Vibrio
•Vibrio cholerae
◦Morfologia e identificação
▪Microrganismos e identificação
•Bacilo curvo, forma de vírgula.
•Motilidade ativa, presença de flagelo polar.
▪Cultura
•Produz colônias convexas, lisas e redondas, opacas e granulosas.
•Crescem bem à 37 ºC, principalmente no ágar de tiossulfato-citrato-bile-sacarose (TCBS), com
colônia amarelas.
•Oxidase positivos. Crescem em pH muito alto e são rapidamente destruídos pelo ácido.
▪Características de crescimento
•Fermenta sacarose e manose, mas não arabinose.
•Positividade de oxidase é etapa essencial na identificação preliminar.
◦Estrutura antigênica e classificação biológica
▪Muitos compartilham o antígeno H flagelar termolábil.
▪Apresenta lipopolissacarídeos O que conferem especificidade sorológica.
◦Enterotoxina do Vibrio cholerae
▪Enterotoxina termolábil, com subunidade A e B.
▪Gangliosídeo GM1 é receptor da mucosa para a B, promovendo entrada da subunidade A na célula.
▪Ativação da A, resulta em níveis mais altos de cAMP intracelular, assim como hipersecreção
prolongada de água e eletrólitos.
▪Identifica-se também um aumento na secreção de cloreto dependente do sódio e absorção de sódio e
cloreto pelas microvilosidades inibidas.
▪Ocorre diarreia eletrolítica com consequentes desidratações, choque, acidose e morte.
◦Patogênese e patologia
▪Só é patogênico em humanos.
▪Veículos de infecção são a água e a comida (ingestão de 10¹⁰+ e 10²-10⁴, respectivamente).
▪Qualquer diminuição da acidez gástrica torna mais suscetível a infecção.
▪Não invasiva. Não alcançam a corrente sanguínea, mas permanecem no trato intestinal.
▪Fixa-se as microvilosidades da borda em escova, se multiplica e libera a toxina, bem como mucinases
e endotoxina.
◦Manifestações clínicas
▪Metade é assintomática.
▪Período de incubação de 12 horas a 3 dias, dependendo da quantidade e tamanho do inóculo ingerido.
▪Início súbito de náuseas, vômitos e diarreia profusa, com cólicas abdominais.
▪Fezes com muco, células epiteliais e grande número de vibriões.
▪Perda rápida de líquido e eletrólitos, resultando em profunda desidratação, colapso circulatório e
anúria.
◦Exames diagnósticos
▪Amostras
•Fragmentos de muco nas fezes
▪Esfregaços
•Aspecto microscópico não característico.
▪Cultura
•Crescimento rápido em ágar com peptona, ágar-sangue com pH próximo de 9 ou ágar-TCBS.
•Colônias típicas podem ser repicadas em 18 horas.
•Enriquecimento com gotas de fezes incubadas por 6-8 horas em caldo de taurocolato-peptona.
▪Exames específicos
•Por meio de testes de aglutinação em lâmina com anti-O grupo 1 ou 139.
•Assim como padrões de reações bioquímicas.
◦Tratamento
▪Reposição e água e eletrólitos corrigindo desidratação e depleção.
▪Antimicrobianos tem papel secundário.
▪Tetraciclina oral; doxiciclina tendem a reduzir o volume de fezes e o período de eliminação dos
vibriões.