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Acinetobacter, Notas de estudo de Enfermagem

conhecimentos sobre o Acinetobacter

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 09/04/2015

joao-neto-t1o
joao-neto-t1o 🇧🇷

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HOSPITAL DE SANTA MARIA
COMISSÃO DE CONTROLO
DA INFECÇÃO HOSPITALAR
Piso 6, Tel 5401/1627
NORMA n.º 11/2004
PROFILAXIA DA INFECÇÃO CRUZADA POR
ACINETOBACTER sp.
As bactérias do género Acinetobacter são microrganismos comensais, de baixa virulência,
que existem no homem saudável e no ambiente. Pertencem ao grupo de bactérias que,
quando submetidos a pressão selectiva, adquirem facilmente resistência a múltiplos
antibióticos. A colonização humana é frequente na pele e no intestino. São factores de
risco conhecidos para a colonização e/ou infecção nos doentes hospitalizados a
terapêutica antibiótica prévia, os procedimentos invasivos e a permanência em Unidades
de Cuidados Intensivos. Em determinadas circunstâncias podem ocorrer infecções graves
causadas por estirpes multirresistentes, pelo que é essencial minimizar a disseminação
hospitalar.
A via de transmissão entre doentes é por contacto, sendo o veículo principal as
mãos do pessoal.
Tendo em atenção estes conhecimentos e a realidade do hospital, com o objectivo de
minimizar o risco de transmissão destes agentes, indicam-se as seguintes recomendações:
1. Não é obrigatório, mas sempre que possível o doente deve ser colocado
num quarto individual (permite mais facilmente que todo o pessoal interiorize que
se trata de um doente reservatório desta estirpe hospitalar, permitindo um maior rigor
no cumprimento das regras de controlo de infecção).
Quando não é possível quarto individual, colocar os doentes infectados e/ou
colonizados numa extremidade da unidade de internamento que não seja ponto
de passagem frequente, minimizando a possibilidade de contaminar por contacto as
batas ou vestuário do pessoal.
2. Redução da potencial transmissão do microrganismo entre doentes
2.1. ATRAVÉS DAS MÃOS:
- Lavagem correcta das mãos por todo o pessoal (médico, enfermagem, auxiliar e
outro) antes e após qualquer contacto com o doente.
Utilizar soluto alcoólico específico (Sterillium) SEMPRE que haja contacto com o
doente DESDE QUE não haja contaminação com matéria orgânica (p. ex. medição
da temperatura, da tensão arterial, etc.) (Norma 3/2002).
- Utilização de luvas apenas quando necessário (não dispensa a lavagem prévia
das mãos), sempre que exista a possibilidade de contaminação com produtos
orgânicos. Após o contacto com o doente ou com material contaminado retirá-las
imediatamente, devendo as mãos ser novamente lavadas.
2.2. NOS PROCEDIMENTOS:
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HOSPITAL DE SANTA MARIA

COMISSÃO DE CONTROLO DA INFECÇÃO HOSPITALAR

Piso 6, Tel 5401/ NORMA n.º 11/

PROFILAXIA DA INFECÇÃO CRUZADA POR ACINETOBACTER sp.

As bactérias do género Acinetobacter são microrganismos comensais, de baixa virulência, que existem no homem saudável e no ambiente. Pertencem ao grupo de bactérias que, quando submetidos a pressão selectiva, adquirem facilmente resistência a múltiplos antibióticos. A colonização humana é frequente na pele e no intestino. São factores de risco conhecidos para a colonização e/ou infecção nos doentes hospitalizados a terapêutica antibiótica prévia, os procedimentos invasivos e a permanência em Unidades de Cuidados Intensivos. Em determinadas circunstâncias podem ocorrer infecções graves causadas por estirpes multirresistentes, pelo que é essencial minimizar a disseminação hospitalar.

A via de transmissão entre doentes é por contacto, sendo o veículo principal as mãos do pessoal.

