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segue uma apostila sobre as principais unidades de entrada e saída
Tipologia: Notas de estudo
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Para que possamos executar um programa, não basta que tanto ele quanto os dados estejam armazenados na memória. É preciso que o programa concebido em uma folha de papel e os dados que ele manipula sejam inseridos na máquina. Para tanto, precisamos de um meio que faça a comunicação homem-máquina. Os dispositivos que realizam essa interface são chamados periféricos porque, geralmente, não ficam localizados dentro do gabinete do processador mas em sua periferia. Para a digitação do programa pode ser usado um teclado, por exemplo. Da mesma forma que precisamos carregar o programa na máquina, também precisamos de um meio de externar os resultados produzidos pelo programa, de forma que possam ser percebidos pelos usuários. Uma impressora ou um terminal de vídeo podem servir como periféricos de saída.
A forma de interligação dos periféricos com o processador é a mesma adotada entre a UCP e a memória, ou seja, um barramento. O barramento é uma via de sinais elétricos por onde passam dados, endereços e sinais de controle. Esse barramento, chamado barramento do sistema, permite o compartilhamento de informações entre os diversos componentes do computador, da mesma forma que o barramento interno da UCP permite o trânsito de informações entre os registradores e demais dispositivos da UCP.
Os dispositivos de entrada e saída possuem a característica de realizarem o mesmo tipo de função (comunicação homem-máquina) usando, entretanto, tecnologia bem diferente. Por esse motivo existe um subsistema, chamado subsistema de entrada e saída, que cuida de enviar e receber informações ao mundo exterior, convertendo as informações para uma forma inteligível para o homem (no caso da saída), ou para a máquina (no caso da entrada). Cada vez que uma tecla do teclado é pressionada, por exemplo, o subsistema converte o símbolo da letra pressionada em um conjunto de sinais digitais (0 ou 1) representados por sinais elétricos de 0 ou 5 Volts, que são os sinais com que a máquina sabe lidar.
Naturalmente cada dispositivo tem características distintas. Velocidade de acesso, tipo de informação, forma de transmissão da informação, quantidade de informações transmitias, são algumas das características que variam grandemente de um dispositivo para outro. Isso torna a comunicação periférico / máquina muito complexa para ser feita diretamente. Assim, a UCP não se liga diretamente a cada periférico, mas sim a dispositivos que realizam a tradução e a compatibilização das características do dispositivo com as necessidades da UCP. Esses dispositivos recebem nomes como controlador (de disco, de vídeo), interface de E/S, processador de periférico, canal, adaptador, driver e outros. A função, entretanto, é sempre a mesma: compatibilizar a ligação entre a UCP e o periférico, permitindo um fluxo de dados correto em uma velocidade adequada.
Os dispositivos de E/S podem ser divididos em três categorias: os que recebem ou transmitem informações diretamente para o ser humano (teclado, vídeo, impressora, etc.); os que recebem ou transmitem informações inteligíveis apenas pela máquina (discos magnéticos, discos óticos, sensores); e, os que recebem e transmitem de / para dispositivos remotos (modens, regeneradores de sinais).
Quanto à forma de se estabelecer a ligação, esta pode ser serial (a informação flui bit a bit) ou paralela (vários bits são transmitidos simultaneamente). A ligação periférico / UCP, além dos dados em si, também compreende alguns sinais de controle, cujas características também variam grandemente de um para outro periférico.
A seguir vamos abordar alguns dos mais representativos periféricos de E/S:
a tecla pressionada e é gerado um código correspondente; um sinal de interrupção é gerado para a UCP de forma a informar o evento (pressionamento de uma tecla); após sinais de controle de interrupção terem sidos trocados entre a UCP e o processador de teclado, o código da tecla é efetivamente enviado, de forma serial, e recebido por um programa especial residente no computador ( a BIOS do sistema) ; e, após ter sido verificada eventual combinação de teclas pela BIOS, o código ASCII correspondente é enviado à região de memória apropriada;
Quanto à forma de representação há duas modalidades: textual e gráfica. Na modalidade textual, a tela é dividida em linhas e colunas (normalmente 24x80), de maneira a formar uma matriz de localização onde cada posição permite armazenar um símbolo válido conforme o código de representação utilizado (normalmente ASCII). Cada caracter é construído com uma matriz de pontos brilhantes (normalmente 5x7, 5x9 ou 7x9). O total de memória para armazenar as informações de vídeo é de 4K bytes. Na modalidade gráfica, a tela é dividida em uma única matriz de pontos, denominados Pixels. Cada pixel gasta um bit de informação (no caso de vídeo monocromático) ou mais bits se o vídeo for colorido. O modo gráfico proporciona maior flexibilidade tanto na apresentação dos caracteres quanto na de imagens de um modo geral. Isto determinou sua tendência hegemônica no mercado atual, a despeito do preço bem maior. A tecnologia empregada para vídeos gráficos tem que ser capaz de proporcionar varreduras de tela bem mais rápidas, além de áreas de armazenamento muito maiores (tipicamente, para vídeos coloridos, 1 a 2 Mbytes).
Quanto à resolução existem vários padrões. Essa classificação diz respeito aos vídeos gráficos e é determinada pelo número de pixels em uma linha e em uma coluna de vídeo. Por exemplo, uma resolução de 320x200, significa que o vídeo tem 320 pixels em cada linha e 200 em cada coluna. Também deve se considerar o afastamento entre os pixels (dot pitch) para determinar a resolução. Vídeos com baixo “dot pitch” ( um valor típico é 0,28 mm) e alta resolução (um valor típico é 800x600) produzem imagens mais nítidas. Os padrões principais em uso são o VGA (640x480 com 16 cores), SVGA (800x600 com 16 cores) e o 8514A (1280x1024 com 16 cores). Todos esses sistemas têm opções com mais cores e resoluções menores. Existem ainda outros padrões mais antigos, hoje em desuso, como CGA EGA, MGA e XGA.
Uma outra característica encontrada para os vídeos CRT é o modo de varredura. Esta pode ser entrelaçada ou não entrelaçada. No modo entrelaçado, para que seja possível usar uma freqüência de varredura menor para o feixe do canhão de raios catódicos, apenas as linhas pares são percorridas em uma varredura inteira da tela, sendo as linhas ímpares percorridas na próxima varredura. Isto barateia custos mas produz um quase imperceptível efeito de cintilação (“flickering”), que afeta a nitidez da imagem. No modo não entrelaçado, cada quadro é composto com apenas uma varredura de tela, produzindo imagens mais nítidas;
As tecnologias empregadas são: de impacto (matricial, de margarida ou de esfera); de jato de tinta; a laser; de cera aquecida; e, por sublimação de tinta.