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Relatório de estágio ensino de química
Tipologia: Notas de estudo
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA CURSO DE LICENCIATURA EM QUÍMICA
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM ENSINO DE QUÍMICA II
Isaac Pereira Diniz
1
Campina Grande - PB
Junho/
2
Campina Grande - PB
Junho/
4
AGRADECIMENTOS
RESUMO
Estágio supervisionado em química é uma forma didática de melhoria para compreensão de profissionalismo do que seja ensinar química para o cidadão. Proporciona saber que a função do ensino não está centrada na transmissão de conhecimentos prontos e verdadeiros para alunos considerados “tábuas rasas”. Busca, de maneira crítica identificar variáveis que afetam o ensino e a aprendizagem e propõem e avaliam modelos para o aperfeiçoamento do processo em sala de aula. Propõe adequação a realidade. Não vista mais como um processo baseado no campo da imaginação, mas como uma oportunidade para criar conceitos e conteúdos a cerca da educação básica para fins de desenvolvimento e preparação de indivíduos cidadãos na sociedade. A aprendizagem passa a ser concebida como mudança ou evolução conceitual. Conceituado como um processo que visa à promoção de tal evolução ou mudança nos alunos. As contribuições do processo para o aluno estagiário, vistas como priori para a formação profissional, como: o aluno não constrói sozinho conhecimento, o professor é mediador de tal construção; a função do professor é de lançar desafios para seus alunos, e propiciar a evolução de suas idéias, as quais passam a ser o centro do processo de avaliação do aluno. A importância do processo de avaliação, como forma de importância fundamental para garantir a aprendizagem dos alunos e a revelação dos erros e acertos, lacunas e colunas atribuídas ao educando na relação ensino- aprendizagem. Visa também, a importância da experimentação para uma grande arma avaliativa nesta relação, proporcionando ao estagiário, além da experimentação, outras formas de detecção como auxílio, seu, para a ação profissional.
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de informações: a aprendizagem implica evolução conceitual, e o ensino, sua promoção.
O processo discute os termos de avaliação dos alunos. Passando uma proposição para os alunos estagiários verificações de como determinar formas de avaliação dos estudantes. Entendendo que, a avaliação serve como uma forma de orientar o trabalho do professor revelando os sucessos e fragilidades na aprendizagem dos estudantes. Dessa forma a avaliação deve estar centrada no processo de aprendizagem e não apenas no produto (a nota que o estudante obterá). A avaliação deve estar relacionada com os objetivos, os conteúdos, as formas e estratégias de ensino e os recursos didáticos.
Também a seleção e organização dos conteúdos são relevantes no processo de estágio supervisionado. Cabendo o estudante estagiário saber que é necessário, levantamentos e questionamentos como quais conteúdos de química são potencialmente educativos e relevantes para a formação básica e científica dos estudantes, como importância de se construir novas estratégias didáticas que estejam mais em sintonia com as exigências e características da educação do século XXI.
Dessa forma, a seleção, a organização e o seqüenciamento dos conteúdos para o ensino e a aprendizagem configuram-se como um saber da atividade profissional do professor.
O processo proporciona aos alunos estagiários, consolidação da importância da presença das atividades experimentais, vista como uma forma de mediação entre aulas práticas e teóricas, obtendo resultados surpreendentes, muito mais agradáveis e prazerosas de os alunos assimilarem e construir seus conhecimentos.
A adequação destes conceitos no processo de estágio supervisionado torna construções de profissionais aptos para integrar em um campo de prática pedagógica eficaz e ampliação de conceitos referentes a educação como uma construção de valores e saberes, em total movimento e transformação, nunca estática e mecanicista.
A contribuição deste estágio é de suma importância para a formação de um profissional com uma linguagem de um mundo crítico e produtivo, visto que, é a
através do conhecimento químico que os homens atuam de forma específica sobre a natureza, modificando-a e modificando-se.
