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Umidificação e torre de resfriamento
Tipologia: Notas de estudo
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Compartilhado em 15/03/2010
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Passagem de vapor para a corrente gasosa através do contato com um líquido mais quente.
Retirada do vapor de uma fase gasosa pelo contato com um líquido mais frio.
♦Transferência de massa ♦Transferência de calor
Operações Adiabáticas
Operações não-adiabáticas
Na grande maioria dos processos industriais há a necessidade de resfriamento de equipamentos e maquinaria em geral que geram uma certa quantidade de calor durante sua operação. O fluido geralmente utilizado para dissipar esse calor gerado é a água, devido as suas características físicas (alto calor especifico, baixa viscosidade, alta condutibilidade térmica e alta densidade), além da facilidade de obtenção e a sua atoxicidade. Após sua utilização pode-se eliminar a água do sistema, ou então, resfriá-la e reaproveitá-la no sistema de resfriamento. As torres de resfriamento são equipamentos utilizados para o resfriamento de água industrial, como aquela proveniente de condensadores de usinas de geração de potência, ou de instalações de refrigeração, trocadores de calor, etc. A água aquecida é gotejada na parte superior da torre e desce lentamente através de “enchimentos” de diferentes tipos, em contracorrente com uma corrente de ar frio (normalmente à temperatura ambiente). No contato direto das correntes de água e ar ocorre a evaporação da água, principal fenômeno que produz seu resfriamento.
CARACTERÍSTICAS BÁSICAS
O projeto de Torre de Resfriamento de Água exige o conhecimento de vários princípios básicos de engenharia. Requer inclusive a aplicação prática destes princípios, utilizando os melhores materiais e técnicas existentes, a fim de obter os resultados desejados. Para isto, os componentes básicos consistindo de estrutura, enchimento, sistema de distribuição de água, venezianas, eliminadores de gotas, fechamento, plataformas e cilindro (ou difusor) do ventilador, precisam ser projetados para formarem uma unidade integral. O material estrutural, aplicado com as respectivas conexões, deve ser capaz de resistir a severas condições de operação. Na maioria dos casos, os componentes acima mencionados são pré-fabricados para simplificar os serviços de montagem. Assim, Uma torre de resfriamento é essencialmente uma coluna de transferência de massa e calor, projetada de forma a permitir uma grande área de contato entre as duas correntes. Isto é obtido mediante a aspersão da água líquida na parte superior e do “enchimento” da torre, isto é, bandejas perfuradas, colmeias de materiais plástico ou metálico, etc, que aumenta o tempo de permanência da água no seu interior e a superfície de contato água - ar.
_ O ar quente move-se naturalmente através da torre (não requer ventiladores)_*
TIRAGEM MECÂNICA FORÇADA TIRAGEM MECÂNICA INDUZIDA COM FLUXO EM CONTRACOPRRENTE TIRAGEM MECÂNICA INDUZIDA COM FLUXO CRUZADO
Counter flow
through falling
water
inside tower
O ar é forçado a entrar através de um ventilador posicionado na base
O ar é induzido a entrar na torre através de um exaustor posicionado no topo
O ar entra pelas laterais da torre e é induzido a passar pelo recheio e ascender pela torre
Range
Approach
Hot Water Temperature (In)
Cold Water Temperature (Out)
Wet Bulb Temperature (Ambient)
(In) to the Tower (Out) from the Tower
O projeto de uma torre de resfriamento parte dos valores da vazão e da temperatura da água a ser resfriada. Então, uma vez especificada a geometria da torre em termos de suas dimensões e tipo de enchimento, o funcionamento adequado dependerá do controle da vazão de ar. Em termos de insumo energético, a torre demandará potência para fazer escoar o ar, sendo que o enchimento da torre é um elemento que introduz perda de carga; a água deverá ser bombeada até o ponto de aspersão.
PARÂMETROS DE DESEMPENHO
O range de uma torre de resfriamento é definido como a diferença entre a temperatura da água quente (alimentação da torre) e a temperatura da água fria (saída da torre). O range de uma torre varia conforme as condições climáticas e a vazão da água de resfriamento na torre.
O approach de uma torre de resfriamento é a diferença entre a temperatura da água fria (saída da torre de resfriamento) e a temperatura de bulbo úmido do ar na entrada da torre.
