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Uma análise da coordenação pedagógica no contexto escolar, abordando suas definições, tendências históricas e a evolução da figura do coordenador pedagógico no brasil. O texto também discute a importância da liderança democrática e o trabalho em grupo na execução de suas funções.
Tipologia: Resumos
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De acordo com a definição do dicionário Aurélio, coordenação significa: “o ato ou efeito de coordenar; relação entre elementos que funcionam de modo articulado dentro de uma totalidade ordenada.” Trazendo esta definição ao nosso contexto, entrelaçamos este significado ao âmbito escolar. Por sua vez, a pedagogia diz respeito ao ato de conduzir o saber. Ao longo dos anos, a pedagogia adquiriu status de teoria e de acordo com Franco, ela pode ser dividia em três grandes tendências: a Pedagogia filosófica, a pedagogia técnico- científica e a Pedagogia crítico-emancipatória. É oportuno salientar que além destas classificações quanto a Pedagogia, é importante terem a noção quanto às tendências pedagógicas da atualidade influenciadas por correntes de pensamento pós-modernas, que confrontam os pensamentos pedagógicos anteriores a estes. Por intermédio destas tendências e linhas de estudo, conseguimos ter uma noção do trajeto histórico da coordenação pedagógico no país, de modo a observar os elementos que dizem respeito a sua atuação como coordenador. Sabe que a função de um coordenador pedagógico é derivada de antigos cargos de caráter administrativo educacional que se relaciona à inspeção e tem características de vigilância no âmbito educacional. A partir do ano de 1971, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional ocorreu a formalização da figura do especialista da educação, ainda como desdobramento da inspeção escolar. Posteriormente, com a Lei Complementar n º. (201de 09/11/1978) a figura do especialista tende a afastar-se da missão de inspecionar, uma mera fiscalização, ao passo que se aproxima das atribuições do educador.
Com o decorrer do tempo, e diante das novas necessidades que apareceram, surge a necessidade de uma nova configuração da figura do especialista, que seria a do coordenador pedagógico. Um colaborador no processo de ensino-aprendizagem, atuando junto a professores, alunos, família, direção, funcionários, comunidade, e fomentando aprendizagens, formação, reflexões, pesquisas e construções coletivas. Na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 20 de dezembro de 1996 esclareceu e delimitou o perfil e o espaço de atuação do coordenador pedagógico. Assim, o coordenador ganhou projeção e visibilidade no sentido de promover a articulação entre formação/capacitação em serviço/continuada, no intuito de estimular a melhoria do ensino-aprendizagem, (re)significando a práxis docente. Há uma variedade de tarefas, muitas vezes excessivas atribuídas ao coordenador pedagógico, e que não são da sua competência, além da resistência de alguns professores à figura do coordenador. Tudo isso reflete a desorganização da escola e, consequentemente, o fracasso do processo de ensino-aprendizagem. O trabalho em grupo é o que uma base de sustentação ao trabalho do setor pedagógico. É uma função que necessita da colaboração de todos os membros que compõe a unidade escolar e se envolvem em discussões, elaborações, negociações de projetos e ações, tudo isso num ambiente de sinceridade, transparência e vontade de transformar a educação. Por esta razão, é imprescindível que o coordenador procure exercer uma liderança democrática, conseguindo mobilizar todos os interessados em torno de projetos e ações, evitando os desabafos corriqueiros. Por isso, precisa ser bem formado na teoria e na prática pedagógica, e ter a capacidade de articular ideias, discutir os sentidos atribuídos à escola e fomentar a reflexão sobre a práxis educativa. Esse é o perfil desejado do coordenador pedagógico. O termo construtivismo advém da palavra latina constuere , que significa interpretar ou analisar. Assim, o mencionado termo comunica a noção de que a pessoa é ativa na criação e construção de significados e significantes que interpretam e dão sentido a sua realidade. A concepção de ação educativa numa perspectiva construtivista impulsiona a transformação do educador, de sua prática educativa e do conjunto de saberes que essa profissão cultiva.
trabalho de Professor Coordenador” (Artigo 6º da Lei Complementar nº 444/85- Estadual). O trabalho de parceria com a família constrói-se com e no coletivo da escola, mediante a articulação dos diferentes atores da organização, na complexidade e na dinamicidade das relações, nos espaços previstos pela organização e nos espaços reivindicados. Enfim, as ações coordenadas de parceria nas relações família-escola, quando se pretendem transformadoras da situação vigente, precisam considerar a especificidade e a complexidade dos universos escolar e familiar, a sociedade na qual estão inseridos e a capacidade e a disponibilidade do coordenador para ouvir, escutar, saber fazer, tolerar, instigar, dialogar, buscar parcerias, o que vale não somente para essas relações, mas todas as demais. REFERÊNCIAS EDITORA PROMINAS E ORGANIZADORES. COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA. In: PRÁTICAS DE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA, Módulo 3. 2012, p.1-