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Resumo que reúne as informações mais importantes e um tanto aprofundadas acerca da vitamina D.
Tipologia: Resumos
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Conhecida como a “vitamina do sol”, a vitamina D está muito presente na mídia atualmente. As últimas pesqui- sas confirmam os benefícios que a vita- mina D traz para a saúde e identificam outros novos. Hoje em dia, muitas pessoas no mundo inteiro não estão consumindo vitamina D o suficiente para que con- sigam obter os benefícios para sua saúde. Há vários motivos para isso. A produção da vitamina D na pele é a principal fonte deste nutriente essencial para os humanos. Apesar das diferenças individuais de capacidade de produção, a síntese da vitamina D depende, prin- cipalmente, da exposição da pessoa à luz ultravioleta. Assim, os níveis de produção variam consideravelmente em resposta a fatores geográficos, culturais e estilo de vida. Quando a produção de vitamina D na pele é insuficiente às úni- cas fontes de vitamina D são uma dieta equilibrada ou pelo uso de suplementos. A entrada da vitamina D pela dieta é li- mitada a um pequeno grupo de alimentos naturais que contém esta vitamina, tais como peixes gordurosos, ovos e produtos lácteos. Nos Estados Unidos e no Canadá, entre outros países, alguns alimentos básicos são fortificados com vitamina D. Na maior parte do mundo, no entanto, as fontes dietéticas são limitadas. Cientistas afirmam que precisamos, com urgência, melhorar o nosso supri- mento de vitamina D. Muitos países estão buscando uma mudança na legis- lação para que se permita a fortificação com vitamina D. Especialistas em nutri- ção pedem para que haja um aumento na dose de vitamina D, por porção, a um nível elevado o suficiente para o orga- nismo produzir concentrações eficazes da vitamina. Há um forte apelo para a
revisão e elevação dos níveis diários de ingestão recomendados atualmente. Assim, a melhoria do status da vitami- na D deverá se tornar um problema de saúde pública.
A vitAminA D está ligADA: Saúde óssea Função muscular Saúde do coração Imunidade Menor risco de diabetes Menor risco de determinadas doenças auto-imunes Menor risco de certos tipos de câncer Outros benefícios para a saúde
A vitamina D (calciferol) é um micro- nutriente essencial para o funcionamen- to saudável do organismo. Existem dois tipos de vitaminas D: D3 (colecalciferol) e D2 (ergocalciferol). Ambos os tipos funcionam como vitaminas e ajudam a prevenir os sintomas da deficiência de vitamina D. Desde que sejam expostos à ilumi- nação ultravioleta, os seres humanos são capazes de produzir a vitamina D3, que também pode ser encontrada naturalmente no leite, ovos e peixes gordurosos, como o arenque e a cavala. Já a vitamina D2 é de origem vegetal, encontrada nos cogumelos selvagens, por exemplo. Por muito tempo pensou- se que as vitaminas D2 e D3 fossem equivalentes e intercambiáveis. Ambas as formas ajudam a prevenir a clássica deficiência de vitamina D. Contudo, agora, os cientistas têm demonstrado que a vitamina D2 possui uma bio eficá- cia menor do que a vitamina D3. Além disso, não é convincente a evidência
científica de que a vitamina D2 previne fraturas ósseas e outras doenças.
A vitamina D3 é produzida nos seres humanos quando a radiação ultravioleta (UVB) da luz do sol ou de fontes artificiais atinge suas células da pele. Dentro de poucas horas depois da exposição, 7-dehi- drocolesterol, a vitamina precursora presente na pele, isomeriza a pré-vitamina D3 e, posteriormente, a vitamina D3. A vitamina D é transportada para o fígado e convertida em 25-hidroxivitamina D (calcidiol). Seus níveis no sangue variam de acordo com a exposição à radiação ultravioleta e com a ingestão alimentar. Assim, o calcidiol é um indicador do status dos níveis de vitamina D. Conforme o necessário, a 25-hidroxivitamina D3 é convertida no rim, em um processo bem controlado, ao seu ativo hormônio dihi- droxivitamina 1,25-D3 (calcitriol).
A quantidade de vitamina D3 pro- duzida pela pele após a exposição solar depende de fatores ambientais e indivi- duais. Como recomendação geral devem ser praticadas atividades ao ar livre com a exposição dos braços e do rosto. A sín- tese adequada da vitamina D3 ocorre por meio de UVB que não são suficientes para ocasionar queimaduras de pele. Porém, Holick et. al., constatou que tomar sol usando protetor solar fator 8 bloqueia a síntese da vitamina D3 em > 95%. ad
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Em todo o mundo existem grandes grupos de risco de insuficiência de vitamina D devido à falta de produção no corpo. A maioria das dietas modernas é pobre em vitamina D, e poucos são os países que possuem programas de fortificação com tal vitamina.
