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Vibrio, Pseudomonas e Acinetobacter, Resumos de Microbiologia

Resumo feito para estudantes de biomedicina.

Tipologia: Resumos

2022

À venda por 10/06/2023

pedro-soares-araujo
pedro-soares-araujo 🇧🇷

5 documentos

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Vibrio
Vibrio cholerae
Morfologia e identificação
Microrganismos e identificação
Bacilo curvo, forma de vírgula.
Motilidade ativa, presença de flagelo polar.
Cultura
Produz colônias convexas, lisas e redondas, opacas e granulosas.
Crescem bem à 37 ºC, principalmente no ágar de tiossulfato-citrato-bile-sacarose (TCBS), com
colônia amarelas.
Oxidase positivos. Crescem em pH muito alto e são rapidamente destruídos pelo ácido.
Características de crescimento
Fermenta sacarose e manose, mas não arabinose.
Positividade de oxidase é etapa essencial na identificação preliminar.
Estrutura antigênica e classificação biológica
Muitos compartilham o antígeno H flagelar termolábil.
Apresenta lipopolissacarídeos O que conferem especificidade sorológica.
Enterotoxina do Vibrio cholerae
Enterotoxina termolábil, com subunidade A e B.
Gangliosídeo GM1 é receptor da mucosa para a B, promovendo entrada da subunidade A na célula.
Ativação da A, resulta em níveis mais altos de cAMP intracelular, assim como hipersecreção
prolongada de água e eletrólitos.
Identifica-se também um aumento na secreção de cloreto dependente do sódio e absorção de sódio e
cloreto pelas microvilosidades inibidas.
Ocorre diarreia eletrolítica com consequentes desidratações, choque, acidose e morte.
Patogênese e patologia
Só é patogênico em humanos.
Veículos de infecção são a água e a comida (ingestão de 10¹⁰+ e 10²-10⁴, respectivamente).
Qualquer diminuição da acidez gástrica torna mais suscetível a infecção.
Não invasiva. Não alcançam a corrente sanguínea, mas permanecem no trato intestinal.
Fixa-se as microvilosidades da borda em escova, se multiplica e libera a toxina, bem como mucinases
e endotoxina.
Manifestações clínicas
Metade é assintomática.
Período de incubação de 12 horas a 3 dias, dependendo da quantidade e tamanho do inóculo ingerido.
Início súbito de náuseas, vômitos e diarreia profusa, com cólicas abdominais.
Fezes com muco, células epiteliais e grande número de vibriões.
Perda rápida de líquido e eletrólitos, resultando em profunda desidratação, colapso circulatório e
anúria.
Exames diagnósticos
Amostras
Fragmentos de muco nas fezes
Esfregaços
Aspecto microscópico não característico.
Cultura
Crescimento rápido em ágar com peptona, ágar-sangue com pH próximo de 9 ou ágar-TCBS.
Colônias típicas podem ser repicadas em 18 horas.
Enriquecimento com gotas de fezes incubadas por 6-8 horas em caldo de taurocolato-peptona.
Exames específicos
Por meio de testes de aglutinação em lâmina com anti-O grupo 1 ou 139.
Assim como padrões de reações bioquímicas.
Tratamento
Reposição e água e eletrólitos corrigindo desidratação e depleção.
Antimicrobianos tem papel secundário.
Tetraciclina oral; doxiciclina tendem a reduzir o volume de fezes e o período de eliminação dos
vibriões.
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Vibrio

  • Vibrio choleraeMorfologia e identificaçãoMicrorganismos e identificação - Bacilo curvo, forma de vírgula. - Motilidade ativa, presença de flagelo polar. ▪ Cultura - Produz colônias convexas, lisas e redondas, opacas e granulosas. - Crescem bem à 37 ºC, principalmente no ágar de tiossulfato-citrato-bile-sacarose (TCBS), com colônia amarelas. - Oxidase positivos. Crescem em pH muito alto e são rapidamente destruídos pelo ácido. ▪ Características de crescimento - Fermenta sacarose e manose, mas não arabinose. - Positividade de oxidase é etapa essencial na identificação preliminar. ◦ Estrutura antigênica e classificação biológica ▪ Muitos compartilham o antígeno H flagelar termolábil. ▪ Apresenta lipopolissacarídeos O que conferem especificidade sorológica. ◦ Enterotoxina do Vibrio cholerae ▪ Enterotoxina termolábil, com subunidade A e B. ▪ Gangliosídeo GM1 é receptor da mucosa para a B, promovendo entrada da subunidade A na célula. ▪ Ativação da A, resulta em níveis mais altos de cAMP intracelular, assim como hipersecreção prolongada de água e eletrólitos. ▪ Identifica-se também um aumento na secreção de cloreto dependente do sódio e absorção de sódio e cloreto pelas microvilosidades inibidas. ▪ Ocorre diarreia eletrolítica com consequentes desidratações, choque, acidose e morte. ◦ Patogênese e patologia ▪ Só é patogênico em humanos. ▪ Veículos de infecção são a água e a comida (ingestão de 10¹⁰+ e 10²-10⁴, respectivamente). ▪ Qualquer diminuição da acidez gástrica torna mais suscetível a infecção. ▪ Não invasiva. Não alcançam a corrente sanguínea, mas permanecem no trato intestinal. ▪ Fixa-se as microvilosidades da borda em escova, se multiplica e libera a toxina, bem como mucinases e endotoxina. ◦ Manifestações clínicas ▪ Metade é assintomática. ▪ Período de incubação de 12 horas a 3 dias, dependendo da quantidade e tamanho do inóculo ingerido. ▪ Início súbito de náuseas, vômitos e diarreia profusa, com cólicas abdominais. ▪ Fezes com muco, células epiteliais e grande número de vibriões. ▪ Perda rápida de líquido e eletrólitos, resultando em profunda desidratação, colapso circulatório e anúria. ◦ Exames diagnósticosAmostras - Fragmentos de muco nas fezes ▪ Esfregaços - Aspecto microscópico não característico. ▪ Cultura - Crescimento rápido em ágar com peptona, ágar-sangue com pH próximo de 9 ou ágar-TCBS. - Colônias típicas podem ser repicadas em 18 horas. - Enriquecimento com gotas de fezes incubadas por 6-8 horas em caldo de taurocolato-peptona. ▪ Exames específicos - Por meio de testes de aglutinação em lâmina com anti-O grupo 1 ou 139. - Assim como padrões de reações bioquímicas. ◦ Tratamento ▪ Reposição e água e eletrólitos corrigindo desidratação e depleção. ▪ Antimicrobianos tem papel secundário. ▪ Tetraciclina oral; doxiciclina tendem a reduzir o volume de fezes e o período de eliminação dos vibriões.