Historicamente a escola do Monte Carmelo enfrentou grandes desafios para seu funcionamento durante toda a sua história. Fundada em 1966, suas atividades foram desenvolvidas, de início, em um prédio adaptado que não oferecia condições para os alunos, como lembra sua fundadora e primeira diretora, a professora Josefa de Vasconcelos (Dona Zelita), hoje conta seus 89 anos e participou da inauguração da escola (atualmente no bairro do Pedregal, pois antes era no bairro da Bela Vista). Durante 21 anos ela dirigiu o Monte Carmelo, na época localizada num galpão na Avenida Rio Branco na Bela Vista, próximo ao bairro da Prata. Hoje a escola no bairro do Pedregal, foi necessário, com a ajuda do governo Cássio Cunha Lima, gasto um valor de 1 milhão 965 mil reais para sua construção, terminada a quase três anos de existência, com uma área territorial equivalentemente a 7,920 m 2.
A escola que funciona nos períodos matutinos, vespertino e noturno oferece à comunidade o Ensino Fundamental e Ensino Médio, atendendo, em média 600 alunos matriculados no Ensino Regular. A escola está localizada em um bairro que possui uma razoável infra-estrutura, dispondo, ruas pavimentadas, saneamento básico e acesso Próximo ao centro da cidade, os alunos caracterizam-se por serem de famílias predominantemente pertencentes à classe média baixa à classe baixa, sendo de grande maioria classe baixa.
A escola, porém apresenta uma dificuldade de acesso pela localização ser num bairro consideravelmente perigoso. Os professores que ensinam na parte noturna do trabalho se queixam de roubos intra e extra-escola, mesmo com vigilantes em sentinela.
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Existem duas salas de aula, que nem sempre contém o número necessário de carteiras. Isto causa um transtorno enorme ao professor, que é interrompido para que o aluno pegue uma carteira, e ao professor da própria sala do aluno, pois o aluno, que também não tem culpa, geralmente faz barulhos involuntários (e, às vezes, voluntários) e/ou atrapalha seus companheiros para conseguir um espaço para colocar sua carteira e acomodar-se.
Todas as salas não necessitam de ventiladores, pois possuem uma estrutura bem arborizada que distribui o ar homogeneamente nas laterais da sala. Não há cortinas nas janelas, mas, isso não prejudica o ensino noturno.
São quatro blocos: um administrativo, duas para atividades pedagógicas e um bloco de atividades de vigência e serviços gerais.
O prédio ainda oferece condições para os alunos com necessidades especiais com banheiros e rampas, além de escada para o segundo piso.
A sala dos professores é coletiva com armários individuais para cada professor (efetivo e temporário). Ela possui duas mesas grandes com cadeiras, dois retroprojetores, murais para recados, um mural de aniversários, biscoitos e cafés a vontade.. Os observados são: vários arquivos de diários de classe, fichas de professores e estatísticas escolares, máquina de Xerox, diversos mapas.
Na sala de Direção só cabem duas mesas de escritório com cadeiras. O local é muito apertado. Cremos que o espaço diminuto não interfira muito no trabalho das Diretoras.
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A secretaria está atuando em seu lugar definitivo. Possui dois computadores com impressora, uma matricial e uma jato de tinta para documentos especiais. Ali trabalham as secretárias.
O local disponível para o laboratório de ciências está em andamento, com aulas de química, biologia, física e artes. Porém com poucos aparelhos e materiais e reagentes para uma boa aula, sendo até algumas aulas feitas com materiais feitos de reciclagem.
A biblioteca atende aos alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Nela trabalham duas bibliotecárias, uma atende no período matutino e outra no período vespertino e noturno (até 21h00minh). É permitido aos alunos retirarem livros, o que pode reduzir os prejuízos causados pela não adoção do mesmo em sala de aula. Cada aluno precisa da carteira de identidade para a remoção de algum livro de seu gosto para estudo. A organização da biblioteca está muito longe do ideal; os livros estão empilhados em prateleiras de estantes e também sobre as mesas de estudo, deixando o espaço de leitura muito limitado. As bibliotecárias pareceu ter uma boa motivação para o seu trabalho efetivamente bom, várias vezes, ela seleciona livros e indica a leitura ao professor.