A quantidade de luz ultravioleta que atinge a pele depende da latitude, estação do ano, horário do dia, bem como das condições meteorológicas (nebulosidade), quantidade de polui- ção e reflexo da superfície (neve). As melhores condições para a síntese da vitamina D3 são a baixa latitude, ao meio dia, durante o verão, céu claro, ar puro e alta reflexão (neve).
O tipo de pele da pessoa é um fator determinante para a eficácia na produção da vitamina D3. A pele escura é mais pigmentada, assim mais radiação ultravioleta é absorvida pela melanina, reduzindo-se a produção de vitamina D3. Populações de pele escura originalmente vivem perto do equador, onde há muita radiação ultravioleta e as pequenas partes desta radiação não absorvida entram na pele e são consideradas suficientes para produzir a vitamina D3 para a saúde. Todavia, pessoas com a pele clara originalmente vivem em locais de latitudes elevadas, onde a radiação ultravioleta ambiente é baixa, e a palidez maximiza a captura de radiação para a produção de vitami- na D3 (o risco de danos ultravioleta é considerado muito baixo em latitudes elevadas, mesmo para pessoas de pele clara). As populações migrantes e seus descendentes têm, freqüentemente, tipos de pele que não se ajustam ao ambiente e radiações ultravioleta. A idade também influencia na produção da vitamina D3. A quantidade de 7-dehi- drocolesterol na pele diminui com a idade bem como a habilidade para a produção da D3. Ao mesmo tempo, as necessidades de vitamina aumentam à medida que as pessoas envelhecem. Outros fatores pessoais incluem hábi-
AlimentOs QUe COntÊm vitAminA D (ex. eUA) Óleo de fígado de bacalhau 1360 IU 34μg cada colher de sopa (13.6g) Arenque cru 1640 IU 41μg cada 100g Cavala crua 360 IU 9μg cada 100g Ovo 20IU 0.5μg cada unidade (50g) Leite fortificado 40 IU 1μg cada 100ml Suco de laranja fortificado 40 IU 1μg cada 100ml Cereais matinais prontos 40-140 IU 1-3.5μg cada 100g
tos de vestuário, estilo de vida. Local de trabalho (externo ou interno), uso de protetor solar e certas doenças (má absorção de gordura, por exemplo).
Cientistas estão de acordo que a alimentação sozinha não fornece o su- ficiente em vitamina D Fonte: USDA Banco de dados nacio- nal para referência de Standards, 19ª edição (2006), M.S. Calvo ET AL. (2004)
Se a produção de vitamina D ou se a ingestão da mesma é baixa, a insufi- ciência de vitamina D será o resultado. O déficit, por sua vez é o elevado risco de doença. Em muitos desses casos, os médicos não conseguem fazer a ligação entre a doença e a insuficiência de vita- mina D do paciente. Crianças têm maior risco de pneumonia e morte, enquanto adultos são mais propensos a desenvol- ver doenças cardíacas e câncer. Os sinais clássicos da deficiência de vitamina D se desenvolvem com a piora do quadro médico. Inicialmente, os elevados níveis sanguíneos do hormônio da paratireóide causam osteoporose e um aumento do risco de fraturas. Os níveis do hormô- nio da paratireóide começam a subir a um corte de calcidiol de 75nmol / l ou mais baixas (concentrações abaixo de 50nmol / l, ou mesmo abaixo de 25nmol / l são comumente observados em vários grupos da população). Um nível calcidiol de 75nmol / l geralmen- te não é atingido através da exposição ao sol sozinho. Através da alimentação este nível também não é atingível. Uma severa deficiência de vitamina D provoca uma falta de mineralização óssea, que
se manifesta como o raquitismo nas crianças e osteomalácia em adultos. O raquitismo infantil está aumentando e esta ressurgindo como um problema de
saúde pública em países com políticas de evitar o sol forte e culturas que exi- gem muitas roupas.
FAtORes De RisCO DA insUFUCiÊnCiA De vitAminA D PelA AlimentAÇÃO Baixa ingestão de alimentos contendo vitamina D (ex.: peixes gordurosos, leite) A falta de fortificação de vitamina D O não uso de múltiplas vitaminas ou outros suplementos A alimentação materna prolongada
Hormônios de vitamina D agem em ossos, intestinos e rins para produzir o cálcio, resultando em um elevado nível de cálcio no sangue. Assim a absorção intestinal do cálcio é aumentada, pro- movendo a mineralização dos ossos (caso haja uma quantidade suficiente de cálcio, obtido pela alimentação, disponível). Além disso, os hormônios da vitamina D estimulam diretamen- te a mineralização dos ossos. Uma quantidade adequada de vitamina D é requerida para formar ossos saudáveis em crianças e para manter a saúde óssea dos adultos. Baixos níveis de calcidiol no sangue e baixos níveis de cálcio levam a um aumento de troca de ossos e a mobilização de cálcio dos ossos, causando osteoporose e con- seqüentemente fraturas. A densidade mineral óssea aumenta quando os ní- veis de hormônio da paratireóide são baixos, numa extensão dependendo de polimorfismos genéticos do receptor de vitamina D. ad
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