Pseudomonas

  • Pseudomonas aeruginosa ◦ Distribuída na natureza, encontrada em ambientes úmidos de hospitais. ◦ Atua como saprófita em seres humanos. ◦ Doenças em pacientes com defesas anormais. ◦ Morfologia e identificaçãoMicrorganismos típicos - Móvel, em forma de bastonete, gram-negativa e ocorre como bactérias isoladas, em pares e em cadeias curtas. ▪ Cultura - Aeróbio obrigatório, cresce facilmente em muitos meios de cultura. - Algumas cepas são hemolíticas. - Forma colônias lisas e redondas, de cor verde fluorescente. - A maioria produz pigmento azulado (piocianina), mas outras cepas apresentam diversas colorações. - Produz vários tipos de colônias. ▪ Características de crescimento - Cresce bem a 37-42ºC. É oxidase-positiva. - Não fermentam carboidratos, mas muitas oxidam glicose. - Identificação baseada na morfologia das colônias, na positividade da oxidase, na presença de pigmentos característicos e no crescimento a 42 ºC. ◦ Estrutura antigênica e toxinasPili - Estendem-se da superfície celular e promovem a fixação da bactéria às células epiteliais. ▪ Exopolissacarídeo - Responsável pelas colônias mucoides observadas em cultura de pacientes com FC (fibrose cística). ▪ Lipopolissacarídeo - Responsável por muitas das propriedades endotóxicas. - Pode ser tipada de acordo com o imunotipo de polissacarídeo e a suscetibilidade à piocina. ▪ A maioria produz enzimas extracelulares e duas hemolisinas (fosfolipase C termolábil e glicolipídeo termoestável). ▪ Exotoxina A - Provoca necrose tecidual e é letal para animais quando injetada em forma purificada. ◦ Patogênese ▪ Somente quando introduzidas em áreas desprovidas de defesas normais. ▪ Se fixa, coloniza as mucosas e a pele localmente e causando doença sistêmica. ▪ Lipopolissacarídeo desempenha um papel direto na febre, choque, oligúria, leucocitose e leucopenia, coagulação intravascular disseminada (CID) e síndrome de angústia respiratória. ◦ Manifestações clínicas ▪ Provoca infecção de feridas e queimaduras, originando pus azul-esverdeado, meningite e infecção das vias urinária. ▪ Comprometimento das vias aéreas resulta em pneumonia necrosante. ▪ Na maioria das infecções os sintomas estão relacionados ao local. ▪ A necrose hemorrágica da pele ( ectima gangrenoso ) característica são circundadas por eritema e não contém pus. ◦ Exames diagnósticos laboratoriaisAmostras - Lesões cutâneas, pus, urina, sangue, líquido cerebrospinal, escarro e outro material, dependente do local. ▪ Esfregaços - Bacilos gram-negativos frequentemente observados. - Não específico. ▪ Cultura - Semeadas em ágar-sangue e em diferentes meios para bacilos gram-negativos entéricos. - Crescem facilmente na maioria, mas pode ser mais lento que os demais entéricos. - Não fermenta lactose. ◦ Tratamento

Acinetobacter

  • Gram-negativas aeróbias de ampla distribuição no ambiente.
  • Podem ser cultivadas de amostras de pele, mucosas, secreções e do ambiente hospitalar.
  • Exibem aspecto cocobacilar ou de cocos.
  • Cresce bem na maioria das culturas.
  • Geralmente comensais, mas provocam infecção nosocomial.
  • Isolada do sangue escarro, pele, líquido pleural e da urina.
  • Bacteremia associada a cateteres intravenosos.
  • Em queimaduras ou imunodeficiência atua como oportunista podendo causar sepse.
  • Mostram-se multirresistentes aos antimicrobianos. Muitos casos únicos escolha é a colistina.
  • Geralmente respondem a gentamicina, amicacina ou tobramicina, bem como penicilinas de espectro amplo e cefalosporinas recentes.