de investigação na população em geral

Tuberculose

*É recomendado que haja notificação de ILTB quando a pessoa for iniciar o tratamento *Para confirmar que o indivíduo tenha ILTB, deve ser excluído o diagnóstico de doença ativa

Tuberculose pulmonar

*Sintomático respiratório → tosse por ≥ 3 semanas *Sintomas clássicos → tosse persistente: tosse seca ou produtiva - expectoração pode ser purulenta ou mucoide, com ou sem sangue (hemoptoicos) → febre vespertina: sem calafrios, não costuma passar de 38,5° C → sudorese noturna → emagrecimento *Ausculta pulmonar: diminuição do murmúrio vesicular, sopro anfórico ou normal *Alterações ao Rx de tórax → cavitações → nódulos → consolidações → massas → processo intersticial (miliar) → derrame pleural → alargamento do mediastino → sequelas (bandas) *Alterações na TC de tórax → cavidades de parede espessa → nódulos → nódulos centrolobulares → consolidações → espessamento de paredes brônquicas → aspecto de árvore em brotamento → massas → bronquiectasias → sequelas: bandas, calcificações, cavidade parede fina, retrações, espessamento pleural

DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS

OBS: TB e HIV

  • todo paciente com diagnóstico de tuberculose deve ser testado para HIV
  • na coinfecção TB-HIV é mais comum perda de peso e febre e menos comum tosse e hemoptise em comparação ao paciente não infectado pelo HIV
  • há apenas infiltrado em segmento inferior e/ou linfadenomegalia hilar

Tuberculose extrapulmonar

*Tuberculose pleural → líquido pleural: exsudatos linfocíticos, ADA > 40U/L → biópsia de pleura (histopatológico: granuloma com necrose caseosa) *Empiema pleural tuberculoso *Tuberculose pericárdica *Tuberculose meningoencefálica → TC e RNM de crânio: hidrocefalia, espessamento meníngeo basal e infartos do parênquima cerebral → punção lombar / líquor: ↑ proteína, ↑ linfócitos e ↓ glicose

prioridade: doses semanais → facilidade de adesão CRITÉRIOS PARA ABANDONO DE TRATAMENTO *Avaliar o paciente *Isoniazida: 3 meses, consecutivos ou não *Rifampcina: 2 meses, consecutivos ou não *Rifapentina + isoniazida: 3 doses, consecutivas ou não MONITORAMENTO *Dispensação supervisionada dos medicamentos (ideal: supervisão mensal) *Monitoramento laboratorial e investigação de tuberculose ativa

Tuberculose pulmonar

*Esquema básico: 6 meses

Tuberculose óssea ou meningoencefálica

*Esquema básico: 12 meses *Em caso de tuberculose meningoencefálica, pode ser usado, se necessário, um corticoide (prednisona ou dexametasona) *Indicação de internação hospitalar → TB meningoencefálica → intolerância aos medicamentos de difícil manejo → comprometimento do estado geral → vulnerabilidade social

Coinfecção TB-HIV

*Quando iniciar o tratamento do HIV *Interação medicamentosa: inibidores da protease (Darunavir e Atazanavir) interagem com a rifampicina → encaminhar ao serviço especializado *Na tuberculose meningoencefálica, deve-se inicar a TARV entre 4 – 8 semanas, independentemente do CD

Efeitos adversos e alternativas no esquema básico

*Urina avermelhada e prurido / exantema são efeitos comuns da rifampicina *A prevenção da neuropatia periférica se dá por meio de vitamina B6 e amitriptilina *A febre pode ser efeito adverso de medicação ou manifestação de doença ativa

Classificação da tuberculose drogarresistente

ESQUEMAS PARA TUBERCULOSE MULTIRRESISTENTE

(MDR) E EXTENSIVAMENTE RESISTENTE (XDR)

Isolamento de pacientes com tuberculose

*Isolamento não é critério de internação hospitalar *Isolamento em quarto privativo assim que tiver a suspeita clínica *Coleta de amostra respiratória imediatamente (escarro, escarro induzido, aspirado traqueal e lavado broncoalveolar) *Solicitar baciloscopia, GeneXpert e cultura *Checar resultado! *Iniciar tratamento *Se o paciente estiver bacilífero, manter o isolamento → após 2 semanas de tratamento correto, coletar 2 amostras em dias diferentes resultado negativo: retirar do isolamento resultado positivo: manter isolamento e repetir teste semanalmente *Importante: uso de máscara cirúrgica pelo paciente e máscara N95 pelo profissional de saúde *Notificação é compulsória

Fontes:

*Slides da aula *Resumo Matheus Wu (ATM 22 )