Com muitas dificuldades, a escola disponibiliza alguns recursos materiais. O essencial, giz (somente branco) é oferecido sem grande restrição. Cada professor tem o seu apagador, sendo o giz distribuído na sala de aula. É fornecido “papel carta” para impressão de provas, trabalhos e exercícios para os alunos sem limite para o professor.
Como já citado, a escola possui alguns recursos áudios-visuais, que muitas vezes são disputados pelos professores. Assim, criou-se uma lista de reserva para a TV e vídeo.
Mimeógrafo não é utilizado na escola, pois acreditam ser história do passado; sendo impressas todas as avaliações prestadas. Retroprojetores são fornecidos.
3.1.6 O projeto político pedagógico (PPC)
O PPP constitui-se num documento norteador das ações pedagógicas e administrativas da unidade escolar. Sua elaboração atende à Lei de Diretrizes e Bases. De acordo com o Projeto Político Pedagógico, o qual está sendo atualizado, é objetivo da Escola de Educação Básica Monte Carmelo criar condições e mecanismos que possibilitem a democratização e a socialização do saber como resultante do esforço de garantir o acesso e a permanência à escolarização básica, a superação da ação individual face à necessidade de engajamento em projetos de produção coletiva. A escola promove a convivência dos educandos, visando à superação de preconceitos e discriminações. Por isso, em hipótese alguma se usará a carência do educando para justificar seu insucesso na escola.
As atividades de regência compreendem os seguintes itens:
O professor de química do período diurno adota como livro de ensino o Ricardo Feltre, dado pelo governo. Mas também resolve problemas e exercícios com o livro Sardela, até mesmo chegando muitas vezes dar aulas. Este livro é muito interessante, pois, consegue resumir os pontos mais importantes dos conteúdos não os prejudicando e nos fornece uma grande variedade de exercícios. A não utilização de livro didático acarreta em algumas dificuldades ao professor e aos alunos. Primeiramente, porque o aluno não possui uma fonte de leitura básica (livro) que pode lhe estimular nos estudos e segundo, porque o professor perde muito tempo em tentar lhe fornecer os conteúdos e exercícios de tarefa. Como estímulos, muitas vezes, foram feitas perguntas aos alunos, que nem sempre eram
respondidas imediatamente. Também foram dadas “questões problemas” para o aluno, que muitas vezes, nunca parou para pensar.
Ao longo do estágio, observamos que os alunos não alteram muito seu comportamento. Desde o início do semestre vemos alunos saindo para fumar (sabendo que é proibido), jogando papéis uns nos outros, conversando assuntos irrelevantes às atividades escolares e sequer dando atenção ao professor. Esse comportamento é mais elevado nas turmas maiores, onde há falta de respeito entre os próprios alunos combinados com a falta de interesse resultando em distração geral da turma. O professor apresentou pulso firme ao ver o conversseiro e dar um grito na turma para fazerem silêncio e prestarem a atenção. Foi sentido uma falta de responsabilidade com o estudo por falta da grande maioria dos alunos.
Um grande problema ocasionado pela grande maioria dos estudantes foi a falta de manipulação e dificuldade com questões matemáticas envoltos de princípios químicos. O professor dava uns “quês” de cansaço para explicar, mas mesmo assim apresentavam resistência ao aprendizado, até mesmo, pela maioria das vezes, por falta de atenção no assunto visto como chato.
O plano de aula é fundamental para que o professor não cometa erros grosseiros ou se perca entre os conteúdos. Como parte integrante para o professor se ater na aplicação do conhecimento químico, a preparação das aulas envolveram as práticas como um meio de assimilação e aprendizagem dos conteúdos, com relatórios feitos por cada aluno.
Alguns planos refletem bem a realidade da escola pública estadual. Eles possuem um formato estudado na própria universidade:
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