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Como se formam os ventos? As diferenças de temperatura do ar ... formam-se os ventos. ... começa a se mover, a força de Coriolis, o atrito e.
Tipologia: Notas de estudo
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Universidade de São Paulo Departamento de Geografia FLG 0253 - CLIMATOLOGIA I
Prof. Emerson Galvani Laboratório de Climatologia e Biogeografia – LCB
Questões motivadoras:
O vento consiste na circulação, no movimento da atmosfera. É útil separar o componente horizontal do vento do componente vertical (para cima e para baixo). Embora a componente vertical seja importante, a componente horizontal é muito mais forte.
Embora saibamos que o ar se moverá para cima se ele é mais quente e, portanto tem mais flutuação que o ar ambiente, o que causa os movimentos horizontais? De agora em diante chamaremos simplesmente de vento os movimentos horizontais. As forças atuando sobre parcelas de ar são:
Um gradiente de pressão existe quando a pressão do ar varia de um lugar para o outro. Se o ar está sujeito a uma pressão maior num lado que no outro, este desequilíbrio produzirá uma força resultante da região de maior pressão para a região de menor pressão.
Em suma, o gradiente horizontal de pressão (GHP) é a força geradora do vento. Quando o ar começa a se mover, a força de Coriolis, o atrito e eventualmente a força centrífuga começam a agir, mas somente para modificar o movimento, não para produzi-lo.
Em especial o princípio 2 é o mais fácil de visualizar acompanhe a demonstração no globo terrestre. Observe que na linha do equador 1º de longitude equivale a 111 km (40.075km/360º), na linha do Trópico equivale a 102 km (36.784/360) e no círculo polar 44 km (15.992/360º).
O efeito de Coriolis. Durante o vôo do foguete do Pólo Norte ao ponto x, a rotação da Terra levou o ponto x à posição x1.
A rotação da Terra faz com que a trajetória do foguete assinalada sobre a superfície da Terra seja curva.
Ciclone/Furação Catarina 26 de março de 2004 (HS).
Centro de baixa pressão (ciclone) no HS. Giro no sentido horário.
Ciclone/Furação Katrina – 29 de agosto de 2005 (HN).
Fonte: NASA/NOAA, 2005
Ao longo do dia com o recebimento de radiação solar as superfícies do oceano e do continente se aquecem diferentemente. Isso é resultado do calor específico cinco vezes mais elevado da água em relação ao solo (CpH20=1,0 cal/goC e Cpsolo = 0,2 cal/goC). O continente tende a se aquecer mais rápido, e também se resfriar, do que o oceano próximo. Isso resulta em um gradiente de temperatura e pressão.
Seção transversal ilustrando a formação de brisa terrestre/marítima. O movimento vertical é necessário para completar a circulação.
Período Diurno
Ao final da tarde e início da noite, quando a terra se esfria e desaparece o contraste de temperatura, a brisa cessa. À noite, em razão da maior taxa de resfriamento continental, em relação ao oceano, inicia-se a formação de um novo contraste térmico, o mar permanecendo mais aquecido que o continente. O mecanismo inverte-se, ocorrendo a formação de uma célula de circulação, em que o vento em altos níveis soprará do mar para a terra e, em baixos níveis, da terra para o mar. Os jangadeiros utilizam esse mecanismo para sair para pescar mar adentro.
Direção predominante do Vento na Barra do Rio Ribeira, Iguape, SP (Litoral).
Período diurno (10h às 22h)
Período noturno (22h às 10h) Brisa Marítima
Brisa Terrestre
Durante o período noturno o ar frio e denso tende a escoar (como um fluído) para as partes mais baixas do terreno. Esse ar frio vai se acumulando e se resfriando podendo ocorrer saturação do ar e formação de nevoeiros. Esse movimento do ar é denominado de Brisa Catabática ou de montanha. (do grego “ descendo colinas ”)