Elevado range = alta performance
Para torres de resfriamento industriais, o approach gira em torno de 5 °C, sendo também um critério do projeto. Fazendo-se uma analogia com trocadores de calor, da mesma forma que seria necessária uma área infinita de troca térmica para que a temperatura do fluido quente seja a mesma do fluido frio na saída do trocador, seria necessária uma torre de resfriamento de altura infinita para que a água atinja a temperatura de bulbo úmido do ar. A vazão de água de resfriamento que recircula na torre, juntamente com o range e approach , são as variáveis de processo necessárias para o dimensionamento de uma torre de resfriamento. Outro dado necessário ao dimensionamento da torre é o parâmetro de desempenho da torre, definido como o produto entre o coeficiente global de transferência de massa e a área especifica do recheio da torre. O parâmetro de desempenho da torre depende do tipo de recheio e das vazões de água e ar empregadas. Nos catálogos dos fabricantes de torres de resfriamento o parâmetro de desempenho para o dimensionamento não é mostrado de forma explícita, sendo substituído por gráficos e ábacos que relacionam as demais variáveis necessárias (range, approach e vazão).
ASPECTOS OPERACIONAIS
O desempenho de uma torre de resfriamento varia, entre outros fatores, conforme a temperatura do ar ambiente, umidade do ar, temperatura de bulbo úmido, ou seja, com o clima. No inverno, a temperatura do ar cai e a temperatura de saída da água também cai, caso a carga térmica seja mantida constante. Para manter a temperatura da água de saída constante, pode-se diminuir a vazão de água que recircula no sistema de refrigeração. No verão, ocorre o inverso; a temperatura de saída da água aumenta, comprometendo a operação de um condensador em uma coluna de destilação, por exemplo. Pode-se aumentar a vazão de água no sistema, visando compensar o aumento de temperatura. A direção dos ventos deve ser considerada durante o projeto e instalação de uma torre de resfriamento. Fontes de calor próximas às torres de resfriamento podem influenciar sua operação. Problemas de recirculação e interferência são os mais comuns em torres de resfriamento. A circulação ocorre quando o ar quente e úmido que deixa a torre contamina o ar que está entrando na torre. Esta situação pode ocorrer devido à direção dos ventos, dificuldades de dispersão do ar de saída e formação de neblina (fog). A interferência ocorre quando a ar que sai de uma torre contamina o ar de entrada de outra torre próxima; a direção dos ventos causa problemas de interferência. A formação de neblina (fog) ocorre quando parte do vapor de água que sai da torre condensa em pequenas gotas, devido ao contato com o ar ambiente mais frio, tornando-se o ar supersaturado. A formação de neblina ocorre com mais freqüência no inverno, dificultando a dispersão do ar quente que sai da torre.
PARÂMETROS PARA DIMENSIONAMENTO
2 Hg =
Entalpia do Líquido em contato com o gás CpL (TL – Tref)
Calor latente do líquido vaporizado
Y λ
Calor sensível do líquido evaporado
Cpv (Tv – Tref)
Calor sensível do gás
Cpg (Tg – Tref)
Considerando Tref = TL Hg = φ + Y λ + Cpv (Tv – TL) + Cpg (Tg – TL)
Como Tgas = Tvapor Hg = Y λ + (Tg + TL) (Cpv – Cpg) s Calor específico úmido em base molar
Hg = Y λ + (Tg + TL) s (λ , TL, s constantes)
dHg = λ dY + s dTg
2 V’ dHg = V’ λ dY + V’ s dTg
Lm dHL = V’ dHg Lm dHL = V’ λ dY + V’ s dTg 1 2 3 4
4 Calor sensível transferido entre a interface e a massa principal de gás
3 Calor latente associado à transferência de massa
Transferência de calor sensível na fase líquida:
Lm/S CpL dTL = hL a (TL – Ti) dz
Temperatura na interface Área efetiva (ft^2 /ft^3 ) Coeficiente convectivo de transferência de calor na fase líquida Transferência de calor sensível na fase gasosa:
V’ s dTg = hg a S dz (Ti – Tg)
Área da seção transversal da torre Área de contato da torre Coeficiente de transferência de calor convectivo da fase gasosa
V’ λ dY = λ Ky a S dz (Yi – Y)
Razão molar entre o soluto e solvente na fase gasosa junto à interface Coeficiente de transferência de massa em base molar
Reunindo e rearranjando as equações chega-se à: EQUAÇÃO DE PROJETO
∫ =^ ∫ −
2 1
Hg Hg y i g
z Hg 0 z^ K aS(H H )
V'd d
Para efetuar a integração é necessário conhecer a relação entre Hi e Hg.
V’ dHg = Lm CpL dTL (^) ∫ =^ ∫
L L
g g
T L T TL
H H Hg^
V' d L m Cp d
Assim:
L2 L
m L g1 T H V'
L Cp H = − TL + y = ax + b
Pontos: (Hg2, TL2) e (Hg1, TL1)
LINHA DE AMARRAÇÃO: relaciona um ponto da linha de operação (L.O.) com a curva de equilíbrio (C.E.)
Ky a
h a
T T
H H L
i L
−
−
TL Hg Hi (Hi - Hg)
T 1 Hg T 2 Hg T 3 Hg
.. .. ..
1/(Hi – Hg)
1/(Hi – Hg1) 1/(Hi – Hg2) 1/(Hi – Hg3) . . .