Tendo em atenção estes conhecimentos e a realidade do hospital, com o objectivo de minimizar o risco de transmissão destes agentes, indicam-se as seguintes recomendações:

1. Não é obrigatório, mas sempre que possível o doente deve ser colocado

num quarto individual (permite mais facilmente que todo o pessoal interiorize que

se trata de um doente reservatório desta estirpe hospitalar, permitindo um maior rigor no cumprimento das regras de controlo de infecção).

Quando não é possível quarto individual, colocar os doentes infectados e/ou

colonizados numa extremidade da unidade de internamento que não seja ponto

de passagem frequente, minimizando a possibilidade de contaminar por contacto as batas ou vestuário do pessoal.

2. Redução da potencial transmissão do microrganismo entre doentes

2.1. ATRAVÉS DAS MÃOS:

  • Lavagem correcta das mãos por todo o pessoal (médico, enfermagem, auxiliar e outro) antes e após qualquer contacto com o doente. Utilizar soluto alcoólico específico (Sterillium) SEMPRE que haja contacto com o doente DESDE QUE não haja contaminação com matéria orgânica (p. ex. medição da temperatura, da tensão arterial, etc.) (Norma 3/2002).
  • Utilização de luvas apenas quando necessário (não dispensa a lavagem prévia das mãos), sempre que exista a possibilidade de contaminação com produtos orgânicos. Após o contacto com o doente ou com material contaminado retirá-las imediatamente, devendo as mãos ser novamente lavadas.

2.2. NOS PROCEDIMENTOS:

  • Durante os cuidados ao doente evitar a transferência de microrganismos de locais colonizados para locais susceptíveis de infecção (por exemplo do períneo para o aparelho respiratório; do aparelho respiratório para feridas ou acessos vasculares).
  • Utilização de vestuário protector (bata descartável ou avental) sempre que se prestem cuidados ao doente. Este vestuário tem de ser obrigatoriamente impermeável sempre que se manipulem produtos líquidos
  • Sendo o cumprimento escrupuloso de técnica asséptica uma norma básica de prevenção da infecção, reforça-se a sua necessidade quando se realizam procedimentos invasivos nestes doentes.
  • Cumprimento rigoroso das normas de prevenção da infecção respiratória nosocomial (Recomendação n.º 8/2002). Atenção particular no que se refere à aspiração de secreções, pelo risco acrescido deste procedimento contribuir para a transmissão cruzada dos microrganismos.
  • Todos os produtos líquidos necessários aos cuidados ao doente devem ser de uso exclusivo deste e os frascos devem permanecer fechados.
  • Existência junto da cama do doente de recipiente fechado, para colocação de todo o vestuário usado que é retirado imediatamente após a prestação dos cuidados.
  • As roupas e o restante material utilizados no doente, ao serem removidos, têm de ser colocados em contentores específicos que devem encontrar-se junto à cama do doente. Evitar movimentos bruscos com este material (particular- mente com as roupas) a fim de limitar a disseminação dos microrganismos no ambiente.
  • Todo o material de uso múltiplo sempre que possível deverá ser descontaminado (lavado) mecanicamente (máquina). Evitar a descontaminação manual pois é factor importante de dispersão dos microrganismos.
  • Quando do despejo de líquidos potencialmente contaminados (p. ex. água do banho, urina, líquidos de drenagem, etc.) proceder cuidadosa e lentamente, para evitar a formação de salpicos e aerossóis.

2.3. COM AS VISITAS:

  • As visitas devem ser informadas e formadas no sentido de compreenderem que só devem contactar fisicamente com o doente que acompanham. Devem solicitar a presença de um elemento da equipa do serviço sempre que solicitado apoio por parte de outros doentes.
  • Devem ser instruídas da necessidade de lavarem as mãos antes e após o contacto com o doente (sempre que possível acompanhadas ao local onde o podem realizar).

3. Redução das condições de eclosão e manutenção de microrganismos

multiresistentes:

  • Utilização judiciosa dos antibióticos.