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Este tutorial de quinta revisão aborda os conceitos básicos de redes de computadores, com foco em cabos, grimpagem e hub/switch. O documento discute a importância da padronização, organização e cuidado com a informação, além de fornecer detalhes técnicos sobre cabos utp, conectores rj-45, topologias de rede e o modelo osi. Também inclui informações sobre a grimpagem de cabos e o gerenciamento de redes.
Tipologia: Notas de estudo
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1 Introdução
Antes de iniciarmos este trabalho, é interessante termos em mente a real necessidade de padronização em nosso mundo. Antes de qualquer coisa, a padronização serve para uma montagem rápida e segura de qualquer processo, e no futuro, não haver quaisquer problemas de expansão e melhorias.
Na criação de uma rede, desde sua idealização no papel até sua concepção física, que é o que realmente fica de permanente em toda a sua vida, é a filosofia da informação que trafegará por ela. Filosofia da informação? Como assim? Teremos informação refletindo sobre algo? Exatamente o que pretendemos neste trabalho é mostrar o quão importante é conhecer seu cliente e principalmente o tipo de informação. Para que a rede realmente se destinará? Qual o investimento necessário? Que equipamentos comprar?
Obviamente quando falamos de cabos, nem pensar em trabalhar algo que não esteja ligado a boas marcas do mercado, certificadas, resistentes e sobretudo a preços justos (preço justo não significa ser caro). Não cogitamos nada fora da categoria de cabos nível 5 (como veremos adiante). Mas uma nota deve ser registrada: mesmo com massa ruim o bom pedreiro constrói.
Não pretendemos aqui tratar o assunto de forma ampla e técnica demais, mas o assunto deve abranger e preencher o conhecimento do leitor com alguns subsídios técnicos e que não estejam apenas restritos a termos meramente elegantes e charmosos de se referir a cores de cabos de cobre.
Interessante saber que este material inicialmente, apenas dizia a respeito de grimpagem de cabos e seus padrões, mas devido à importância tamanha da padronização, organização e sobretudo “carinho” com a informação, pouco a pouco abrangemos outros termos e conceitos, que abrangem toda a rede.
Para um esclarecimento rápido, vamos ver o que o dicionário diz sobre o termo grimpar, pois muitas pessoas andam por aí espalhando o termo “crimpar” como o correto, sem nunca ter pesquisado. Os mecanismos de busca estão cheios destes erros. Assim, vejamos:
GRIMPA, s.f (holl. grippem!, cp. fr. grimper). Lâmina que, girando em volta de um eixo pela ação do vento, indica a direção deste. Catavento. O ponto mais elevado de um objeto, píncaro, coruto. Fig. Lavantar a grimpa, respingar, responder com entono, insolência. Gír. O mesmo que cabeça.
GRIMPADO, adj. (de grimpar). Que tem grimpa. Que está na grimpa. no auge.
GRIMPAR, v.i. (de grimpa). Investir, arremessar-se contra alguém, Respingar, responder com insolência: o rapazinho já grimpa.
Numa definição mais simples: GRIMPAR, v. int. Escalar, subir, elevar-se.
Podemos assim entender exatamente de onde vem o termo apenas olhando o interior do conector.
Frederico Gimenes
3 Conector RJ-45 (jack)
O Conector RJ-45 é o responsável pelo acabamento das pontas de nossos cabos par trançado. Abordaremos este tipo de cabeamento em especial por ser o mais comum, barato e "simples". É dentro dele que determinamos a ordem dos pares.
Aplicação
Conexões de terminações de cabos UTP de condutores sólidos (solid wire) com bitolas de 22 a 26 AWG.
Funcionamento
Conexão com conectores RJ-45 macho através do contato elétrico e de travamento mecânico (trava do conector fêmea).
Material
Corpo principal em termoplástico fosco classe UL V-0 com 8 contatos metálicos banhados com uma fina camada em ouro e terminal de contatos para os cabos UTP do tipo 110 IDC.
Dimensões (AxLxP)
(21,8x26,4x32,7) mm.
Instalação
Devem ser obedecidos os seguintes procedimentos:
Abaixo, esquema de função de caba cabo dentro do conector RJ-45:
1 – Transmissão de dados (Transmit Data) TD 2 – Transmissão de dados (Transmit Data) TD 3 – Recepção de dados (Receive Data) RD 4 – Não utilizado 5 – Não utilizado 6 – Recepção de dados (Receive Data) RD 7 – Não utilizado 8 – Não utilizado
5 Categorias
O cabo par trançado foi usado durante décadas para transmitir sinais analógicos e digitais. Sua utilização permite percorrer muitos metros sem amplificação. Contudo, quando se desejar atingir maiores distâncias é necessário utilizar repetidores.
A aplicação mais comum do par trançado é o sistema telefônico. As categorias seguintes de cabos são freqüentemente usadas, mas o padrão TIA/EIA-568 reconhece apenas as categorias 3,4 e 5.
Categoria 1 - cabo de par trançado tradicional, que é o utilizado para telefonia (instalado antes de 1983). Não é recomendado para utilização em redes locais.
Categoria 2 - cabo certificado para transmissão de dados (possui 4 pares trançados). Sua utilização em redes também não é recomendável.