A 1 = (Hg2 – Hg1)x
(^) +
2
Hi-Hg
1 Hi-Hg
1 2 1
2
1
Hg
Hg
Hg
Pontos da Linha de Operação (TL2, Hg 2 ) e (TL1, Hg 1 ) e traça-se esta linha (reta). Traça-se a Linha de Amarração inicial : (Ti, Hi) = condições na interface (C.E.) (TL, Hg) = condições finais (L.O.) Todas as outras linha de amarração traçadas em intervalos regulares de temperatura serão paralelas a esta.
Completa-se a tabela: TL Hg Hi 1 / (Hi-Hg) A
A = diferença de Hg x média de 1/(Hi-Hg)
V’/ [S kya (Hi-Hg)]
Hg
Determina-se a altura do recheio da torre pela Equação de Projeto: Z = (V’/S Kya) ΣA
Deseja-se saber: a) Qual a capacidade do ventilador (ft^3 /h)? (CV = V’x Vm). b) A garantia da fabricante é válida? (Comparar as faixas de resfriamento pelas L.O. do teste e da garantia do fabricante).
Determinar: a) O diâmetro da torre. (Determina-se S e então D). b) A altura do recheio para (hLa/Kya) = ∞∞∞∞. (Esta condição equivale a linhas de amarração verticais ). c) A altura do recheio para (hLa/Kya) = 60 , considerando Lm = 35.000 kg/h. (Traçam-se as L.A. e calcula-se a área como no problema (1). A altura do recheio é determinado pela equação de projeto).
A
Deve-se projetar uma torre de desumidificação para tratar 1800 ft³/min de uma mistura ar-vapor d’água a 140 ºF e umidade relativa de 60%. A mistura deve sair com uma umidade absoluta de 0,07 lbmol de vapor d’água/lbmol de ar seco. A água entra na torre a 70 ºF e sai a 95 ºF. A taxa de água a ser empregada corresponde a 60% da taxa máxima de água (Lm real = 0,6 Lm máx). O fluxo de ar deve ser de 1200 lb de ar seco/hft². Os valores de hca e hLa são, respectivamente, 200 Btu/hft³ºF e 1600 Btu/hft³ºF.
Deseja-se saber:
a) A altura do recheio b) O diâmetro da torre. c) A taxa de líquido na entrada e na saída da torre.
Dados
Condições do ar na entrada ⇒ V = 1800 ft³/min Tbs (Tg 2 ) = 140ºF σ 2 = 60% Condições de ar na saída ⇒ V’/S = 1200 lb a.s./hft² Y 1 = 0,07 lbmol água/lbmol a.s. Água ⇒ (Lm) real = 0,6 (Lm) máx. Tentrada = 70ºF Tsaída = 95 ºF
hca = 200 Btu/hft³ºF Mar = 29 lb/lbmol hLa = 1600 Btu/hft³ºF MH2O = 18 lb/lbmol Cpl = 18 Btu/lbmolºF
Resolução
Tg 2 = 140ºF σ 2 = 60% ------- carta psicrométrica ----- Vs, Vsat, Hs, Hsat Vm = Vs + σ (Vsat – Vs) Hm = Hg 2 = Hs + σ (Hsat – Hs)
Assim tem-se o ponto inicial da L.O. correspondente às condições na base da torre: (TL2, Hg 2 ), (95 ºF, ......)
Para determinar a taxa máxima de líquido procede-se de forma análoga à determinação da taxa mínima de ar no processo de umidificação. A L.O. deve ser traçada a partir do ponto (TL2, Hg 2 ) até interceptar a C.E. no ponto correspondente à TL1 (onde lê-se o correspondente Hg). A inclinação da L.O. nestas condições fornecerá a taxa máxima de água:
Hg 1 = [(Lm)máx. CpL (TL1 – TL2)] / V’ + Hg 2
onde V´ = V / Vm
Uma vez conhecida a taxa máxima de água deve-se calcular a taxa real de líquido. Com (Lm)real calcula-se o valor de Hg 1 pela equação acima. Assim determina-se o segundo ponto da L.O. (TL1, Hg 1 ) correspondente às condições do topo da torre. Note que, de maneira oposta ao que ocorre nos processos de umidificação, a L.O. num processo de desumidificação localiza-se acima da curva de equilíbrio.
a) Para a determinação da altura do recheio procede-se de forma análoga ao realizado no processo de umidificação, isto é, dentro da faixa de temperaturas do líquido arbitra-se outras temperaturas encontrando-se os valores correspondentes de Hg (na L.O.) e Hi (na C.E.) com o auxílio das linhas de amarração (L.A.). A inclinação de L.A. é dada por –hLa/Kya. Entretanto o valor de Kya não foi dado, ele deverá ser calculado da seguinte forma:
Calor específico = s = hca / Kya