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Wallon, Notas de estudo de Pedagogia

Wallon - Wallon

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 02/09/2010

maria-luiza-menezes-1
maria-luiza-menezes-1 🇧🇷

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Wallon
Segundo FERRARI (2008), Henri Wallon nasceu em Paris, França, em
1879. Graduou-se em medicina e psicologia. Fez também filosofia. Atuou como médico na
Primeira Guerra Mundial (1914-1918), ajudando a cuidar de pessoas com distúrbios
psiquiátricos. Em 1925, criou um laboratório de psicologia biológica da criança.Sua teoria
pedagógica, que diz que o desenvolvimento intelectual envolve muito mais do que um
simples cérebro, abalou as convicções numa época em que memória e sabedoria eram o
máximo em termos de construção do conhecimento. Wallon foi o primeiro a levar não só o
corpo da criança mas também suas emoções para dentro da sala de aula. Fundamentou suas
idéias em quatro elementos básicos que se comunicam o tempo todo: a afetividade, o
movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa. Militante apaixonado (tanto na
política como na educação), dizia que reprovar é sinônimo de expulsar, negar, excluir. Ou
seja, "a própria negação do ensino". As emoções, para Wallon, têm papel predominante no
desenvolvimento da pessoa. É por meio delas que o aluno exterioriza seus desejos e suas
vontades. As transformações fisiológicas em uma criança (ou, nas palavras de Wallon, em seu
sistema neurovegetativo) revelam traços importantes de caráter e personalidade. "A emoção é
altamente orgânica, altera a respiração, os batimentos cardíacos e até o tônus muscular, tem
momentos de tensão e distensão que ajudam o ser humano a se conhecer", Segundo ele, a
raiva, a alegria, o medo, a tristeza e os sentimentos mais profundos ganham função relevante
na relação da criança com o meio. "A emoção causa impacto no outro e tende a se propagar
no meio social", Ele ainda coloca que a afetividade é um dos principais elementos do
desenvolvimento humano.
FERRARI(2008), ainda coloca que, segundo a teoria de Wallon, as
emoções dependem fundamentalmente da organização dos espaços para se manifestarem. A
motricidade, portanto, tem caráter pedagógico tanto pela qualidade do gesto e do movimento
quanto por sua representação. Por que, então, a disposição do espaço não pode ser diferente?
Conforme as idéias de Wallon, a escola infelizmente insiste em imobilizar a criança numa
carteira, limitando justamente a fluidez das emoções e do pensamento, tão necessária para o
desenvolvimento completo da pessoa. Estudos realizados por Wallon com crianças entre 6 e
9 anos mostram que o desenvolvimento da inteligência depende essencialmente de como cada
uma faz as diferenciações com a realidade exterior. Primeiro porque, ao mesmo tempo, suas
idéias são lineares e se misturam – ocasionando um conflito permanente entre dois mundos, o
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Wallon

Segundo FERRARI (2008), Henri Wallon nasceu em Paris, França, em

  1. Graduou-se em medicina e psicologia. Fez também filosofia. Atuou como médico na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), ajudando a cuidar de pessoas com distúrbios psiquiátricos. Em 1925, criou um laboratório de psicologia biológica da criança.Sua teoria pedagógica, que diz que o desenvolvimento intelectual envolve muito mais do que um simples cérebro, abalou as convicções numa época em que memória e sabedoria eram o máximo em termos de construção do conhecimento. Wallon foi o primeiro a levar não só o corpo da criança mas também suas emoções para dentro da sala de aula. Fundamentou suas idéias em quatro elementos básicos que se comunicam o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa. Militante apaixonado (tanto na política como na educação), dizia que reprovar é sinônimo de expulsar, negar, excluir. Ou seja, "a própria negação do ensino". As emoções, para Wallon, têm papel predominante no desenvolvimento da pessoa. É por meio delas que o aluno exterioriza seus desejos e suas vontades. As transformações fisiológicas em uma criança (ou, nas palavras de Wallon, em seu sistema neurovegetativo) revelam traços importantes de caráter e personalidade. "A emoção é altamente orgânica, altera a respiração, os batimentos cardíacos e até o tônus muscular, tem momentos de tensão e distensão que ajudam o ser humano a se conhecer", Segundo ele, a raiva, a alegria, o medo, a tristeza e os sentimentos mais profundos ganham função relevante na relação da criança com o meio. "A emoção causa impacto no outro e tende a se propagar no meio social", Ele ainda coloca que a afetividade é um dos principais elementos do desenvolvimento humano.

FERRARI(2008), ainda coloca que, segundo a teoria de Wallon, as emoções dependem fundamentalmente da organização dos espaços para se manifestarem. A motricidade, portanto, tem caráter pedagógico tanto pela qualidade do gesto e do movimento quanto por sua representação. Por que, então, a disposição do espaço não pode ser diferente? Conforme as idéias de Wallon, a escola infelizmente insiste em imobilizar a criança numa carteira, limitando justamente a fluidez das emoções e do pensamento, tão necessária para o desenvolvimento completo da pessoa. Estudos realizados por Wallon com crianças entre 6 e 9 anos mostram que o desenvolvimento da inteligência depende essencialmente de como cada uma faz as diferenciações com a realidade exterior. Primeiro porque, ao mesmo tempo, suas idéias são lineares e se misturam – ocasionando um conflito permanente entre dois mundos, o

interior, povoado de sonhos e fantasias, e o real, cheio de símbolos, códigos e valores sociais e culturais

Segundo FERRARI (2008),A construção do eu na teoria de Wallon depende essencialmente do outro. Seja para ser referência, seja para ser negado. Principalmente a partir do instante em que a criança começa a viver a chamada crise de oposição, em que a negação do outro funciona como uma espécie de instrumento de descoberta de si própria. Isso se dá aos 3 anos de idade, a hora de saber que "eu" sou. "Manipulação (agredir ou se jogar no chão para alcançar o objetivo), sedução (fazer chantagem emocional com pais e professores) e imitação do outro são características comuns nessa fase", Wallon ainda coloca que: "Até mesmo a dor, o ódio e o sofrimento são elementos estimuladores da construção do eu.