Categoria 3 - esta categoria suporta 10 Mbit/sec numa rede Ethernet, 4Mbit/s em uma Token Ring. Este cabo permite que até quatro telefones normais ou dois multilinhas sejam conectados ao equipamento da companhia telefônica.
Categoria 4 - esta categoria suporta taxas de transmissão de até 16 Mbit/s em uma rede Token Ring. Este cabo possui quatro pares.
Categoria 5 - possui 4 pares trançados com oito torções. Suporta taxas de transmissão de 100 Mbit/s. Sua utilização é adequada para redes Fast Ethernet e redes ATM. No início dos anos 90, 60% dos edifícios possuíam este tipo de cabo (EUA).
Categoria 6 – também possui 4 pares trançados. Suporta taxas de transmissão de até 155 Mbit/s. Sua utilização é adequada a redes Fast Ethernet para transmissão de dados e voz.
Pares Mbit/s Categoria 1 1 n/d Categoria 2 4 n/d Categoria 3 4 10 Categoria 4 4 16 Categoria 5 4 100 Categoria 6 4 155 Tabela. Categorias de cabos.
6 Cabos: UTP Categoria 5
O cabo Categoria 5 foi desenvolvido para tratar redes de alta velocidade podendo transmitir até 100 Mbps (mega bits por segundo). Cabos par trançado categoria 5 interligam segmentos de rede de até 100 metros (normalmente os cálculos são feitos em torno de 90m. Notar que esta distância pode tem de ser respeitada máquina a hub ou hub a hub). Vale ressaltar também que muitas tecnologias de redes podem utilizar o cabo par trançado, dentre elas, os padrões Ethernet e Token Ring. UTP – Unshielded Twisted Pair
O cabo categoria 5 foi um padrão criado em 1991 pela ANSI (American National Standards Institute), EIA (Electronics Industries Association), e TIA (Telecommunications Industry Association).
Nas redes de cabos UTP, a norma EIA/TIA padronizou o conector RJ-45 para a conectorização de cabos UTP. São conectores que apresentam uma extrema facilidade, tempo reduzido na conectorização e confiabilidade, sendo que estes fatores influem diretamente no custo e na qualidade de uma instalação. Os conectores estão divididos em 2 tipos, macho (plug) e fêmea (jack). O conector RJ-45 macho possui um padrão único no mercado, no que diz respeito ao tamanho, formato e em sua maior parte material, pois, existem vários fabricantes deste tipo de conector, portanto, todos devem obedecer à um padrão para que qualquer conector RJ-45 macho de qualquer fabricante seja compatível com qualquer conector RJ-45 fêmea de qualquer fabricante. Já o conector RJ-45 fêmea pode sofrer algumas alterações com relação à sua parte externa.
Para a conectorização do cabo UTP, a norma EIA/TIA 568 A/B determina a pinagem e configuração. Esta norma é necessária para que haja uma padronização no mercado. Contudo, existem, no mercado, duas padronizações para a pinagem categoria 5, o padrão 568 A e 568 B, que diferem apenas nas cores de dois pares de condutores dos cabo UTP (laranja e verde).
b) Padronização EIA/TIA-568B - Também conhecida como "seqüência de grimpagem de cross-over", onde uma das pontas está grimpada com a categoria A e a outra com a categoria B. Normalmente utilizada para conexão de duas estações sem o emprego de um HUB ou SWITCH. Alguns hubs e switches utilizam cascateamento via cabo cross-over.
FASE 03: Cortar as pontas dos condutores expostos de forma que os condutores fiquem paralelos entre si.
FASE 04: Inserir o cabo no conector com a trava voltada para baixo (conforme figura abaixo). Certificar que os condutores estão nas posições corretas e totalmente inseridos no conector nas respectivas cavidades. A capa externa do cabo Multi-Lan deve ser inserida até a entrada dos condutores nas cavidades dos contatos.
Figura - Visão do conector RJ45 fêmea
Figura - Visão do conector RJ45 macho
FASE 05: Inserir o conector no alicate apropriado para grimpagem mantendo-o devidamente posicionado.
Exemplo de cabos grimpados corretamente:
9 Termos Técnicos
Em muitas lojas (e até mesmo muitos mercados) encontraremos diversos termos para determinados equipamentos de rede.
Diversas lojas de rede estão em nosso mercado com infinitas possibilidade de adaptadores, conversores, tomadas, jacks (conectores) entre outros.
Vejamos termos mais comuns:
ANSI - American National Standards Institute
EIA - (Eletronic Industries Association) é uma organização de padrões nos Estados Unidos especializada nas características elétricas e funcionais de equipamentos de interface.
Jack - Também conhecido nos balcões como simplesmente "Conector RJ-45".
Patch Panel - É o painel onde os cabos se ligam até o hub. Sua função está mais ligada à estética, organização e facilidades de manutenção e operacional, que com desempenho.
TIA - Telecommunications Industry Association é uma organização de padrões nos EUA de telecomunicações.
UTP – Unshielded Twisted Pair++
Wallplate - vulgarmente chamado de "caixinha de parede". Não deixa de ser uma tradução ao pé da letra.